Category: Igreja Católica

Papa quer padres presentes nas mídias digitais

Foi divulgada ontem, 23 de janeiro, a mensagem do Papa para o dia Mundial das Comunicações, em maio. Nela, o Sumo Pontífice conclama os sacerdotes à evangelização no mundo digital.

O texto, que tem por título “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”, assinala que “Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contato com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.” Além dos meios de comunicação tradicionais, através desses novos meio [fotografia, vídeo, animações, blogs, páginas da internet], segundo o documento, “o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da ‘rede’”.

Para encerrar, o Papa conclui que “Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o ‘pátio dos gentios’ do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?”. E concedeu a todo a sua bênção apostólica por meio da Virgem Maria e de São João Maria Vianney, patrono do Ano Sacerdotal.

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O Santo Padre tem insistido nisso: a voz da Igreja precisa chegar ao novo areópago que é a internet. Não é à toa que o próprio Vaticano já está presente nas novas mídia, como seu canal no You tube e o Pope2you, que é um espaço de comunicação com os jovens, inclusive com aplicações do Facebook. 

Leia o documento completo (site do vaticano): “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”

Imagem do Papa via ACI Digital

Na mídia secular veja: Por Deus, tenham um blog!, diz papa aos padres

O nosso batismo

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Hoje é dia de lembrarmos o nosso batismo. Talvez, pela nossa pouca idade quando fomos banhados pelo Espírito de Deus, este exercício não seja possível. Pelo menos, somos convidados a renovar, neste dia em que a liturgia celebra o Batismo de Nosso Senhor, as promessas que nossos pais e padrinhos fizeram em nosso nome, quais sejam, renunciar ao mal, ao pecado e ao Demônio, e crer com firme fé em tudo que a Santa Igreja nos propõe em seu Credo. Isso significa, concretamente, vivermos revestidos de Cristo, como homens novos, despidos das vestes de pecado. Significa como diz São Paulo a nossa morte e a nossa ressureição. “Pelo Batismo, fomos sepultados com Ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova.”[1] Feitos, assim, cristãos, tomando sobre nossas costas o doce fardo da doutrina de Cristo, tornamo-nos filhos de Deus, por adoção, pela efusão do Seu Espírito em nossa alma, assim como faz água em nossa fronte.

Também, pelo batismo, somos responsáveis pela ação evangelizadora da Igreja e tomamos parte da sua missão, a de levar o Evangelho a todos os povos, pessoas, culturas e credos. “(os batizados) são obrigados a professar diante dos homens a fé que pela igreja receberam de Deus (LG 11) e a participar da atividade apostólica e missionária do povo de Deus”[2]

Portanto, o Santo Batismo nos torna privilegiados. Recebemos o nome de Cristo, o Seu Espírito, a adoção de Deus, além de sermos purificados dos nossos pecados e males e capacitados, por seus dons, a vivermos em santidade. Mas também temos o dever de anunciar o mesmo Cristo, testemunhá-Lo publicamente, sermos missionários e evitarmos o mal.

[1] Rm 6, 4

[2] Catecismo da Igreja Católica, n. 1270

Por que não ser sacerdote?

Mater Dei

 

SANCTA MARIA, MATER DEI, ORA PRO NOBIS PECATORIBUS, NUNC ET HORA MORTIS NOSTRAE. AMÉM.

“o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou, com toda a verdade, Mãe de Deus, por ter concebido humanamente o Filho de Deus em seu seio: «Mãe de Deus, não porque o Verbo de Deus dela tenha recebido a natureza divina, mas porque dela recebeu o corpo sagrado, dotado duma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne”[¹]

“’Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…’. Com Isabel, também nós ficamos maravilhados: “E de onde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?” (Lc 1, 43). Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos confiar-lhe todas as nossas preocupações e pedidos: Ela ora por nós como orou por si própria: “Faça-se em Mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com Ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade”.[²]

[¹] Catecismo da Igreja Católica, § 466

[²] ibidem, § 2677

Te Deus Laudamus

É com este belíssimo hino litúrgico que a Igreja costumeiramente encerra o ano, agradecendo a Deus pelas graças recebidas ao longo dos 365 dias. É atribuído a Santo Ambrósio e a Santo Agostinho, que o teriam composto em um fervor religioso, na catedral de Milão, no século IV[¹].

Nós vos louvamos, ó Deus,
nós vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra vos adora,
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades,
os Querubins e os Serafins vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo,
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos,
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade,
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da Glória,
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai,
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor,
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória,
na assembleia dos vossos Santos.

V. Salvai o vosso povo, Senhor,
e abençoai a vossa herança;
R. sede o seu pastor e guia através dos tempos
e conduzi-os às fontes da vida eterna.

V. Nós vos bendiremos todos os dias da nossa vida
R. e louvaremos para sempre o vosso nome.

V. Dignai-vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
R. Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

V. Desça sobre nós a vossa misericórdia,
R. porque em vós esperamos.

V. Em vós espero, meu Deus,
R. não serei confundido eternamente.[²]

 

[¹] Wikipédia

[²] Paroquias.com

O Natal não é uma história para crianças, mas um evento histórico, diz Papa

Cidade do Vaticano (Segunda, 21-12-2009, Gaudium Press) "O Natal não é uma fábula pra crianças, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz", asseverou Bento XVI no Ângelus deste domingo, em seu penúltimo encontro com os fiéis antes das celebrações pelo nascimento do Senhor. O pontífice encontrará ainda os fiéis na audiência geral desta quarta-feira.

Ao referir-se ao Natal, Bento XVI recorreu à liturgia deste domingo e ao anúncio proposto pelo profeta Miquéias, segundo o qual Belém seria a terra onde um misterioso nascimento levaria a um tempo de reconciliação e de paz entre os filhos de Israel.

Graças ao nascimento de Jesus Cristo, explicou o Papa em sua fala antes da recitação mariana do meio-dia, Belém é a cidade-símbolo da paz. "É uma profecia de paz para cada homem, que empenha os cristãos a inserirem-se nos bloqueios, nos dramas, muitas vezes desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto em que se vive, com os sentimentos de Jesus, para se tornarem por toda a parte instrumentos e mensageiros de paz, para levar amor onde há ódio, perdão onde há ofensa, alegria onde há tristeza e verdade onde há erro, segundo as belas expressões de uma conhecida oração franciscana".

"Hoje, como nos tempos de Jesus, o Natal não é uma fábula para meninos, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz. ‘Ele mesmo será a paz!’, diz o profeta referindo-se ao Messias. Toca a nós abrir, de par em par, as portas, para O acolher", falou Bento XVI.

Em Roma o frio chegou, mas mesmo assim foram numerosos os fiéis que estiveram presentes na Praça de São Pedro, provenientes de diversas as partes do mundo, como todos os domingos. O Santo Padre saudou a todos nas seguintes línguas: francês, inglês, alemão, espanhol, polonês e italiano.

(…)

Fonte: Gaudium Press

(grifos meus)

Tem muita gente que precisa ouvir (mais que ouvir, acreditar) nisso que o Papa fala. O relato evangélico da infância de Jesus não é uma lenda inventada pelos hagiógrafos. É a Verdadeira história do Deus que se encarnou na história humana para nos salvar.

Aguardamos o Salvador

Justo é, irmãos, que celebreis com toda devoção o Advento do Senhor, deleitados por tanta consolação, assombrados por tanta dignidade, inflamados com tanta dileção. Porém, não penseis apenas na Primeira Vinda, quando o Senhor veio buscar e salvar o que estava perdido, mas também na Segunda, quando voltará e nos levará consigo. Oxalá façais objeto de vossas contínuas meditações estas duas Vindas, ruminando em vossos corações tanto o que nos deu na sua Primeira Vinda quanto o que nos prometeu na Segunda!

Chegou o momento, irmãos, de o juízo começar pela casa de Deus. Qual será o fim daqueles que não obedeceram o Evangelho de Deus? Qual será o juízo a que serão submetidos aqueles que neste juízo não ressuscitam? Porque aqueles que se mostram resistentes a deixarem-se julgar pelo juízo atual, no qual o chefe deste mundo é lançado fora, que aguardem, ou melhor, que temam o Juiz que lançará fora também a estes, juntamente com o seu chefe. Nós, ao contrário, se nos submetemos desde já a um juízo justo, aguardemos seguros um Salvador: o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará a nossa condição humilde segundo o modelo da Sua condição gloriosa. Então os justos brilharão, de forma que poderão enxergar tantos os doutos quanto os ignorantes: brilharão como o sol no Reino de seu Pai!

Quando o Salvador vier, transformará a nossa condição humilde segundo o modelo da Sua condição gloriosa, desde que o nosso coração esteja previamente transformado e configurado à humildade do Seu coração. Por isso dizia também: "Aprendei comigo, que sou manso e humilde de coração". Percebei atentamente que nestas palavras existem dois tipos de humildade: a do conhecimento e a da vontade, chamada aqui "humildade de coração". Pela primeira, conhecemos o pouco que somos e aprendemos isso por nós mesmos, mediante a nossa própria fraqueza; pela segunda, pisoteamos a glória do mundo e aprendemos d’Aquele que se despojou de sua condição [de Senhor] e assumiu a condição de escravo; que procurado para ser proclamado rei, declinou para ser coberto de ultrajes e condenado ao ignominioso suplício da Cruz.

(São Bernardo de Claraval)

Fonte: Apostolado Veritatis Splendor

Papa fala mais uma vez contra a TL

marx

Eu vi aqui e aqui. Mais uma vez o Papa Bento XVI se posiciona contra a Teologia Marxista e Materialista da Libertação. No discurso aos bispos dos Regionais Sul 3 e 4 da CNBB, em visita Ad Limina Apostolorum, o Sumo Pontífice disse:

"(…) amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz."

Para quem tinha alguma dúvida de que esta Teologia não era católica…

O prof. Felipe diz em seu blog:

"Assim, mais uma vez, o Papa faz uma condenação veemente da teologia da libertação; é de se esperar que nenhum leigo, sacerdote ou bispo, tenha, daqui para a frente, a coragem de defende-la, propagá-la e ensina-la; pois, estaria em confronto como Magistério  da Igreja."

Infelizmente a obediência anda meio escassa por estes tempos moderno.

É Advento

«Aí vem o esposo» (Mt 25, 6). Cristo, o nosso esposo, pronuncia esta  palavra. Em latim, o termo «venit» contém em si dois tempos do verbo: o passado e o presente, o que não impede de visar também o futuro. É por isso que vamos considerar três vindas do nosso esposo, Jesus Cristo. Quando da primeira vinda, Ele fez-Se homem por causa do homem, por amor. A segunda vinda tem lugar todos os dias, frequentemente e em muitas ocasiões, em todos os corações que amam, acompanhada de novas graças e de novas dádivas, consoante a capacidade de cada um. A terceira vinda é aquela que terá lugar no dia do Juízo ou na hora da morte. [...]
O motivo por que Deus criou os anjos e os homens foi a Sua bondade infinita e a Sua nobreza, uma vez que Ele quis fazê-lo para que a beatitude e a riqueza que Ele próprio é sejam reveladas às criaturas dotadas de razão e para que estas possam saboreá-Lo no tempo e usufruí-Lo para lá do tempo, na eternidade. 

O motivo por que Deus Se fez homem foi o seu amor imenso e o infortúnio dos
homens, pois eles estavam alterados pela queda do pecado original e eram incapazes de se curarem dele. Mas o motivo por que Cristo realizou todas as Suas obras na terra não apenas segundo a Sua divindade mas também segundo a Sua humanidade é quádruplo, a saber: o Seu amor divino que não tem fim; o amor criado, ou caridade, que possuía na Sua alma graças à união com o Verbo eterno e graças à dádiva perfeita que Seu Pai Lhe fez; o grande
infortúnio em que se encontrava a natureza humana; e, por fim, a honra de Seu Pai. Eis os motivos da vinda de Cristo, o nosso esposo, e de todas as Suas obras.

(Bem-aventurado Jan van Ruusbroec  – 1293-1381)(www.evangelhoquotidiano.com.br)

Nesta vida não temos cidade permanente. Chegará o dia que incluso «as potências celestes serão abaladas» (Lc 25,26). Bom motivo para permanecer em estado de alerta! Mas, neste Advento, a Igreja acrescenta um motivo muito bonito para nossa gozosa preparação: certamente, um dia os homens «verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem, com grande poder e glória» (Lc 25,27), mas agora Deus chega à terra com mansidão e discrição; em forma de recém-nascido, até o ponto que «Cristo viu-se envolto em fraldas dentro de um presépio» (São Cirilo de Jerusalém). Somente um espírito atento descobre neste Menino a magnitude do amor de Deus e sua salvação (cf. Sal 84,8).

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (evangeli.net/evangelho)

Na sua primeira vinda foi envolto em panos na manjedoura. Em sua segunda vinda, ele é revestido de luz como de um vestuário.
Na sua primeira vinda ele suportou a cruz, desprezando a vergonha, ele virá uma segunda vez em glória acompanhado dos exércitos de anjos.
Não é suficiente para nós, então, de se contentar com o que vem primeiro, temos de esperar na esperança da sua segunda vinda. Quando dissemos em sua primeira vinda, "Bendito o que vem em nome do Senhor ‘, vamos repetir a sua última vinda …

(São Cirilo de Jerusalém – Primeiro Domingo do Advento, Liturgia das Horas)

teste (áudio-A Infalibilidade da Igreja)

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