Category: Opinião

1 ano de blog!

blog locuta 1 ano

Hoje é dia de soprar as velinhas! A um ano atrás, o Locuta entrava na rede com a publicação de seu primeiro post. De lá para cá, foram outros 99, com cerca de 2600 visitas do Brasil e de outros países, 24 comentários, um selo ofertado pelo blog Dominus Vobiscum, do Cadú da CN, uma republicação no blog do Carmadélio, do Shalom, um perfil no Twitter e outro no Orkut.

Depois desse tempo todo, fica a sensação de que conseguimos sobreviver. A maioria dos blogs se encerra sem completar o primeiro ano. E realmente não é fácil, muitas vezes publicar é uma montanha-russa: ora estamos a todos vapor, com 3 ou 4 posts por semana; ora estamos como tartaruga e o blog demora a atualizar. É que no início há mesmo uma empolgação: ver quantos visitantes temos, mudar layout, publicar, escrever posts, compartilhar o que lemos por aí… Mas ao passar do tempo, isso cansa um pouco, e temos a consciência que evangelizar por este meio não é tão simples como parece.

Confesso que hoje o Locuta não é uma das minhas prioridades, como já foi. Quase foi abandonado. É sim,hoje, um serviço secundário, mas não menos importante.  Através dele conheci outros blogueiros, como o Cadú, do Dominus Vobiscum e o Wagner Moura, do O Possível e o Extraordinário, que me presentearam com suas ilustres visitas e comentários.

Se há o direito a um desejo, vá lá: que o meu modesto Locuta dure por mais um ano e outros 100 posts. Afinal, um aniversário não serve pra gente renovar as forças e seguir em frente, como um novo recomeço?

A defesa da vida não tem fronteiras – Protesto Mundial Contra o aborto

Protesto mundial contra o aborto – A defesa da vida não tem fronteiras

A Federação Pro Europa Cristã, com sede em Bruxelas, na Europa, começou a campanha SOSVita, com o objetivo de impedir que se legalize o aborto em Luxemburgo, pequeno país europeu.

O Parlamente de Luxemburgo quer aprovar uma lei chamada “indicação social”, que nada mais é que um Aborto a Pedido, deixando assim as crianças nascituras inteiramente desprotegidas.

Os políticos afirmam desejar deste modo uma redução do número de abortos.

Contudo apenas uma proibição – e não uma liberalização – dos abortos é que poderá diminuir o derramamento do sangue de crianças inocentes.

Quero agir agora em prol da defesa dos nascituros!

Juntamente com a introdução da Indicação Social está planejada também a aprovação de um aconselhamento obrigatório. Este aconselhamento obrigatório não impedirá a matança de crianças nascituras e não passa de um mero disfarce.

Todos devemos protestar contra esta planejada liberalização do aborto.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira apóia esta campanha e convida todos os amigos a se mobilizar contra este extermínio de inocentes que estão querendo fazer tanto no Brasil, como em qualquer parte do mundo.

Não podemos pensar que só porque Luxemburgo está longe de nosso país, não devemos nos importar, qualquer ser humano independente de onde esteja, é precioso para Deus. Portanto qualquer ação que fazemos em defesa da vida é fundamental.

Pedimos a você, que dedique alguns minutos para salvar vidas.

Basta apenas que clique aqui e assine a carta endereça aos parlamentares de Luxemburgo.

O que acontecerá se você não reagir?

O que será permitido de acordo com o novo projeto de lei?

* Mulheres que se encontraram por causa de uma gravidez indesejada “numa situação difícil” têm o direito de matar seu filho até a 12a. semana de gestação (Art. 12). Essa “situacao dificil” é definida pela própria mulher. O médico deve apenas exigir uma confirmação escrita da mulher, na qual ela declare que realmente deseja abortar.

Essa assim chamada Indicação Social abre as portas para o “Aborto a Pedido”. O número de abortos vai aumentar.

* O médico DEVERÁ esclarecer a mulher sobre as possibilidades e métodos de matar seu filho (Art. 14).

* Está proibido exercer uma influência psicológica ou moral sobre a decisão da gestante “sob pena de multa ou reclusão de até dois anos”. Isso se aplica também a pessoas próximas da gestante.

Portanto se o pai não concordar com o assassinato de seu filho corre ele o risco de ser preso.

Não saia desta pagina enquanto não tiver levantado sua voz em defesa da vida.

Se você agora está convencido, então reaja e envie o seu protesto do Parlamento do Luxemburgo.

Fonte: SOSVita

Top 10 do Rock, por L’Osservatório Romano

O Jornal oficioso do vaticano publicou o Top 10 do Rock, por ocasião do festival São Remo, em Liguria, que começa amanhã. A lista conta com bandas inglesas e americanas e é um resposta a “fraca” qualidade das bandas do festival e serviria como um guia das boas músicas e bandas do gênero.

Em primeiro lugar está os Beatles, com “Revólver”. Entram também na lista figurões como David Crosby, U2 e Pink Floyd, além de “Thriller” de Michael Jackson. A única referência sobrenatural nesta lista secular é o álbum “Supernatural” de Carlos Santana.

Enquanto isso, o álbum “Alma Mater”, que contém a voz do Papa Bento XVI está concorrendo a um prêmio (Brit Award), na categoria de “clássico”, no Reino Unido. Um dos concorrentes é o trio de padres irlandeses, mundialmente conhecido, “The Priests”, cuja qualidade vocal tem alavancado o álbum do grupo para o topo da lista de mais vendidos.

Informações do site da Rádio Renascença, via blog Spe Deus.

Em defesa de Bento XVI

Vi no Deus Lo Vult. Ontem, foi publicado um artigo no jornal espanhol El Pais, escrito por Bernard Henri-Lévy, com o título “En Defesa de Benedicto XVI”. O autor afirma que o Papa vem sofrendo um verdadeiro julgamento por parte da mídia, além de ter suas declarações frequentemente distorcidas. Cita, por exemplo, a visita do Papa a Auschwitz em 2006. Na ocasião,  foi dito que Bento XVI, ao referir-se aos poloneses mortos pelo regime nazi, que morreram como vítimas de uma banda de mera " criminosos ", sem especificar que metade delas eram judeus. Na verdade, diz Henri-Lévy, “nesse dia, Bento XVI falou da" hierarquia do Terceiro Reich ", que tentou ‘esmagar’ o ‘povo judeu’ e excluí-lo da face da Terra”. Recentemente,  sua ida à sinagoga de Roma também foi alvo de críticas: “que não encontrou as palavras certas, ou que tenha feito os gestos adequados e, portanto, que fracassou…”.

Henri-Lévy denuncia na verdade, a má vontade da imprensa para com o Sumo Pontífice. Já o tacharam de ultraconservador e até de colaborador do regime hitlerista (os jovens alemães eram obrigados a se alistarem na facção jovem do regime). Para ele, Bento XVI retomou de uma forma irrevogável o diálogo entre judeus e cristãos. E isso te sido posto em segundo plano, como andam fazendo com o Papa Pio XII, na sua “legenda negra”. Vale conferir o artigo completo.

Foto: Osservatore Romano/AP, Via G1

Bispos Brasileiros contra a PNDH-3

Via En Garde!

Nós abaixo-assinados, impelidos por nosso dever pastoral como Bispos católicos, provenientes de várias regiões do País, reunidos em um encontro de atualização pastoral – prosseguindo a tradição profética da Igreja Católica no Brasil que, nos momentos mais significativos da história de nosso País, sempre se manifestou em favor da democracia, dos legítimos direitos humanos e do bem comum da sociedade, em continuidade com a Declaração da CNBB do dia 15 de Janeiro de 2010 e com a Nota da Comissão Episcopal de Pastoral para a Vida e a Família e em consonância com os pareceres emitidos por diversos segmentos da sociedade brasileira feridos pelo III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), assinado pelo Preside nte da República no dia 21 de dezembro de 2009 – nos vemos no dever de manifestar publicamente nossa rejeição a determinados pontos deste Programa.

             Diz a referida Declaração: “A CNBB reafirma sua posição muitas vezes manifestada em defesa da vida e da família e contrária à descriminalização (sic) do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homo-afetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante, pretende ignorar nossas raízes históricas”.

            Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os níveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado. Os símbolos religiosos expressam a alma do povo brasileiro e são manifestação das raízes históricas cristãs que ninguém tem o direito de cancelar.

             Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacender conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.

            Fazemos nossas as palavras do Cardeal Dom Geraldo Majela Agnelo, Primaz do Brasil, referidas à proposta de descriminalização do aborto, mas extensivas aos demais aspectos negativos do programa. O PNDH 3 “pretende fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por órgãos legítimos traz à tona métodos autoritários, dos quais com muito sacrifício nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80”.

             “Firmes na esperança, pacientes na tribulação, constantes na oração” (Rm 12, 12), confiamos a Deus, Senhor supremo da Vida e da História, os rumos de nossa Pátria brasileira.

Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2010.

+ Alano Maria Pena, Arcebispo de Niteroi, RJ

+ Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira

+ Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica S. João Maria Vianney, Campos, RJ

+ Benedito Gonçalves Santos, Bispo de Presidente Prudente, SP

+ Joaquim Carreira, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Juarez Silva, Bispo de Oeiras, PI

+ Manoel Pestana Filho, Bispo emérito de Anápolis, GO

+ José Moreira da Silva, Bispo de Januária, MG

+ Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Divinópolis, MG

+ Guiliano Frigenni, Bispo de Parintins, AM

+ Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia

+ Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz, MA

+ Philipe Dickmans, Bispo de Miracema, TO

+ Edney Gouvêa Mattoso, Bispo eleito de Nova Friburgo, RJ

+ Carlos Alberto dos Santos, Bispo de Teixeira de Freitas – Caravelas, BA

+ Walter Michael Ebejer, Bispo emérito de União da Vitória, PR

+ José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas – Francisco Beltrão, PR

+ Franco Cuter, Bispo de Grajaú, MA

+ Karl Josef Romer, Secretário emérito do Pontifício Conselho para a Família

+ Roberto Lopes, Abade do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, RJ

+ Orani João Tempesta OCist., Arcebispo do Rio de Janeiro, RJ

+ Eugenio de Araujo Card. Sales, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, RJ

+ João Carlos Petrini, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia

+ Luciano Bergamin, Bispo de Nova Iguaçu, RJ

+ Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Wilson Tadeu Jönck, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

+ Pedro Brito Guimarães, Bispo de São Raimundo Nonato, PI

+ Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, PE

+ Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos, SP

+ José Moureira de Mello, Bispo de Itapeva, SP

+ José Francisco Rezende Dias, Bispo de Duque de Caxias, RJ

+ Laurindo Guizzardi, Bispo de Foz do Iguaçu, PR

+ Gornônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, SP

+ Carmo João Rhoden, Bispo de Taubaté, SP

+ Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, BA

+ João Bosco de Sousa, Bispo de União da Vitória, PR]

+ Osvino José Both, Arcebispo Militar do Brasil, BSB

+ Capistrano Francisco Heim, Bispo Prelado de Itaituba, PA

+ Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba, PB

+ Gil Antonio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora, MG

+ Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos, SP

+ Diamantino Prata de Carvalho, Bispo de Campanha, MG

+ Caetano Ferrari, Bispo de Bauru, SP

+ Aléssio Saccardo, Bispo de Ponta de Pedras, PA

+ Heitor de Araújo Sales, Arcebispo emérito de Natal, RN

+ Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal, RN

+ Geraldo Dantas de Andrade, Bispo auxiliar de São Luis do Maranhão, MA

+ Bonifácio Piccinini, Arcebispo emérito de Cuiabá, MT

+ Tarcísio Scamarussa, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Celso José Pinto da Silva, Arcebispo emérito de Teresina, PI

+ José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju, SE

+ Antônio Carlos Altieri, Bispo de Caraguatatuba, SP

+ Aloisio Hilário de Pinho, Bispo emérito de Jataí, GO

+ Guilherme Porto, Bispo de Sete Lagoas, MG

+ Adalberto Paulo da Silva, Bispo Auxiliar emérito de Fortaleza, CE

+ Bruno Pedron, Bispo de Ji-Paraná, RO

+ Fernando Mason, Bispo de Piracicaba, SP

+ João Mamede Filho, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ José Maria Pires, Arcebispo emérito de Paraíba, PB

+ Alfredo Schaffler, Bispo de Parnaíba, PI

+ João Messi, Bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ

+  Friederich Heimler, Bispo de Cruz Alta, RS

+ Osvaldo Giuntini, Bispo de Marília, SP

+ Assis Lopes, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Edson de Castro Homem, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+Alessandro Ruffinoni, Bispo auxiliar de Porto Alegre, RS

+ Josafá Menezes da Silva, Bispo auxiliar de Salvador, BA

Deus e a tragédia no Haiti

Como era de se esperar, a catástrofe da semana passada, ocorrida na centro-américa, seria objeto de debate entre ateus e crentes. Mesmo entre estes últimos, o ocorrido despertou a velha questão do castigo divino. Deus castiga ou não seus filhos? As desordens da natureza podem ser interpretadas como resultado da ira de Deus contra a humanidade?

Dando uma olhada na blogosfera católica, encontrei a repercussão do assunto. O blog do Carmadélio, por exemplo, nos posts Tragédia no Haiti. Ateus excitados e justificados. Será?  e Crer em Deus em tempos de Tragédia traz alguns argumentos contra o raciocínio ateísta de que as tragédias são a prova da inexistência de um ser divino, como o apresentado por um artigo publicado na Folha On-line (leia citação abaixo).

Grandes catástrofes naturais como a que se abateu sobre o Haiti constituem uma espécie de experimento teológico natural. Não é necessário PhD em filosofia para colocar-se a pergunta que não quer calar: se existe um Deus onisciente, onipotente e benevolente, como ele pôde produzir –ou pelo menos permitir– tanto sofrimento?

(…) É justamente para combater a ideia de que o acaso (e com ele a ausência de propósito) está no comando que, suspeito, criamos a noção de Deus. [1]

Também o blog de D. Henrique, bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju, traz uma bela reflexão:

Deus não age no mundo? Não poderia evitar o mal? Sim, Deus age no mundo. Mas, quem pode compreender a sua ação? Ele não é um ser entre os outros seres; não pode ser apreendido, sua ação não pode ser capturada pela nossa inteligência ou por métodos científicos… Ele está no mais íntimo e no mais além de tudo: está na flor que se abre, na vida que teima em voltar, na humilde gota de orvalho, na força do terremoto, na energia do tsunami… Sem ser nada disso, ultrapassa tudo isso, em tudo isso está presente. Não podemos compreendê-lo, penetrar o seu modo de orientar sua criação. A Escritura afirma isso, dizendo que Deus é Santo, isto é, Separado, Diferente de tudo quanto possamos imaginar. Diferente é Deus, Diferente e Incompreensível é sua ação! Por isso os judeus não pronunciam o Nome de Deus: Ele não pode ser enquadrado, dissecado, compreendido pela nossa lógica![2]

O blog do Júlio Severo (que salvo engano, não é católico e sim protestante) admite que o castigo de Deus tenha se abatido naquele país graças à religião praticada pelos haitianos. Sobre isso, é possível ler, por uma visão mais católica, dois posts publicados no Deus Lo Vult, do Jorge Ferraz (O Haiti e os castigos de Deus e Mais sobre os castigos temporais de Deus). O arremate é dado por um belíssimo artigo escrito por Carl Anderson, publicado no site da agência Zenit:

Os filósofos e teólogos continuarão a buscar explicações na tentativa de responder às nossas indagações sobre o sofrimento no mundo. Mas a melhor resposta, no entanto, vem daqueles cujo sofrimento vai além do que somos capazes de imaginar, e ainda assim, são capazes de viver a realidade de que Deus uniu-se a eles em seu sofrimento.[3]

O que se depreende de tudo isso? Que Deus é bom; que o problema do mal e do sofrimento já foram solucionados pela Cruz redentora de Cristo; que Deus tem sim o controle de todas as coisas em suas mão e que há mistérios que são insondáveis ao espírito humano. Nossa ciência é limitada demais perante as razões supremas de Deus.

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[1] Hélio Schwartsman, Deus e a terra 

[2] D. Henrique Soares, Deus e o sofrimento

[3] Carl Anderson, O aspecto espiritual do sofrimento no Haiti

Dan Brown e o programa da revolução Anticristã

Ótimo artigo escrito pelo Taiguara F. de Sousa sobre a Revolução Anticristão perpetrada pelo nada inocente escritor de romances Dan Brown. Para quem acredita que sua histórias são só estórias…

[Dan Brown possui] “um programa bem elaborado e malicioso para os seus livros, que equivale ao programa da Revolução Anticristã.

Em 12 de Outubro de 1952, o Papa Pio XII [foto abaixo], numa alocução aos homens da Ação Católica Italiana, delineava os traços principais do "inimigo da Igreja":

"Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um Direito sem Deus, uma política sem Deus".

“O plano de fundo do livro inteiro [Anjos e Demônios] é visível a quem o leia atentamente: a Igreja é uma instituição corrupta, traidora, inimiga da razão e da liberdade e, acima de tudo, uma instituição meramente humana, que nada possui de divina – contra o ensinamento de Cristo. (cf. Mateus XVI,18-19) Em Anjos e Demônios, pois, está o primeiro grito da Revolução: ‘A Igreja, não!’”

“No seu segundo livro com Robert Langdon, o livro que o ‘consagrou’ para o mundo e se tornou best-seller mundial, O Código Da Vinci, A perspectiva de Dan Brown é outra: seu objetivo agora é "provar" que Cristo não é Deus; que era apenas um mortal, um sábio, um profeta, mas não Deus – estas são as palavras de Sir Leigh Teabing próximo do fim da história.”

“E agora Brown lançou seu terceiro livro com Robert Langdon, O Símbolo Perdido. A história gira em torno da Maçonaria, de seus segredos e dos Fundadores da América. E qual é o ‘símbolo perdido’? ‘O símbolo perdido é este: o homem é divino e pode alterar a realidade com a força do pensamento.’”

Para ler o artigo completo: http://taiguaraonline.blogspot.com/2010/01/dan-brown-e-o-programa-da-revolucao.html

Para saber mais: http://www.acidigital.com/anjosdemonios/

Um Natal sem O Natal

As notícias que li sobre o Natal em alguns países estrangeiros não são animadoras. Nos Estados Unidos, por exemplo. Lá, um país cristão (será que ainda é? acho que não mais)  se quer pode pronunciar o nome Natal, em alguns lugares. Aquele pinheiro que enfeitamos de bolas e luzes e que chamamos de Árvore de Natal, em Madison, Wisconsin, eles chamam de árvore da comunidade. Noutro estado, New Jersey, a por lá tradicional parada de Natal é Parada do Feriado. E por quê? Porque é uma referência cristã, que para a mentalidade laica (e louca no dizer do Wagner Mora) precisa ser extirpada da cultura, da sociedade. Em Howard County, Indiana, o monstro do lago Ness (!!!) foi escolhido para “nascer” no Natal[¹]. Na Nova Zelândia, foi publicado um cartaz nada ortodoxo sobre o Nascimento de Jesus[²]. E por aí vai.

Isso me levou a refletir um pouco. Aqui na praça da minha cidade há um belo presépio. As igrejas católicas estão ornamentadas com luzes. Nas propagandas de rádio que ouvi por estes dias ainda se falava do verdadeiro sentido do Natal: o nascimento de Jesus Cristo. As pessoas ainda vão à missa do galo. A despeito de uma descristianização do mundo, senti por aqui ainda um clima de Natal cristão.

Graças a Deus ainda somos um país cristão. Os maus ventos da intolerância laica já chegaram por aqui. Querem tirar os crucifixos das repartições e a religião da vida pública, eu sei. O laicismo quer cada vez menos uma fé (ou nem isso) além da vida privada. Mas também sei que Deus ainda está entre nós. E que Ele permaneça aqui por muito mais tempo. Que nossa terra seja não só a Terra de Santa Cruz, mas também a Terra do Pequeno Infante de Belém.

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[¹] Blog O Possível e o Extraordinário 

[²] Blog Deus Lo Vult

Fotos: © Antonio Silva e Jorvan Brito in Rádio Clube Rio do Ouro

A Autoridade Papal fica de pé

Por Padre Elílio de Faria Matos Júnior

O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é «o doce Cristo na Terra». A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas.

Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho. Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, bispo e guarda de nossas almas (cf. IPd 2,25). Na homilia, o Santo Padre cita a regra de São Bento. Hoje, Bento, aquele de Núrsia, fala pela boca de Bento, o Papa: «Nihil Deo praeponere» – nada antepor a Deus. É a este nosso mundo que Bento XVI dirige essas palavras carregadas de verdade. É a esta nossa cultura agnóstica, relativista, pragmática, corrupta, materialista e niilista que o Papa exorta. Cultura que, nas palavras de alguns, se gaba de ser «pós-moderna»… Cultura que rejeita cultivar a verdade… Cultura que há tanto deixou de ser cultura…

«Nada antepor a Deus». Bento XVI já havia dito aos bispos da Igreja: «No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus… Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo» (Carta aos bispos, 10 de março de 2009).

Depois da queda, o Papa se coloca de pé e age como se nada tivesse acontecido. Assim tem sido seu pontificado: muitas vezes incompreendido pelos homens, inclusive católicos – e por que não dizer: sobretudo católicos? -, Bento XVI não desiste de levar a cabo sua missão, como Cristo a caminho do Calvário, a fim de oferecer a Deus a consciência pura do dever cumprido. Como se nada acontecesse, como se incompreensões, ultrajes e rebeliões, ainda que disfarçadas e silenciosas, não existissem; como se o desprezo  a Cristo não lhe ferisse o coração; como se a recusa de Deus não lhe contristasse a alma, Bento XVI se dirige ao altar da Cruz. Está apoiado na esperança que não decepciona.

Se a autoridade do Sucessor de São Pedro é jogada no chão pelos homens atuais, isso não significa que ela tenha caído do lugar que lhe reservou Deus. Cristo também caiu – e por três vezes -, mas está de pé. Traz, sim, as marcas da paixão, mas está de pé para sempre: “Vi um Cordeiro de pé, como que imolado” (Ap 5,6). O Papa está de pé, e com ele a Igreja que lhe foi confiada, e assim ficará até a vinda gloriosa de Nosso Senhor, que disse: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. As portas do inferno nunca prevalecerão contra ela» (Mt 16, 18). «Non praevalebunt» – as forças negativas do mal, ainda que deixem certas marcas, nunca hão de vencer o Bem, que é Deus. E é Deus quem sustenta na Terra a sua Igreja e o Papa que colocou à frente do rebanho de Cristo!                             (grifos meus)

Artigo do jornal do Vaticano elogia “os Simpsons”

O “L’Osservatore Romano” desta terça-feira (22/12) parabenizou o programa pelo seu 20º aniversário, elogiando os questionamentos filosóficos do desenho e a sua visão irreverente da religião.

Sem Homer Simpson e os outros personagens de pele amarelada, “muitos hoje não saberiam rir”, diz o artigo, chamado “As virtudes de Aristóteles e o donut de Homer”.

O texto lembra que “Os Simpsons” – a animação há mais tempo no ar na TV norte-americana – abriram espaço para desenhos voltados a uma audiência adulta.

O programa é baseado em “textos inteligente e realistas”, continua o artigo, dizendo ainda que ele pode ser criticado pela “linguagem excessivamente rude, pela violência de certos episódios e por algumas escolhas radicais por parte dos roteiristas”.

Teologia

A religião, dos sermões soporíferos do Reverendo Lovejoy às conversas cara-a-cara de Homer com Deus, aparece com tanta frequência no desenho que seria possível criar uma “teologia simpsoniana”, segundo o texto.

A confusão religiosa de Homer seria “um espelho da indiferença e das necessidades que o homem moderno sente em relação à fé”, complementa o artigo.

O texto comenta também vários episódios do programa relacionados à religião, incluindo um em que Homer pede por intervenção divina gritando que “eu não sou normalmente um homem religioso, mas se você estiver aí em cima, me salve, Superman!”.

“Homer encontra Deus em seu último refúgio, apesar de às vezes errar o Seu nome sensacionalmente”, conclui o “L’Osservatore”. “Mas esses são apenas pequenos enganos, afinal, os dois conhecem muito bem um ao outro”.

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O artigo não está dando uma aprovação irrestrita à série mas cita aspectos positivos do programa, sem deixar de fazer suas ressalvas.

Fica sempre a atitude permanente de atenção aos programas televisivos sob a ótica da fé.

Fonte: Blog Shalom – Carmadélio

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Notícia interessante esta…E eu gosto do desenho, pena que saiu da TV aberta por aqui. Era bem engraçado ver as confusões de Homer…E sempre a religião está inserida no contexto do desenho, as de vez em quando eles davam uma bola fora.

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