Pregação: A Eficácia da oração na missão do profeta

Pregação: A eficácia da oração na missão do profeta
Palavra: Ez 3, 16-22
Local: Comunidade Sagrado Coração de Jesus – Barcelona – Serra
Data: 29/01/2011

Em-oração

Antes de iniciarmos a fundo a esta pregação, quero levá-los a entender a diferença entre Eficácia e Eficiência. Quando algo é eficaz, serviu para aquele momento. É como um remédio para dor de cabeça. Ela pode estar doendo, mas tomou um remédio, logo a dor passa. Isto é ser eficaz. Outra hora a cabeça volta a doer e ao invés de tomar mais um remédio, a pessoa vai ao médico. O médico examina e sabe ao fundo qual problema que o paciente passa e o motivo da dor de cabeça. Logo ele passa um remédio para esta doença e conseqüentemente a dor passa e não volta mais. Isto é ser eficiente.

A nossa oração deve ser eficaz para a nossa missão. Por que não eficiente? Por acaso nós sabemos a fundo o que realmente precisamos? A nossa oração é uma conversa íntima com Deus e por isso não pode ser feita de qualquer jeito. Muitas pessoas pegam livros de orações e para vários tipos de problemas (por parecido que seja) não são iguais e mesmo assim rezam a mesma oração para várias pessoas. Somente Deus é eficiente. Ele sabe o que precisamos. Nós temos que unir a nossa oração eficaz com a eficiência de Deus. Se a nossa oração não for eficaz, ela foi de qualquer jeito.

Na palavra em Ezequiel, Deus nos envia para uma missão muito importante: “…se não o advertires, ele morrerá por causa do seu delito…” Ez 3,20b. Todos nós somos responsáveis pelos os nossos irmãos em Cristo. Tudo está sendo vigiado por Deus. Tudo o que dissemos e tudo o que fazemos. Não adianta ter a fé. Temos que ter a obra, ter a caridade, ter a missão profética, como diz Tiago em 2, 14 a 26.

Mas antes de sermos enviados para missão, nós devemos nos rebaixar perante a autoridade de nosso Senhor e à Sua vontade. Ele diz, no versículo 22 em Ezequiel: “Vamos, disse-me ele, vai à planície, onde vou te falar”. Quando Ele fala “…vai a planície…” quer dizer que nós estamos no alto, num planalto (plano + alto) e precisamos descer e se igualar aos pobres de coração.

Como diz o Marcio Mendes no livro Vencendo Aflições e Alcançando Milagres: “Há uma razão para o mar ser tão grande e tão poderoso: é que ele teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios. Tornou-se grande por saber receber. Se tivesse dito: “Serei o primeiro e me colocarei no alto, onde todos possam me ver”, teria se tornado uma ilha; perderia a própria água, ficaria estéril e sozinho. Somente o homem que se reconhece pequeno e abaixa-se para servir é que está cheio de Deus e a Ele se unirá.”

É na humildade escutamos Deus falar. Daí, dar-se início a oração, pois somente um coração humilde escuta Deus na oração. A oração nos ajuda, pois Deus nos dá a direção do nosso agir. E como foi dito no início deste texto, a oração é eficaz em nossa missão, pois escutamos a eficiência de Deus falar “Vai à planície” e nós como Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe diz: “Faça-se Senhor segundo a tua vontade” Lucas 1,38.

Existe Destino?

Destino

Estamos destinados à vida eterna, esse é o motivo pelo qual o Senhor nos criou. E para se cumprir esse desígnio, Deus traça um plano a respeito de cada um dos seres humanos; esse projeto é o que firma um sentido para tudo em nossas vidas. Porém, pelo uso da liberdade, podemos escolher não corresponder à pedagogia que o Altíssimo traçou para que, desta terra, alcance

mos o Céu. “Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para seu destino último por opção livre e amor preferencial. Podem, no entanto, desviar-se” (cf. Catecismo da Igreja Católica, art. nº 311).

O Senhor determina a ordem e o tempo dos eventos necessários para essa escalada à vida eterna. “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus” (Ecle 3, 1). Dessa verdade, algumas pessoas intuem erroneamente que os fatos da vida estão predeterminados. Assim, vestem a definição de destino com uma roupagem fantasiosa, como se tudo já estivesse escrito e não fosse mais possível decidir algo por si mesmo. Muitos até se iludem que é possível prever e saber sobre seu futuro.

Ouvimos, em diversas situações, as pessoas interpretarem destino com tons de um romantismo equivocado: “Estávamos predestinados”; “Deus te fez para mim”; “Um amor escrito nas estrelas”. Ou então, quando acontece uma fatalidade, dá-se uma concepção de mistério amargo: “Foi Deus quem quis assim”; “Quando chega a hora nada pode impedir”. Essas

fórmulas de destino não são verdadeiras. O que o Altíssimo nos preparou é conforme Sua vontade, mas o interagir d’Ele conosco se faz sempre na forma de propostas.

A nenhum dos homens e mulheres bíblicos, Deus impôs Sua vontade. Todos consentiram, fazendo uso da própria liberdade. Até mesmo, a maior vocação, na qual continha o maior projeto para um ser humano, que foi dar à luz o Salvador, Deus inclinou-se, propondo, e só deu andamento ao Seu plano após ouvir o ‘SIM’ da Virgem Maria! (cf. Lc 1, 26 ss).

O que existe como verdade de fé, não é destino, mas a Divina Providência, que tudo encaminha “para uma perfeição última a ser atingida, para qual Deus a destinou” (cf. Catecismo da Igreja Católica, art. nº 302). Somos todos livres até para correspondermos ou não ao que é nossa essência, nossa identidade, naquilo que o Senhor nos constituiu e a Sua Providência. Por isso, somos nós que escrevemos nossa história.

Se alguém resolve tomar uma atitude neste exato momento, ainda que contrária às promessas que o Senhor lhe fez, provavelmente conseguirá. Até Jesus foi tentado, pelo demônio, a saltar do alto do templo, para pôr à prova a Palavra de Deus (cf

. Lc 4, 9). O Mestre respondeu, conciliando a promessa divina, que foi citada pelo diabo (cf. Sl 91, 11-12), com a ordem bíblica de não tentar a Deus (cf. Dt 6, 16), mostrando assim que, Sua vida contava com a proteção do Alto, detinha um propósito, mas que Seu destino dependeu também de Suas escolhas.

É preciso ter em mente que o ser humano assume sua parte, por livre iniciativa, quando responde positiva ou negativamente a uma vocação, quando é entronizado num sacramento e até quanto às consequências de seus atos, para o bem ou para o mal. Como por exemplo, um acidente com vítimas por motivo de embriaguez ou displicência no volante. Isso, de modo algum, era o destino dessas vítimas.

Assumimos a profissão que queremos, ainda que as situações da vida no-las tenham imposto por um tempo e seja difícil desdenhá-la hoje, mas ninguém está sujeito a sucumbir até seus últimos dias no mesmo ofício. Nós mesmos escolhemos com quem nos casaremos. O Senhor não decidirá por nós. A Providência Divina pode até indicar uma pessoa como a ideal, mas não seria única opção de sua vida. Caso contrário, se não houvesse nenhuma pessoa mais no mundo capaz de contrair o matrimônio com você, lhe seria tirada a liberdade de decidir por alguém. Por acaso José foi obrigado a aceitar Maria como esposa? Foi num sonho que o anjo, enviado a ele por Deus, solicita que ele não tenha medo de recebê

-la por esposa (cf. Mt 1, 20).
Tudo é proposto pelo Senhor e não imposto. Deus é bondade, e como um Pai amoroso, Ele nos cerca de várias opções, de muitas possibilidades, para que cumpramos nesta vida e na futura nossa finalidade última. Ele não impõe, mas propõe, para que o homem também seja responsável pela sua escolha, aprenda a amar o que o Senhor lhe oferece e invista todas as suas forças naquilo, pois esse ser humano vê ali também o desejo do seu próprio coração, ainda que o plano seja divino. De outra forma, poderíamos nos lamuriar e culpar o Senhor pelos sofrimentos e responsabilidades de aderir a Sua proposta. Já imaginou alguém decepcionado com seu casamento, atribuindo a Deus o fardo de ter sido obrigado a estar com tal pessoa?
Para sermos totalmente livres, é preciso que tudo façamos por opção de amor, em todas as variantes de nossa existência. “Pelo livre-arbítrio, cada qual se dispõe sobre si mesmo” (cf. Catecismo da Igreja Católica, art. nº 1731). Liberdade é isso.
A cada dia temos uma chance para recomeçar e escrever um novo. O sol é o mesmo, mas a cada manhã, os raios de luz trazem a novidade de um tempo que é único. Mesmo os dias nublados possuem sua claridade. Deus está no comando da sua vida, mas Seu amor indica um leque de possibilidades para sermos felizes. Se for preciso, recomece tudo outra vez.


Deus abençoe!

Sandro Ap. Arquejada – Missionário Canção Nova

Mensagem de Natal – Sem Papai Noel

cabeçario blog paulo afonso

“Estou preparando a minha árvore de Natal. “

“Quero que ela seja viva, mas não quero que seja exterior. Eu a quero dentro de mim. Tenho medo das exterioridades. Elas nos condenam. Ando pensando que o silêncio do interior é mais convincente que o argumento da palavra.Quero que minha árvore seja feita de silêncios. Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento. A vida é mais bonita no improviso, no encontro inesperado, quando os olhares se cruzam e se encontram.Quero que minha árvore seja feita de realidades. Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos. Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens. Não quero muitas luzes. Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista. Tenho medo de que as árvores muito iluminadas me façam esquecer o dono da festa.Não quero Papai Noel por perto. Aliás acho essa figura totalmente dispensável! Pode ficar no Pólo Norte desfrutando do seu inverno. Suas roupas vermelhas e suas barbas longas não combinam com o calor que enfrentamos nessa época do ano. Prefiro a presença dos pastores com seus presentes sinceros.Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam…Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única. O ouro que brilha, o incenso que perfuma o ambiente e a mirra com suas composições miraculosas.O papai Noel chega derrubando tudo. Suas renas indisciplinadas dispersam as crianças, reiram a paz dos adultos. Os brinquedos tão espalhafatosos retiram a tranquilidade da noite que deveria ser silenciosa e feliz. O grande problema é que não sabemos que a felicidade mais fecunda é aquela que acontece no silêncio.É por isso que neste Natal eu não quero muita coisa. Quero apenas o direito de recolher o pequenino menino na manjedoura… Quero acolhê-lo nos braços, cantar-lhe canções de ninar, afagar-lhe os cabelos, apertar-lhe as bochechas, trocar-lhe as fraldas para que não tenha assaduras e dizer nos seus ouvidos que ele é a razão que me faz acreditar que a noite poderá ser verdadeiramente feliz.Neste Natal eu não quero muito. Quero apenas dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino. Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José. Ando desfrutando nos últimos dias o desejo mais intenso de que a vida vença a morte.Talvez seja por isso que ando desejando uma árvore invisível. O único jeito que temos de vencer a morte é descobrindo a vida nos pequenos espaços. Assim vamos fazendo a substituição. Onde existe o desespero da morte eu coloco o sorriso da vida.Façam o mesmo!Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fechem as suas chaminés. Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos. Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhes garanto!Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.

O que alegra um coração humano é tão pouco que parece ser quase nada. Ousem dar o quase nada. Não dá trabalho, nem custa muito…E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível. “

Padre Fábio de Melo!

O purgatório existe?

Os católicos acreditam na existência do purgatório, mas a Bíblia não fala dele. É verdade que na Sagrada Escritura não se encontra a palavra “purgatório”, como também não achamos nela as palavras “sacramento da confissão”, “Eucaristia” e “Crisma”. No entanto, a Bíblia descreve situações, estados ou lugares que se identificam com a ideia de purgatório.

Em II Macabeus 12,43-46 lemos: “Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas e prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição… Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. Eis porque ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados”. Ora, ser livre de seus pecados, depois da morte, pelo sacrifício expiatório, indica claramente a existência do purgatório.

Alguns biblistas percebem a confirmação do purgatório nas palavras de Jesus em Mateus 5,25-26: “Põe-te depressa de acordo com o teu adversário, enquanto estás ainda em caminho (da vida) com ele; a fim de que teu adversário não te entregue ao juiz, e o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo”. É claro que Jesus fala do justo juizo divino, depois da morte. Ora, sair dessa prisão depois da morte, depois de ter pago o último centavo (seja pelo sofrimento, seja pelas orações e expiações dos vivos) pode acontecer só no purgatório.

Outra alusão à existência do purgatório encontramos em I Coríntios 3,12-15: “[…] Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha ), for queimada, esse há de sofrer o prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo.” Também aqui a Tradição Apostólica entendia fogo do purgatório.

Entre testemunhas cristãs dos primeiros séculos, escreve Tertuliano: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte” (De Monogamia, 10).

Pe. Anderson Marçal

Curados pelas chagas de Jesus

Tema: Curados pelas chagas de Jesus
Pregador: Pe. Roger Luis – Canção Nova
Local: Canção Nova – Cachoeira Paulista – SP
Dia: 13/11/2010

13_eventos-007Quero iniciar essa partilha com aquilo que o padre Rufus nos trouxe em sua pregação: ‘Busque o Curador e não a cura, o Libertador e não a libertação, e tudo vos será dado em acréscimo.’

O tema desse acampamento se encontra em I Pedro 2,24: “Por suas Chagas fomos curados!”

Pelas Chagas, a bênção e a libertação vêm sobre nós, vêm através do sofrimento redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque a chaga nada mais é que uma ferida, e quando se abre uma ferida em nós é muito doloroso. Assim a bênção vem para nós, através da dor, do sofrimento. Pelas Suas [Jesus] feridas veio para nós a cura.

Se olharmos para Jesus na cruz, veremos feridas nas mãos, nos pés, em Seu lado e as chagas do coração transpassado pela lança; são por essas chagas que fomos curados. Portanto, precisamos entender: Nas Chagas de Jesus está a nossa cura!

Quem tomar posse dessa verdade sairá totalmente curado pelo Senhor. Mas temos uma tendência que nos impede de experimentarmos a cura, a murmuração, a mesma que assolou o povo de Israel e que hoje assola o novo Israel, que somos nós. Precisamos romper com ela.

No livro de Números 21,4-9, vemos que Deus estava caminhando com aquele povo, e desde o Antigo Testamento até hoje, essa certeza nos acompanha ‘Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos’(Mateus 28,20). Jesus está conosco! E o caminho da cura pra toda humanidade, já foi revelado, João 3,14: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem.”

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Conversando com Prado Flores, ele contou-me sobre Santa Helena. Ela ao visitar a Terra Santa, comprou os lugares por onde Jesus passou seus últimos instantes, como o Santo Sepulcro, entre outros. E nesse lugar, onde é a Capela de Santa Helena, havia muitas cruzes, porque naquela época a cruz era a pena de morte, então não se sabia qual era a cruz de Cristo. Com certeza ela deve ter se lembrado dessa palavra: ‘Por suas chagas fomos curados’. Então ela trouxe vários enfermos para aquele lugar, e descobriu qual era a cruz de Jesus quando todos os enfermos ficaram curados ao tocarem na Cruz.

O Catecismo da Igreja Católica, vem nos dizer, que a morte Redentora de Jesus cumpre, em particular, a profecia do Servo Sofredor do profeta Isaías 53.

A medida em que a Palavra for sendo proclamada as curas, as libertações irão acontecer. No Salmo 103(102),2: “Minha alma, bendize o Senhor, e não esqueças nenhum de seus benefícios. É Ele quem salva tua vida do fosso e te coroa com sua bondade e sua misericórdia.”

Deus quer melhorar nossa vida, Ele quer nos alcançar. Qual o benefício que você quer de Deus? Por Suas Chagas eu recebo a cura, os benefícios. A obra do Senhor em nossa vida é de salvação, pensamos que é só espiritual, mas é o homem inteiro, completo, que Deus quer salvar. No dicionário bíblico da teologia, ser salvo:  é  ’ser retirado de um risco que poderia nos levar a perecer. Conforme a natureza do perigo, o ato de salvar tem afinidade com a proteção, a libertação, o resgate e a cura’.

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E Jesus tem um programa de governo, que não foi só para aquele tempo, mas é para sempre: “ O Espírito do Senhor está sobre mim, pois Ele me ungiu, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação dos presos …” Lucas 4,18. E Ele cumpre suas promessas, porque Deus não é homem para mentir, conforme está escrito no livro Números 23,19.

Jesus cumpre o seu programa de governo, como diz no Evangelho de Mateus 4,23: “Jesus percorria toda a Galiléia,ensinando nas sinagogas deles, anunciando a Boa Nova do Reino e curando toda espécie de doença e enfermidade do povo.”

E é isso que Jesus está fazendo agora, Ele passeia entre nós. Nenhuma enfermidade tem poder sobre a nossa vida. Receba no Nome de Jesus, a cura, a bênção, a restauração e a transformação na sua vida. Proclame isso: ‘Por suas Chagas Jesus, eu também sou curado.’

LINK PARA PARTE DA PREGAÇÃO:

http://www.webtvcn.com/canal/padre_rufus2010/peroger

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(12) 3186-2600

Pecados Públicos – Pe. Fábio de Melo

pecadoNão reclamo. Apenas constato. Tem ficado cada vez mais difícil a gente se reconciliar com os erros cometidos. O motivo é simples. A vida privada acabou. O acontecimento particular passa a pertencer a todos. A internet é um recurso para que isso aconteça. Os poucos minutos noticiados não cairão no esquecimento. Há um modo de fazê-los perdurarem. Quem não viu poderá ver. Repetidas vezes. É só procurar o caminho, digitar uma palavra para a busca.


Tudo tem sido assim. A socialização da notícia é um fato novo, interessantíssimo. Possibilita a informação aos que não estavam diante da TV no momento em que foi exibida.


A internet nos oferece uma porta que nos devolve ao passado. Fico fascinado com a possibilidade de rever as aberturas dos programas do meu tempo de infância. As imagens que permaneciam vivas no inconsciente reencontram a realidade das cores, movimentos e dos sons.


Mas o que fazer quando a imagem disponível refere-se ao momento trágico da vida de uma pessoa? Indigência exposta, ferida que foi cavada pelos dedos pontiagudos da fragilidade humana? Ainda é cedo para dizer. Este novo tempo ainda balbucia suas primeiras palavras.


O certo é que a imagem eterniza o erro, o deslize. Ficará para posteridade. Estará resguardada, assim como o museu resguarda documentos que nos recordam a história do mundo.


Coisas da contemporaneidade. Os recursos tecnológicos nos permitem eternizar belezas e feiúras.


Uma fala sobre o erro. Eles nascem de nossa condição humana. Somos falíveis. É estatuto que não podemos negar. Somos insuficientes, como tão bem sugeriu o filósofo francês, Blaise Pascal. O bem que conhecemos nem sempre atinge nossas ações. Todo mundo erra. Uns mais, outros menos. Admitir os erros é questão de maturidade. Esperamos que todos o façam. É nobre assumir a verdade, esclarecer os fatos. Mais que isso. É necessário assumir as conseqüências jurídicas e morais dos erros cometidos. Não se trata de sugerir acobertamento, nem tampouco solicitar que afrouxem as regras. Quero apenas refletir sobre uma das inadequações que a vida moderna estabeleceu para a condição humana.


Tenho aprendido que o direito de colocar uma pedra sobre o erro faz parte de toda experiência de reconciliação pessoal. Virar a página, recomeçar, esquecer o peso do deslize é fundamental para que a pessoa possa ser capaz de reassumir a vida depois da queda. É como ajeitar uma peça que ficou sem encaixe. O prosseguimento requer adequação dos desajustes. E isso requer esquecer. Depois de pagar pelo erro cometido a pessoa deveria ter o direito de perder o peso da culpa. O arrependimento edifica, mas a culpa destrói.


Mas como perder o malefício do erro se a imagem perpetua no tempo o que na alma não queremos mais trazer? Nasce o impasse. O homem hoje perdoado ainda permanecerá aprisionado na imagem. A vida virtual não liberta a real, mas a coloca na perspectiva de um julgamento eterno. A morbidez do momento não se esvai da imagem. Será recordada toda vez que alguém se sentir no direito de retirar a pedra da sepultura. E assim o passado não passa, mas permanece digitalizado, pronto para reacender a dor moral que a imagem recorda.


Estamos na era dos pecados públicos. Acusadores e defensores se digladiam nos inúmeros territórios da vida virtual. Ambos a acenderem o fogo que indica o lugar onde a vítima padece. A alguns o anonimato encoraja. Gritam suas denúncias como se estivessem protegidos por uma blindagem moral. Como se também não cometessem erros. Como se estivessem em estado de absoluta coerência. No conforto de suas histórias preservadas, empunham as pedras para atacar os eleitos do momento.


O fato é que o pecador público exerce o papel de vítima expiatória social. Nele todas as iras são depositadas porque nele todas as misérias são reconhecidas. No pecado do outro nós também queremos purgar o pecado que está em nós. Em formatos diferentes, mas está. Crimes menores, maiores; não sei. Mas crimes. Deslizes diários que nos recordam que somos território da indigência. O pecador exposto na vitrine deixa de ser organismo. Em sua dignidade negada ele se transforma em mecanismo de purificação coletiva. É preciso cautela. Nossos gritos de indignação nem sempre são sinceros. Podem estar a serviço de nossos medos. Ao gritar a defesa ou a condenação podemos criar a doce e temporária sensação de que o erro é uma realidade que não nos pertence. Assumimos o direito de nos excluir da classe dos miseráveis, porque enquanto o pecador permanecer exposto em sua miséria, nós nos sentiremos protegidos.


Mas essa proteção que não protege é a mãe da hipocrisia. Dela não podemos esperar crescimento humano, nem tampouco o florescimento da misericórdia. Uma coisa é certa. Quando a misericórdia deixa de fazer parte da vida humana, tudo fica mais difícil. É a partir dela que podemos reencontrar o caminho. O erro humano só pode ser superado quando aquele que erra encontra um espaço misericordioso que o ajude a reorientar a conduta.


Nisso somos todos iguais. Acusadores e defensores. Ou há alguém entre nós que nunca tenha necessitado de ser olhado com misericórida?

Corpo: Ícone ou Ídolo?

Pregação: Corpo – Ícone ou Ídolo?
Pregador: Padre Paulo Ricardo
Dia: 06/09/10
Local: Canção Nova – Cachoeira Paulista/SP

padrepaulo_01“Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne”. Este mistério é grande — eu digo isto com referência a Cristo e à Igreja”(Ef 5, 31-32)

São Paulo nos mostra e nos faz compreender que o homem e a mulher, quando se unem, se unem em vista da união de Cristo com a Igreja. A relação do homem e da mulher, em união no santo matrimônio, é a união de Cristo com a Igreja. Na Sagrada Escritura, a palavra “mistério”, quando foi traduzida das outras várias línguas para o latim e o português, foi   traduzida como “Sacramentum” (sacramento), ou seja, sacramento e mistério são a mesma coisa, são o sinal visível; mas existe algo de invisível. Como podemos ser de alguma forma um sacramento? Quando falamos de imagem, a primeira coisa que vem à nossa cabeça é da acusação dos nossos irmãos protestantes – de confissão calvinista – de que somos idólatras. E como nós saímos disso? É preciso saber a diferença de um ícone e de um ídolo. O ícone me remete ao céu e o ídolo me faz ficar nesta terra, mas ambos são imagens. O livro bíblico dos Gênesis diz que o homem estava nu, mas depois do pecado se escondeu de Deus, porque estava nu, ou seja, caiu em si quanto à sua condição, que agora era de pecado. No início estavam nus, mas porque não tinham consciência. Este não ter consciência quer dizer que Adão olhava para o corpo de Eva e via ali um ícone, uma janela para Deus, “esta, sim, é carne da minha carne, ossos dos meus ossos”. Depois do pecado original nós perdemos a capacidade de olhar para o corpo de uma pessoa e ver ali a espontaneidade da maravilha de Deus. Quando vemos o corpo de uma pessoa hoje ou nós caímos na risada ou desejamos aquele corpo como um objeto. Então transformamos o corpo de um ícone a um ídolo. Nosso país é tristemente conhecido no exterior pelo carnaval devasso; no entanto, antigamente, o carnaval era uma diversão em família. Havia uma inocência nessa festa. O pessoal subia nos carros, fazia desfiles, o máximo de exagero que havia era jogar farinha no outro, jogar água, etc. Hoje muitas pessoas vão para o carnaval, num salão, por exemplo, para fazer sexo e um sexo quase grupal, com drogas e bebidas à vontade. Nas escolas de samba as mulheres estão “tecnicamente” pintadas, mas, na verdade, estão nuas. E fala a verdade: quando você vê uma daquelas mulheres nuas você diz: “Olha que mulher inteligente…” ; “Veja que pessoa generosa, de qualidades espirituais”!? Claro que não! As pessoas veem as mulheres peladas em um daqueles carros alegóricos e as desejam como um objeto. E depois querem falar da dignidade das mulheres… Mas como falar da dignidade das mulheres se estas estão peladas [no carnaval] , quando se transformam em objetos de desejo e consumo? As mulheres se vestem como objeto e depois reclamam que os homens as tratam como objetos! Existe uma tara típica do homem: ele quer ver corpos nus. Se você fizer uma pesquisa você vai ver que revistas, DVDs, sites de figuras de mulheres nuas, tudo isso é o homem que consome. E quem vai atrás de imagens de homens nus? É homem também. A mulher não está interessada em corpos nus, ela está interessada em tirar a roupa. O homem quer ver e a mulher quer mostrar. E isso foi colocado no nosso coração como uma idolatria, porque o pecado original quer que coloquemos a criatura no lugar de Deus. A mulher quer ser deus porque ela quer ser desejada; e o homem quer ser deus como dono daquele desejo, e assim os dois se destroem. O que temos de fazer? Não há outro jeito a não ser sair do caminho da idolatria.

06_eventos-008“O ícone me remete ao céu e o ídolo me faz ficar nesta terra”

É no casamento que a mulher pode se apresentar ao marido, porque agora existe um sacramento, eles são um sacramento, uma imagem visível da união de Cristo com a Igreja, um sinal do céu. Mas isso é só no matrimônio que acontece. Se nós sairmos do matrimônio, aquilo que era ícone se torna ídolo. Porque ídolo é o objeto e os homens opressores que querem possuir o ídolo. Deus fez o nosso corpo, o qual deve ser um sinal visível de uma realidade invisível, mas quando nos distanciamos de Deus cometemos as abominações próprias de uma idolatria do corpo.

Qual a cura para a pornografia? Não é eliminar a imagem do planeta; mas a cura da pornografia está na iconografia: é transformar a imagem em uma janela para Deus. Dentro do casamento o marido e a mulher podem trabalhar para isso, pois, o próprio fato de eu ter um corpo já é uma imagem; no entanto, esta imagem eu posso transformar em um ícone ou um ídolo. Vocês já viram uma foto de Madre Teresa de Calcutá que tenha sido registrado o olhar dela? Aquele olhar é o olhar de quem nos conduz para Deus. Aquele corpo, velhinho, todo enrugado, quebrado pelo esforço do trabalho, aquele corpo é um ícone. Em 1981, o Papa João Paulo II veio ao Brasil. Na ocasião ele foi a Cuiabá (MT), minha terra, mas eu estava em Roma, não fui para lá [Cuiabá]. Meus pais, no entanto, tiveram a graça de receber a comunhão das mãos do saudoso Pontífice. Eu perguntei à minha mãe: “E aí, mãe? Como foi?”. Ela me disse: “Júnior, eu não esqueço aquele olhar”. Tudo porque João Paulo II era um ícone. Eu lhe pergunto: uma mulata em cima de um carro alegórico pode ser um ícone? Claro que não! Ela se transforma num ídolo de carne.

Se você notar, nos Atos dos Apóstolos, São Paulo, muitas vezes, curava as pessoas por intermédio de seu corpo. São Pedro passava e a sombra do corpo dele também curava as pessoas. São Paulo fazia as refeições e o pano com que ele limpava a boca curava as pessoas. Por que então tanta gente tem birra das relíquias veneradas pela Igreja? Não é a relíquia ou o corpo da pessoa que cura, é Deus que cura por meio dessas pessoas! Deus não precisa de nós, mas Ele quer precisar de nós. É importante nós entendermos que o nosso corpo é um ícone que nos abre para o céu ou um ídolo que nos prende a esta terra. Como podemos ser sinal desta graça de Deus? Tendo critérios para sermos um ícone. Qual o critério para as roupas, por exemplo? Até onde pode ir o decote, até onde pode ir a manga, até onde pode ir o cumprimento da saia? Você não vai encontrar na Bíblia ensinamentos sobre isso, nem vai encontrar nos documentos da Igreja a maneira correta de como se vestir. Mas o “documento” que você vai encontrar está nos seus irmãos homens. Como nós homens nos sentimos agredidos ou atacados na nossa alma quando vemos uma mulher que não se veste bem! Mas como não bastasse se vestirem mal, a nossa sociedade está educando as mulheres desde crianças a se transformarem em ídolos. A menina com 4 anos de idade já é educada para se vestir como uma “prostitutazinha” e o pai, a mãe, o vovô, acham graça vendo a menina toda pintada, rebolando, dançando músicas eróticas. Nós precisamos aprender a educar as nossas crianças para o valor do corpo, porque o que tem valor não pode ser exposto! O homem tem colocado nas mulheres um gosto de transformar o seu corpo em objeto de desejo, e esse negócio de fazer do corpo um objeto de desejo era algo só de mulher, mas agora estão os homens também indo para as academias para ficarem “bombados” e a todo custo produzir um corpo que seja também objeto de desejo. Nós não somos objeto, nós não precisamos descer a esse nível! Devemos dar o devido valor a nós mesmos. O critério para a roupa que devemos usar deve ser o nosso irmão e a nossa irmã, este é o critério. Você mulher sabe o que provoca, sabe o que tenta, e diga a verdade: quando você coloca aquela roupa você coloca justamente para provocar. Mas eu digo uma coisa pra você mulher: você não precisa ficar mendigando – “com pires na mão” – a atenção dos homens. A mulher que não se veste com modéstia, no fundo, está dizendo: “Olhem pra mim, olhem como eu sou bonita. Por favor, digam que eu sou bonita, que eu sou atraente”. Homens digam aqui uma verdade: existe coisa mais elegante do que uma mulher de saia ou vestido elegante? Não há coisa mais bonita do que uma mulher bem vestida. A mulher não precisa invejar a roupa dos homens e vice-versa. O homem tem que descobrir a alma da mulher. Se você vai se casar aprenda uma coisa: existe no homem uma tara de querer só olhar para o corpo da mulher e ignorar a alma, mas o corpo muda, a alma fica. E como o corpo muda, as mulheres ultimamente viram escravas dele [próprio corpo], porque querem manter um corpo jovem para o resto da vida…Daí haja tintura, haja cirurgias plásticas, haja silicone! E o resultado disso tudo é uma profunda insegurança nas mulheres.

Quando eu olho o corpo de uma mãe que se gastou por amor e por serviço eu vejo ali um sacramento. Mulheres, vocês querem ter um corpo bonito? Amem!

Quando um jovem vem se aconselhar perguntando-me com que tipo de mulher deve se casar, eu lhe respondo: “Não se case com um corpo, porque o corpo vai cair. Você quer saber como vai ficar o corpo dela? Olhe para a mãe dela. Busque a alma de uma mulher”. Homens, parem de ser escravos do corpo da mulher. Que escravidão ridícula e idiota, homens casados que passam dias na internet buscando um corpo mais bonito do que o de sua mulher! Quer uma solução? Descubra a alma, o ícone que é a sua mulher. Nós somos uma imagem de Deus, mas você escolhe: ou você será um ícone, que nos abre para Deus, ou você será uma imagem, que se fecha aqui nesta terra, que é o ídolo.

Por isso, somente no casamento nós temos a expressão verdadeira do sexo, que é a expressão livre, total, fiel e fecunda. Fora disso haverá sempre algo muito incompleto em nós.

Link para ver parte da Pregação:
http://www.webtvcn.net/video/corpo_icone_ou_idolo

Ou adquira o DVD desta pregação com a Canção Nova
Tel: 0**12 3186-2600
Pregação: Corpo – Ícone ou Ídolo?


Milagre: Maria se deixa filmar

mariasedeixafilmar

Quero compartilhar convosco, este belo e impressionante vídeo, no qual a Virgem Maria se deixou filmar em Medjugorje, durante uma aparição, segundo informações a mim passada, este vídeo foi transmitido por um sacerdote de Roma que filmava a aparição a vidente e quando chegou em casa viu algo diferente, viu os sinais. É um belo vídeo. Abraços!

Eis o Link do Vídeo Abaixo:

Maria se deixa filmar

Fonte: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2010/08/maria-se-deixa-filmar.html

Formação Católica? Pra quê?

O Brasil já foi referido muitas vezes como o maior país católico do mundo. Uma conhecida pesquisa mostrou recentemente que cerca de 74% da população brasileira se declara católica.

Mas quantos destes conhecem realmente a doutrina católica?

Quantos destes procuram viver de acordo com os mandamentos de Deus e os preceitos da Santa Igreja?

E talvez não procurem viver assim porque nem conheçam a doutrina católica…

A situação torna-se mais complicada ainda quando presenciamos instituições que se denominam católicas e mesmo parte do clero defendendo idéias contrárias à doutrina católica.

Com efeito, o saudoso Papa João Paulo II, na sua fabulosa Encíclica Veritatis Splendor (1993), mostrou grande preocupação em relação à idéias contrárias à doutrina católica sendo defendidas em seminários (n. 4), escolas, universidades e outras instituições que se denominam católicas (n.116).

A importância de se conhecer a fé e a moral católica, em uma formação consistente, é muitas vezes negligenciada pelos próprios católicos, ignorando que:

  • A fé NÃO é um sentimento, e sim uma adesão à um conjunto de verdades que são apreendidas intelectualmente (Catecismo da Igreja Católica, 155)
  • Muitos deixam de ser católicos por terem conhecido pouco os fundamentos da fé católica, e acabam aderindo ao protestantismo, ao espiritismo, ao ateísmo, ao agnosticismo, ao indiferentismo religioso, ao relativismo, ao socialismo ou outras doutrinas incompatíveis com a fé católica
  • A vida moral é condição necessária para a salvação; embora muitos possam se salvar na ignorância invencível, através da busca sincera da verdade e da vivência da lei natural, existe também um tipo de ignorância que é culposa, quando não se procura suficientemente a verdade e o bem (Catecismo da Igreja Católica, 1790-1791)
  • A vida moral é condição necessária para a plena realização humana e a justa ordem social (se a Lei Divina fosse observada, não haveria homicídios voluntários, roubos, assaltos, estupros, drogas, corrupção, adultérios, abortos, invasões de terras, governos totalitários, nacionalismos desordenados, etc)
  • Pouco se ama o que pouco se conhece, muito se ama o que muito se conhece. Conhecendo a doutrina católica, mais se ama a Deus, as Suas Obras e a Sua Santa Igreja, mais se deseja realizar a Sua Vontade, mais se deseja o Céu.
  • É impossível realizar um apostolado eficaz e dialogar com quem pensa diferente, sem conhecer a doutrina católica. Já dizia São Josemaria Escrivá: “Para o apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração”.

Já dizia Nosso Senhor Jesus Cristo: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.” (Jo 8, 32)

Em tudo isso vê que não basta, então, ter uma vida espiritual; é preciso também o conhecimento de um conjunto de verdades necessárias para dar a direção adequada a esta vida espiritual.

É como um barco à vela: não basta que ele se mova, mas é preciso se mover para a direção certa.

Para combater, portanto, um relativismo doutrinal “politicamente correto” que muitas vezes é ensinado, em 1992 o saudoso Papa João Paulo II determinou a publicação do “Catecismo da Igreja Católica”, contendo um resumo oficial da doutrina católica. Pela sede que o ser humano naturalmente tem de conhecer à Deus e Sua Verdade, o Catecismo tem se difundido cada vez mais. Mas infelizmente, muitos católicos ainda não tem contato com ele.

Muitos falam da necessidade de conhecer-se a Bíblia, mas ignoram o fato que a Bíblia NÃO contém toda a Verdade Revelada por Deus (há ainda a Tradição Apostólica), e só pode ser autenticamente interpretada pelo Sagrado Magistério da Igreja, que nos transmite a Escritura (a Bíblia) e a Tradição. Diz o Concilio Vaticano II: “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo.” (Dei Verbum, n. 10)

Sem a autoridade do Magistério, portanto, a Bíblia, como temos hoje, nem existiria, pois foi o próprio Magistério quem definiu os livros que deveriam fazer parte da Sagrada Escritura (os chamados “canônicos”) e quais não deveriam (os chamados “apócrifos”), no pontificado do Papa São Dâmaso, próximo ao Concílio de Éfeso (século IV).  A Bíblia sem o Magistério da Igreja é perigosa, pois pode levar à interpretações equivocadas e com péssimas conseqüências em todos os sentidos.

Assim, é fundamental que cada católico tenha à mão um Catecismo, tanto para um estudo sistemático, como para ser fonte de consulta quando houver necessidade.

O Catecismo pode ser encontrado, em geral, nas livrarias católicas, tanto em sua versão completa como na sua versão em compêndio (na forma de perguntas e respostas).

Publicado pelo Apostolado Reino da Virgem Mãe de Deus (Maio de 2009)

Pregação: Louvai e Bendizei ao Senhor

Pregação: Louvai e Bendizei o Senhor
Palavra: Daniel 3, 52-56
Local: Grupo de Oração Jesus de Nazaré – El Dourado – Serra – ES
Data: 10/08/10

fornalhaA palavra que foi discernida em Espírito pelo núcleo do GO Jesus de Nazaré foi um grandioso louvor a Deus, mas qual foi o motivo do louvor? Logo no início do capítulo 3 de Daniel, três jovens foram jogados numa fornalha quente sete vezes mais do que de costume (versículo 19), pelo fato de não adorar a estátua do rei Nabucodonosor. Para muitos de nós não tinham como mais escapar e certamente já renderiam a morte, mas estes três jovens, não importando para a morte, louvaram a Deus a todo o momento e exatamente nesse instante nenhuma chama os consumiram (versículos 46 a 50).

O Louvor, que vieram das palavras hebraicas Barak (Bendizer) e Yadah (Dar Graças), deve ser exercido a todo o momento do nosso dia a dia (cf. Sl 33(34), 2), por vários motivos. Segue abaixo alguns dos motivos:

  • Porque Deus habita nos Louvores: Conforme o Sl 22,3-4
  • Porque Deus é bom: Conforme I Cro 16,34
  • Para exaltar o Poder de Deus: Conforme Sl 103,1-5
  • Para que os Demônios saiam do ambiente em que se encontra: Cf. I Sam 16, 22-23
  • Para se fazerem conhecidas as obras do Senhor: Conforme Sl 105,1-3
  • Para nos Apresentarmos ao Senhor: Conforme Sl 99(100),4

Se nós pudéssemos ver o que acontece quando erguemos um louvor a Deus, de acordo com a Palavra de Deus, é de ser maravilhar:

  • O inferno se estremece o os demônios se abalam: Conforme I Sam 16,22-23
  • Nosso coração se enche de alegria: Conforme Sl 99(100), 1-2

Muitas vezes não conseguimos louvar o Senhor em nossas dificuldades. Elas pesam em nossos ombros e as palavras que mais dirigimos ao Senhor são de pedir, pedir e pedir. Nós nos esquecemos de agradecer, de exaltar, de elogiar e de cantar ao Senhor. O louvor ao Senhor deve ser constante, pois quando mais louvamos, mas Ele fará por nós. Ele sonda os nossos corações e sabe o que precisamos. Podemos fazer isto voluntariamente (Juízes 5,2), com instrumentos musicais e cânticos (Salmo 32 (33)), com palmas e voz de triunfo (Sl 46(47), 2), com danças (Sl 150, 4), em ações de graças (Sl 146(147), 7), dentro dos templos, santuários , igrejas, nas capelas dos Santíssimos (Sl 150) ou de todo o coração (Sl 9,2).

Por isso, não importa as nossas dificuldades, importa mesmo é o Deus que nós temos. Se na tua casa as coisas não andam bem, filhos mergulhados nas drogas, pais embriagados pelo álcool, pais se divorciando, o emprego que nunca aparece, filhos se entregando ao homossexualismo, à perversão sexual, ao crime, à músicas profanas e porque está precisando de louvar mais. É porque o seu louvor ainda não chegou ao coração de Deus.

Hoje, no mundo em que vivemos, precisamos mais engrandecer o Poder de Deus. Deus fará aquele que mais fará por Ele. Grave isto no teu coração.