Estar Disponível

Posted by Camila Camargos - Tem livro novo gente! \"Um Pouco de Mim, do Outro e de Deus\" on fev 12, 2010 in Sem categoria |

ESTAR DISPONIVEL
OgAAAJu-lLaoazUV93HBGSJRfFRc8vlkpVrPUyPb3J1N4mkVabacc-ZV-Z3TdGaY5KinnFUe1YWamEfP3Mc8rsCKCDAAm1T1UIQVajY6zfoiEJbiYPmpMcSjlTWP Esse é um grande chamado. Para vivermos em Deus e sermos de Deus precisamos estar disponíveis, primeiramente em nossos relacionamentos, em nossa vida cristã. Disponíveis a responder aos chamados do Pai, disponíveis a darmos um pouco de nós e refletirmos no outro a face de Cristo que habita em nosso coração.

Aquele que dispõe de si, estabelece relações. A disposição de si é um dom que Deus nos entrega a todo instante. É o processo constante de tornar-se pessoa, com todas buscas, perguntas e encontros. Permitimo-nos sermos visitados ao passo que visitamos o outro e nos encontramos, nos conhecemos, reconhecendo aquilo que somos, que possuímos, e mesmo o que não somos, isto acontece quando vemos no outro aquilo que não somos, olhamos para o que o outro é, e descobrimos que não o somos.

Somos semelhantes nos dramas e tramas, somos humanos, fracos e limitados. Estar disponível é compreender que antes de sermos teatro, somos platéia (isto implica que aprendemos sendo observadores da vida), é compreender ainda que, nenhum protagonista se faz principal quando encena sozinho (porque assim passa a ser único, isolado e não mais especial) e o mais importante é que antes de sermos frase somos palavra e quem decide a colocação de cada palavra (de nós) em cada frase, (em cada caminho) é o AUTOR MAIOR, (Deus) aquele que escreve em páginas diferentes o que tentamos escrever em apenas uma.

Uma palavra isolada tem sentido singular, ao passo que quando compreendida no contexto da arte amplia o seu poder de significar, assim somos nós. Encontros e desencontros, chegadas e despedidas. Passagens transitórias, presenças definitivas. Vida se desdobrando em pequenas partes, sonhos aos pares.

A vida é sempre plural e singular. Mesmo quando somos plurais, necessitamos de nossas singularidades para que junto à singularidade do outro, formemos um todo único que jamais existiria sozinho. Isso indica que devemos nos juntar ao outro para compor o todo, sem deixarmos de ser o que somos, mas nos moldando, nos formando e agregando aquilo o que de bom podemos colher de nossos relacionamentos.

Ao nos fazemos disponíveis, humildes e convictos de que sozinhos nada somos, vamos nos encontrando e nos surpreendendo, como se ainda não soubéssemos nada de nós mesmos, porque essa é a verdade. A vida é um constante aprendizado e a cada dia descobrimos um pouco do que somos ou do que pensávamos ser e querer. Vamos misturando nossa vida na vida do outro, encontrando-o, abandonando a solidão a nossa condição de posse de nós mesmos para fazermo-nos mais, porque quanto maior é o bem que nos provocam, maior é o desejo que temos de ficar por perto. O outro nos apresenta o jeito novo de interpretar o que somos, portanto, o que nos encanta no outro é o que ele conseguiu fazer-nos enxergar de nós mesmos, quando nos fazemos disponíveis.

1 Comment

robsonnovaes
fev 15, 2010 at 16:19

Muito bom…. muito lindo e perfeito.. boa refexão, análise mesclada com a sabedoria de uma linda jovem de Deus.
bjss


 

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