Category: Igreja Católica

“Eu, medo daquele estúpido? E ele é só o macaco de Deus”

Via O Ultrapapista Atanasiano

Uma entrevista com o exorcista da Santa Sé  Apostólica, Pe. Gabriele Amorth.

Padre Amorth

(…)

Como são considerados os exorcistas dentro da Igreja?

AMORTH: Somos muito mal tratados. Os irmãos sacerdotes que são encarregados dessa delicadíssima tarefa são vistos como doidos, fanáticos. Em geral quase não são tolerados nem pelos bispos que os nomeiam.

Qual o fato mais clamoroso dessa hostilidade?

AMORTH: Tivemos um convênio internacional de exorcistas perto de Roma. Pedimos para ser recebidos pelo Papa. Para não dar a ele o peso de somar outra audiência às tantas que já dá, pedimos simplesmente para ser recebidos na audiência pública das quartas-feiras na Praça de São Pedro.
Inclusive sem que fosse preciso mencionar-nos nas saudações. Fizemos o devido pedido, como lembrará perfeitamente Mons. Paolo De Nicolò, da Prefeitura da Casa Pontifícia, que acolheu de braços abertos o nosso pedido. Um dia antes da audiência porém o próprio Mons. De Nicolò disse-nos – na verdade com grande constrangimento, pelo que se viu muito bem que a decisão não dependia dele – que não viéssemos, não éramos admitidos. Incrível: 150 exorcistas provenientes dos cinco continentes, sacerdotes nomeados pelos seus bispos segundo as normas do direito canônico, que requerem padres de oração, ciência e boa fama – portanto mais ou menos a fina-flor do clero -, pedem para participar duma audiência pública do Papa e são enxotados. Mons.
De Nicolò disse-me: "Naturalmente prometo que lhe enviarei logo uma carta com os motivos". Passaram-se cinco anos, e ainda estou a esperar essa carta. Certamente não foi João Paulo II a excluir-nos. Mas que seja proibido a 150 sacerdotes participar duma audiência pública do Papa na Praça de São Pedro explica o quanto são dificultados os exorcistas pela sua Igreja, quanto são mal vistos por tantas autoridades eclesiásticas.

O Sr. combate o demônio quotidianamente. Qual é o maior sucesso de Satanás?

AMORTH: Conseguir que não creiam na sua existência. Quase conseguiu. Também dentro da Igreja. Temos um clero e um episcopado que já não crêem no demônio, nos exorcismos, nos males extraordinários que o diabo pode fazer, e tampouco no poder que Jesus concedeu de expulsar os demônios. Há três séculos que a Igreja latina – ao contrario dos orientais e de várias confissões protestantes – abandonou quase completamente o ministério dos exorcismos. Sem praticá-los, estudá-los nem vê-los, o clero já não crê. Já não crê tampouco no diabo. Temos inteiros episcopados contrários aos exorcismos. Há nações completamente carentes de exorcistas, como a Alemanha, a Áustria, a Suíça, a Espanha e Portugal. Uma carência assustadora.

(…)

É dever dos bispos nomear exorcistas?

AMORTH: Sim. Quando um sacerdote é eleito bispo, encontra-se ante um artigo do Código de Direito Canônico que lhe dá autoridade absoluta para nomear exorcistas. A um bispo o mínimo que se pode pedir é que tenha assistido pelo menos a um exorcismo, dado que deve tomar uma decisão tão importante.
Infelizmente, não acontece quase nunca. Mas se um bispo se encontra ante uma solicitação séria de exorcismo – ou seja, feita não por um maluco – e não toma providências, comete pecado mortal. E é responsável por todos os terríveis sofrimentos daquela pessoa, que às vezes duram anos ou uma vida, e que teria podido impedir.

Está dizendo que a maior parte dos bispos da Igreja católica está em pecado mortal?

AMORTH: Quando eu era pequeno o meu velho pároco ensinava-me que os sacramentos são oito: o oitavo é a ignorância. E o oitavo sacramento salva mais que os outros sete juntos. Para cometer pecado mortal é preciso uma matéria grave mas também o pleno conhecimento e o deliberado consentimento. Essa omissão de ajuda por parte de muitos bispos é matéria grave. Mas esses bispos são ignorantes: não há portanto deliberado consentimento e pleno conhecimento.

Mas a fé permanece intacta, isto é, permanece uma fé católica, se alguém não crê na existência de Satanás?
AMORTH: Não. Conto-lhe um episódio. Quando encontrei pela primeira vez o Pe. Pellegrino Ernetti, um célebre exorcista que exerceu o ministério por quarenta anos em Veneza, disse-lhe: "Se eu pudesse falar com o Papa eu lhe diria que encontro demasiados bispos que não crêem no demônio". Na tarde seguinte o Pe. Ernetti veio até mim para me dizer que de manhã tinha sido recebido por João Paulo II. "Santidade", dissera-lhe, "há um exorcista cá em Roma, Pe. Amorth, que se o visse lhe diria que conhece demasiados bispos que não crêem no demônio". O Papa respondeu-lhe, taxativo: "Quem não crê no demônio não crê no Evangelho". Eis a resposta que ele deu e que eu repito.

Ou seja: a conseqüência é que muitos bispos e muitos padres não seriam católicos?

AMORTH: Digamos que não crêem numa verdade evangélica. Portanto, sendo o caso, eu os acusaria de propagar uma heresia. Mas fique claro que alguém é formalmente herege se é acusado de alguma coisa e permanece no erro. Hoje ninguém, pela situação que há na Igreja, acusa um bispo por não crer no diabo, nas possessões demoníacas e por não nomear exorcistas porque não crê. Contudo, eu poderia dizer-lhe muitíssimos nomes de bispos e cardeais que logo que foram nomeados para uma diocese tiraram a todos os exorcistas tal faculdade. Ou bispos que sustentam abertamente: "Eu não creio nisso. São coisas do passado". Por quê? Infelizmente porque houve a influência perniciosíssima de certos biblistas, e poderia citar-lhe muitos nomes ilustres. Nós que tocamos todos os dias o mundo sobrenatural sabemos que meteu a colher em tantas reformas litúrgicas.

Por exemplo?

AMORTH: O Concílio Vaticano II tinha comandado a revisão de alguns textos. Desobedecendo a essa ordem, o que se quis foi refazê-los completamente.
Sem pensar que se podiam piorar as coisas em vez de melhorá-las. E tantos ritos foram piorados por essa mania de querer jogar fora tudo o que havia no passado e refazer tudo desde o começo, como se a Igreja tivesse até hoje sempre tapeado e enganado, e só agora tivesse chegado o tempo dos grandes gênios, dos superteólogos, dos superbiblistas, dos superliturgistas, que sabem dar à Igreja as coisas certas. Uma mentira. O último Concílio tinha simplesmente pedido a revisão desses textos, não a sua destruição.
O Ritual dos exorcismos, por exemplo: era para ser corrigido, não refeito. Havia orações que têm doze séculos de experiência. Antes de eliminar orações tão antigas e que por séculos demonstraram a sua eficácia, seria preciso pensar longamente. Mas não. Nós, os exorcistas, experimentando o Ritual "ad interim", vimos que são absolutamente ineficazes. Também o Ritual do Batismo das crianças foi piorado. Foi desvirtuado até quase eliminar o exorcismo contra Satanás, que sempre teve enorme importância para a Igreja, tanto que era chamado "exorcismo menor". Contra esse novo rito protestou publicamente também Paulo VI. Foi piorado o novo Ritual de Bênçãos. Li minuciosamente todas as suas 1200 páginas. Pois bem, foi cuidadosamente tirada toda referência ao fato de que o Senhor nos protege de Satanás, que os anjos nos protegem do assalto do demônio.
Tiraram todas as orações que havia na bênção das casas e das escolas. Tudo tinha de ser benzido e protegido, mas hoje a proteção contra o demônio já não existe, já não existem defesas e tampouco orações contra ele. O próprio Jesus tinha-nos ensinado uma oração de libertação no pai-nosso: "Livrai-nos do Maligno. Livrai-nos da pessoa de Satanás". Em vernáculo foi traduzida de forma errônea, e agora se reza dizendo: "Livrai-nos do mal". Fala-se dum mal genérico, do qual no fundo não se sabe a origem. Ao contrário, o mal contra o qual Nosso Senhor Jesus Cristo tinha-nos ensinado a combater é uma pessoa concreta: é Satanás.

O Sr. tem um observatório privilegiado: tem a sensação de que o satanismo esteja difundindo-se?

AMORTH: Sim. Muitíssimo. Quando diminui a fé aumenta a superstição. Se uso a linguagem bíblica, digo que se abandona a Deus e se abraça a idolatria; se uso uma linguagem moderna, digo que se abandona a Deus para abraçar o ocultismo. A diminuição assustadora da fé em toda a Europa católica faz com que o povo se entregue às mãos de magos e cartomantes, enquanto as seitas satânicas prosperam. O culto do demônio é anunciado a massas inteiras através do rock satânico de personagens como Marilyn Manson, e atacam-se também as crianças quando jornais e quadrinhos ensinam a magia e o satanismo. São muito difundidas as sessões espíritas, nas quais se evocam os mortos para ter respostas. Agora aprende-se a fazer sessões espíritas com o computador, com o telefone, com a televisão, com o gravador, mas sobretudo com a escritura automática. Já não há necessidade do medium: é um espiritismo "self service". Segundo as pesquisas, 37 por cento dos estudantes fez pelo menos uma vez o jogo do cartaz ou do copo, que é uma verdadeira sessão espírita. Numa escola em que me convidaram a falar, os jovens disseram que o faziam durante a aula de religião sob olhos complacentes do professor.

E funcionam?

AMORTH: Não existe diferença entre magia branca e magia negra. Quando a magia funciona, é sempre obra do demônio. Todas as formas de ocultismo, como esta grande atração pelas religiões do Oriente, com as suas tendências esotéricas, são portas abertas para o demônio. E o diabo entra. Rápido.
Eu não hesitei a dizer imediatamente, no caso da freira assassinada em Chiavenna e no caso dos dois jovens de Novi Ligure [trata-se de delitos que chocaram a Itália recentemente, n.d.tr.], que houve uma intervenção direta do demônio porque esses jovens se dedicavam ao satanismo. Prosseguindo a investigação a polícia descobriu, em ambos os casos, que esses jovens seguiam Satanás, tinham livros satânicos.

O que aproveita o demônio para seduzir o homem?
AMORTH: Ele tem uma estratégia monótona. Disse isso a ele, e ele o reconhece… Leva a crer que o inferno não existe, que o pecado não existe sendo só uma experiência mais a fazer. Concupiscência, sucesso e poder são as três grandes paixões nas quais Satanás insiste.

Quantos casos de possessão demoníaca encontrou?

AMORTH: Depois dos primeiros cem casos desisti de contar.

Cem? Mas são muitíssimos. O Sr. diz nos seus livros que os casos de possessão são raros.
AMORTH: E de fato são. Muitos exorcistas têm encontrado somente casos de males diabólicos. Mas eu herdei a "clientela" dum exorcista famoso como o Pe. Candido, e portanto os casos que ele não tinha resolvido ainda. Ademais, os outros exorcistas mandam para mim os casos mais resistentes.

Qual o caso mais difícil que encontrou?

AMORTH: Estou tratando dele agora, e já faz dois anos. É a mesma jovem que foi abençoada – não foi um exorcismo propriamente – pelo Papa em outubro no Vaticano e que causou sensação nos jornais. É atingida 24 horas por dia, com tormentos indescritíveis. Os médicos e os psiquiatras não conseguiam entender nada. É plenamente lúcida e inteligentíssima. Um caso realmente doloroso.

Como a pessoa se torna vítima do demônio?
AMORTH: Pode-se cair nos males extraordinários enviados pelo demônio por quatro motivos. Ou porque isso consiste num bem para a pessoa (é o caso de muitos santos), ou pela persistência no pecado de modo irreversível, ou por um malefício que alguém faz por meio do demônio, ou por práticas de ocultismo.

Durante o exorcismo de possessos, que tipo de fenômenos se manifestam?

AMORTH: Lembro-me dum camponês analfabeto que durante o exorcismo me falava só em inglês, e eu precisava dum intérprete. Há quem mostra uma força sobre-humana, quem se eleva completamente da terra e várias pessoas não conseguem mantê-lo sentado. Ma é só pelo contexto em que se desenvolvem que falamos de presença demoníaca.

Ao Sr. o demônio nunca fez nada de mal?
AMORTH: Quando o cardeal Poletti me pediu para ser exorcista encomendei-me a Nossa Senhora. "Envolvei-me no vosso manto e estarei seguríssimo". O demônio fez-me tantas ameaças, mas nunca me causou dano algum.

O Sr. não tem medo do demônio?
AMORTH -. Eu, medo daquele estúpido? É ele que deve ter medo de mim: eu ajo em nome do Senhor do mundo. E ele é só o macaco de Deus.

Padre Amorth, o satanismo difunde-se cada vez mais. O novo Ritual torna difícil fazer exorcismos. Impede-se aos exorcistas a participação numa audiência papal na Praça de S. Pedro. Diga-me sinceramente: o que está acontecendo?
AMORTH: A fumaça de Satanás entra em todas as partes.

Em todas as partes!

Talvez tenhamos sido excluídos da audiência do Papa porque tinham medo de que tantos exorcistas conseguissem expulsar as legiões de demônios que se estabeleceram no Vaticano.

Está brincando, não?

AMORTH: Pode parecer um modo de dizer, mas creio que não seja. Não tenho dúvida alguma de que o demônio tenta sobretudo os postos altos da Igreja, como tenta os postos altos da política e da indústria.

Está dizendo que também aqui, como todas as guerras, Satanás quer conquistar os generais adversários?

AMORTH: É uma estratégia vencedora. Sempre se tenta efetuá-la. Sobretudo quando as defesas do adversário são fracas. E também Satanás tenta. Mas ainda bem que existe o Espírito Santo que sustém a Igreja: "As portas do inferno não prevalecerão". Apesar dos abandonos. Apesar das traições, que não devem surpreender. O primeiro traidor foi um dos apóstolos mais próximos a Jesus, Judas Iscariotes. Mas apesar disso a Igreja continua no seu caminho. Mantém-se em pé pelo Espírito Santo, portanto toda a luta de Satanás pode ter somente sucesso parcial. Claro, o demônio pode vencer algumas batalhas. Inclusive importantes. Mas jamais a guerra.

(Grifos meus)

Viva Pedro! Viva o Papa!

                    

“(…) Jesus lhe disse: ‘Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus’”. (Mt 16, 17-19)

Ekklësia, palavra grega que significa assembleia, designa a comunidade nova, o novo povo de Deus, que ia substituir o antigo povo de Israel. Nela, Petros [a rocha], obtem o poder supremo, o chamado primado do reino que dirá a última palavra sobre quem está dentro e quem deve ser expulso da mesma Ekklësia. E esta estrutura seria a definitiva, sem que a morte [os portões do Ades], tanto de Pedro como de seus sucessores, pudesse contra ela. As consequências são essenciais para entender o cristianismo atual, como organização que contribui para a obra de salvação de Jesus.

(…)

Além de Cristo, como figura central, temos Pedro, como figura destacada, por duas razões: por sua fé em Jesus e por sua lista de serviços como chefe da comunidade. A revelação de confessar Jesus como Messias Filho de Deus, é um dom do Pai e isso serve para todos nós. A chefia da comunidade eclesial é própria dele e continua em seus sucessores através dos séculos. A eles pertence o poder das chaves, jurídico e doutrinal, como o entende a Igreja católica. Não foi dado este poder aos outros discípulos e, portanto, devemos distingui-lo do poder evangelizador e de governo dado ao resto dos apóstolos.” (Pe. Inácio, dos padres escolápios via Presbiteros).

O dia de São Pedro e São Paulo é 29/06, eu sei. Mas liturgicamente, aqui no Brasil, o “dia do Papa” é celebrado no primeiro domingo depois do dia 29 de junho. Ou seja, este domingo também é dia de dizer Viva São Pedro e São Paulo!! Viva o Papa!! Viva a Santa Igreja!!

O ostensório com o Santíssimo pode ser tocado pelos fiéis?

Fiéis tocam o ostensório

Essa é uma pergunta que sempre me faço ao observar, muitas vezes, a passagem do ostensório com o Santíssimo Corpo de Cristo e a correria das pessoas na tentativa de tocá-lo. E às vezes de maneira irreverente. Não seria muito mais apropriado (e litúrgico, creio) fazer a genuflexão? Ficar em silêncio e adorá-lo discretamente?

Ontem, por exemplo, foi um desses dias. No momento do traslado da Eucaristia que tinha sido conduzida na procissão de Corpus Christi para o sacrário, lá estavam os fiéis deixando as impressões digitais na custódia. E se ajoelhar, ninguém!!  É realmente lamentável que os católicos em geral não tenham (e nem recebam) a “educação” litúrgica adequada. E o pior é constatar que esse hábito é generalizado pelas paróquias do país.

Adoração ao Santíssimo Sacramento

Quanto à pergunta, fazendo uma pesquisa rápida, descobri que o sacerdote só deve tocar no ostensório (ou na âmbula com as reservas eucarísticas expostas para adoração) com um paramento específico, o véu umeral, como é o caso do padre da foto ao lado. Se para o sacerdote é assim… Não precisa dizer mais nada.

 

 

Em favor do Papa

“Nós, católicos brasileiros, de joelhos diante de vossa Sagrada Pessoa, vimos apresentar a Vossa Santidade nossa profunda e sincera solidariedade diante das vis calúnias e torpes ataques de que tem sido vítima nestas últimas semanas.”

O Instituto Plínio Correa de Oliveira estará enviando ao Papa Bento XVI uma carta e um abaixo-assinado como forma de desagravo pelos violentos e injustos ataques feitos ao Santo Padre por parte da mídia do mundo todo. Caro amigo queira incluir a sua assinatura eletrônica (e com ela o seu apoio ao Papa). No site do Instituto pode se ler a carta que será enviada e ao final desta há um espaço, para a sua assinatura. Mostre que as ovelhas não abandonam o pastor.

Ubi Petrus, ibi et Ecclesia (onde está Pedro, aí também está a Igreja).

Popule meus, quid feci tibi? Responde mihi.

Cruz (13)

“Povo meu, que te fiz, ou em que te contristei? Responde-me.” (Mq 6,3)

Que mais Que mais devia ter feito por ti e não fiz? Responde-me!

Por que eu te tirei da terra do Egito, preparaste uma cruz para o teu Salvador!

Eu te plantei como vinha, escolhida e preciosa e tu te fizeste amarga para mim!

Eu flagelei por ti o Egito e os primogênitos e tu me entregaste, assim flagelados!

Eu abri o mar diante de ti e tu me abriste o lado co´uma lança!

Na coluna de fogo, eu te guiei e tu me conduziste ao pretório de Pilatos!

Eu te dei a bebera boa água da pedra e tu me deste a beber fel e vinagre!

Que mais Que mais devia ter feito por ti e não fiz? Responde-me!

O significado da Quaresma

Ótima matéria feita por uma repórter da CN de Roma (vixe, no vídeo não tem o nome dela!) sobre o significado do tempo litúrgico que começa hoje.

Bispos Brasileiros contra a PNDH-3

Via En Garde!

Nós abaixo-assinados, impelidos por nosso dever pastoral como Bispos católicos, provenientes de várias regiões do País, reunidos em um encontro de atualização pastoral – prosseguindo a tradição profética da Igreja Católica no Brasil que, nos momentos mais significativos da história de nosso País, sempre se manifestou em favor da democracia, dos legítimos direitos humanos e do bem comum da sociedade, em continuidade com a Declaração da CNBB do dia 15 de Janeiro de 2010 e com a Nota da Comissão Episcopal de Pastoral para a Vida e a Família e em consonância com os pareceres emitidos por diversos segmentos da sociedade brasileira feridos pelo III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), assinado pelo Preside nte da República no dia 21 de dezembro de 2009 – nos vemos no dever de manifestar publicamente nossa rejeição a determinados pontos deste Programa.

             Diz a referida Declaração: “A CNBB reafirma sua posição muitas vezes manifestada em defesa da vida e da família e contrária à descriminalização (sic) do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homo-afetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante, pretende ignorar nossas raízes históricas”.

            Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os níveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado. Os símbolos religiosos expressam a alma do povo brasileiro e são manifestação das raízes históricas cristãs que ninguém tem o direito de cancelar.

             Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacender conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.

            Fazemos nossas as palavras do Cardeal Dom Geraldo Majela Agnelo, Primaz do Brasil, referidas à proposta de descriminalização do aborto, mas extensivas aos demais aspectos negativos do programa. O PNDH 3 “pretende fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por órgãos legítimos traz à tona métodos autoritários, dos quais com muito sacrifício nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80”.

             “Firmes na esperança, pacientes na tribulação, constantes na oração” (Rm 12, 12), confiamos a Deus, Senhor supremo da Vida e da História, os rumos de nossa Pátria brasileira.

Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2010.

+ Alano Maria Pena, Arcebispo de Niteroi, RJ

+ Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira

+ Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica S. João Maria Vianney, Campos, RJ

+ Benedito Gonçalves Santos, Bispo de Presidente Prudente, SP

+ Joaquim Carreira, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Juarez Silva, Bispo de Oeiras, PI

+ Manoel Pestana Filho, Bispo emérito de Anápolis, GO

+ José Moreira da Silva, Bispo de Januária, MG

+ Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Divinópolis, MG

+ Guiliano Frigenni, Bispo de Parintins, AM

+ Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia

+ Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz, MA

+ Philipe Dickmans, Bispo de Miracema, TO

+ Edney Gouvêa Mattoso, Bispo eleito de Nova Friburgo, RJ

+ Carlos Alberto dos Santos, Bispo de Teixeira de Freitas – Caravelas, BA

+ Walter Michael Ebejer, Bispo emérito de União da Vitória, PR

+ José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas – Francisco Beltrão, PR

+ Franco Cuter, Bispo de Grajaú, MA

+ Karl Josef Romer, Secretário emérito do Pontifício Conselho para a Família

+ Roberto Lopes, Abade do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, RJ

+ Orani João Tempesta OCist., Arcebispo do Rio de Janeiro, RJ

+ Eugenio de Araujo Card. Sales, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, RJ

+ João Carlos Petrini, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia

+ Luciano Bergamin, Bispo de Nova Iguaçu, RJ

+ Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Wilson Tadeu Jönck, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

+ Pedro Brito Guimarães, Bispo de São Raimundo Nonato, PI

+ Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, PE

+ Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos, SP

+ José Moureira de Mello, Bispo de Itapeva, SP

+ José Francisco Rezende Dias, Bispo de Duque de Caxias, RJ

+ Laurindo Guizzardi, Bispo de Foz do Iguaçu, PR

+ Gornônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, SP

+ Carmo João Rhoden, Bispo de Taubaté, SP

+ Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, BA

+ João Bosco de Sousa, Bispo de União da Vitória, PR]

+ Osvino José Both, Arcebispo Militar do Brasil, BSB

+ Capistrano Francisco Heim, Bispo Prelado de Itaituba, PA

+ Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba, PB

+ Gil Antonio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora, MG

+ Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos, SP

+ Diamantino Prata de Carvalho, Bispo de Campanha, MG

+ Caetano Ferrari, Bispo de Bauru, SP

+ Aléssio Saccardo, Bispo de Ponta de Pedras, PA

+ Heitor de Araújo Sales, Arcebispo emérito de Natal, RN

+ Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal, RN

+ Geraldo Dantas de Andrade, Bispo auxiliar de São Luis do Maranhão, MA

+ Bonifácio Piccinini, Arcebispo emérito de Cuiabá, MT

+ Tarcísio Scamarussa, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Celso José Pinto da Silva, Arcebispo emérito de Teresina, PI

+ José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju, SE

+ Antônio Carlos Altieri, Bispo de Caraguatatuba, SP

+ Aloisio Hilário de Pinho, Bispo emérito de Jataí, GO

+ Guilherme Porto, Bispo de Sete Lagoas, MG

+ Adalberto Paulo da Silva, Bispo Auxiliar emérito de Fortaleza, CE

+ Bruno Pedron, Bispo de Ji-Paraná, RO

+ Fernando Mason, Bispo de Piracicaba, SP

+ João Mamede Filho, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ José Maria Pires, Arcebispo emérito de Paraíba, PB

+ Alfredo Schaffler, Bispo de Parnaíba, PI

+ João Messi, Bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ

+  Friederich Heimler, Bispo de Cruz Alta, RS

+ Osvaldo Giuntini, Bispo de Marília, SP

+ Assis Lopes, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Edson de Castro Homem, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+Alessandro Ruffinoni, Bispo auxiliar de Porto Alegre, RS

+ Josafá Menezes da Silva, Bispo auxiliar de Salvador, BA

Cristãos perseguidos; catequese do Papa

Lançado site sobre cristãos perseguidos. Saiu no Zenit. As perseguições religiosas têm aumentado, sobretudo contra os cristãos, diz a notícia. O é alimentado por reportagens mensais, entrevistas com os líderes das igrejas locais (que sofrem perseguição) e estatísticas. Ele“oferece uma importante oportunidade para as pessoas que saber mais sobre os sofrimentos a que estão submetidos os cristãos em todo o mundo”, diz Mark Riedemann, diretor do projeto. O site é: http://www.wheregodweeps.org/ Uma outa notícia, da mesma agência Zenit, dá conta que todos os anos morrem 170.000 cristãos por sua fé! “Entre 75 a 85% das perseguições religiosas em curso no mundo hoje se referem a cristãos, e a cada ano, 170.000 deles perdem a vida por razões ligadas à sua fé; o número de fiéis brutalmente perseguidos no mundo hoje é da ordem de 200 milhões de pessoas”, afirmou o secretário da Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE), frei Piotr Mazurkiewicz.

Na sua última catequese, o Papa Bento XVI deixou três recados em uma só mensagem. Falando sofre São Francisco de Assis, o Sumo pontífice rechaçou a ideia de alguns historiadores de criarem um Francisco histórico, sem ligações com a Igreja. Para Bento XVI, “A verdade é que São Francisco quis realmente uma relação muito imediata com Jesus e com a Palavra de Deus, que queria seguir sem glosa, assim como está, em toda sua radicalidade e verdade. E é também certo que inicialmente não tinha a intenção de criar uma ordem com as formas canônicas necessárias, mas, simplesmente, com a Palavra de Deus e a presença do Senhor, ele queria renovar o povo de Deus, convocá-lo de novo a uma escuta da palavra e à obediência verbal com Cristo”. Também para o Papa, não é possível fazer um renovação da Igreja sem a comunhão com o Papa. Veja no Zenit e no ACI Digital.

Teologia da Libertação: o que é?

[Na última quinta-feira, no excelente programa Escola da Fé, da Canção Nova, esteve presente o Pe. Paulo Ricardo, reitor do seminário da Arquidiocese de Cuiabá. O assunto do programa foi a instrução Libertatis Nuntius (1984), sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação, escrita pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Sagrada Congregação da Fé. O texto abaixo é um reconstrução não-literal dos pontos expostos pelo Padre.]

“A teologia da libertação (TL) não é uma idéia, como as outras heresias que apareceram ao longo da história da Igreja, que podiam ser combatidas com um pronunciamento do Magistério, pois deturpavam um ponto específico da doutrina. A TL é um modo de pensar, que interpreta de um modo radicalmente novo todas as verdades da Fé cristã e de sua moral. E o faz de um ponto de vista materialista, sociológica, amputando a transcendência da mensagem, como se ela tivesse apenas uma aplicação imanente, histórica, no aqui e agora. Desse modo, o Reino de Deus, uma realidade escatológica, transforma-se na utopia marxista”

“A interpretação materialista da TL tende a negar a ação de Deus na história. Por exemplo, os milagres e curas realizados por Jesus não são verdadeiros milagre, pois estes segundo a ciência, não existem. São na realidade gestos de inclusão dos sujeitos na sociedade.”

“Aqui o pecado original não é aceito. O pecado é sempre do sistema (estruturas de pecado, pecado social), semelhante ao que acontece na visão gnóstica, em que o mundo era visto como uma construção do demiurgo mau. Para Marx, o sistema é o capitalismo.”

“Segundo a sua interpretação marxista, a TL enxerga o clero como “capitalistas do Sagrado”. A Igreja detém os meios de produção da fé, espoliando o povo (aqui visto como a categoria do proletariado, dos pobres sociologicamente) da relação com Deus. Por isso seus teólogos defendem uma igreja horizontal, sem hierarquia, onde o povo também possa celebrar missas, ou seja, obter o poder.”

“A origem da TL é o eixo Alemanha-América Latina. Na realidade, na América Latina esta linha de interpretação teológica ganhou feições próprias.”

“O núcleo de verdade da TL é a caridade cristã, que aliás não é um mero detalhe. O amor ao próximo é um mandamento basilar do Cristianismo.”

Veja o programa completo (posto no You Tube por Danilo Volpato):

Ouça uma palestra do Pe. Paulo Ricardo sobre a TL, a partir do documento da Libertatis Nuntius:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Curiosamente, neste mesmo dia (28/01) saiu no site da Agência Zenit uma matéria intitulada “A Teologia da Libertação é uma resposta às injustiças sociais?”, do padre Piero Gheddo, diretor do periódico “Mondo e Missione”, que basicamente faz as mesmas afirmações: “[A Teologia da Libertação] tomou como elemento de interpretação social e econômica, principalmente ao longo das três últimas décadas do século XX, a análise marxista – o materialismo histórico – na tentativa de compreender a complexa e injusta, e muitas vezes escandalosa, realidade social vivida na América Latina.(…) Conforme explicou Bento XVI aos bispos brasileiros, ‘suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas [dirigindo-se a bispos brasileiros] grande sofrimento e grave perda de forças vivas’. (…) Se acreditamos que a mensagem de Cristo é a melhor mensagem de libertação do homem, este é um fato extraordinário. Agradeçamos ao Senhor.” Ele aponta também alguns pontos positivos da TL.

Conheça as redes sociais católicas

Redes Sociais

Ultimamente, a evangelização pelos meios de comunicação digitais tem sido uma das principais preocupações do Vaticano. São frequentes os pronunciamentos do Papa e de outros membros da cúria romana sobre a necessidade urgente de a igreja (clero e leigos) usar esses meios de forma consistente e criativa, sem obviamente se descuidar da evangelização e do testemunho cristão. Para o secretário do pontifício conselho para as comunicações sociais, D. Paul Tighe, os católicos "não anunciam uma mensagem qualquer" mas estão ali também para "anunciar, explicar, aprofundar a Palavra de Cristo, que pode tocar os corações de todos e que nos convida continuamente a um caminho comum de fé e serviço"[1].

Para atender a estes apelos, a maneira encontrada, aqui no Brasil, por movimentos e redes de comunicação ligados à Igreja foi dar uma versão católica à febre do momento entre os internautas: as redes sociais. Se sites como Orkut, MSN, Twitter e Facebook agregam milhões de jovens, por que não dirigir a mensagem de cristo também nessa linguagem?

Gente de Fé O primeiro empreendimento da Canção Nova, a maior rede de comunicação católica do mundo (com TV, rádio e vários serviços na internet), foi a Comunidade.cn, site criado em agosto de 2007 que em julho do ano passado transformou-se no Gentedefe.com, contando atualmente com mais de 18 mil membros, que podem inserir fotos, vídeos, gerenciar e participar de grupos e ainda escrever um blog.

Nação Católica A Tv século XXI e a Associação do Senhor Jesus, por sua vez, possui o Nação Católica (é algo como um Orkut católico), a maior comunidade de relacionamentos do país para o este público. Conta com mais de 22 mil membros e 2 mil e 500 comunidades. Para quem usa o Orkut, é fácil a adaptação: interface parecida, basicamente os mesmos serviços (álbum de Fotos, participar de comunidades) e mais: o membro pode editar um blog.

Click RA A Tv do Santuário Nacional de Aparecida também não ficou de fora. Lançou o Click RA, que, segundo o próprio site “é o clube online da Rede Aparecida, uma rede social, (…) para que pessoas possam conviver e ficar cada vez mais próximos da missão e visão da Rede Aparecida, estendendo assim a experiência com o ‘Clube dos Sócios e Devotos’”. É semelhante ao da Canção Nova, utilizando inclusive a mesma plataforma (WordPress MU). Conta ainda com poucos membros.

Blog Católico Há outras, não vinculadas às redes de tv. É o caso do Blog Católico, que compartilha com o Gente de fé e o Click RA a mesma plataforma do WordPress e tem as mesmas funcionalidades. No Segue-site e Apologética Católica (que como o nome diz é desenvolvida para os interessados no debate e defesa da fé católica) há a possibilidade de compartilhamento de músicas e até bate-papo entre os membros logados. O site Namoro Católico (o terceiro maior) é  especializado em relacionamento on-line,  para jovens solteiros que buscam uma companhia “com intenção de casamento”. E até a RCC já possui sua comunidade virtual: o Espaço Jovem, criado em março do ano passado, que está hospedado na página  do ministério jovem do movimento e ainda é bem limitado. Por fim, existe também o “Myspace  católico”: o Fé&Som, que “trata-se de um portal cristão católico que visa à divulgação da música católica de forma inovadora e interativa com os usuários.”Fé e Som

Juntas, estas redes sociais chegam a quase quarenta e cinco mil membros, compartilhando suas experiências de fé, ensinando e aprendendo, procurando seguir as palavras dos últimos papas, de nova evangelização.

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[1] Católicos devem anunciar a Cristo na Internet, diz autoridade vaticana, ACI Digital

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