Minha História de Namoro – Parte 2

By André Quintana Bittencourt, 30 de julho de 2009 22:40

Bom pessoal… Seguindo com a história.

Com as viagens nos finais de semana para tocar em encontros e shows, um novo mundo se abria para mim. Além de tocar com o Mensagem Brasil, passamos a acompanhar a Adriana que recentemente tinha lançado seu primeiro trabalho. Em 98, música católica era um pouco diferente e nem sempre os organizadores de eventos tinham condições de bancar uma banda quando ela vinha de muito longe. Por esse motivo, em um mesmo evento faziamos show com Mensagem Brasil, Adriana e Ziza Fernandes. Viajei muito nesse ano.

O mundo da Cris era diferente, ela continuava firme nos trabalhos do grupo de oração Volta Israel e nas organizações de encontros para jovens. Mas nem sempre podia contar com minha presença. Ahhh, ainda tinha o fato de estar fazendo os encontros vocacionais para a Canção Nova. Fiz todos os encontros e no último decidi parar e dar um tempo. Não sabia se entrava na Comunidade Canção Nova, se continuava o namoro, se permanecia no Mensagem Brasil e depois quem sabe entrasse para a comunidade Mensagem… No fim de 98 estava meio confusa as coisas na minha cabeça.

Neste ano nosso namoro foi se fortalecendo pela partilha. Partilha das coisas que iamos vivendo cada um nos seus trabalhos. Os momentos de conversa eram muito valorizados e desde o início tivemos um namoro muito caseiro. Não eramos de sair muito. Sempre iamos a missa aos sábados e domingos, as vezes passavamos em uma pastelaria, ou alguma festa de aniversário, mas logo estavamos na casa da Cris. Aliás na maioria das vezes era da missa para a casa dela rssss…

1999 – A aventura de empreendedores

Passei o início deste ano praticamente parado com relação a música. Inicio de ano no Brasil é lento… dizem que o Brasil só funciona depois do carnaval rsss… O fato que isso serviu para que pudesse refletir sobre a situação financeira. Tinha parado minha faculdade em 1996 no 2º ano, e estava recentemente desempregado. Já havia decidido que não iria entrar para a comunidade Canção Nova, restava saber se a música católica iria me dar segurança. Pelo início do ano ficava cada vez mais evidente que se escolhece pela música iria ser dificil a caminhada. Bom… pesando prós e contras, pensando nas atividades que havia deixado na paróquia, resolvi dar um tempo com a música e me dedicar aos trabalhos no grupo de jovens e tentar algum emprego.

Nesta época, a Cris conheceu através de uns amigos do Rio de Janeiro uma máquina que estampava camisetas. Parecia uma boa alternativa. Resolvemos comprar a máquina juntos e trabalhar. Ela já estava na Canção Nova trabalhando desde 97 e eu aproveitei meu tempo livre e me dediquei a isso. Tenho que confessar que não tenho nenhum jeito pra vendedor. Estampavamos as camisetas em casa, enchia umas bolsas e saia de porta em porta. Meses depois ainda com as camisetas abrimos uma barraquina na feira, mais alguns meses e abrimos uma loja. Mas lembre que disse que não levava jeito pra vendedor. Mais alguns meses e estavamos fechando a loja, tão rápido como abrimos. Mudança de ramo. Passamos a produzir produtos promocionais. No início deu muito certo. Já era fim do ano 2000. Vendiamos muito bem de julho até dezembro, mas quando chegava em janeiro as vendas iam praticamente a zero. Definitivamente não dava pra viver disso e eu particularmente já tinha percebido que vida de micro empresário não era pra mim.

Julho de 2001 – Um novo momento… (aguarde a continuação)

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