09 jul 2010 @ 2:48 AM 

Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, a respeito das casas desta cidade e dos palácios dos reis de Judá, demolidos em função das trincheiras e das armas
que vêm combater os caldeus e enchem o lugar com os cadáveres dos que eu atinjo na minha ira e indignação — já que desviei o rosto desta cidade por causa de sua maldade.
Eu lhes trago melhora e cura, vou curá-los e vou mostrar-lhes plenitude de durável bem-estar.
Mudarei a sorte de Israel e de Judá, vou reconstruí-los como antigamente.
Vou purificá-los dos pecados que contra mim cometeram, perdoar as perversidades que contra mim praticaram e o fato de me terem desprezado.
Serão para mim motivo de fama, de alegria, de louvor e festa por entre todas as nações da terra que ouvirem falar de tudo de bom que lhes faço. Elas hão de estremecer e comover-se diante de todo o bem e felicidade que darei a Israel e Judá. Jeremias 33,4-9

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 04 jul 2010 @ 2:54 PM 

Eis o Catecismo da Igreja:
997. Que é “ressuscitar”? Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus.

998. Quem ressuscitará ? Todos os homens que morreram: “Os que tiverem feito o bem (sairão) para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,29).

999. De que maneira? Cristo ressuscitou com seu próprio corpo: “Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu!” (Lc 24,39). Mas ele não voltou a uma vida terrestre. Da mesma forma, nele “ressuscitarão com seu próprio corpo, que têm agora”; porém, este corpo será “transfigurado em corpo de glória”, em “corpo espiritual” (1Cor 15, 44):

Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos? Com que corpo voltam? Insensato! O que semeias não readquire vida a não ser que morra. E o que semeias não é o corpo da futura planta que deve nascer, mas um simples grão de trigo ou de qualquer outra espécie (…) Semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível (…) os mortos ressurgirão incorruptíveis. (…) Com efeito, é necessário que este ser corruptível revista a incorruptibilidade e que este ser mortal revista a imortalidade (1Cor 15,35-37.42.52-53).

1000. Este “como” ultrapassa nossa imaginação e nosso entendimento, sendo acessível só na fé. Nossa participação na Eucaristia, no entanto, já nos dá um antegozo da transfiguração de nosso corpo por Cristo:

Assim como o pão que vem da terra, depois de ter recebido a invocação de Deus, não é mais pão comum, mas Eucaristia, Constituída por duas realidades, uma terrestre e a outra celeste, da mesma forma os nossos corpos que participam da Eucaristia não são mais corruptíveis, pois têm a esperança da ressurreição (Santo Irineu).

1001. Quando? Definitivamente “no último dia” (Jo 6,39-40.44-54); “no fim do mundo”. Com efeito, a ressurreição dos mortos está intimamente associada à Parusia de Cristo:

Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (1Ts 4,16).

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 04 jul 2010 @ 2:47 PM 

A História do Ícone

Muitos nomes me têm sido dados. Fui chamada a “Virgem da Paixão”. “a Madona de ouro”, “a Mãe dos Missionários redentoristas”, “a Mãe dos lares católicos”.
O nome que eu mesma escolhi é “Mãe do Perpétuo Socorro”. Este é também o nome pelo qual o Papa Pio IX pediu aos Missionários redentoristas que me fizessem conhecida.

Minha história é a história de como o Céu orienta os acontecimentos humanos para os desígnios divinos. É uma história que parece complicada e aventureira, mas, vista ‘do alto’, é uma linha simples, reta, traçada através da história humana.
É a história de um artista desconhecido, um ladrão arrependido, uma menina curiosa, uma igreja abandonada, um religioso idoso e um Papa.
E acima de tudo, é a história da minha presença na vida apostólica dos Missionários da Congregação do Santíssimo Redentor.

O comerciante que roubou “Nossa Senhora”

Ha uma tradição do século XVI que nos fala de um comerciante da ilha de Creta, que roubou um quadro milagroso de uma das igrejas do lugar. Escondeu-o entre suas mercadorias e viajou para o Ocidente. Foi somente pela Providência Divina que ele sobreviveu a uma violenta tempestade e desembarcou em terra firme. Depois de um ano mais ou menos, chegou a Roma com seu quadro roubado.

Foi aí que ele adoeceu mortalmente e procurou um amigo que cuidasse dele. Estando para morrer, revelou o segredo do quadro e pediu ao amigo que o devolvesse a uma igreja. O amigo prometeu realizar o seu desejo mas, por causa da sua esposa, não quis desfazer-se de um tão belo tesouro. O amigo também morreu sem ter cumprido a promessa.

Por último, a Santíssima Virgem apareceu a uma menina de seis anos, filha desta família romana, e mandou-lhe dizer à mãe e à avó que o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro devia ser colocado na Igreja de São Mateus Apóstolo, situada entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João Latrão.

Diz a tradição que, após muitas dúvidas e dificuldades, “a mãe obedeceu e, tendo procurado o sacerdote encarregado da igreja, o quadro foi colocado na igreja de São Mateus, no dia 27 de março de 1499″. Aí ele iria ser venerado durante os 300 anos seguintes. Então começa o segundo estágio da historia do ícone, e a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a se divulgar em toda a cidade de Roma.

Três séculos na igreja de São Mateus

A Igreja de S. Mateus não era grande, mas possuía um inestimável tesouro que atraía os fiéis: o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. De 1739 a 1798, a igreja e o convento adjacente estiveram aos cuidados dos Agostinianos irlandeses, que foram injustamente exilados do seu país e usavam o convento como centro de formação para a sua Província romana. Os jovens estudantes encontravam um refúgio de paz junto à Virgem do Perpétuo Socorro, enquanto se preparavam para o sacerdócio, o apostolado e o martírio.

Em 1798, a guerra atingiu Roma e o convento e a igreja foram quase totalmente destruídos. Alguns Agostinianos permaneceram lá por mais alguns anos, mas eventualmente eles também tiveram de ir embora. Alguns voltaram para a Irlanda, outros foram para novas fundações na América, mas a maioria passou para um convento vizinho. Este último grupo levou consigo o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Assim começou o terceiro estágio da história, os “anos ocultos”.

Em 1819, os Agostinianos irlandeses se transferiram para a Igreja de Santa Maria in Posterula, perto da ponte “Umberto I” que atravessa o rio Tibre. Com eles foi a “Virgem de São Mateus”. Mas como “Nossa Senhora da Graça” era já venerada naquela igreja, o quadro recém-chegado foi posto numa capela interna do convento, onde ele permaneceu, quase desconhecido, a não ser para o Irmão Agostinho Orsetti, um dos jovens frades provenientes de São Mateus.

O Religioso idoso e o jovem coroinha

Os anos corriam e parecia que o quadro que tinha sido salvo da guerra que destruiu a igreja de São Mateus estava para cair no esquecimento.
Um jovem coroinha chamado Michele Marchi visitava muitas vezes a igreja de Santa Maria in Posterula e tornou-se amigo do Irmão Agostinho. Muito mais tarde, o então sacerdote Pe. Michele escreveria:
“Este bom Irmão costumava me falar com um certo ar de mistério e ansiedade, especialmente durante os anos 1850 e 1851, estas exatas palavras: ‘Veja bem, meu filho, você sabe, que a imagem da Virgem de São Mateus está lá em cima na capela: nunca se esqueça dela, entende? É um quadro milagroso’. Naquele tempo o Irmão estava quase totalmente cego.” O que eu posso dizer a respeito do venerável quadro de ‘Virgem de São Mateus’, também chamada ‘Perpétuo Socorro’, é que desde a minha infância até quando entrei na Congregação redentorista sempre o vi acima do altar da capela doméstica dos Padres agostinianos da Província irlandesa em Santa Maria in Posterula, não havia devoção a ele, nem enfeite, nem sequer uma lâmpada para reconhecer a sua presença, ficava coberto de poeira e praticamente abandonado. Muitas vezes, quando eu ajudava a Missa lá, eu olhava para ele com grande atenção.”

O Irmão Agostinho morreu em 1853 na venerável idade de 86 anos, sem ter visto realizado o seu desejo de que a Virgem do Perpétuo Socorro fosse de novo exposta à veneração pública. Suas orações e sua ilimitada confiança na Virgem Maria pareciam ter ficado sem resposta.

A redescoberta do ícone

Em Janeiro de 1855, os Missionários redentoristas adquiriram “Villa Caserta” em Roma, fazendo dela a Casa Generalícia da sua Congregação missionária, que se tinha espalhado pela Europa ocidental e América do Norte. Nesta mesma propriedade junto à Via Merulana, estavam as ruínas da Igreja e do Convento de São Mateus. Sem percebê-lo na ocasião, eles tinham adquirido o terreno que, muitos anos antes, tinha sido escolhido pela Virgem para seu santuário entre Santa Maria Maior e São João de Latrão.

Quatro meses depois, foi começada a construção de uma igreja em honra do Santíssimo Redentor e dedicada a Santo Afonso de Ligório, fundador da Congregação. Em dezembro de 1855, um grupo de jovens começava seu noviciado na nova casa. Um deles era Michele Marchi.

Os Redentoristas estavam extremamente interessados na história da sua nova propriedade. Mais ainda, quando, a 7 de fevereiro de 1863, ficaram intrigados com os questionamentos de um pregador jesuíta, Pe. Francesco Blosi, que num sermão falou de um ícone de Maria que “tinha estado na Igreja de São Mateus na Via Merulana e era conhecido como a Virgem de São Mateus, ou mais corretamente a Virgem do Perpétuo Socorro”.

Em outra ocasião, o Cronista da comunidade redentorista, “examinando alguns autores que tinham escrito sobre as antiguidades romanas, encontrou referências à Igreja de São Mateus. Entre elas havia uma citação particular, mencionando que naquela igreja (que estava situada na área do jardim da comunidade) havia um antigo ícone da Mãe de Deus, que gozava de ‘grande veneração e fama por seus milagres.’” Então, “tendo contado tudo isto à comunidade, começaram a se perguntar onde poderia estar o quadro. O Pe. Marchi repetiu tudo o que ouvira do Irmão Agostinho Orsetti e disse a seus confrades que muitas vezes tinha visto o ícone e sabia muito bem onde se achava.”

Os Redentoristas recebem o ícone

Com esta nova informação, cresceu entre os Redentoristas o interesse por saber mais sobre o ícone e por recuperá-lo para a sua igreja. O Superior Geral, Pe. Nicholas Mauron, apresentou uma carta ao Papa Pio IX, na qual ele pedia à Santa Sé que lhe concedesse o ícone do Perpétuo Socorro para ser colocado na recém-construída Igreja do Santíssimo Redentor e de Santo Afonso, localizada perto de onde estava a antiga Igreja de São Mateus. O Papa concedeu a licença e no verso da petição, de próprio punho ele escreveu:
“11 de dezembro de 1865: O Cardeal Prefeito da Propaganda chamará o Superior da comunidade de Santa Maria in Posterula e lhe dirá que é Nosso desejo que a imagem da Santíssima Virgem, à qual se refere esta petição, seja de novo colocada entre São João e Santa Maria Maior; os Redentoristas vão substituí-la por um outro quadro adequado.”

Conforme a tradição, foi então que o Papa Pio IX disse ao Superior Geral dos Redentoristas: “Fazei-a conhecida no mundo inteiro!” Em janeiro de 1866, os Pes. Michele Marchi e Ernesto Bresciani foram a Santa Maria in Posterula receber o quadro dos Agostinianos.

Começou então o processo de limpeza e restauração do ícone. A tarefa foi confiada a um artista polonês, Leopold Nowotny. Finalmente, no dia 26 de abril de 1866, a imagem era de novo exposta à veneração pública na igreja de Santo Afonso na Via Merulana.

Com este evento, começou o quarto estágio da história: a difusão do ícone no mundo inteiro.

A última restauração do ícone

Em 1990, o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi retirado do altar-mor para satisfazer aos muitos pedidos de novas fotografias do ícone. Foi então que o sério estado de deterioração da imagem foi descoberto: a madeira, bem como a pintura, tinha sofrido com as mudanças do ambiente e as primeiras tentativas de restauração. O Governo Geral dos Redentoristas decidiu contratar os serviços técnicos do Museu Vaticano para realizar uma restauração geral do ícone, que eliminasse as rachaduras e os fungos que ameaçavam danos irreparáveis.

A primeira parte da restauração consistiu numa série de raios X, imagens em infra-vermelho, análises qualitativas e quantitativas da pintura e outros testes com raios infra-vermelhos e ultra-violetas.

Os resultados destas análises, especialmente o teste de carbono 14, indicaram que a madeira do ícone do Perpétuo Socorro pode ser datada seguramente dos anos 1325-1480.

O segundo estágio da restauração consistiu no trabalho físico de encher as rachaduras e perfurações da madeira, limpar a pintura e retocar as partes afetadas, reforçar a estrutura que sustenta o ícone, etc. Esta intervenção física limitou-se ao mínimo absoluto, porque todo trabalho de restauração, um pouco como a cirurgia em seres humanos, sempre provoca algum trauma. Uma análise artística situou a pigmentação da pintura numa data posterior (após o século XVII); isto explicaria por que o ícone oferece uma síntese de elementos orientais e ocidentais, especialmente nos seus aspectos faciais.

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era uma criança quando Nossa Senhora apareceu. Entra na História aos sete anos, precisamente na idade que habitualmente se costuma indicar como a do começo da vida consciente e da razão. Em que medida uma criatura dessa idade é capaz de praticar a virtude? E de praticá-la de modo heróico?

A história da espiritualidade católica tem exemplos surpreendentes de santidade a pouca idade: Santa Maria Goretti, martirizada aos 11 anos com plena consciência do que fazia; São Domingos Sávio, que morreu aos 15 anos.

Jacinta – e seu irmão Francisco – depois de um rigoroso processo em Roma, tiveram reconhecidas suas virtudes heróicas, podendo ser venerados privadamente como santos. Qual o segredo da santidade de Jacinta? O tema vem ocupando atualmente a atenção dos católicos e merece ser conhecido por nossos leitores.

* * *

Frankfurt – Jamais se vira, naquele lugar, uma coisa igual: 70 mil pessoas, vindas de todas as partes de Portugal, estão reunidas, sob a chuva, no local que se chama Cova da Iria. O que aconteceu?
Estamos no dia 13 de outubro de 1917. A duras penas, os três pastorinhos tentam varar a multidão rumo a suas pequenas casas em Aljustrel. A menor das crianças – nossa Jacinta – é conduzida através de atalhos por um soldado, que a protege das manifestações de entusiasmo de pessoas que desejam vê-la e dirigir-lhe a palavra. Milhares de perguntas, pedidos de oração e intercessões. Conversões, lágrimas de alegria…

As crianças – Lúcia, Francisco e Jacinta – não prestam atenção na multidão reunida, a qual presenciara o milagre do sol ao final da última aparição. Suas mentes estão tomadas pela sublimidade e pelo esplendor do extraordinário fato sobrenatural que há pouco acabam de contemplar. A Senhora do Céu, com quem haviam falado seis vezes, acabava de realizar o milagre prometido…

Desapego quanto a louvores dos homens

Jacinta Marto, com apenas sete anos de idade, é dotada de seriedade marcante. A fronte franzida indica profunda preocupação. Os olhos, que ainda refletem maravilhosamente o brilho do que haviam contemplado, estão contraídos mas calmos, indicando uma alma inclinada ao recolhimento.

O que dizer desta fisionomia? Talvez Jacinta se esteja lembrando dos penosos caminhos percorridos anteriormente em meio ao desprezo, aos impropérios e até aos golpes daqueles que agora estão no meio da multidão. Não, a alegria do momento não a impressiona, ela conhece bem a inconstância do espírito humano. Sua vontade está posta em Deus, no cumprimento de Sua vontade, de tal modo que, depois das aparições, levou verdadeiramente a vida de uma grande santa. A Congregação para a Causa dos Santos constatou: sua vontade era inteiramente submissa à de Deus. Como seria útil, principalmente para os nossos dias, conhecer a vida desta criança.

A caminho da santidade

No espaço de tempo que vai dos sete aos dez anos, em que suportou heroicamente o fardo da doença que a levaria à morte, Jacinta trilhou o caminho da santidade. Já nessa tão precoce idade conheceu profundamente a realidade da vida. Sua existência foi curta, porém repleta de acontecimentos extraordinários e até mesmo fascinantes. A descrição deles extrapolaria os limites deste artigo. Temos que nos cingir aos traços marcantes de sua alma, a algumas cenas de sua vida e mencionar alguns testemunhos.

O caminho da santidade, a que já nos referimos, esta menina o percorreu de tal maneira que seus pais e parentes chegaram a exclamar a respeito dela e dos outros dois videntes: “É um mistério que não dá para compreender. São crianças como outras quaisquer. No entanto, percebe-se nelas qualquer coisa de extraordinário!” Sim, o que havia de extraordinário nessas crianças que as pessoas (até hoje!) não conseguem entender?

Quem foi Jacinta Marto? Última de uma grande prole, nasceu em 11 de março de 1910. De natureza meiga, era uma criança como as outras. Brincava, cantava, tinha seus defeitos maiores ou menores, o seu temperamento e, naturalmente, suas preferências… até 13 de maio de 1917.

Oração e sacrifícios resgatam pecadores

Depois desse dia, empreendeu Jacinta uma mudança interior profunda, uma conversão de sua vida como Nossa Senhora tinha pedido. As palavras de Maria Santíssima impregnaram de modo indelével sua alma e passaram a ser o conteúdo, o ideal de sua vida. Mais ainda, colocou esse ideal em prática.

“Fazei penitência pelos pecadores! Muitos vão para o inferno porque ninguém reza e se sacrifica por eles.” – Tais palavras encontraram profunda ressonância em Jacinta. E com que inquebrantável vontade fazia ela penitência! Aqui vão mencionados alguns exemplos desta jovem e já grande santa. Ela não hesitava em freqüentemente jejuar um dia inteiro, sem nada comer ou beber, dando alegremente seu pão às crianças pobres. Em outros dias, comia justamente aquilo que mais detestava. Trazia como penitência uma corda em torno da cintura. Nada, nenhum sacrifício lhe parecia demasiado grande, tratando-se da salvação das almas!

O pecado e o Céu em sua espiritualidade

De fato, pode-se dizer que a espiritualidade de Jacinta funda-se nos pedidos formulados por Nossa Senhora. Ela contém dois aspectos importantes: 1) claro conceito do pecado; 2) noção muito definida da beleza sobrenatural do Céu. Exatamente dois pontos em relação aos quais nossa época está imensamente distante.

Não se fala mais em pecado. Esta palavra está sendo omitida na catequese e banida do pensamento das pessoas. Juntamente com isso, vai sendo também eliminada necessariamente a idéia do próprio Deus! Pois, de que outra coisa se trata senão da honra divina que é ofendida pelo pecado?

Estreitamente relacionado com esse pensamento vem o segundo ponto: a noção clara da beleza sobrenatural do Céu. Quanto mais intensamente uma alma tem essa noção do sobrenatural celeste, tanto mais fácil será sua correspondência às solicitações da Mãe de Deus. Jacinta é um exemplo concreto arrebatador de tal correspondência. A mensagem de sua vida convida-nos a reconhecer esses aspectos da mensagem de Nossa Senhora e torná-los o eixo orientador de nossas vidas.

Enormes penitências salvaram muitas almas

Profundamente impressionada pela visão do inferno e pelo mistério da eternidade, Jacinta não poupou nenhum sacrifício visando a conversão dos pecadores. Em sua doença — uma tuberculose que a levou à morte — oferecia principalmente suas dores: “Sim, eu sofro, porém ofereço tudo pelos pecadores, para desagravar o Imaculado Coração de Maria. Ó Jesus, agora podeis salvar muitos pecadores porque este sacrifício é muito grande”.

Todos os que conheciam Jacinta sentiam certo respeito por ela. Lúcia, sua prima, escreve: “Jacinta era também aquela a quem, me parece, a Santíssima Virgem deu a maior plenitude de graças, conhecimento de Deus e da virtude. Ela parecia refletir em tudo a presença de Deus.”

Mesmo na sua dolorosa moléstia mostrava-se sempre paciente, sem reclamações, inteiramente despretensiosa. Conduta que não correspondia ao seu caráter natural. O que possibilitava a essa criança a prática de tal fortaleza e manifestar semelhante comportamento?

A própria Jacinta dá resposta a essa pergunta em sua exclamação: “Gosto tanto de Nosso Senhor e de Nossa Senhora que nunca me canso de dizer que Os amo. Quando eu digo isso muitas vezes, parece-me que tenho um lume no peito, mas não me queima!” O amor ardente a Jesus e Maria! Este foi o amor que transformou Jacinta e que fez dela uma cópia fiel das virtudes da Virgem Santíssima.

Último sacrifício: na morte, isolamento

O Revmo. Pe. Luís Fischer, grande apóstolo de Fátima, examina o corpo de Jacinta durante sua primeira exumação, em 12-9-35. A face da vidente foi encontrada incorrupta

Tão heróica foi a morte quanto a vida de Jacinta, num hospital de Lisboa, inteiramente sozinha. Este fato foi objeto de uma das últimas previsões recebidas por Jacinta, diretamente de Nossa Senhora. Com que coragem conservou a menina este pensamento! Deixemo-la narrar esta profecia, por ela confiada a Lúcia:

“Nossa Senhora disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem aos meus pais; que depois de sofrer muito, morro sozinha; mas que não tenha medo, que me vai lá Ela me buscar para o Céu.”

Nossa Senhora anunciou também o dia e a hora em que deveria morrer. Quatro dias antes, a Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dores. Como ninguém esteve presente nesse grandioso momento, podemos apenas imaginar a cena. Como terá sido a recepção deste pequeno lírio no Céu? Diante de Nossa Senhora, aquele rosto virginal não estará mais contraído pelo sofrimento, mas resplandecente em presença dAquele que foi o Fundamento de sua vida: “Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro do peito e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!”

De que maneira o conhecimento da vida de Jacinta atua sobre as almas, pode-se deduzir das palavras do postulador das Causas de Beatificação dela e de seu irmão Francisco: “Nunca na História da Igreja duas crianças foram tão conhecidas e estimadas quanto Francisco e Jacinta. Elas têm trazido inúmeras almas para o caminho da perfeição”.

Desejamos que a vida de Jacinta tenha no Brasil grande divulgação para a salvação das almas e o breve triunfo do Imaculado Coração de Maria!

Decreto da Santa Sé
declara as virtudes de Jacinta

A 13 de maio de 1989, um decreto da Congregação para a Causa dos Santos, assinado pelo Cardeal Angelo Felici, declarou a heroicidade das virtudes da Serva de Deus Jacinta Martos.

O documento, lembrando as palavras de Nosso Senhor “Se não fizerdes como um destes pequeninos não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18,3), afirma que Jacinta “correspondendo sem reservas à graça divina realizou rapidamente uma grande perfeição na imitação de Cristo e voluntariamente consumiu sua breve existência pela glória de Deus, cooperando na salvação das almas mediante fervorosa oração e assídua penitência”.

Depois de resumir sua vida, o decreto declara que “sua entrega à vontade de Deus foi total”, o esforço “para corresponder ao amor e às graças de Deus foi constante”, dando provas de “possuir em alto grau as virtudes teologais e as virtudes da prudência, justiça, temperança, humildade, sinceridade e modéstia”.

Na mesma data, a Santa Sé declarou as virtudes do Servo de Deus Francisco Marto, irmão de Jacinta.

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Last Edit: 30 jun 2010 @ 08 28 PM

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 26 mai 2010 @ 5:38 PM 

Introdução

Os cristãos protestantes costumam ensinar que Maria, Mãe de Jesus, teve outros filhos além de Nosso Senhor. Que o Verdadeiro Espírito Santo nos permita mostrar aos nossos irmãos separados a verdade sobre os “irmãos” do Senhor.

Jesus, o primogênito

No Evangelho de São Lucas lemos: “Maria deu à Luz o seu filho primogênito” (Lc 2,7). Aqui os protestantes enxergam indícios de que o Senhor foi somente o primeiro filho de Maria. Ora, a palavra “primogênito” só significa primeiro filho, podendo ele ser filho único ou não.

A própria Escritura Sagrada dá testemunho disto, vejamos:

“O Senhor disse a Moisés: “Faze o recenseamento de todos os primogênitos varões entre os israelitas, da idade de um mês para cima, e faze o levantamento dos seus nomes.” (Num 3,40) (grifos meus).

Se para que seja primogênito é preciso que haja outros irmãos, como pode haver primogênitos “da idade de um mês para cima”?

Um outro exemplo está no livro do Êxodo: “e morrerá todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito do faraó, que deveria assentar-se no seu trono, até o primogênito do escravo que faz girar a mó, assim como todo primogênito dos animais.” (Ex. 11,5).

E a promessa de Deus se cumpre, onde lemos: “Pelo meio da noite, o Senhor feriu todos os primogênitos no Egito, desde o primogênito do faraó, que devia assentar-se no trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. O faraó levantou-se durante a noite, assim como todos os seus servos e todos os egípcios e fez-se um grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto” (Ex. 12,29-30).

A própria tradição ensina que o Faraó só tinha um único filho. Desta forma, a palavra “primogênito” em Lc 2,7 não prova que o Senhor teve outros irmãos.

José “conheceu” Maria?

No Evangelho de São Mateus lemos: “José não conheceu Maria [não teve relações com ela] até que ela desse à luz um filho.” (Mt 1,25).

Neste trecho os protestantes entendem que depois do parto, José “conheceu” Maria.

Quem entende o mínimo de exegese bíblia e cultura judaica, saberá que o Evangelho de Mateus é coberto de “aramaísmos”, isto é, expressões típicas da língua aramaica e hebraica, que quando traduzidas para outra língua não possuem o mesmo significado.

A expressão “até que”, “até” ou “enquanto” na linguagem bíblica, diz respeito somente ao passado. Para que isso fique mais claro vejamos outros exemplos na própria Escritura:

Ainda em Mateus, encontramos a promessa do Senhor à Igreja: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mt 28,20) (grifo meu). Será que o versículo quer dizer que após a consumação dos séculos, Jesus não estará mais com a Sua Igreja?

“Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte” (2 Sam 6,23) (grifo meu). O escritor sagrado quer dizer que depois de sua morte, Micol teve filhos?

Falando Deus a Jacó do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: “Não te abandonarei, enquanto não se cumprir tudo o que disse” (Gn 28,15) (grifo meu). Depois que se cumprir o que o Senhor disse, Ele então deveria abandonar Jacó?

Em Gênesis lemos: “[Noé] Soltou o corvo que foi e não voltou até que as águas secassem sobre a terra” (Gn 8,7) (grifos meus). Aqui não significa que o corvo voltou após as águas secarem, o que se quer é dar ênfase ao fato de que ele não voltou, mostrando que as águas finalmente secaram.

Desta forma, em Mt 1,15, não significa que depois do parto José deveria “conhecer” Maria. O Evangelista quer mostrar aqui o milagre da encarnação do Verbo, que aconteceu por obra do Espírito Santo, sem a intervenção do homem (cf. Is 7,14).

A palavra “irmãos” na Escritura Sagrada

Nossos irmãos protestantes alegam que em diversos lugares, o Evangelho fala dos “irmãos” de Jesus, como por exemplo: “estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos querem ver-te” (Mt 12, 46-47; Mc 3,31-32; Lc 8,19-20).

É importante dizer que nas Sagradas Letras, as palavras “irmão”, “irmã”, “irmãos” e “irmãs” podem denotar qualquer grau de parentesco. Isto porque, as línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzem o nosso “primo” ou “prima”, e serve-se da palavra “irmão” ou “irmã”. A palavra hebraica “ha”, e a aramaica “aha”, são empregadas para designar irmãos e irmã do mesmo pai, e não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42,15; 43,5; 12,8-14; 39-15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23,21), primos segundos (Lv 10,4) e até parentes em geral (Jó 19,13-14; 42,11). Existem muitos exemplos na Sagrada Escritura.

Observamos no Gênesis que “Taré gerou Abraão, Naor e Harã; e Harã gerou a Ló” (Gn 11,27). E Ló então era sobrinho de Abraão. Contudo no mesmo Gênesis, mais adiante Abraão chama a Ló de irmão (Gn 13,8).

Ainda em Gn 14,12, o Evangelho nos relata a prisão de Ló; e no versículo 14 observamos: “Ouvindo, pois Abraão que seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascido em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã”.

Jacó se declara irmão de Labão, quando na verdade era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29,12-15).

Assim a qualificação de alguém pela palavra “irmão” ou “irmã” em relação ao Senhor, não significa necessariamente que fossem irmãos de fato. A única certeza que se pode ter neste caso é que eram parentes do Senhor.

A quem os Evangelhos chamam de “irmãos” do Senhor?

Os Evangelhos qualificam algumas pessoas como “irmãos” do Senhor. A primeira referência que encontramos está em São Mateus, onde lemos:

“Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” (Mt 13,55).

Uma passagem correspondente encontramos em São Marcos:

“Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito” (Mc 6,3).

1. A importância da expressão “uiós Marias”.

Interessante notar que São Marcos usa a expressão grega “uiós Marias”, em português “o filho de Maria”. Considerando Mateus e Lucas, observe o leitor que apenas o “o filho do carpinteiro” é chamado de “o filho de Maria” e não “um dos filhos de Maria”. Isso pode não fazer muita diferença em português, mas em grego é muito significativo.

Primeiramente pelo fato da mulher ser a última das criaturas no mundo antigo, normalmente a filiação de alguém sempre referenciava o pai. Por exemplo: “o filho de Jonas”, “o filho de Alfeu”, etc. Mas São Marcos ao falar da filiação de Cristo, não aponta para José, mas para Santa Maria, utilizando uma expressão que normalmente só era usada para designar filhos únicos.

É claro que esta ocorrência incomum no Evangelho de Marcos não é sem propósito. O Evangelista que mostrar que Cristo era o único filho de Santa Maria.

2. A Carta de São Paulo aos Gálatas

Segundo nossos irmãos protestantes, os supostos irmãos de sangue de Jesus seriam: Tiago, José, Simão e Judas. É o que o eles afirmam lendo Mt 13,55 e Mc 6,3, confiando que estão sendo guiados pelo Espírito Santo. Dizem ainda que São Paulo confirma isto, pois na carta aos Gálatas ele escreve: “Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas [Pedro], e fiquei com ele quinze dias. E dos outros apóstolos [que estão em Jerusalém] não vi a nenhum, senão a Tiago, irmão do Senhor? (Gl 1,18-19).

Segundo a referência paulina acima, este Tiago, “irmão do Senhor”, é de fato um Apóstolo.

Segundo as listas de Mateus, Marcos e Lucas, existiram dois apóstolos de nome Tiago. Vejamos:

“Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor” (Mt 10, 2-4) (grifos meus).

“Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador; e Judas Iscariotes, que o entregou” (Mc 3,16-19) (grifos meus).

“Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos: Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro; André, seu irmão; Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado Zelador; Judas, irmão de Tiago; e Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor” (Lc 6,13-16) (grifos meus).

Conforme podemos observar, um Tiago era filho de Zebedeu e o outro filho de Alfeu. Agora eu pergunto aos meus irmãos protestantes: o que tem Zebedeu e Alfeu com Santa Maria, Mãe de Jesus”

Ora, é ponto pacífico entre todos os cristãos que Santa Maria só foi casada com São José, e que não se casou depois. Portanto, este Tiago, o qual São Paulo se refere em sua carta aos Gálatas não era irmão de sangue do Senhor Jesus; logo, as palavras do Apóstolo não dão suporte à tese protestante.

3. Distinguindo os Tiagos

Primeiro é preciso fazer uma distinção entre os dois “Tiagos” que foram apóstolos. O Tiago, filho de Alfeu (cf. Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15) era também chamado de “o menor”, veja:

“E também estavam ali algumas mulheres, olhando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago o menor e de José, e Salomé” (Mc 15,40) (grifos meus).

Este Tiago que era irmão de José, não é filho de Zebedeu conforme vemos em São Mateus:

“Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” (Mt 27,55-56) (grifos meus).

Como vemos acima, a Mãe de Tiago e José não é a mãe dos filhos de Zebedeu. Desta forma, o Tiago chamado “o menor” em Mc 15,40 era o filho de Alfeu. Com efeito, tanto São Marcos quanto São Lucas identificam este Tiago como irmão de José.

Podemos então distinguir os dois “Tiagos” assim: Tiago, o Maior, é filho de Zebedeu e Tiago, o Menor, é filho de Alfeu.

4. Os irmãos dos Tiagos

Na lista dos apóstolos de São Lucas, Judas era irmão do Tiago filho de Alfeu (cf. Lc 6,16), o que corrobora com o livro de Ato, onde encontramos:

“Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago” (At 1,13) (grifos meus).

Segundo São Mateus e São Marcos este Judas era também chamado Tadeu (cf. Mt 10,3; Mc 3,18).

Até aqui os filhos de Zebedeu são Tiago (o Maior) e João (cf. Mc 3,16; Mt 10,2). Os filhos de Alfeu são Tiago (o Menor), Judas Tadeu e José (cf. Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15; At 1,13).

5. Quem é o Tiago referido na carta aos Gálatas?

São Paulo chama um dos “Tiagos” de “irmão do Senhor” (cf. Gl 1,19). Vimos ele ou é um dos filhos de Zebedeu ou Alfeu, e não de José, portanto, não é irmão de sangue do Senhor Jesus.

Quem é este Tiago a quem o Santo Apóstolo se refere? O Maior (filho de Zebedeu e irmão de João) ou o Menor (filho de Alfeu e irmão de Judas)?

Em Atos lemos que o Tiago, irmão de João foi morto após perseguição de Herodes:

“Por aquele mesmo tempo, o rei Herodes mandou prender alguns membros da Igreja para os maltratar. Assim foi que matou à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2) (grifos meus).

Isto aconteceu depois que São Paulo esteve em Jerusalém para ver os Apóstolos, pois o seu relato em Gl 1,18-19 é o mesmo evento narrado por São Lucas em Atos 9:

“Chegando a Jerusalém, [Paulo] tentava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não querendo crer que se tivesse tornado discípulo. Então Barnabé, levando-o consigo, apresentou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo vira o Senhor no caminho, e que lhe havia falado, e como em Damasco pregara, com desassombro, o nome de Jesus. Daí por diante permaneceu com eles, saindo e entrando em Jerusalém, e pregando, destemidamente, o nome do Senhor” (At 9, 26-28).

Assim, quando São Paulo esteve em Jerusalém para conhecer os apóstolos, os dois “Tiagos” estavam vivos, mas se prestarmos atenção na seqüência entre os capítulos 1 e 2 da carta aos Gálatas, veremos que o Tiago referido em Gl 2,9 parece ser o mesmo de Gl 1,19. O capítulo 2 da carta aos Gálatas se refere ao Concílio de Jerusalém, narrado em At 15, quando o Tiago, filho de Zebedeu já havia sido morto (cf. At 12,1-2).

Com efeito, Rufino (”Comentário ao Credo dos Apóstolos”, 37) e Eusébio de Cesaréia (”História Eclesiástica”, II,23), ambos historiadores da Igreja Antiga, registraram a Tradição Apostólica que identifica Tiago, autor da Epístola de Tiago, como irmão do Senhor. É sabido que o autor da Epístola a Tiago, é o Tiago filho de Alfeu, irmão de Judas Tadeu (cf. Jd 1,1), o autor da Epístola de Judas.

6. Identificando os “irmãos” de Jesus

Vimos que São Paulo dá testemunho da Tradição Apostólica de identificar Tiago, filho de Alfeu, como irmão do Senhor Jesus. Lembremos que este Tiago tem com irmãos Judas Tadeu e José.

Ora, exatamente os nomes Tiago, Judas e José que encabeçam a lista dos “irmãos” de Jesus na lista dos Evangelistas, lembremos:

“Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito” (Mc 6,3) (grifos meus).

“Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” (Mt 13,55) (grifos meus).

7. Identificando a mãe dos “irmãos” de Jesus

Para ficar ainda mais claro que Tiago, José e Judas são primos de Jesus, vamos identificar mãe deles.

Os evangelistas relataram que além da Mãe de Jesus, outras mulheres estavam próximas ao calvário. Vejamos:

“Havia ali [no Calvário] também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” (Mt 27,55-56) (grifos meus).

Segundo São Mateus eram elas: Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José e a mãe dos filhos de Zebedeu. Com efeito, Tiago e José que também são irmãos de Judas Tadeu tem por mãe uma Maria que não é a mãe do Senhor. Os filhos de Zebedeu são Tiago Maior e São João, cuja mãe também estava na cena da crucificação.

“E também estavam ali algumas mulheres, olhando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago o menor e de José, e Salomé” (Mc 15,40).

São Marcos eram elas: Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José que também são irmãos de Judas e Salomé. Em concordância com São Mateus, Salomé só pode ser a mãe dos filhos de Zebedeu, isto é, a mãe de Tiago Maior e São João. Novamente a Maria mãe de Tiago, Judas e José não é a Maria mãe de Jesus. Esta Maria tinha por marido Alfeu.

“Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria [esposa] de Cleofas, e Maria de Mágdala” (Jo 19,25).

São João identifica Maria esposa de Cleofas como tia de Jesus, isto é, irmã de Santa Maria. Ora, sabemos que Tiago Maior e São João não são primos de Jesus, caso contrário seriam chamados “irmãos do Senhor”; assim, Salomé não é a Maria esposa de Cleofas.

Esta Maria, esposa de Cleofas, é a mãe de Tiago, José e Judas. Portanto, estes “irmãos” de Jesus, são na verdade seus primos, filhos de Maria, tia de Jesus.

Como na antiguidade os homens normalmente eram conhecidos por dois nomes, alguns acreditam que Cleofas é o outro nome de Alfeu. Outros sustentam a tese de que Cleofas é o marido de um segundo casamento de Maria, tia de Jesus. Com efeito, somente Tiago é referido como filho de Alfeu (ver item 2 deste artigo), enquanto se diz apenas que Judas e José são seus irmãos.

Sendo Alfeu e Cleofas, a mesma pessoa ou não, isso não oferece qualquer problema, pois de fato Tiago, Judas e José, são filhos de Maria, tia de Jesus; não importando se Tiago Menor é filho de Alfeu e Judas e José filhos de Cleofas.

8. Quem é Simão?

Em Mt 13,55 e Mc 6,3 encontramos o nome de Simão junto com os de Tiago, José e Judas.

Quando São Mateus e São Marcos elencam os apóstolos, sempre colocam o nome dos irmãos em seqüência. Ex: Pedro e André, Tiago Maior e João, etc.

Nestas mesmas listas, próximo aos nomes dos irmãos Tiago Menor e Judas Tadeu, os evangelistas citam um Simão: “Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu [...]” (Mt 10,3-4) e “[...] Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador” (Mc 3,18).

Com efeito, Eusébio de Cesaréia em sua “História Eclesiástica” registra que este Simão era primo do Senhor e filho de Cleofas:

“Após o martírio de Tiago [menor] e a destruição de Jerusalém, ocorrida logo depois, conta-se que os sobreviventes dos Apóstolos e discípulos do Senhor vindos de todas as partes se congregaram e com os consangüíneos do Senhor ‘havia um grande número deles ainda vivos’ reuniram-se em conselho para verificar quem julgariam digno de suceder a Tiago. Todos unanimemente consideraram idôneo para ocupar a sede desta Igreja Simeão, filho de Cléofas, de quem se faz memória no livro do Evangelho (Lc 24,18; Jô 19,25). Diz-se que era primo do Salvador. Efetivamente, Hegesipo [historiador antigo] declara que Cléofas era irmão de José” (HE III,11).

Conclusão

Os “irmãos” de Jesus são seus primos, filhos da irmã da Mãe do Senhor, cujo nome é também Maria; são eles Tiago, José, Judas Tadeu e Simão. Este é o testemunho da Sagrada Escritura e da Memória dos primeiros cristãos.

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Last Edit: 26 mai 2010 @ 05 38 PM

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 07 mai 2010 @ 6:47 PM 

“Entretanto estavam de pé junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, mulher de Cléofas e Maria Madalena. Jesus vendo sua mãe e junto dela o discípulo que ele amava, disse a sua Mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe. E, desta hora por diante, a levou o discípulo para sua casa.” (Jô 19, 25-27)

Incrível em como Cristo claramente afirmou! Em seu último momento antes de suas duas últimas frases e seu último suspiro Ele deixa como testamento para a humanidade uma Mãe para todos nós. Neste derradeiro momento ele tinha uma lucidez única onde deixou claro seu último desejo.

Cristo podia ter pedido a João: “Cuida da minha Mãe” ou dito “Toma conta dela”, mas não foi isso visto que Maria havia parentes que pudessem cuidar dela (a irmã dela estava lá também) e João tinha sua mãe viva. Ela se chamava Salomé. Era uma das santas mulheres que seguiam Jesus. (cfr MC 3, 31) e zelava muito pelos seus filhos (João e Tiago) a ponto de pedir a Cristo que lhe concedesse os primeiros lugares no seu Reino ( cfr Mt 20, 20).

João era o único discípulo presente ao pé da Cruz e acima de tudo ele era o que representava lá todos os outros discípulos, isso lhe concedia autoridade em mostrar a intenção de Cristo a todos os homens. Sua intenção é proclamada de forma clara. Maria atribuída por Deus como mãe sobrenatural de todos os homens.

Na Bíblia pouco se fala de Maria e ao mesmo tempo MUITO SE DIZ. Se pararmos para analisar os textos ao qual se fala de Maria pode pensar em o que exatamente Deus fala sobre Maria. O que Deus quer dela? O que Deus pensa dela?

Salta aos olhos a priori que Deus mostra que Maria, assim como todos nós católicos devemos ter, vive em absoluta sintonia com a Sua vontade. No capítulo da anunciação quando ela sabe a respeito de sua prima Santa Izabel pelo que o anjo Gabriel disse IMEDIATAMENTE pensou que sua prima precisasse de ajuda e foi até lá. Essa sintonia é clara, pois ela poderia ter pensado: “Puxa Izabel está grávida também então vou rezar por ela”. Porém ela OUVIU o que o anjo disse e sua sintonia com Deus era tamanha que se pos imediatamente fazer a vontade de Deus.

As palavras de Izabel quando encontra sua prima e “Aconteceu que, apenas Izabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou no seu ventre e Izabel ficou repleta do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz e disse…” (Lc 1, 41-42) O magnificat, isso foi o que ela disse… Izabel louvou o senhor e exulta em alegria falando um louvor e uma glorificação de Maria.

Leia com atenção essa passagem do evangelho: “…Izabel ficou repleta do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz e disse: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que a mãe do meu senhor venha ter comigo?Porque logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. Bem aventurada que acreditou, porque se hão de cumprir as coisas da parte do Senhor lhe foram ditas.” (Lc 1, 41-45). Cada palavra, cada frase tem um peso.Izabel está feliz e sente-se honrada em receber a visita da “Mãe do meu Senhor” . E assim nos mostra que a Mãe de Deus é portadora de bênçãos do céu.

A presença de Maria também conferiu um duplo dom. Izabel foi infusa pelo Espírito Santo e João batista saltou numa alegria sobrenatural dentro do ventre de sua mãe. E isso aconteceu quando a prima apenas ouviu a saudação de Maria.

Maria não foi só uma mãe biológica qualquer. Tudo se cumpriu porque Maria quis, porque ela acreditou e abraço com fée confiança absoluta o convite de Deus tornando-se assim uma parte ATIVA e colaboradora LIVRE da obra da redenção.

A vocação para maternidade divina

Uma mulher “cheia de graça” é isso que ecoa ainda hoje na oração “Ave Maria”. No evangelho há o relato da conversa com o Anjo Gabriel e ele enviado por Deus diz assim que entra na casa : ” …entrando onde ela estava, disse-lhe: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo.” (Lc 1, 26)

E assim ele mostra o plano de Deus para com ela. Deus mostra o que Ele sonhou para ela eternamente e neste sonho da Santíssima Trindade estava uma mulher “cheia de graça” que traria a luz ao mundo, que iria trazer o salvador.Deus em seu “plano” amoroso por amar demais este mundo ele contava com o SIM de uma mulher “cheia de graça”.

Maria foi a única que o amor de Deus agiu sem traves. Nunca pairou sobre ela a sombra do pecado. Pelo fato dela ter essa aceitação amorosa para com Deus ela correspondeu à chamada a qual foi feita: a vocação para a maternidade divina. Ela foi sempre como Deus a queria nesta cresceram, desabrocharam todas as virtudes da santidade.

Ela foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto. Cristo é verdadeiro homem porque nasceu de Maria. Cristo é Filho de Deus porque nasceu do Espírito Santo. São Lucas foi o evangelista que conheceu Maria e que ouviu as confidências dela. Imaginem isso! Ele conversou com Maria!

No evangelho escrito por Lucas está: “Maria disse ao anjo: Como se fará isso, pois eu não conheço varão? Respondendo o anjo disse-lhe: O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso mesmo o Santo que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus.” (Lc 1, 34-35)

Quando Maria fica sabendo que será mãe questiona o anjo, pois ela havia oferecido a Deus sua virgindade, São José sabia disso também e mesmo assim eles eram casados e ela queria saber como isso iria acontecer. A resposta do anjo foi bem clara quando disse que o Espírito Santo desceria sobre ela. Ela tinha a consciência de que Deus havia aceitado seu oferecimento e agora mais do que nunca compreendeu através das palavras Anjo que isso seria possível. Ela seria virgem e mãe.

Como Maria Viveu e amou acima de tudo.

Maria não está limitada ao momento do “faça-se”. Ela acompanhou toda a vida de Cristo desde a concepção até a morte, isto é, ela não foi apenas um instrumento passivo ela foi como disse Santo Irineu, “obedecendo, fez-se causa de salvação tanto para si como para todo o gênero humano”. (Concílio vaticano II, Const. Lumen gentium, n.56)

Pensando na infância de Cristo foi ela, Maria, que manifestou Jesus aos homens como seu salvador. Foi aos pés de Nossa Senhora que desabrochou a fé dos pastores e os magos foram os primeiros adoradores de Jesus. Caminhando mais a frente é Maria junto com José que apresenta o menino Jesus no templo e o oferece a Deus, inclusive este oferecimento apresenta em menor grau o que aconteceria trinta e três anos depois ao pé da cruz e até pré anunciada pelas palavras proféticas de Simeão: “uma espada transpassará sua alma” (Lc 22, 35).

Foram trinta anos de vida oculta que aos nossos olhos podem não parecer nada, mas a maior parte da vida de Cristo foi vivida no lar de Nazaré com sua mãe e cada um de seus atos tinha infinito valor redentor. Imagine o quanto Cristo ao lado de sua mãe já redimia a humanidade nas pequenas tarefas do cotidiano, na sua vida em família, no trabalho com José, no descanso e nos sacrifícios do dia a dia?Há ainda uma passagem no evangelho relatada nesta fase oculta que resume como foi Cristo nesta época com sua mãe: “Era – lhes submisso” (Lc 2, 51). O quanto pode refletir diante estas três palavras, isto é, Cristo (Deus) vinculou a maior parte de sua vida terrena à vida de sua mãe.

No evangelho de João Maria é focalizada em momentos de grande significação em que ela está presente na missão de Jesus. Ele não só descreve fatos da vida dela, mas passa uma grande mensagem. Ele nos relata o primeiro milagre de Jesus a pedido de sua mãe e o toda a paixão.

Estas duas passagens deixam claríssima a dimensão da maternidade espiritual de Maria, assim como ela vivia. Maria durante as bodas de Cana possui uma delicada intuição quando percebe que o vinho estava acabando e que isso poderia acabar com a alegria dos noivos. Imediatamente e discretamente chega para seu filho e lhe pede um milagre.

(Pausa para reflexão!)… Conseguem imaginar a cena? Vocês, leitores conseguem sentir?

Cristo por sua vez responde: “Que importa isso a mim e a ti, mulher? Ainda não chegou a minha hora.” (Jo 2 ,4). Parece até palavras duras não? Estas palavras no fundo são uma compreensível e amável censura a um pedido saído do coração, mas pouco razoável. Maria não encara desta forma e sabe que seu filho não negará seu pedido, pois imediatamente (após ter ouvido o que Jesus disse)solicita a presença dos que servem e diz: “Fazei tudo que Ele vos disser” (Jô 2, 5) e Cristo sem demora diz aos que servem que encham de água seis grandes recipiente grandes de pedra os converte em vinho. E eu aqui escrevendo esta cena fico imaginando o sorriso de Maria naquele momento.

Foi por intercessão de Maria que Cristo adianta a “hora” de iniciar os milagres. É por intercessão dela que este primeiro sinal faz com que os discípulos creiam em Jesus e finalmente a disposição de Jesus de acolher um pedido sem muita relevância ( muitos já foram em festas aos quais faltou bebida ou mesmo comida e ninguém morreu por isso) que chega a Ele por intermédio da solicitude da Mãe a qual está atenta às necessidades espirituais e materiais de todos os homens, isto é, seus filhos.

Maria tem uma função sim de mediadora e isso não é uma função autônoma e nem obscurece o fato incontestável de que Jesus Cristo é o único mediador. Maria possui uma autêntica mediação subordinada e “entranhadamente” unida à mediação de Cristo.

Conclusão

Nosso relacionamento e intimidade com Maria são em essência filial. Quando procuramos exemplos de amor incondicional pensamos na mãe e assim Maria é a mãe em excelência. Deus nos deu ela para que nas mínimas coisas recebêssemos um carinho e auxílio de mãe perfeita.

Maria viveu de forma simples, em silêncio, guardava tudo em seu coração e devido a isso sua grandeza se manifesta de forma suave, sutil, leve e por isso mesmo esta devoção é incompreendida por não católicos.

A devoção mariana por este motivo manifesta-se em mil expressões. A ladainha de Nossa senhora contém todas as suas qualidades em plenitude, pois ela as viveu de forma tão suave e fecunda que muitos ainda se espantam com tamanha humildade unida a tamanha santidade e não conseguem conceber a grandeza desta tão grande mulher, tão grande santa, tão grande mãe. A mãe de Deus e de todos nós.

Referências Bibliográficas que usei para escrever este artigo

BALAGUER, São Josemaria Escrivã. Caminho, 9 ed. São Paulo: Quadrante, 1999.
Bíblia sagrada. São Paulo: Paulinas, 1989.
BOULENGER, Doutrina católica – Tomo I, Dogmas. São Paulo: Brasil S/A, 1963.
Catecismo da Igreja católica. São Paulo: Loyola, 2000.

DELCLOS, Antônio Orozco. Olhar para Maria. São Paulo: Quadrante, 1992

DIAS, João S. Clã. Mãe do Bom Conselho. São Paulo: Artspress, 1995.

MACHADO, Antônio Augusto Borelli. Rosário. 3 ed. São Paulo: Artspress, 1995.

SUÁREZ, Frederico. A Virgem Nossa Senhora. São Paulo: Quadrante, 2003.
TRESE, Leo. A fé explicada. 7 ed. São Paulo: Quadrante, 1999.

WALSH, William Thomas. Nossa Senhora de Fátima. São Paulo: Quadrante, 1996.

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Last Edit: 07 mai 2010 @ 06 47 PM

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 30 abr 2010 @ 3:07 AM 


Em Maio de 1972, o Padre Stéfano Gobbi, de Milão (Itália) fazia uma peregrinação em Fátima quando teve uma grande inspiração: rezar pelos padres e formar com eles um grupo de oração consagrado ao Imaculado Coração de Maria.

A partir de Julho de 1973, Maria passa a transmitir-lhe mensagens por locução interior. E assim nasceu o “Movimento Sacerdotal Mariano”, que se espalhou pelo mundo inteiro, com uma enorme quantidade de membros: bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos.

Nas mensagens, dirigidas especialmente aos sacerdotes, Maria convida toda a humanidade a consagração ao seu Coração Imaculado, por meio da conversão, do amor, da oração e da penitência, e anuncia a purificação da Igreja e do mundo e a Segunda vinda de Jesus.

Algumas Mensagens Nossa Senhora diz: “Vão muitas almas para o Inferno, pelo fato de não haver quem se sacrifique e peça por elas, falei a Lúcia, Francisco e Jacinta quando lhes apareci em Fátima. Hoje digo-vos: quantas almas podereis vós livrá-las do fogo do inferno e mandá-las para o céu, se todos os dias, em união comigo, rezarem e se sacrificarem por elas.” (13/08/1982).

COMO FAZER O CENÁCULO COM MARIA.

NOSSA SENHORA pede que façamos os Cenáculos, pois, através do Ato de Consagração, feito no final, entramos dentro do seu Coração Imaculado, para lá nos prepararmos, em oração, para recebermos o Espírito de Amor, o Espírito Santo.

1) Por isso, iniciar o Cenáculo sempre com a oração que NOSSA SENHORA nos ensinou em sua mensagem de 7-6-81, na Festa de Pentecostes:
“VINDE, ESPÍRITO SANTO, VINDE POR MEIO DA PODEROSA INTERCESSÃO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, VOSSA AMADÍSSIMA ESPOSA”. (3X)

2) Reza do terço, meditando os mistérios, diante de uma imagem de NOSSA SENHORA. No final rezar pelo Papa e suas intenções – um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai e uma Ave-Maria pelo Pe. Gobbi. Os cânticos são livres e podem ser intercalados durante o Cenáculo. Ex.: A 13 de Maio, Maria de Nazaré etc.

3) Leitura de uma mensagem do Livro Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora. Segue-se um breve comentário. Mas “não faz parte do espírito dos nossos encontros passar o tempo a ouvir sábias conferências: haveria o perigo de transformar o Cená culo em Academia e a Fraternidade em polêmica” (Pe. Stefano Gobbi, Circular 19).
4) Um pouco de catecismo (nos Cenáculos familiares, de jovens e de crianças). Usar o novo Catecismo da Igreja Católica.

5) Fraternidade: troca de experiências para que nos conheça mos, nos ajudemos mutuamente a irmos adiante e nos amemos sempre mais.

6) Ato de Consagração ao Coração Imaculado de Maria (usar sempre a consagração que se encontra logo abaixo). É o ato mais importante do Cenáculo, através do qual nós entramos dentro do Coração Imaculado de Maria para ali encontrar conforto, amor, luz, graça, paz, fé e a segurança do refúgio seguro que nos protege e defende de todos os perigos. Se na conclusão do Cenáculo houver celebração da Santa Missa, o Ato de Consagração deve ser feito antes do ofertório.

7) Ação de Graças: após a comunhão, dizer a JESUS o que NOSSA SENHORA nos ensinou na mensagem “Mãe da adoração e da reparação”, de 21 de agosto de 1987:
“JESUS, TU ÉS O NOSSO AMOR; JESUS, TU ÉS O NOSSO ÚNICO GRANDE AMIGO; JESUS, NÓS TE AMAMOS; JESUS, NÓS ESTAMOS APAIXONADOS POR TI”.

Ato de Consagração
ao Imaculado Coração de Maria

(Para os Sacerdotes que aderiram ao Movimento Sacerdotal Mariano).

Virgem de Fátima,/ Mãe de misericórdia,/ Rainha do Céu e da Terra,/ Refúgio dos pecadores,/ nós, do Movimento Sa cerdotal Mariano,/ chamados a formar a Legião dos vossos Sacerdotes./ consagramo-nos hoje,/ de modo especialíssimo,/ ao vosso Coração Imaculado./
Com este ato de consagração/ pretendemos viver, convos co/ e por meio de Vós,/ todos os compromissos assumidos/ com a nossa consagração batismal e sacerdotal./
Comprometemo-nos, também,/ a realizar, em nós,/ a con versão interior/ que nos liberte de todos os apegos humanos/ a nós próprios,/ à honra,/ às comodidades/ e aos compromis sos fáceis com o mundo,/ para estarmos, como Vós,/ inteira mente disponíveis/ para fazer sempre a vontade do Senhor./
E enquanto pretendemos confiar a Vós,/ Mãe dulcíssima e misericordiosa,/ o nosso sacerdócio,/ a fim de dispordes dele/ para os vossos desígnios de salvação,/ nesta hora decisiva que pesa sobre o mundo,/ comprometemo-nos a vivê-lo/ segundo os vossos desejos/ em particular em um renovado espírito de ora ção e penitência,/ na celebração fervorosa da Sagrada Eucaristia,/ na Liturgia das Horas,/ na reza diária do santo terço,/ na oferta a Vós da Santa Missa no primeiro sábado de cada mês/ e num religioso e austero modo de vida,/ que a todos dê bom exemplo./
Prometemo-Vos ainda/ a máxima fidelidade ao Evangelho./ do qual seremos sempre/ anunciadores íntegros e corajosos,/ se necessário até o derramamento de sangue/ e prometemos fidelidade à Santa Igreja,/ para cujo serviço fomos consagrados./
Queremos, sobretudo, estar unidos ao Santo Padre/ e à Hierarquia,/ com a firme adesão às suas diretrizes/ de modo a opormos uma barreira/ à onda de contestação do Magistério,/ que ameaça a Igreja até os fundamentos./
Sob o vosso maternal amparo,/ queremos tornar-nos após tolos/ da necessidade tão atual/ de oração e amor ao Papa,/ para quem suplicamos a vossa especial proteção./
Prometemo-Vos, por último,/ conduzir os fiéis confiados ao nosso cuidado,/ a uma renovada devoção para convosco,/ Conscientes de que o ateísmo/ fez naufragar na fé grande número de fiéis,/ de que a dessacralização/ entrou no templo santo de Deus,/ não poupando nem sequer bom número de nossos irmãos Sacerdotes,/ e de que o mal e o pecado/ inun dam cada vez mais o mundo,/ ousamos levantar confiantes os nossos olhares para Vós,/ Mãe de Jesus e Mãe nossa/ misericor diosa e poderosa,/ e ainda hoje, invocar/ e esperar, de Vós, a salvação para todos os vossos filhos,/ ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
(com aprovação eclesiástica)

Ato de Consagração
ao Imaculado Coração de Maria

(Para Religiosos e Fiéis que aderiram ao Movimento Sacerdotal Mariano)

Virgem de Fátima,/ Mãe de Misericórdia,/ Rainha do Céu e da Terra,/ Refúgio dos pecadores,/ nós aderindo ao Movimento Mariano,/ consagramo-nos de modo especialíssimo ao vosso Coração Imaculado./
Com este ato de consagração/ pretendemos viver, convosco/ e por meio de Vós,/ todos os compromissos/ assumidos na nossa consagração batismal./ Comprometemo-nos, igualmente,/ a realizar em nós/ a conversão interior/ tão pedida no Evangelho,/ a qual nos liberte de todo apego a nós mesmos/ e dos compromissos fáceis com o mundo,/ para estarmos, como Vós, sempre e unicamente/ dispostos a fazer a vontade do Pai./
E enquanto pretendemos confiar-Vos, a Vós/ Mãe dulcíssima e misericordiosa,/ a nossa vida e vocação cristã/ para que tudo disponhais/ para os vossos desígnios de salvação/ nesta hora decisiva que pesa sobre o mundo,/ comprometemo-nos a vivê-la/ segundo os vossos desejos/ em particular em um renovado Espírito de Oração e de Penitência,/ na participação fervorosa na celebração da Eucaristia,/ no apostolado,/ na reza diária do santo terço/ e num modo austero de vida,/ conforme ao Evangelho,/ que a todos dê bom exemplo/ de observância da Lei de Deus/ e do exercício das virtudes cristãs,/ especialmente da pureza./
Prometemo-Vos, ainda,/ mantermo-nos unidos ao Santo Padre,/ à Hierarquia e aos nossos Sacerdotes,/ de modo a opormos uma barreira/ à onda de contestação do Magistério,/ que ameaça a Igreja até aos fundamentos.
Debaixo do vosso amparo/ queremos tornar-nos apóstolos/ desta hoje tão necessária união de Oração/ e de amor ao Santo Padre,/ para quem suplicamos a vossa especial proteção./
Prometemo-Vos, por último,/ levar quanto nos for possível,/ as pessoas com as quais entrarmos em contato/ a renovar a sua devoção para convosco./
Conscientes de que o ateísmo/ fez naufragar na fé, grande número de fiéis,/ de que a dessacralização entrou no templo santo de Deus,/ de que o mal e o pecado inundam cada vez mais o mundo,/ ousamos levantar confiantes os nossos olhares para Vós,/ Mãe de Jesus e Mãe nossa,/ misericordiosa e poderosa,/ e ainda hoje invocar,/ e esperar de Vós,/ a salvação para todos os vossos filhos,/ ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
(com aprovação eclesiástica)

AS QUATRO PROMESSAS

Nossa Senhora fez quatro promessas às famílias· que fizerem o Cenáculo:
1) Abençoará o casal e cimentará o seu amor mútuo, defen dendo-os contra as chagas do divórcio, da separação e da infidelidade;
2) Salvação das almas dos filhos, defendendo-os de todos os perigos de se perderem;
3) Cuidará de todas as suas necessidades materiais e espi rituais, pois Nossa Senhora é nossa Mãe, pensa em tudo;
4) Durante o período do castigo promete proteger a família com o Seu manto, contra todos os males.

Imaculado Coração de Maria
(Canto oficial do MSM.)

Imaculado Coração de Maria (bis)/ És luz e guia (tris)/ Dos teus filhos aqui.
Os sacerdotes a ti consagrados (bis)/ Olha com amor, aperta ao coração/ Faze-os semelhantes/ Ao teu filho Jesus.
Os fiéis a ti consagrados (bis)/ Reúne em teu exército/ Prepara do pra batalha/ Pra que triunfe logo/ O Imaculado Coração.
Ao chegar nossa última hora (bis)/ Vem sem demora (tris)/ A levar-nos para o céu.

INFORMAÇÕES SOBRE O MSM (MUITO IMPORTANTE)

Ler a “Introdução” feita pelo Pe. Stefano Gobbi, no livro Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora, que explica a origem, a difusão e a espiritualidade do MSM; como deve ser lido o livro, com conselhos muito úteis e muito importantes.

COMO INSCREVER-SE

Para inscrição no Movimento Sacerdotal Mariano dirigir-se ao responsável no Brasil:
MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO
Dom JOÃO EVANGELlSTA MARTINS TERRA, SJ Bispo Auxiliar de Brasília
Caixa Postal 0561 – Brasília/DF – CEP 70359-970

COMO OBTER OS LIVROS PARA O CENÁCULO

O livro Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Se nhora pode ser obtido escrevendo para os responsáveis regionais ou para:
MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO (A/C EXPAND)
R. Olimpíadas, 205 – 4º and – Vila Olímpia – 04551-000 – São Paulo/SP
Caixa Postal 19.109 – 04505-970 – São Paulo/SP
Tel: (11) 3847-4703 – Fax: (11) 3847-4780 | e-mail: opa@expand.com.br

Tags Categories: Nossa Senhora Posted By: Arthur Wanderley Silveira
Last Edit: 08 mai 2010 @ 04 24 PM

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 20 abr 2010 @ 1:17 AM 


Um garotinho protestante de apenas 6 anos sempre ouvia seus amiguinhos católicos rezando a Ave Maria, ele gostou tanto da oração que copiou-a num papel e recitava-as todos os dias. “Olha, mamãe, que oração linda!”, disse o garotinho um dia a sua mãe.”Nunca repita-a, meu filho!”, respondeu a mãe. “Esta é uma oração supersticiosa dos católicos, que adoram ídolos e pensam que Maria é uma espécie de Deusa. Mas na verdade ela não passa de uma mulher como uma outra qualquer. Pegue esta Bíblia e leia-a, nela encontramos tudo o que devemos e o que não devemos fazer”.
Daquele dia em diante o garotinho cessou suas Ave Marias diárias, e se dedicou mais à leitura da Bíblia. Um dia, quando lia o Evangelho, o garoto leu a passagem da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Cheio de alegria, o garoto correu até sua mãe e disse: Mamãe, eu achei a Ave Maria na Bíblia, aonde diz: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres’.(Lc 1, 28) Por que a senhora chamou esta oração de supersticiosa? ‘Numa outra ocasião ele encontrou a linda saudação de Santa Isabel à Virgem Maria e encontrou também o maravilhoso Cântico MAGNIFICAT, no qual Maria é profetizada: “Doravante todas as nações me chamarão bem-aventurada.”(Luc. I,48). Ele não mais comentou estas passagens com sua mãe, mas voltou a recitar suas Ave Marias todos os dias, como fazia anteriormente. Ele sentia prazer em recitar aquelas fascinantes palavras para Mãe de Jesus, Nosso Salvador.
Aos 14 anos, ele escutou os membros de sua família discutindo entre eles sobre Nossa Senhora. Todos eles diziam que Maria era uma mulher comum como qualquer outra. O garoto, depois de ouvir estas absurdas afirmações, não aguentou mais e com indignação interrompeu-os, dizendo: “Maria não é como qualquer filha de Adão, manchada pelo pecado. Não! O anjo chamou-a de Cheia de Graça e Bendita entre as mulheres. Maria é a Mãe de Jesus Cristo e, consequentemente, a Mãe de Deus. Não existe dignidade maior para com uma criatura. O Evangelho nos conta que as gerações a chamarão abençoada/bem aventurada, e vocês desmerecendo-a e menosprezando-a? Seus espíritos não são os mesmos do Evangelho ou da Bíblia, que proclamam ser a fundação da Religião Cristã.”
A fala do garoto deixou uma impressão tão profunda, que conseguiu, por várias vezes, fazer sua mãe chorar de dor. “Ah, meu Deus! Tenho medo deste meu menino um dia se juntar a religião católica, a religião dos Papas!”. E realmente não tardou muito, depois de um sério estudo sobre o Protestantismo e o Catolicismo, o garoto descobriu mais tarde a única e verdadeira religião, e abraçou-a e se tornou um de seus mais ardentes apóstolos.
Algum tempo após sua conversão, ele encontrou com sua irmã casada que o censurou, dizendo: ‘Você sabe o quanto eu amo meus filhos. Se algum deles um dia desejar virar católico, eu preferirei perfurar o coração deles com um punhal do que permiti-los abraçar a religião dos Papas.’ A fúria dela era tão profunda quanto a de São Paulo antes de sua conversão. De qualquer forma, ela iria mudar seu jeito, igual a São Paulo no caminho a Damasco.
Então ocorreu que um dos filhos dela ficou perigosamente doente, e os médicos já haviam perdido a esperança de recuperação. Aí o irmão chegou até ela, e conversou afetivamente, dizendo: “Minha querida irmã, naturalmente você deseja que sua criança seja curada. Muito bem então, o que eu lhe pedir, você faça! Siga-me, vamos rezar uma Ave Maria e prometer a Deus que, se sua criança recuperar a saúde, você irá estudar seriamente a Doutrina Católica, e você chegará à conclusão de que o Catolicismo é a única e verdadeira religião, e não importa quão grande seja este sacrifício, mas você irá abraçar esta Fé.
Sua irmã estava relutante no começo, mas como ela desejava a recuperação de seu filho, ela aceitou a proposta do irmão e rezou a Ave Maria com ele. No dia seguinte o filho dela estava completamente curado. A mãe cumpriu sua promessa e estudou a Doutrina Católica. E após uma longa preparação, ela recebeu o sacramento do Batismo juntamente com o restante de seus familiares, e agradeceu seu irmão por ter sido um apóstolo para ela.
Essa história foi relatada num sermão dado pelo Rev. Fr. Tuckwell(Padre Tuckwell), que continuou o sermão dizendo: “O tal garoto que virou Católico e converteu sua irmã e familiares ao catolicismo, passou a dedicar sua vida inteira para o serviço de Deus. Aquele garoto virou padre e está a falar com vocês neste exato momento!” O que eu sou, devo a Nossa Senhora. Vocês também meus caros fiéis, sejam totalmente dedicado à Nossa Senhora, e nunca esqueça de passar ao menos um dia sem rezar esta linda oração, a Ave Maria e o Terço. Peça a Ela para iluminar as mentes protestantes que estão separadas da Igreja de Cristo, fundada na pedra/rocha(Pedro) , da qual as portas do inferno não prevalecerão contra ela ( Mt. XVI, 18).

Tags Categories: Nossa Senhora Posted By: Arthur Wanderley Silveira
Last Edit: 04 jul 2010 @ 02 50 PM

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 30 mar 2010 @ 7:54 PM 


Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.
Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra.
Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.
Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria.
Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes.
Outrora também vós assim vivíeis, mergulhados como estáveis nesses vícios.
Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca,
nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios,
e vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento.
Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos.
Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.
Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós.
Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.
Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos.
A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais.
Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Mulheres, sede submissas a vossos maridos, porque assim convém, no Senhor.
Maridos, amai as vossas mulheres e não as trateis com aspereza.
Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor.
Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.
Servos, obedecei em tudo a vossos senhores terrenos, servindo não por motivo de que estais sendo vistos, como quem busca agradar a homens, mas com sinceridade de coração, por temor a Deus.
Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens,
certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor. Servi a Cristo, Senhor.
Quem cometer injustiça, pagará pelo que fez injustamente; e não haverá distinção de pessoas. Colossenses 3

Tags Categories: Cordeiro de Deus Posted By: Arthur Wanderley Silveira
Last Edit: 30 mar 2010 @ 07 56 PM

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 10 mar 2010 @ 11:22 PM 

Efésios 6

Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo.
O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe,
para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Dt 5,16).

Tags Categories: Cordeiro de Deus, Espírito Santo, Fica Sabendo, Nossa Senhora Posted By: Arthur Wanderley Silveira
Last Edit: 10 mar 2010 @ 11 22 PM

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