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A Cabana (ou análise sobre um barraco espiritual) III

VI. IGREJA E “MÁQUINA RELIGIOSA” – PURIFICAÇÃO DA CRIAÇÃO – AFIRMAÇÕES TÍPICAS DA MENTALIDADE ANARQUISTA DA NOVA ERA MISTURADAS COM VERDADES DE FÉ

As afirmações das passagens a seguir são tão absurdas que dispensariam comentários. Entretanto, como é possível que alguém tenha lido e não tenha reparado, vamos colocá-las em negrito.

Jesus diz a Mack:

“- Bom, Mack, nosso destino final não é a imagem do Céu que você tem na cabeça. Você sabe, a imagem de portões adornados e ruas de ouro. O céu é uma nova purificação do universo, de modo que vai se parecer bastante com isso aqui. (Esta afirmação é de cunho espírita e totalmente contrária à fé cristã católica e à Palavra)

- Então que história é essa de portões adornados e ruas de ouro? (veja que ele fala da Palavra não como a verdade, mas como algo que pode ou não pode ser verdadeiro).

- Esta, irmão – começou Jesus, deitando-se no cais e fechando os olhos por causa do calor e da claridade do dia -, é uma imagem de mim e da mulher por quem sou apaixonado. (…) É uma imagem da minha noiva, a Igreja: indivíduos que juntos formam uma cidade espiritual com um rio vivo fluindo no meio e nas duas margens árvores crescendo com frutos que curam as feridas e os sofrimentos das nações. Essa cidade está sempre aberta e cada portão que dá acesso a ela é feito de uma única pérola (…) Isso sou eu! (…) Pérolas, Mack. A única pedra preciosa feita de dor, sofrimento e, finalmente, morte. (alguém precisa informar ao autor que a pérola não é uma pedra preciosa. Entretanto, pode ter sido erro de tradução do “gem” em inglês. Em todo caso, aqui temos outro clichê tipicamente evangélico e por vezes útil para o primeiro anúncio).

- Entendi. Você é a entrada, mas… Você está falando da Igreja como essa mulher por quem está apaixonado. Tenho quase certeza de que não conheço essa Igreja (…) Não é certamente o lugar aonde eu vou aos domingos. (…)

-Mack, isso é porque você só está vendo a instituição que é um sistema feito pelo ser humano. (Jesus fundou, sim, a Igreja como instituição e também como hierarquia ao nomear Pedro chefe da Igreja em Mt 16) Não foi isso que eu vim construir. O que vejo são as pessoas e suas vidas, uma comunidade que vive e respira, feita de todos que me amam e não de prédios, regras e programas. (não parece uma alusão clara ao Vaticano, às paróquias e aos programas pastorais das Igrejas Evangélicas?)

“Mack ficou meio abalado ouvindo Jesus falar de ‘igreja” desse modo, mas isso não chegou a surpreendê-lo. De fato, foi um alívio.

- Então como posso fazer parte dessa Igreja? Dessa mulher pela qual você parece estar tão apaixonado?

- É simples, Mack. Tudo tem a ver com os relacionamentos e com o fato de compartilhar a vida. (…) Minha Igreja tem a ver com as pessoas e a vida tem a ver com os relacionamentos. Você pode construí-la É meu trabalho e, na verdade, sou bastante bom nisso – disse Jesus com um risinho. (Em outras palavras, o “Imagine” relativista de John Lennon. Novamente, verdade e inverdade se misturam e enganam os menos atentos)

Para Mack essas palavras foram como um sopro de ar puro! Simples. Não um monte de rituais exaustivos e uma longa lista de exigências, nada de reuniões intermináveis com pessoas desconhecidas. Simplesmente compartilhar a vida. (todo amor à Igreja, toda doação de vida, todo sacrifício, ficam, assim, destruídos)

(…) Quer dizer, acho que o modo como vocês (a “trindade”) são é muito diferente de todo o negócio religioso em que fui criado e com o qual me acostumei. ( o “negócio religioso”chamado Igreja é arcaico a ponto de toda a sociedade “se acostumar”com ela. É isso o que ele insinua? Pois o “negócio” religioso (provavelmente foi utilizada a palavra “stuff”, que quer dizer “falação sem conteúdo”, mas não tenho o original inglês) , vai agora virar uma “máquina”, veja abaixo)

- Por mais bem-intencionada que seja, você sabe que a máquina religiosa é capaz de engolir as pessoas! – disse Jesus, num tom meio cortante. – Uma quantidade enorme das coisas que são feitas em meu nome não têm nada a ver comigo. E frequentemente são muito contrárias aos meus propósitos. (A Igreja é uma dessas coisas? É isso o que parece insinuar)

- Você não gosta muito de religião e de instituições? – perguntou Mack sem saber se estava fazendo uma pergunta ou uma afirmação.

- Eu não crio instituições. Nunca criei, nunca criarei (!!!!)

- E a instituição do casamento? (Mack tem razão de perguntar, pois no ritual do casamento é dito explicitamente que ele é a única instituição criada por Deus antes do pecado original e que sobreviveu a ele! Como resposta, “Jesus” vai mais uma vez contrapor instituição a relacionamento, em uma afirmação muito típica do caos pregado pela Nova Era).

- O casamento não é uma instituição. É um relacionamento (…) Como eu disse, não crio instituições. Essa é uma ocupação dos que querem brincar de Deus. Portanto, não, não gosto muito de religiões e também não gosto de política nem de economia. (Impressionante a capacidade do autor de não aprofundar nenhum assunto mas, pelo contrário, criar sofismas que, unidos a verdades bíblicas, confundem as pessoas, como neste caso, a partir do qual se pode afirmar: acabou-se o relacionamento, acabou-se o casamento, o Papa, os bispos e padres estão criando instituições e brincando de Deus. Não falam em nome Dele e tudo o que fazem faz parte da “máquina religiosa”, inclusive a liturgia, os sacramentos, a pregação.)

A expressão de Jesus ficou notavelmente sombria.

- E por que deveria gostar? É a trindade de terrores criada pelo ser humano que assola a Terra e engana aqueles de quem eu gosto. Quantos tormentos e ansiedades relacionados a cada uma dessas três coisas as pessoas enfrentam? ( “Jesus” coloca no mesmo plano, em um plano trinitário, isto é onde os 3 são iguais mas diferentes, a economia, a política e a religião !!!!! e as chama de “trindade de terrores” que trazem tormentos e ansiedades às pessoas!!!!!! A Igreja não é mais instrumento de salvação, a política e economia não são mais maneiras de implantar a justiça e amor divinos!!! É a anarquia geral da geração de 68 atacando de Nova Era, de relativismo, de hedonismo, é o caos!)

(…)

- Falando de modo simples, religião, política e economia são ferramentas terríveis que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle. As pessoas têm medo da incerteza, do futuro. Essas instituições, essas estruturas e ideologias são um esforço inútil de criar algum sentimento de certeza e segurança onde nada disso existe. É tudo falso! Os sistemas não podem oferecer segurança, só eu posso. (novamente, uma verdade – “só eu posso”- misturada a um monte de inverdades contrárias ao Evangelho, à história da Igreja, à noção de santidade e ao papel transformador do cristão no mundo. Além, claro, da falsa idéia de liberdade que perpassa o livro inteiro e que chega ao seu cume na conversa com Sofia, onde se misturam idéias muito boas sobre julgamento e perdão com idéias absurdas sobre liberdade, reforçando a idéia de liberdade que o Pai coloca no início do livro).

A liturgia não fica fora das críticas de “deus”:

“- Nada é um ritual, Mack.”(p. 194)

“- Nada é um ritual, Mackenzie.” (p. 204), além de várias outras afirmativas que criticam o rito e o ritual e a oração que os segue. Infelizmente, não os anotei todos.

VII. A INEXISTENCIA DE REGRAS E A NECESSIDADE DE ENTENDER PARA ACREDITAR (ANARQUISMO – NOVA ERA + ILUMINISMO – ESPIRITISMO) – ECO DO “IMAGINE’ DE JOHN LENNON?”

O horror a instituições e sistemas, da autoridade e obediência, leva também à afirmação de que regras são desnecessárias, ainda que estejam na Bíblia!

Em companhia do Espírito Santo (Sarayu), Mack ouve dele as seguintes palavras:

“- Mackenzie! Seu tom era de censura, as palavras voando com afeto – a Bíclia não lhe diz para seguir regras. (Qual é mesmo a Bíblia dela???) Ela é uma imagem de Jesus (?? – é isso o que diz a Dei Verbum, o último Sínodo da Palavra, o Catecismo? A Palavra não é imagem de Jesus. Ela É Jesus. Acontece, como veremos depois, que o livro trará todo um discurso de meta-linguística onde toda a “trindade” se autodenomina verbo!!!!!! São João Evangelista nos acuda!)

(…)

- É verdade que os relacionamentos são muito mais complicados do que as regras, mas as regras nunca vão lhe dar as respostas para as questões profundas do coração. E nunca irão amar você. ( Eis uma pérola de anarquismo, de egoísmo, de centralização em si, de anti-Evangelho)

(Na seqüência da conversa, “a” Espírito Santo nos presenteia com mais uma pérola da arte de sofismar)

- Mackenzie, a religião tem a ver com respostas certas e algumas dessas respostas são de fato certas. Mas eu tenho a ver com o processo que leva você à resposta viva e só ele é capaz de mudá-lo por dentro. Há muitas pessoas inteligentes que dizem um monte de coisas certas a partir do cérebro porque aprenderam com alguém quais são as respostas certas. Mas essas pessoas não me conhecem. Assim, na verdade, como as respostas delas podem ser certas, mesmo que estejam certas? - Ela sorriu.- Ficou confuso? Mas pode ter certeza: mesmo que possam estar certas, elas estão erradas. (Vê-se aqui, a total separação entre o poder do Espírito Santo e a Igreja. Ele não é a alma da Igreja, cujos “chefes” e “teólogos” dão respostas certas sem conhecer o Espírito Santo, o que torna todas as suas respostas erradas! Que sofisma admirável! A religião não tem nada a ver com a verdade!!! O Espírito não guia a Igreja, que é guiada por homens inteligentes que, por não o conhecerem, se tornam erradas em toda busca da verdade! Vejam a resposta de Mack e pasmem)

- Entendo o que você está dizendo. Eu fiz isso durante anos, depois da escola dominical (catecismo). Tinha as respostas certas, algumas vezes, mas não conhecia vocês (!!!!!!!)

(…)

- Então verei você de novo? – perguntou Mack, hesitando.

- Claro. Você pode me ver numa obra de arte, na música, no silêncio, nas pessoas, na Criação, mesmo na sua alegria e na sua tristeza. (…) E você irá me ouvir e me ver na Bíblia de modos novos. Simplesmente não procure regras e princípios. Procure o relacionamento. Um modo de estar conosco.

Ainda sobre regras e comportamento:

Após dar uma adequada explicação da gratuidade do amor de Deus, Jesus novamente coloca no contexto uma idéia inadequada: “Isso deve trazer um grande alívio porque elimina qualquer exigência de comportamento. (e também de gratidão, de amor gratuito e agradecido a Deus, de louvor, de amor como prova de amor, de amor como conseqüência da fé e da esperança!)

Em seguimento à mentalidade anarquista e relativista contrária a regras, o “espírito santo” nos presenteia com um outro sofisma que sabe Deus de onde vem:

- Por que você acha que criamos os Dez Mandamentos?

(…) – Acho, pelo menos foi o que me ensinaram, que é um conjunto de regras que vocês esperavam que os humanos obedecessem para viver com retidão e em estado de graça perante vocês.

- Se isso fosse verdade, e não é – respondeu Sarayu -, quantos você acha que  viveram com retidão suficiente para entrar em nossas boas graças?

A partir daqui o “espírito santo” começa a despedaçar a doutrina paulina sobre a Lei e a graça:

- Na verdade, só um conseguiu: Jesus. Ele obedeceu a letra da lei e realizou completamente o espírito dela. Mas entenda, Mackenzie, para fazer isso, ele teve de confiar totalmente em mim e depender totalmente de mim.

- Então por que vocês nos deram esses mandamentos?

- Na verdade, queríamos que vocês desistissem de tentar ser justos sozinhos. Era um espelho para revelar como o rosto fica imundo quando se vive com independência. (esse foi, de fato, aproximadamente, um dos efeitos da Lei, como diz o próprio Paulo, em Romanos. Entretanto, não foi por esta razão que nos foram dados os 10 mandamentos, como bem sabemos)

- Mas tenho certeza de que vocês sabem que há muitos que acham que se tornam justos seguindo as regras.

- Mas é possível limpar o rosto com o mesmo espelho que mostra como você está sujo? Não há misericórdia nem graça nas regras, nem mesmo para um erro. Por isso Jesus realizou todas elas por vocês para que elas não tivessem mais poder sobre vocês. (Senhor, tem piedade de nós e consola São Paulo).

(…) – Está dizendo que não preciso seguir as regras?

- Sim. Em Jesus você não está sob nenhuma lei. Todas as coisas são legítimas. (E a lei do amor que Jesus veio trazer? Se faz todas as coisas legítimas, não é amor!!! Aqui, Romanos é contradito de forma apavorante)

- Não pode estar falando sério! – gemeu Mack.

- Criança – interrompeu papai -, você ainda não ouviu nada.

- Mackeinzie – continuou Sarayu-, só tem medo da liberdade os que não podem confiar que nós vivemos neles. Tentar manter a lei é na verdade uma declaração de independência, um modo de manter o controle. (repare, que noção errônea de liberdade!)

-É por isso que gostamos tanto da lei? Para nos dar algum controle? – perguntou Mack.

- É muito pior do que isso – retomou Sarayu. – Ela dá o poder de julgar os outros e de se sentir superior a eles. Vocês acreditam que estão vivendo num padrão mais elevado do que aqueles a quem vocês julgam. Aplicar regras, sobretudo em suas expressões mais sutis, como responsabilidade e expectativa, é uma tentativa inútil de criar a certeza a partir da incerteza. E, ao contrário do que você possa pensar, eu gosto demais da incerteza. As regras não podem trazer a liberdade. Elas têm o poder de acusar. ( o “espírito santo” conseguiu transformar a Lei de Moisés em um conjunto de regras. Talvez ele ignore o que diz o profeta, que Deus nos daria um coração de carne e meteria Seu Espírito em nós para que cumpríssemos suas leis com a facilidade dos que O amam! Como se não bastasse, denomina como “regras sutis” a responsabilidade e expectativa. Aproximando-se ainda mais do absurdo, diz que gosta demais da incerteza. Ora, pelo que a Bíblia nos ensina, o Salvador foi prometido desde o pecado original, veio no “tempo oportuno, ou propício”, virá no final dos tempos e nos deixou também no Novo Testamento, uma série de promessas,orientações de responsabilidade quanto à salvação de nossas almas e da humanidade inteira. Por séculos os judeus profetizaram com grande expectativa a vinda do Messias e a esperaram intensamente. O absurdo chega ao cume quando afirma que as regras não podem trazer a liberdade (oposto do que nos ensina a Igreja e a Palavra) e que têm o poder de acusar, quando São Paulo, ao falar no assunto, dizem que elas têm a finalidade de nos fazer ver o mal)

- Uau! De repente Mack percebeu o que Sarayu haivia dito. – Está dizendo que a responsabilidade e a expectativa são apenas outra forma de regras? Ouvi direito?

Em seguida, “a trindade” entra em uma conversa que tem relação sofismática intensa com a noção cristã de Verbo (que aplica às 3 pessoas) e de substantivo. Tal sofisma remete às religiões orientais, assim como a neuro e meta- lingüística

Em um ataque de fundamentalismo, o “espírito santo” afirma:

“por isso, você não encontrará a palavra responsabilidade nas Escrituras” (!!!) (…) A religião usa a lei para ganhar força e controlar as pessoas de que precisa para sobreviver. Eu, ao contrário, (desta vez, é o “espírito santo” quem se opõe à religião) dou a capacidade de reagir e sua reação é estar livre para amar e servir em todas as situações. (parece lindo? Veja o que vem a seguir neste jogo sofismático de verdade/mentira/verdade/mentira) (…) Como sou sua capacidade de reagir livremente (novo nome do Espírito Santo????? “espírito santo à la Nova Era?), tenho de estar presente em vocês. Se eu simplesmente lhes desse uma responsabilidade, não teria de estar com vocês. A responsabilidade seria uma tarefa a realizar, uma obrigação a cumprir, algo para vencer ou fracassar.

Caso você queira encontrar outro raciocínio sofismático fantástico para “provar” o erro, leia o que diz o “espírito santo” sobre a amizade, a prontidão, a responsabilidade, a liberdade, o relacionamento, o julgamento, as expectativas dos outros sobre você, que terminam com uma afirmação aparentemente correta do “pai:”

“- Querido, eu nunca tive expectativas com relação a você nem a ninguém.(e o “sede santos”, que vem desde o AT e é repetido por Jesus, acrescentando uma medida imensa: “sede santos como o Pai é santo“???) A idéia por trás disso exige que alguém não saiba o futuro ou o resultado e esteja tentando controlar o comportamento do outro para chegar ao resultado desejado.(por vezes, penso que Young tem uma neurose sobre controle e sobre liberdade, o que o leva a dizer absurdos com relação ao que a Igreja e a Palavra dizem sobre elas) Os humanos tentam esse controle principalmente por meio das expectativas. Eu o conheço e sei tudo sobre você. Por que teria uma expectativa diferente daquilo que já sei? (como bom relativista e iluminista, coloca o conhecimento acima de tudo, o experimental como base do conhecimento) Seria idiotice. E, além disso, como não a tenho, vocês nunca me desapontam. (Pecado??? O que é isso???)

A conclusão mais simples é que o livro não é adequado para ninguém, pelo menos não para cristãos que amem a Deus e levem a sério a Palavra, a Igreja, o mistério da Trindade.

Além do que foi escrito acima, o livro prima pela dessacralização da Trindade e da liturgia. Desautoriza igualmente o Magistério, a Igreja, os Sacramentos e a ordem social.

Segundo a contracapa e a introdução, tem por objetivo mostrar o sentido da vida e ajudar a passar por momentos de tristeza e angústia. É de admirar, pois além de não fazê-lo, usa a maior parte de seus capítulos para a descrição da “trindade” e seus “pensamentos”.

A versão, amplamente divulgada e com cara de marketing, de que Mack relata uma experiência de Deus não é, nem um pouco verdadeira e torna-se, mesmo, anacrônica quando colocada frente a frente com o que diz a Palavra, os santos, os doutores da Igreja.

Acrescento o comentário de duas conhecidas minhas sobre o livro:

- Não agüentei ler todo. Fez uma confusão enorme em minha cabeça.

- Li por ler. O livro não me acrescentou nada.

Ambas as senhoras têm cerca de 45 anos, são cristãs não engajadas e “apenas” vão à missa aos domingos.

A Cabana (Ou análise sobre um barraco espiritual) I

Eu li alguns post muito interessantes sobre o livro best-seller A Cabana, num blog católico e resolvi republicá-los aqui. Trata-se de uma análise de um dos maiores fenômenos editoriais deste ano sob um ponto de vista católico. É recomendável que um católico leia este tipo de literatura? Será que este livro é verdadeiramente cristão (o próprio autor já disse que não)?  Há algo nas suas entrelinhas que contradiga a doutrina católica? Estas e outras perguntas espero sejam respondidas com os posts. Vamos a eles.

Já ouviu falar do Livro “A Cabana”?

Pois é, recebi uma análise bem interessante do livro de alguém que leu e percebeu muita coisa contraria à fé católica. Como esse livro tem sido muito comentado e muita gente boa tem lido,estamos publicando a análise para nos ajudar a:

- Perceber nas entrelinhas do livro,ou em outros que venhamos a ler,a ideologia de esvaziamento de pontos essenciais de nossa fé católica;

- Ajudar-nos a perceber nossa atitude diante daquilo que lemos, principalmente em obras de cunho religioso ou “auto ajuda”, que adentram na dimensão espiritual/espiritualista que interessam a nós católicos;

- Ajudar-nos a despertar o senso critico – não neurótico, mas atento – para filtrar à luz de nossa fé aquilo que vale a pena ler ou não. A oferta hoje é tamanha que exige de nós critérios para não perder tempo,nem dinheiro, com aquilo que nada acrescenta de consistente à nossa fé ou a nossa vida;

Ás vezes impressiona a Incapacidade que muitos tem de não perceber, dentro daquilo que estão lendo, onde tem verdade ou não.Alguns não conseguem ver nada errado onde qualquer olhar mais atento percebe tudo!

Estará em cor o diálogo de análise e questionamento com algumas colocações feitas no livro.

A proposta não é analisar todo o livro mas apenas algumas partes na esperança que possa despertar naqueles que ainda vão ler,se tiverem “estômago”, uma nova percepção e naqueles que já leram uma confirmação daquilo que provavelmente haviam percebido.

Desnecessário se faz dizer que a análise foi feita a partir da fé católica, o que poderá tornar algumas colocações não muito claras para quem não está razoavelmente por dentro da doutrina básica de nossa fé.

De qualquer forma ,é bem interessante..

Pelo tamanho,iremos postar aos poucos..

***

“A cabana”- análise do livro sob ótica católica.

  1. O livro é muito bem escrito e atraente no seu enredo simples, no assunto e no estilo. A linguagem, porém, com algumas citações bíblicas feitas de formas indiretas, traz uma profusão de sofismas capaz de iludir o leitor menos atento. (lembro que a “metodologia” do sofisma, muito utilizado na filosofia grega antiga, consiste em tomar uma verdade ou duas verdades e combiná-la com uma ou mais inverdade de formas que tudo pareça verdadeiro ou que tudo pareça falso, de acordo com o objetivo de quem sofisma). O livro traz em seu próprio enredo incoerências entre a trama e o que é dito pelas “pessoas” da “trindade”.
  2. a editora do mesmo (e isso é muito importante ao comprar ou ler um livro dedica-se a livros de auto-ajuda ou assuntos não comprovados nem pelo próprio livro nem pela ciência, teologia e, por vezes, o bom-senso). É bastante ler a lista dos seus “clássicos”, na ultima página do livro. A exceção é O Monge e o Executivo.

O livro conta a história de um homem que, em um acampamento nas montanhas com os filhos tem sua caçula seqüestrada e morta enquanto está sob a água, tentando salvar um outro filho, que se afogava sob um bote. Após quatro anos de tristeza e desilusão, recebe uma carta de Deus, que se apresenta como Papai convidando-o a voltar à cabana onde o crime contra sua filha havia sido cometido. Relutante, aceitou.

Até aqui, nada anormal. A ficção, afinal, dá direito a todo tipo de imaginação. O inadequado começa quando este homem, Mack, encontra a “trindade” na cabana. Naturalmente, como autor, Young goza o direito de utilizar sua imaginação, sua bela linguagem, suas descrições do Pai como uma senhora negra que cozinha, o Filho como um judeu cujo nariz enorme o deixa feio e o Espírito como uma moça asiática feita de luz.

Ele tem o direito, sim, de imaginar a trindade como um autor leigo ignorante da boa teologia e eclesiologia e influenciado pela Nova Era, pelo Espiritismo e pelo Relativismo. Nós é que temos o dever de distinguir o que é bom do que não é. A narrativa é tão envolvente, que os deslizes de Young quanto à fé, a eclesiologia e a moral podem passar desapercebidos para a pessoa mais bem formada. Vejamos alguns:

I. O PAI

  1. O Papai é apresentado como uma mulher (Young parece decidido a quebrar todos os paradigmas) e chamado de papai durante todo o livro, tanto pelo Filho e pelo Espírito, quanto por Mack. Sabemos que João Paulo II afirma que Deus é Pai e Mãe quanto ao cuidado, ao coração misericordioso, as entranhas de misericórdia, tão típicas de uma mãe. Entretanto, o Deus que Jesus nos veio revelar é o Deus que é Pai, ainda que afirme em Mt 5 que Ele tem entranhas de mãe. A justificativa do “pai” para apresentar-se como mulher é o fato de Mack ter rejeição ao seu pai biológico (p. 83). Esta mulher, entretanto, não é mãe, mas pai. Seus afazeres são, segundo ela mesma, de cozinheira e governanta. Este pai mulher traz as cicatrizes de Jesus, como se o Pai não fosse puro espírito, mas tivesse um corpo de homem, isso é, de mulher.
  2. Em um esforço de fazer “deus mais perto de nós”, o autor acaba por esbarrar no grotesco. Além da descrição do Pai como uma enorme negra que se auto-intitula governanta-cozinheira e traz cicatrizes no corpo (???), destacam-se algumas situações especiais. Perguntado por Mack sobre que música estava ouvindo, respondeu:

” Um barato da Costa Oeste. É um disco que ainda nem foi lançado, chamado Viagens do Coração, tocado por uma banda chamada Diatribe . Na verdade – ela piscou para Mack – esses garotos ainda nem nasceram.

- É mesmo, reagiu Mack bastante incrédulo. – Um barato da Costa Oeste, hein? Não parece muito religioso.

- Ah, acredite: não é. É mais tipo funk e blues eurasiano com uma mensagem fantástica. – Ela veio bamboleando na direção de Mack, como se estivesse dançando, e bateu palmas. Mack recuou. (!!!)

- Então Deus ouve funk?

- Ora, veja bem, Mackenzie. Você não precisa ficar me rotulando. Eu ouço tudo e não somente a musica propriamente dita, mas os corações que estão por trás delas.”(p. 81) ( os rótulos são especialmente detestados na nova era e no relativismo)

  1. O “pai” dá uma explicação completamente esdrúxula para ter-se revelado como pai e não como mãe:

“…assim que a Criação se degradou, nós soubemos que a verdadeira paternidade faria muito mais falta do que a maternidade. Não me entenda mal, as duas coisas são necessárias, mas é essencial uma ênfase na paternidade por causa da enormidade das conseqüências da função paterna”(p. 84). Creio que tal absurdo dispensa comentários. O autor não leva em conta o que a Bíblia e a Igreja dizem da missão do homem, do pai, da mulher e do homem na criação, na família, na sociedade. Aliás, esta é uma das características do livro. Não lhe importa o que diz a Palavra ou a Igreja e esta, como todas as instituições, são desprezíveis aos olhos da “trindade”, que orienta Mack a desprezá-las.

  1. Ao definir o que Ele é, desautoriza o que os homens pensam e definem dele (embora não cite diretamente a Igreja e os teólogos, fica implícito pelas palavras que usa). No final, felizmente diz que é “acima e além de tudo o que você possa perguntar ou pensar.”(p. 88)
  2. Na página 89, o pai faz uma afirmação capaz de fazer tremer os céus: “Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos. Também optamos por abraçar todas as limitações que isso implicava. Mesmo que tenhamos estado sempre presentes nesse universo criado, então nos tornamos carne e sangue. Seria como se este pássaro, cuja natureza é voar, optasse somente por andar e permanecer no chão. Ele não deixa de ser pássaro, mas isso altera significativamente sua experiência de vida.” E continua a confusão teológica sobre 3 Pessoas em um só Deus dizendo: “Ainda que por natureza Jesus seja totalmente Deus, ele é totalmente humano e vive como tal (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) Ainda que jamais tenha perdido sua capacidade inata de voar, ele opta, momento a momento, por ficar no chão. Por isso (!!!!!!) seu nome é Emanuel, Deus conosco, ou Deus com vocês, para ser mais exata.” De uma tacada só, além de destruir o dogma da Santíssima Trindade, (somente o Filho se faz homem e, embora as outras duas pessoas estejam com ele e nele, não se pode dizer que os três se fizeram homem) atinge a união hipostática e a profecia de Isaías. A impressão que dá é que o autor “ouviu o galo cantar, mas não sabe onde”. Por mais que se queira justificar tais afirmações com o fato da intenção do autor não ser teológica, ele insiste, como outros autores de livros metade cristãos-metade autoajuda, em colocar o Evangelho, a Palavra e a Igreja a serviço de sua idéia e objetivo e não o contrário.
  3. Depois, infelizmente, vem algo ainda pior, que fazemos questão de transcrever:

“- Mas, e todos os milagres? As curas? Ressuscitar os mortos? Isso não prova que Jesus era Deus… você sabe, mais que humano?

- Não, isso prova que Jesus é realmente humano.

- O que?

- Mackenzie, eu posso voar, mas os humanos, não. Jesus é totalmente humano. Apesar de ele ser também totalmente Deus, nunca aproveitou sua natureza divina para fazer nada. Apenas viver seu relacionamento comigo do modo como eu desejo que cada ser humano viva. Ele foi simplesmente o primeiro a levar isso até as últimas instâncias: o primeiro a colocar minha vida dentro dele (??) o primeiro a acreditar (??) no meu amor e na minha bondade, sem considerar aparências nem conseqüências. (Tal comentário, além de dizer que Jesus precisava da virtude TEOLOGAL da fé, deixa de fora todos os profetas, todos os patriarcas, João Batista, José e Maria. Desclassifica tudo o que Jesus fez, não somente os milagres, mas o milagre maior do amor de total entrega na Cruz e na Eucaristia).

- E quando curava os cegos?

- Fez isso como um ser humano dependente e limitado que confia na minha vida e no meu poder de trabalhar com ele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém.” (p. 90). Este é mais um golpe inacreditável na união hipostática, mas consegue piorar no parágrafo seguinte:

“- Só quando ele repousava em seu relacionamento comigo e em nossa comunhão, nossa comum-união, ele se tornava capaz de expressar meu coração e minha vontade em qualquer circunstância determinada. Assim, quando você olha para Jesus e parece que ele está voando, na verdade ele está… voando. Mas o que você realmente esta vendo sou eu, minha vida nele. É assim que ele vive e age como um verdadeiro ser humano, como cada humano está destinado a viver: a partir de minha vida“(p. 90). Este é um dos sofismas mais disfarçados e sutis do livro, o que torna a afirmação aparentemente verdadeira para os mais distraídos, mas totalmente absurda para alguém mais atento: uma verdade – cada ser humano é chamado (não destinado!) e várias inverdades, a partir da primeira linha (então quer dizer que Jesus ora “repousava em seu relacionamento com Deus e Sua vontade, ora não??? Este raciocínio mentiroso é coroado com uma ultima inverdade: Jesus vive e age como verdadeiro ser humano. NÃO É ISSO o que Jesus quis dizer quando afirma que faz o que vê o Pai fazer, que aprendeu tudo do Pai, que Ele e o Pai são um! Jesus É totalmente homem e totalmente Deus e é um com o Pai, gerado, não criado, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus Verdadeiro.

Em um dado momento, o mesmo Pai, que nos pede para não chamar o irmão de “Racca”, sob pena do fogo do inferno (Mt 5), diz:

“- Homens! algumas vezes são tão idiotas!”

Ele não podia acreditar.

_ Ouvi Deus me chamar de idiota? – gritou pela porta de tela.

Viu-a (”ela” é Deus) dar de ombros antes de desaparecer na virada do corredor. Depois ela (o “pai”) gritou em sua direção:

- Se a carapuça serve, querido. Sim, senhor, se a carapuça serve…”

CONTINUA, próximos posts…………………………………………..

Curtas

Modelo “católica” (sic) profana crucifixo. A modelo polonesa Joanna Krupa, capa da revista Playboy – e que se autoproclama católica realizou duas campanhas publicitárias para a PETA, que promove o “respeito” aos animais. Nesses ensaios, a modelo oculta partes do corpo nu com um crucifixo e aparece com um terço nas mãos, enquanto segura um cachorro. Houve criticas por parte de algumas organizações católicas. O presidente da Liga Católica, Bill Donohue, esclareceu que "gatos e cães estão mais a salvo em lojas de mascotes que nas mãos dos empregados da PETA. As lojas de mascotes não destroem a iconografia cristã nem se envolvem em reclamações irreligiosas baratas". Todo mundo se lembra aqui no Brasil quando uma atriz famosa iria sair numa destas revistas masculinas com um terço nas mãos…

Fonte: ACI Digital

Será lançado filme sobre a vida de Mendel, o monge que primeiro descreveu as leis da genética. O filme The Gardener of God (O jardineiro de Deus), sobre a vida e os experimentos do Pe. Gregor Mendel (1822-1884), foi apresentado no dia 3 de dezembro no Ateneu Regina Apostolorum de Roma. Na produção de Condor Pictures, dirigida e escrita por Liana Marabini, Mendel é interpretado por Christopher Lambert, o famoso ator de origem francesa, enquanto no elenco se destacam também as atrizes Maria Pia Ruspoli e Anja Kruse. Aparentemente o filme pretende mostrar através do monge a compatibilidade entre ciência e fé, seu amor à Igreja e sua espiritualidade, bem como sua curiosidade, típica dos cientistas.

Fonte: Zenit

Cardeal diz que gays não entrarão no Reino dos Céus. Essa eu vi no blog do Jorge Ferraz. Ele comentou por lá uma notícia que foi veiculada na imprensa secular (ao que parece fora de contexto) sobre as palavras do Cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde de que os homossexuais não entrariam no reino dos céus. Hoje, saiu no ACI digital que o Cardeal esclareceu as sua palavras, afirmando que apenas citou São Paulo:

"Isto é o que diz a palavra de Deus, não é o que eu disse, pois bem, que um homossexual em especial não se possa salvar, é algo que eu nunca afirmei, porque (este) pode se salvar, pois muitas vezes a pessoa não é homossexual por própria culpa, tudo depende da educação e do ambiente".

Fonte: Deus Lo Vult e ACI Digital

Lançado cd do Papa

Pois é, o cd do Papa Bento XVI acabou de sair. Chama-se Alma Mater. É um disco de música Sacra moderna, com nove faixas, em que Sua Santidade faz algumas orações em cinco línguas (inclusive português). Curioso é que entre os compositores só há um católico. Os outros são muçulmanos (dois) e ateu.

Para ouvir acesse a rádio uol. É de graça.

Dia Mundial de combate à AIDS

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

O combate à AIDS, celebrado a 1° de Dezembro,  deve se fazer a partir de uma correta compreensão da natureza humana. O homem é um ser dotado de espírito. Não é puro espírito, mas é coroado pela dimensão espiritual. Por isso mesmo, não deve se sujeitar a todo tipo de paixão. O «éros», que é uma força inerente ao nosso ser, não pode chegar à sua verdadeira grandeza sem orientações e purificações, conforme a natureza espiritual do homem. O verdadeiro «eu» do homem não se reduz ao turbilhão cego das paixões. Do contrário, já não haveria verdadeiro «eu»; o «eu» seria um simples resultado de forças cegas em contínuo movimento. Das duas, uma: ou o homem orienta e integra sadiamente as paixões em seu projeto de vida e constrói assim a felicidade ou se torna um mero joguete de forças cegas e aleatórias e acaba frustrado.

Hoje, muitos daqueles que pretendem combater a AIDS não defendem uma correta compreensão da pessoa humana. Nutridos por um relativismo moral insustentável, próprio destes tempos niilistas, apregoam que o uso da camisinha poderia resolver a questão. Use a camisinha e faça o que quiser, apregoam. O que fazem, no fundo, é estimular as promiscuidade e a sujeição do homem a todo tipo de paixão. O que não traz a felicidade, mas a frustração e o vazio.

Vamos combater a AIDS. É uma tarefa urgente. Mas vamos travar este combate a partir de uma correta «ecologia humana». Sim; existe também uma «ecologia humana», isto é, uma visão adequada daquilo que pode preservar a pessoa humana dos males e trazer-lhe o bem. Só a vivência responsável da sexualidade é realmente eficaz contra as mazelas morais, a frustração existencial e a AIDS. A virtude da castidade é para todos e está conforme a natureza humana e suas exigências espirituais. Castidade significa vivência correta da sexualidade, isto é, abstinência do ato sexual fora do casamento e fidelidade mútua dos cônjuges no casamento.

Quem vive por grandes ideais e por uma correta «ecologia humana» não pode deixar de experimentar no fundo a alma aquela paz que nenhuma entrega desordenada às paixões pode alcançar. «Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus» (Jesus). Viva a castidade!
Que os portadores da doença possam contar com nossa amizade e solidariedade, e a fé em Deus lhes dê apoio para levar adiante a vida com toda dignidade de filhos do Pai amantíssimo.

Fonte: Blog do autor

de 1 a 5

Homem acorda depois de 23 anos em “coma”.  Isso aconteceu na Bélgica (por lá a prática da Eutanásia é permitida). Depois deter sofrido um acidente de carro anos atrás, o homem foi internado na UTI. Ele não estava verdadeiramente em coma, mas foi vítima, ao que tudo indica, de erro médico. Estava consciente todo esse tempo. Testes mais acurados, realizados por outra equipe médica verificaram o fato. Se a família tivesse mandado desligar os aparelhos… É por isso que a Igreja defende a vida “desde a fecundação até seu fim natural”. Nada de decretar a morte de alguém antes do tempo. Fonte: Jornal Hoje.

L’Osservatore Romano faz ressalvas ao filme “Lua Nova”, nova febre entre jovens. O jornal oficioso do Vaticano afirma que o filme "já gerou comentários de muitos (críticos profissionais e não profissionais, bloggers e outros) e a repetição até o cansaço do já foi dito e ouvido sobre o primeiro episódio: se trataria de pura propaganda moralmente perigosa, de um ‘elogio à repressão sexual em si mesma’, de uma espécie de anúncio cristão camuflado como best seller juvenil". É que nota-se nas entrelinhas da história uma certa apologia à abstinência sexual, mas que nem de longe, para o jornal, é sinal de propaganda da castidade. Misticismo, amor impossível e o tema do sexo (nesse caso a ausência dele) nunca saem de moda, e essa é a mistura, a meu ver, que faz a saga ter sucesso. Fonte: ACI Digital

Mais 2012. Já postei aqui uma palavrinha sobre o filme. Embora seja obra de ficção, parece que tem gente acreditando piamente nas tais profecias propaladas pela película. O arcebispo de Guadalajara, no México, diz que “ninguém sabe a data do fim do mundo” e que "A Igreja esteve constantemente dizendo o que assinala o Evangelho, … que antes do fim todos os povos abraçarão a fé, ainda faltam muitos para que isso ocorra". Uma notícia anterior dava conta do mesmo fato, afirmando que um perito mexicano pedia a população que não acreditasse nesses oráculos.  E essa semana mesmo os Evangelhos da Liturgia falam do Dia do Juízo… Fonte: Idem

Secretário da Congregação para o clero, Dom Piacenza, afirmou que “para a evangelização, não servem os sacerdotes showman que vão à televisão”. O prelado disse mais: “o sacerdote não deve improvisar quando utiliza os meios de comunicação, nem deve comunicar a si mesmo, mas os dois mil anos de comunhão na fé”. E é verdade. A desculpa da Evangelização tem servido para muitos subirem na carreira de artista, deixando em segundo plano a Palavra de Deus e a Fé da Igreja, quando deveria ser o contrário. Fonte: Zenit

Nota: pe. Joãozinho publicou a matéria de Zenit no blog dele. E deu o que falar.

Missas-Discoteca? É isso aí. Missa. Discoteca. Tudo a ver. Nada, tudo errado. Explico: na Áustria, o bispo auxiliar local celebra uma missa bem diferente daquela do Missal. É uma missa (pelo que pude perceber) dentro de uma balada. Fazer-se entender pelos jovens (aparentemente é esse o objetivo dessas missas) não é falar uma língua completamente estranha à fé e a tradição da Igreja. Isso não é adaptação, é traição mesmo. Fonte: Frates in Unum.

Deus é mau?

Tradução das legendas:

Professor: – Eu vou lhes mostrar

que se Deus existir ele é mau

Deus criou tudo que existe?

se Deus criou tudo,

então ele criou a maldade

o que significa que Deus é mau.

Estudante: – Com licença, professor

o frio existe?

Professor: – Que tipo de pergunta é esta?

Naturalmente ele existe.

Você nunca teve frio?

Estudante: – De fato senhor, o frio não existe.

Segundo as leis de física,

o que consideramos como frio

é na verdade a ausência do calor.

- Professor, a escuridão existe?

Professor: – Claro que sim.

Estudante:  – O senhor está errado,

a escuridão não existe também.

A escuridão é na verdade a ausência da luz.

Podemos estudar a luz, mas não a escuridão.

(portanto) A maldade não existe

é como a escuridão e o frio,

Deus não criou o mal

a maldade é o resultado do que acontece

quando o homem não tem o amor de Deus

presente no seu coração.

Albert Einsteis (1859-1955)

A religião também é conhecimento

devolvam a religião à escola.

entrevista com o Pe. paulo ricardo

Procurando algum material na net sobre o Pe. Paulo Ricardo, encontrei um entrevista concedida por ele ao site do prof. Felipe, em 2007(mas as respostas continuam bem atuais). Ele fala sobre sua conversão, sobre a Igreja no Brasil, sobre o Papa e sobre a catequese. Vale muito a pena conferir (aqui)!! Eis alguns trechos:

“Como diz o profeta Oséias: ‘Deus nos atrai com laços humanos’. Depois, Ele acaba com esses laços, mas, então, já estamos na "armadilha" d’Ele. Por isso, é importante que o seminarista saiba voltar-se cada vez mais para o Senhor. Mas para que isso aconteça, ele precisa ter clareza, identidade sacerdotal, porque um sacerdote não é apenas um homem, é um sacrifício.”

“A Igreja no Brasil está doente por causa de uma mania chamada "politicamente correto", ou seja, nós não queremos chamar o mal de mal.(…) É necessário que nosso amor pela verdade seja maior do que pela tranqüilidade. A pessoa que ama a verdade, abraça-a mesmo que ela doa.(…) com essa coisa do "pluralismo religioso", do "macro-ecumenismo", Jesus se tornou um grande incômodo. E não sou eu que digo isso, quem diz isso é o Papa Bento XVI num livro, que ele escreveu quando ainda era sacerdote, no final da década de 60, chamado "Introdução ao Cristianismo". Nesta obra, ele diz que Jesus se tornou um grande incômodo porque, – se querem unir as religiões –, Jesus é aquele que nos divide em cristãos e não-cristãos.”

“As crianças e jovens que chegam à recepção dos sacramentos não têm a mínima idéia do que seja a fé verdadeira e as principais doutrinas da Igreja, porque a catequese brasileira está obcecada com a transformação social. O problema é que a catequese foi criada para fazer bons cristãos, mas esses senhores de tendências marxistas têm ‘na agenda deles’ que o importante é transformar a sociedade e trazê-la mais próxima do socialismo.”

Notas da semana

A grande maioria dos católicos foi apenas batizada, mas não evangelizada”, diz D. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. São os tais católicos de IBGE. Isso é preocupante, pois são esses católicos não-evangelizados que migram para as comunidades protestantes, por simples desconhecimento de sua fé. Dos 74% de católicos no Brasil, quantos são os católicos “praticantes”? Acho que é menos da metade! Quem já não ouviu: “sou católico, mas…”

Os cristãos são o grupo religioso mais discriminado no mundo, denuncia o representante do Vaticano na ONU, o arcebispo Celestino Migliori. São mais de 200 milhões de crentes, de diferentes confissões, que encontram dificuldades para professarem a fé, especialmente entre os países de maioria muçulmana, onde não há liberdade religiosa ou esse direito encontra-se diminuido. Basta lembrar dos ataques recentes a cristãos na Índia e em países africanos, em que padres são sequestrados e paróquias saqueadas.

Fazer que os anglicanos se sintam em casa na Igreja Católica. Como não são quaisquer cristão, segundo a análise do blog Veritatis, que pediram e que terão lugar próprio no seio da Única Igreja de Cristo, o Vaticano agora se prepara para recebê-los. A Propósito, a notícia da conversão de anglicanos à Igreja Católica foi amplamente noticiada e como não poderia deixar de ser, a impresa ateve-se apenas ao detalhe de os “padres” casados anglicanos serem recebidos como tal, pela Igreja, como comentou o Jorge Ferraz.

Deus está de volta

A entrevista publicado no site da agência católica de notícias Zenit com o francês Jean-Baptiste Maillard, autor do livro Dieu est de retour (Deus está de volta) é simplesmente palpitante e inspiradora. Maillard fala sobre a obra, que surgiu de uma pesquisa de campo realizada na França, com passagens também pelo Brasil. O autor descreve  como a Igreja na França tem se renovado a partir de um novo ardor e de novas formas de evangelização. Sobre o crescente laicismo europeu, o autor aponta as iniciativas e o jeito latino-americano de evangelizar, com destaque para a Canção Nova, que conheceu em 2007, para o Hallel de Brasília e para as novas comunidades. Segundo ele, essa nova evangelização poderia ser adaptada para os moldes europeus, especialmente para os jovens. Para ele, a França deve abandonar seu “intelectualismo”, que tenta explicar até Deus, e admitir que a fé é um dom, portanto um mistério.

Ele conclui a entrevista afirmando que “Não podemos permanecer recolhidos sobre nós mesmos, sobre nossas paróquias, movimentos, associações; e devemos, sem cessar, atender espiritualmente todas as almas que esperam, perto de nós – porta a porta? –, perto das nossas casas; falar-lhes de Cristo. Evangelizar não é questão de sensibilidade ou inclusive de emoção. Evangelizar é, sobretudo, amar. Propor um encontro nascido de outro encontro. E é responder ao convite de Cristo: ‘Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’ (Mt 28,19).”

Que São Bento, padroeiro da Europa, interceda pelo êxito dos missionários naquele continente!

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