Category: Mídia

O presidente precisa ser crente?

Em tempos de eleição, sempre somos confrontados com a nossa crença religiosa e os valores morais e aqueles apresentados pelos candidatos. Alguns deles fazem questão de dizerem que são desta ou daquela denominação, deste ou daquele movimento, enquanto outros são mais genéricos. Mas nunca vi ninguém dizer, categoricamente, que era ateu.

E foi pra contribuir com a escolha do voto, com consciência de quem pensa o que sobre aborto, homossexualismo, símbolos religiosos em repartições públicas e outros temas candentes que estão diretamente relacionados e, não raro, com opiniões bem diversa da doutrina católica, que 2 das mais importantes TVs católicas brasileiras realizaram um debate entre os principais presidenciáveis. Abaixo, há um resumo do aconteceu no evento.

Por Roldão Arruda- Estado de São Paulo via Blog do Carmadélio

Os candidatos Marina Silva (PV), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e José Serra (PSDB), protagonizaram uma boa aula de cidadania e espírito republicano na segunda-feira, durante o encontro promovido e transmitido ao vivo pelas emissoras católicas Canção Nova e Rede Aparecida. Em diversos momentos eles mostraram que às vezes é preferível perder votos a abdicar de princípios para agradar a plateia.

O encontro se destinou sobretudo a verificar se o pensamento dos candidatos estava calibrado ou não com o pensamento dos organizadores do evento. Isso ficou perceptível a partir da forma como eram feitas as perguntas, quase sempre precedidas de considerações destinadas a deixar claro o ponto de vista da Igreja Católica sobre o assunto.

No pontapé inicial, o apresentador, um padre, perguntou aos três se o presidente da República do Brasil precisa acreditar em Deus. Quem se saiu melhor foi Marina Silva, que já foi católica e hoje faz parte do grupo evangélico Assembleia de Deus. Disse, de maneira ousada para o local, que a crença pode representar um ponto a mais para o futuro presidente, mas não é imprescindível, porque ateus também podem ser bons governantes.

A resposta completa dela foi: “Do ponto de vista do Estado laico, obviamente que não é preciso acreditar. Do ponto de vista dos valores que a fé cultiva no coração, no caráter, é, com certeza, uma delta a mais, altamente relevante. Todas as culturas têm em suas mentes e corações três valores comuns a todos os povos: o sentido da justiça, o sentido da liberdade e o desejo de amar e ser armado. Percebo isso como um dom de Deus. O bom é que Deus é tão generoso que mesmo aqueles que não acreditam em Deus podem ser agraciados com esse dom. Pessoas que não creem podem ser justas e éticas e também podem buscar a liberdade.”

O tucano Serra seguiu na mesma direção, embora de maneira muito mais tímida. Batizado na Igreja Católica, disse que seria bom se o presidente acreditasse em Deus. Plínio, católico de quatro costados, muito à vontade no ambiente, pulou a resposta, preferindo usar o tempo para protestar contra a ausência da petista Dilma Rousseff, acusando-a de fugir para não ter que expor seu pensamento sobre os assuntos ali tratados.

Plínio mostrou ousadia, no entanto, ao apoiar a proposta de retirada de símbolos religiosos de espaços públicos, tremendamente criticada pela Igreja Católica, desde Roma. Eis o que ele disse: “Essa é uma república laica, com gente que acredita em Deus e gente que não acredita. Não há necessidade da Igreja insistir em ter símbolos religiosos em prédios públicos, porque os prédios públicos são de todos. Os devotos, nas cidades e no campo, devem colocar os símbolos em qualquer lugar, mas não nas repartições públicas, porque nelas o que deve valer mesmo é o princípio da igualdade de todos. Não considero que a Igreja do Cristo deva fazer muita força para segurar essa proposta. É um resquício de uma ideia de cristandade, de uma ideia de sociedade inteirinha dominada pelo cristianismo.”

Serra também mostrou fidelidade ao seu pensamento quando perguntado sobre ensino religioso nas escolas públicas – outra questão pela qual a Igreja Católica vem se batendo. Ele disse que o ensino religioso deve ser ministrado, como disciplina opcional, em escolas de propriedade das igrejas, mas não na rede pública. Lembrou que se fosse aberta a possibilidade de se contratar professores para ensinar cristianismo, outras vertentes religiosas entrariam na Justiça, exigindo o mesmo direito. “Haveria uma inflação de ensino religioso, o que o tornaria impraticável.”

Plínio e Marina apoiaram o ensino religioso na rede pública como disciplina opcional, ou seja, que não reprova o aluno. Para Marina, o Estado brasileiro “é laico, mas não ateu”.

A candidata do PV, como era de esperar, foi confrontada com a questão do aborto. Como é que uma pessoa que defende com a veemência a vida das plantas, não se mostra tão segura na defesa da vida humana, chegando a propor um plebiscito sobre o assunto? – quis saber o jornalista da Canção Nova que fez a pergunta. A representante dos verdes respondeu o de sempre: embora seja contrária ao aborto, do ponto de vista da sua fé, acha que o Brasil ainda precisa debater mais o assunto. Daí a ideia de plebiscito.

Sobre o projeto de lei, em tramitação no Congresso, que criminaliza a homofobia, o candidato do PSOL deu uma no cravo e outra na ferradura. De um lado disse, en passant, que considera a homossexualidade um pecado. Ficou com o papa. De outro, porém, apoiou o projeto, porque entende que ninguém deve ser discriminado, perseguido ou humilhado por causa de sua “opção sexual”.

Serra também titubeou um pouco ao falar sobre a questão dos programas de prevenção da Aids, sempre criticados pela Igreja, que gostaria que a prevenção fosse feita à base da abstinência sexual e da fidelidade no casamento. O tucano defendeu os programas de prevenção, baseados na distribuição de preservativos, mas também disse que não vê problema em incentivar a abstinência e monogamia, como fez o presidente americano George W. Bush em seu governo, se isso ajudar a reduzir a incidência da doença.

Não foi fácil para ninguém. Mas foi um bom exercício democrático, no qual os candidatos tiveram que se confrontar com um grupo de posições baseadas em dogmas da fé, analisar o caráter do Estado brasileiro, e, no fundo, tentar equilibrar temas de fé com direitos civis – uma questão muito nova no Brasil, do ponto de vista histórico. A candidata Dilma perdeu uma excelente oportunidade de se exercitar.

A responsabilidade do cristão na vida pública

Padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia

Naquele tempo, os fariseus (…) lhe enviaram seus discípulos a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus com franqueza e que não dás preferência a ninguém, porque não olhas a condição das pessoas. Diga-nos, pois, o que lhe parece, é lícito pagar o tributo a César ou não?». Mas Jesus, conhecendo sua malícia, disse: «Hipócritas, por que me tentais? Mostrai-me a moeda do imposto». Eles lhe apresentaram um denário. E lhes disse: «De quem é esta imagem e a inscrição?». Disseram-lhe: «De César». Então lhes disse: «Pois dê a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus».
A Deus o que é de Deus
(…), o Evangelho termina com uma frase lapidária de Jesus: «Dê a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus». Não: ou César ou Deus, mas: a um e a outro, cada um em seu plano. É o começo da separação entre religião e política, até então inseparáveis em todos os povos e regimes. Os judeus estavam acostumados a conceber o futuro reino de Deus instaurado pelo Messias como uma teocracia, ou seja, como um governo direto de Deus na terra através de seu povo.
Ao contrário, Cristo revela um reino de Deus que está neste mundo, mas não é deste mundo, que caminha em uma longitude de onda diferente e que pode por isso coexistir com qualquer regime, seja este de tipo sacro ou «leigo».
Revelam-se assim dois tipos diferentes de soberania de Deus no mundo: a soberania espiritual que constitui o reino de Deus e que Ele exercita diretamente em Cristo, e a soberania temporal ou política que Deus exercita indiretamente, confiando-a à livre eleição das pessoas e ao jogo das causas segundas. César e Deus não estão contudo situados no mesmo plano, porque também César depende de Deus e deve dar contas a Ele. «Dê a César o que é de César» significa, portanto: «Daí a Cear o que Deus mesmo quer que seja dado a César». É Deus o soberano último de todos. Nós não estamos divididos entre duas pertenças, não estamos obrigados a servir a «dois senhores».
O cristão está livre para obedecer ao Estado, mas também para resistir-lhe quando o Estado se põe contra Deus e sua lei. Não vale invocar o princípio da ordem recebida dos superiores, como estão habituados a fazer ante o tribunal os responsáveis por crimes de guerra. Antes que aos homens, há que obedecer a Deus e à própria consciência. Não se pode dar a César a alma, que é de Deus. O primeiro a tirar as conclusões práticas deste ensinamento foi São Paulo. Ele escreve: «Submetam-se todos às autoridades constituídas, pois não há autoridade que não provenha de Deus. De modo que, quem se opõe à autoridade, rebela-se contra a ordem divina… por isso, precisamente pagais os impostos, porque são funcionários de Deus os ocupados assiduamente nesse ofício» (Rm 13, 1ss). Pagar legalmente os impostos para um cristão (e para toda pessoa honesta) é um dever de justiça, uma obrigação de consciência. Garantindo a ordem, o comércio e todos os serviços, o Estado dá ao cidadão algo pelo qual tem direito a uma contrapartida, precisamente para poder seguir dando tais serviços.
A evasão fiscal, quando chega a certas proporções –recorda-nos o Catecismo da Igreja Católica–, é um pecado mortal. É um roubo feito não ao «Estado», ou seja, a ninguém, mas à comunidade, isto é, a todos. Isso supõe naturalmente que também o Estado seja justo e eqüitativo ao impor seus tributos.
A colaboração dos cristãos na construção de uma sociedade justa e pacífica não se esgota em pagar os impostos, deve-se estender também à promoção dos valores comuns, como a família, a defesa da vida, a solidariedade com os mais pobres, a paz. Outro âmbito no qual os cristãos deverão oferecer uma contribuição mais incisiva é a política: não tanto os conteúdos quanto os métodos, o estilo. Há que desmantelar o clima de perpétuo litígio, voltar a levar às relações entre os partidos mais respeito e dignidade.
Respeito ao próximo, suavidade, capacidade de autocrítica são marcas que um discípulo de Cristo deve levar a todas as coisas, também à política. É indigno de um cristão abandonar-se a insultos, sarcasmo, descender a rinhas com o adversário. Se, como diz Jesus, quem diz ao irmão «estúpido!» já é réu (cf. Mt 5, 22. Ndr), o que será de muitos políticos?

Comentário ao Evangelho do dia 16.10.2005, Originalmete publicado por «Famiglia Cristiana». Traduzido por Zenit

Santo Cura d’Ars como padroeiro de todos os sacerdotes!

Santo Cura d'Ars

No último dia 11.6, encerramento do frutuoso ano sacerdotal, esperava-se que o Santo Padre proclamasse São João Maria Vianney como padroeiro de todos os sacerdotes (atualmente ele só é padroeiro dos párocos). Mas, como não aconteceu, foi lançada na internet uma campanha de petições para que enfim o Cura d’Ars, zeloso e santo sacerdote, seja exemplo de todos os padres. Segue abaixo o texto da petição e link para assiná-la:

Beatíssimo Padre,

Fiéis da Igreja Católica, nós somos os primeiros beneficiários do ministério dos sacerdotes, que dirigimos a Sua Santidade o Papa Bento XVI esta súplica, para obter a proclamação de São João Maria Vianney Padroeiro de todos los sacerdotes da Igreja Católica. Desejamos associar-nos à petição dos sacerdotes, convictos de que do seu amor ao ideal sacerdotal dependa a nossa santificação…”

Assine também!

Para os sacerdotes, o texto e o link são diferentes. Confira no site Presbíteros.

Em favor do Papa

“Nós, católicos brasileiros, de joelhos diante de vossa Sagrada Pessoa, vimos apresentar a Vossa Santidade nossa profunda e sincera solidariedade diante das vis calúnias e torpes ataques de que tem sido vítima nestas últimas semanas.”

O Instituto Plínio Correa de Oliveira estará enviando ao Papa Bento XVI uma carta e um abaixo-assinado como forma de desagravo pelos violentos e injustos ataques feitos ao Santo Padre por parte da mídia do mundo todo. Caro amigo queira incluir a sua assinatura eletrônica (e com ela o seu apoio ao Papa). No site do Instituto pode se ler a carta que será enviada e ao final desta há um espaço, para a sua assinatura. Mostre que as ovelhas não abandonam o pastor.

Ubi Petrus, ibi et Ecclesia (onde está Pedro, aí também está a Igreja).

Top 10 do Rock, por L’Osservatório Romano

O Jornal oficioso do vaticano publicou o Top 10 do Rock, por ocasião do festival São Remo, em Liguria, que começa amanhã. A lista conta com bandas inglesas e americanas e é um resposta a “fraca” qualidade das bandas do festival e serviria como um guia das boas músicas e bandas do gênero.

Em primeiro lugar está os Beatles, com “Revólver”. Entram também na lista figurões como David Crosby, U2 e Pink Floyd, além de “Thriller” de Michael Jackson. A única referência sobrenatural nesta lista secular é o álbum “Supernatural” de Carlos Santana.

Enquanto isso, o álbum “Alma Mater”, que contém a voz do Papa Bento XVI está concorrendo a um prêmio (Brit Award), na categoria de “clássico”, no Reino Unido. Um dos concorrentes é o trio de padres irlandeses, mundialmente conhecido, “The Priests”, cuja qualidade vocal tem alavancado o álbum do grupo para o topo da lista de mais vendidos.

Informações do site da Rádio Renascença, via blog Spe Deus.

Homenagem à Madre Teresa é rechaçada nos EUA

Madre Teresa de Calcutá - selo A Freedom from Religion Foundation (FRF), entidade atéia com marcado preconceito anti-católico, rechaçou a homenagem que o serviço postal dos Estados Unidos rende à Beata Teresa de Calcutá com um selo e pede boicotá-la alegando que viola suas normas sobre honrar figuras “religiosas”. Entretanto, fizeram o mesmo com o selo do Martin Luther King, que era pastor evangélico.

O serviço postal indicou que este selo postal reconhece o grande trabalho humanitário da Madre Teresa de Calcutá quem se destacou por “sua compaixão para os pobres” e era ademais “uma humilde religiosa e cidadã honorária dos Estados Unidos que serve aos doentes e destituídos da Índia e do mundo durante quase 50 anos”.

“Sua humildade e compaixão –indica o comunicado do serviço postal– assim como seu respeito pelo valor e dignidade da humanidade, inspiraram as pessoas de todas as idades e condições para trabalhar a favor das populações mais pobres”.

Apesar disto, a porta-voz da FRF, Annie Laurie Gaylor, assinala que a “Madre Teresa é conhecida principalmente como uma figura religiosa que dirigiu uma instituição religiosa. Não se pode separar que era uma religiosa católica de tudo o que ela fez”, argumento com o qual pede boicotar o selo e retirá-lo do serviço postal.

A respeito desta declaração, o porta-voz do serviço postal, Roy Betts, expressou sua surpresa pela protesta e sublinhou que a Madre Teresa “não está sendo honrada por sua religião mas por seu trabalho com os pobres e seus atos de ajuda humanitária. Sua contribuição ao mundo de modo humanitário fala por si mesmo e não tem precedentes”.

Além disso, explicou, diante da campanha contrária ao selo criado para celebrar os 100 anos de seu nascimento que serão recordados no próximo 26 de agosto, “a resposta ao selo da Madre Teresa foi extremamente favorável”.

Fonte: ACI Digital, Via Dominus Vobiscum.

Em defesa de Bento XVI

Vi no Deus Lo Vult. Ontem, foi publicado um artigo no jornal espanhol El Pais, escrito por Bernard Henri-Lévy, com o título “En Defesa de Benedicto XVI”. O autor afirma que o Papa vem sofrendo um verdadeiro julgamento por parte da mídia, além de ter suas declarações frequentemente distorcidas. Cita, por exemplo, a visita do Papa a Auschwitz em 2006. Na ocasião,  foi dito que Bento XVI, ao referir-se aos poloneses mortos pelo regime nazi, que morreram como vítimas de uma banda de mera " criminosos ", sem especificar que metade delas eram judeus. Na verdade, diz Henri-Lévy, “nesse dia, Bento XVI falou da" hierarquia do Terceiro Reich ", que tentou ‘esmagar’ o ‘povo judeu’ e excluí-lo da face da Terra”. Recentemente,  sua ida à sinagoga de Roma também foi alvo de críticas: “que não encontrou as palavras certas, ou que tenha feito os gestos adequados e, portanto, que fracassou…”.

Henri-Lévy denuncia na verdade, a má vontade da imprensa para com o Sumo Pontífice. Já o tacharam de ultraconservador e até de colaborador do regime hitlerista (os jovens alemães eram obrigados a se alistarem na facção jovem do regime). Para ele, Bento XVI retomou de uma forma irrevogável o diálogo entre judeus e cristãos. E isso te sido posto em segundo plano, como andam fazendo com o Papa Pio XII, na sua “legenda negra”. Vale conferir o artigo completo.

Foto: Osservatore Romano/AP, Via G1

Conheça as redes sociais católicas

Redes Sociais

Ultimamente, a evangelização pelos meios de comunicação digitais tem sido uma das principais preocupações do Vaticano. São frequentes os pronunciamentos do Papa e de outros membros da cúria romana sobre a necessidade urgente de a igreja (clero e leigos) usar esses meios de forma consistente e criativa, sem obviamente se descuidar da evangelização e do testemunho cristão. Para o secretário do pontifício conselho para as comunicações sociais, D. Paul Tighe, os católicos "não anunciam uma mensagem qualquer" mas estão ali também para "anunciar, explicar, aprofundar a Palavra de Cristo, que pode tocar os corações de todos e que nos convida continuamente a um caminho comum de fé e serviço"[1].

Para atender a estes apelos, a maneira encontrada, aqui no Brasil, por movimentos e redes de comunicação ligados à Igreja foi dar uma versão católica à febre do momento entre os internautas: as redes sociais. Se sites como Orkut, MSN, Twitter e Facebook agregam milhões de jovens, por que não dirigir a mensagem de cristo também nessa linguagem?

Gente de Fé O primeiro empreendimento da Canção Nova, a maior rede de comunicação católica do mundo (com TV, rádio e vários serviços na internet), foi a Comunidade.cn, site criado em agosto de 2007 que em julho do ano passado transformou-se no Gentedefe.com, contando atualmente com mais de 18 mil membros, que podem inserir fotos, vídeos, gerenciar e participar de grupos e ainda escrever um blog.

Nação Católica A Tv século XXI e a Associação do Senhor Jesus, por sua vez, possui o Nação Católica (é algo como um Orkut católico), a maior comunidade de relacionamentos do país para o este público. Conta com mais de 22 mil membros e 2 mil e 500 comunidades. Para quem usa o Orkut, é fácil a adaptação: interface parecida, basicamente os mesmos serviços (álbum de Fotos, participar de comunidades) e mais: o membro pode editar um blog.

Click RA A Tv do Santuário Nacional de Aparecida também não ficou de fora. Lançou o Click RA, que, segundo o próprio site “é o clube online da Rede Aparecida, uma rede social, (…) para que pessoas possam conviver e ficar cada vez mais próximos da missão e visão da Rede Aparecida, estendendo assim a experiência com o ‘Clube dos Sócios e Devotos’”. É semelhante ao da Canção Nova, utilizando inclusive a mesma plataforma (WordPress MU). Conta ainda com poucos membros.

Blog Católico Há outras, não vinculadas às redes de tv. É o caso do Blog Católico, que compartilha com o Gente de fé e o Click RA a mesma plataforma do WordPress e tem as mesmas funcionalidades. No Segue-site e Apologética Católica (que como o nome diz é desenvolvida para os interessados no debate e defesa da fé católica) há a possibilidade de compartilhamento de músicas e até bate-papo entre os membros logados. O site Namoro Católico (o terceiro maior) é  especializado em relacionamento on-line,  para jovens solteiros que buscam uma companhia “com intenção de casamento”. E até a RCC já possui sua comunidade virtual: o Espaço Jovem, criado em março do ano passado, que está hospedado na página  do ministério jovem do movimento e ainda é bem limitado. Por fim, existe também o “Myspace  católico”: o Fé&Som, que “trata-se de um portal cristão católico que visa à divulgação da música católica de forma inovadora e interativa com os usuários.”Fé e Som

Juntas, estas redes sociais chegam a quase quarenta e cinco mil membros, compartilhando suas experiências de fé, ensinando e aprendendo, procurando seguir as palavras dos últimos papas, de nova evangelização.

______________________

[1] Católicos devem anunciar a Cristo na Internet, diz autoridade vaticana, ACI Digital

Papa quer padres presentes nas mídias digitais

Foi divulgada ontem, 23 de janeiro, a mensagem do Papa para o dia Mundial das Comunicações, em maio. Nela, o Sumo Pontífice conclama os sacerdotes à evangelização no mundo digital.

O texto, que tem por título “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”, assinala que “Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contato com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.” Além dos meios de comunicação tradicionais, através desses novos meio [fotografia, vídeo, animações, blogs, páginas da internet], segundo o documento, “o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da ‘rede’”.

Para encerrar, o Papa conclui que “Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o ‘pátio dos gentios’ do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?”. E concedeu a todo a sua bênção apostólica por meio da Virgem Maria e de São João Maria Vianney, patrono do Ano Sacerdotal.

_____________

O Santo Padre tem insistido nisso: a voz da Igreja precisa chegar ao novo areópago que é a internet. Não é à toa que o próprio Vaticano já está presente nas novas mídia, como seu canal no You tube e o Pope2you, que é um espaço de comunicação com os jovens, inclusive com aplicações do Facebook. 

Leia o documento completo (site do vaticano): “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”

Imagem do Papa via ACI Digital

Na mídia secular veja: Por Deus, tenham um blog!, diz papa aos padres

Deus e a tragédia no Haiti

Como era de se esperar, a catástrofe da semana passada, ocorrida na centro-américa, seria objeto de debate entre ateus e crentes. Mesmo entre estes últimos, o ocorrido despertou a velha questão do castigo divino. Deus castiga ou não seus filhos? As desordens da natureza podem ser interpretadas como resultado da ira de Deus contra a humanidade?

Dando uma olhada na blogosfera católica, encontrei a repercussão do assunto. O blog do Carmadélio, por exemplo, nos posts Tragédia no Haiti. Ateus excitados e justificados. Será?  e Crer em Deus em tempos de Tragédia traz alguns argumentos contra o raciocínio ateísta de que as tragédias são a prova da inexistência de um ser divino, como o apresentado por um artigo publicado na Folha On-line (leia citação abaixo).

Grandes catástrofes naturais como a que se abateu sobre o Haiti constituem uma espécie de experimento teológico natural. Não é necessário PhD em filosofia para colocar-se a pergunta que não quer calar: se existe um Deus onisciente, onipotente e benevolente, como ele pôde produzir –ou pelo menos permitir– tanto sofrimento?

(…) É justamente para combater a ideia de que o acaso (e com ele a ausência de propósito) está no comando que, suspeito, criamos a noção de Deus. [1]

Também o blog de D. Henrique, bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju, traz uma bela reflexão:

Deus não age no mundo? Não poderia evitar o mal? Sim, Deus age no mundo. Mas, quem pode compreender a sua ação? Ele não é um ser entre os outros seres; não pode ser apreendido, sua ação não pode ser capturada pela nossa inteligência ou por métodos científicos… Ele está no mais íntimo e no mais além de tudo: está na flor que se abre, na vida que teima em voltar, na humilde gota de orvalho, na força do terremoto, na energia do tsunami… Sem ser nada disso, ultrapassa tudo isso, em tudo isso está presente. Não podemos compreendê-lo, penetrar o seu modo de orientar sua criação. A Escritura afirma isso, dizendo que Deus é Santo, isto é, Separado, Diferente de tudo quanto possamos imaginar. Diferente é Deus, Diferente e Incompreensível é sua ação! Por isso os judeus não pronunciam o Nome de Deus: Ele não pode ser enquadrado, dissecado, compreendido pela nossa lógica![2]

O blog do Júlio Severo (que salvo engano, não é católico e sim protestante) admite que o castigo de Deus tenha se abatido naquele país graças à religião praticada pelos haitianos. Sobre isso, é possível ler, por uma visão mais católica, dois posts publicados no Deus Lo Vult, do Jorge Ferraz (O Haiti e os castigos de Deus e Mais sobre os castigos temporais de Deus). O arremate é dado por um belíssimo artigo escrito por Carl Anderson, publicado no site da agência Zenit:

Os filósofos e teólogos continuarão a buscar explicações na tentativa de responder às nossas indagações sobre o sofrimento no mundo. Mas a melhor resposta, no entanto, vem daqueles cujo sofrimento vai além do que somos capazes de imaginar, e ainda assim, são capazes de viver a realidade de que Deus uniu-se a eles em seu sofrimento.[3]

O que se depreende de tudo isso? Que Deus é bom; que o problema do mal e do sofrimento já foram solucionados pela Cruz redentora de Cristo; que Deus tem sim o controle de todas as coisas em suas mão e que há mistérios que são insondáveis ao espírito humano. Nossa ciência é limitada demais perante as razões supremas de Deus.

___________________

[1] Hélio Schwartsman, Deus e a terra 

[2] D. Henrique Soares, Deus e o sofrimento

[3] Carl Anderson, O aspecto espiritual do sofrimento no Haiti

Panorama theme by Themocracy