Posts tagged: Ciência e Fé

Curtas

Modelo “católica” (sic) profana crucifixo. A modelo polonesa Joanna Krupa, capa da revista Playboy – e que se autoproclama católica realizou duas campanhas publicitárias para a PETA, que promove o “respeito” aos animais. Nesses ensaios, a modelo oculta partes do corpo nu com um crucifixo e aparece com um terço nas mãos, enquanto segura um cachorro. Houve criticas por parte de algumas organizações católicas. O presidente da Liga Católica, Bill Donohue, esclareceu que "gatos e cães estão mais a salvo em lojas de mascotes que nas mãos dos empregados da PETA. As lojas de mascotes não destroem a iconografia cristã nem se envolvem em reclamações irreligiosas baratas". Todo mundo se lembra aqui no Brasil quando uma atriz famosa iria sair numa destas revistas masculinas com um terço nas mãos…

Fonte: ACI Digital

Será lançado filme sobre a vida de Mendel, o monge que primeiro descreveu as leis da genética. O filme The Gardener of God (O jardineiro de Deus), sobre a vida e os experimentos do Pe. Gregor Mendel (1822-1884), foi apresentado no dia 3 de dezembro no Ateneu Regina Apostolorum de Roma. Na produção de Condor Pictures, dirigida e escrita por Liana Marabini, Mendel é interpretado por Christopher Lambert, o famoso ator de origem francesa, enquanto no elenco se destacam também as atrizes Maria Pia Ruspoli e Anja Kruse. Aparentemente o filme pretende mostrar através do monge a compatibilidade entre ciência e fé, seu amor à Igreja e sua espiritualidade, bem como sua curiosidade, típica dos cientistas.

Fonte: Zenit

Cardeal diz que gays não entrarão no Reino dos Céus. Essa eu vi no blog do Jorge Ferraz. Ele comentou por lá uma notícia que foi veiculada na imprensa secular (ao que parece fora de contexto) sobre as palavras do Cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde de que os homossexuais não entrariam no reino dos céus. Hoje, saiu no ACI digital que o Cardeal esclareceu as sua palavras, afirmando que apenas citou São Paulo:

"Isto é o que diz a palavra de Deus, não é o que eu disse, pois bem, que um homossexual em especial não se possa salvar, é algo que eu nunca afirmei, porque (este) pode se salvar, pois muitas vezes a pessoa não é homossexual por própria culpa, tudo depende da educação e do ambiente".

Fonte: Deus Lo Vult e ACI Digital

Bíblia e História (III)

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A FUNÇÃO DA HISTÓRIA
Além do imenso contributo dado nestes últimos anos pela arqueologia, que, bem longe de relegar a Bíblia para o bazar das lendas, lhe confirmou em conjunto os dados principais, e sobre a qual seria longo demais falar aqui, a função da história esgotar-se-á no esclarecimento desta ou daquela parte do texto sagrado, na colocação em perspectiva exata de algum episódio, na compreensão de uma determinada atitude moral ou religiosa à luz de critérios diferentes dos nossos?
Para nos convencermos disso basta recordar as intenções que moveram os escritores bíblicos: demonstrar a ação de Deus no desenvolvimento dos tempos, especialmente em favor do Povo escolhido, depositário da sua mensagem. Objetivamente, qualquer estudo do Antigo Testamento que não tiver em conta esta vontade apologética, será incompleto; mas não se pode falar da Bíblia como livro de história, sem pensar ao mesmo tempo que é também um livro de oração: o livro da Palavara de Deus.

O SIMBOLISMO DA BÍBLIA
Não se deve portanto perder de vista que todo o texto bíblíco é escrito simultâneamente em dois planos diversos: um é aquele em que os acontecimentos se desenrolam com os seus caracteres concretos, tangíveis; o outro é aquele em que se manifesta a intenção divina, cujos arcanos nem sempre são explicáveis, mas que, no caso de o serem, ilumina os destinos humanos através dos símbolos e das figuras.
Se se considera unicamente um dos dois planos, atraiçoa-se o próprio espírito da Bíblia. Claudel, nas suas duas cartas ao «Deus vivo», e Daniélou na sua «Exegese e Dogma», têm razão para se erguerem contra uma exposição da Escritura que apresentasse sistematicamente como não válido o seu sentido espiritual; mas, por outro lado, prestar pouca atenção ao sentido literal é desconhecer também um dos elementos fundamentais da Bíblia: o seu carácter autêntico de documento.
De resto, a encíclica Divino afflante mostrou perfeitamente que os dois pontos de vista são igualmente valiosos, e que não se deve considerar um maior do que o outro. O «sentido total da Escritura», segundo a expressão de Tamisier, não pode ser penetrado senão por uma investigação simultânea, sintética, do sentido espiritual através do sentido literal.
Deixamos de lado, por estar fora de lugar neste momento, o comentário simbólico dos fatos, tão usado pelos Padres da Igreja, fatos a que o Novo Testamento não concede nenhum significado profético. Este gênero de interpretação, aliás, é um conjunto de riquezas, e de riquezas que a liturgia católica soube recolher. Reconhecer – como se faz desde a mais antiga tradição da Igreja – a prefiguração do sacrifício do Calvário no sacrifício de Abraão; comparar a passagem miraculosa das águas do Mar Vermelho a passagem através duma outra água que dá a salvação, a água do batismo – tudo isto é uma visão em que se descobrem profundas realidades, sem dúvida mais verdadeiras do que aquelas em que se entretém a dialética materialista, mas que, apesar de possuírem o seu valor para o místico, não entram no quadro da história. De qualquer maneira, não se pode dizer – mesmo só dum ponto de vista estritamente histórico – que não seja possível extrair da Bíblia lições espirituais; pelo contrário, quanto mais se estudam os textos sagrados, tanto mais se verifica que surge naturalmente da interpretação histórica uma interpretação autenticamente espiritual.
São os próprios redatores bíblicos a declararem-nos o princípio de que os fatos por eles narrados estão cheios de significados transcendentes. Nada se compreende da Bíblia sem a visão profética, que não deve relacionar-se exclusivamente com os personagens extraordinários chamados «profetas», mas abrange tudo o que é indicado por Deus. O velho Jacob, abençoando os filhos antes de morrer, é um profeta, tal como David o é, ao compor os salmos.
O tema da Aliança, apresentado desde o início do desenvolvimento histórico, retomado e confirmado continuamente, é como que a espinha dorsal em que se baseiam os acontecimentos narrados no Livro, tema que a pouco e pouco vai sendo substituído, e superado ao mesmo tempo, o tema do Messias, com as suas grandiosas iluminações. Foi por Deus ter estabelecido uma aliança com o seu povo, porque a sua Palavra não poderá ser vã, porque o seu Sacerdote há-de vir para cumprir as suas ordens e estabelecer o seu reino, que os acontecimentos foram como foram, e não de outra maneira. Esta convicção é o substracto de todo o Antigo Testamento, e perdê-la de vista significa não compreender nada dos textos nem dos fatos.
Objetivamente falando, tal convicção confirma-se? Bem sabemos que os historiadores procuram não dar a história um sentido transcendente, mas, se existe um caso em que o próprio mistério se impõe a mente como uma evidência, é precisamente o dos predestinados do Povo Escolhido, herói e redator do Livro!

 

Daniel Rops

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A Bíblia e a História (II)

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BÍBLIA E CIÊNCIA

Noutros campos em que se põe o mesmo problema, como, por exemplo, na história natural e na cosmologia, procurou-se fugir ao dilema por meio do concordismo, doutrina que estava de moda no século XIX. Era aplicada para demonstrar que o desacordo entre os textos bíblicos e as hipóteses científicas do tempo era desprezível; que os autores sagrados tinham previsto todas as descobertas modernas. Marcelo de Serres, em 1830, via em Moisés o precursor de Newton, e nos livros do Génesis as bases dos tratados de física e de astronomia. Assim se vêem certos exegetas improvisados lançarem-se no seguimento das teorias então de moda: ontem, Newton, hoje, Laplace, amanhã?… E a verdadeira exegese é que paga este acordo tão arriscado.

Para a história, a doutrina concordista teve menos sucesso. Talvez porque os dados históricos eram pouco conhecidos ainda; talvez porque um documento histórico se deixa violentar menos facilmente por uma hipótese sobre as origens do homem, ou sobre a estrutura do mundo.

O QUE SIGNIFICA «TEXTO INSPIRADO»

É sobre o significado da palavra Inspiração que precisamos de parar para sairmos do aparente conflito.

«A inspiração – disse Leão XIII na encíclica Providentissimus Deus – é um impulso sobrenatural, com o qual o Espírito Santo estimulou e amparou os escritores sagrados, e os guiou, enquanto escreviam, de tal modo que estes transmitiam fielmente e exprimiam com uma verdade infalível tudo o que Deus decidia que escrevessem».

Num texto deste gênero cada palavra é bem pesada. Paremos numa delas: impulso. Esta sábia e perspicaz definição respeita, na elaboração do texto sacro, o posto que compete por um lado, á inteligência e à vontade humana, e, por outro, à autoridade divina. No seu opúsculo «A Bíblia, livro de Deus, livro do homem», já por nós citado, Mons. Weber sublinha esta divisão numa página tão clara, que vale a pena transcrevê-la. Baseando-se na doutrina de S. Tomás de Aquino, do «Comentário da Inspiração dos Livros Sagrados», ele diz:

«Sim, Deus é o autor da Bíblia, o autor responsável, o autor principal. Mas esta Bíblia, não a escreveu Ele com mão invisível, como o que escreveu nos muros do palácio do rei Baltazar (Dan. 5); não a ditou mecânicamente a meros escribas, seus secretários. As pinturas que nos mostram um Anjo murmurando ao ouvido de S. Mateus o texto do seu Evangelho, podem ser muito belas e ao mesmo tempo simbólicas, mas arriscam-se a dar-nos uma falsa ideia sobre o fenómeno da inspiração. O autor sagrado não é de nenhuma forma, como era a pitonisa de Delfos, um ser que entra em transe, que perde a consciência, que abandona a sua personalidade, que se torna um simples instrumento do Espírito Santo, um instrumento material, cego e inerte. É um instrumento, estamos de acordo, mas é um instrumento que ajuda a aperfeiçoar a obra; é também uma causa (um quadro é devido ao gênio do pintor, mas também ao seu pincel), tal como uma estátua fica marcada pelo cinzel que o escultor utilizou. No caso da inspiração divina, o instrumento empregado é um instrumento humano, com faculdades humanas, inteligentes, imaginativas, e assim se manterá ao serviço de Deus. Conservará a sua personalidade, as suas particularidades, os seus métodos, o seu estilo, a sua linguagem. Deus toma-o tal como ele é, para fazer-lhe dizer aquilo que quer que diga, mas levá-lo-á a falar na sua maneira humana. Assiste-o para que diga eficazmente, sem erro, o que o autor responsável quer que ele exprima. Mas o texto não ficará necessariamente sem erros de ortografia ou de gramática, se o escritor se exprime de maneira um tanto primitiva; nem ficará sempre sem erros de forma, pelo menos para nós, ocidentais. A causa divina exclui todo o erro no ensinamento da verdade, seja ela qual for; mas não exige a perfeição literária; nem pretende do escritor sagrado uma ciência maior do que a dos seus contemporâneos: as lacunas não são erros».

OS VÁRIOS GÊNEROS LITERÁRIOS

Não é suficiente ter em conta os temperamentos dos autores sagrados e os seus dotes pessoais, para explicar o que no Antigo Testamento deixa desconfiado e cético um historiador agnóstico. Deve ser adotado um outro ponto de vista, sobre o qual a grande encíclica de Pio XII lançou toda a luz desejada: o da indispensável distinção entre os vários gêneros literários.

«Nas palavras e nos escritos dos antigos escritores orientais o sentido literal não aparece frequentemente com tanta evidência como nos escritores do nosso tempo. O que quiseram dizer com as suas palavras, não pode determinar-se pelas simples leis da gramática ou da filologia. É forçosamente necessário que o exegeta recue de qualquer modo aos remotos séculos do Oriente, de maneira que, com a ajuda da história, da arqueologia, da etnologia e das outras ciências, possa reconhecer qual gênero literário os autores daquele antigo tempo quiseram empregar e empregaram realmente. Os Orientais, com efeito, para exprimirem o que tinham em mente, não usaram sempre formas e maneiras de dizer idênticas as que hoje em dia usamos, mas sim aquelas que eram usadas pelos homens do seu tempo e dos seus países. O exegeta não pode determinar a priori quais foram; somente através de um estudo atento das antigas literaturas do Oriente o poderá fazer. Ora, nestes últimos anos, tal estudo, mais atento e mais diligente, mostrou mais claramente quais tenham sido as maneiras de dizer usadas naqueles tempos antigos, tanto nas descrições poéticas, como na exposição das leis e das normas de vida, ou na narração dos fatos e dos acontecimentos históricos».

Sublinhamos as últimas palavras, muito esclarecedoras. Se se admitir que certos livros como o de Judite, de Jonas, ou de Ester, pertencem, não a um gênero correspondente ao que nós hoje chamamos «história objetiva», mas sim a uma espécie de transposição histórica, orientada para a apologia (o que os Hebreus chamam midrash), torna-se evidente que caem por terra as objeções nascidas das aparentes inexatidões. O substrato histórico é verdadeiro, como o da Canção de Rolando, mas está utilizado dum modo diverso do nosso. «Muitas vezes – recorda ainda Pio XII -, quando se deleitam com a objeção de que os autores sagrados se afastaram da fidelidade histórica, ou de que nos transmitiram qualquer coisa com pouca exatidão, verifica-se que se trata simplesmente de maneiras de dizer, ou de contar, ao gosto dos antigos, usadas correntemente por esses homens nas suas recíprocas relações, de uso comum. A equidade exige, portanto, que quando se encontram estas expressões na linguagem divina, não se lhes chamem erros, como não o dizemos das nossas expressões de uso corrente.

A INTENÇÃO DOS REDATORES BÍBLICOS

Impõe-se finalmente uma última observação: a de que a intenção dos escritores bíblicos não era comparável a dos nossos historiadores atuais. Afirmar deles – «não são historiadores», não significa quase nada, e uma fórmula precipitada como esta conduz facilmente a erros, parecendo subentender que não escreveram senão fábulas. Para eles, um livro «histórico» é, acima de tudo, uma narração pedagógica; a tese teológica é o que lhe dá unidade e interesse. Sendo realmente históricos, no sentido de que se dirigem a verdade, mas a uma verdade mais interior e muitas vezes mais flagrante, eles não concebem história que não seja teocêntrica. O que querem é mostrar o rasto da ação divina nos acontecimentos, e escolhem os fatos de acordo com tal propósito.

O ANTAGONISMO DA BÍBLIA COM A HISTÓRIA É APARENTE

Uma vez admitidos estes princípios, anula-se o aparente antagonismo entre a Bíblia e a História. Para se compreender exatamente em que sentido e em que medida a Bíblia é um livro histórico, é preciso pensar que, embora tenha sido inspirada, foi escrita por homens; que estes homens se exprimiam dum modo e numa linguagem muito diferente da nossa; enfim, que possuíam um propósito muito bem definido, mas que não era «histórico» no sentido moderno da palavra, um propósito estreitamente ligado a sua fé. E assim, repetimos, para podermos formular um reto juízo, é necessário conhecer os homens que escreveram o texto sagrado, os seus heróis, os seus costumes, instituições e convicções, e os dos outros povos com quem entraram em contato. E é aqui que a história, tal como a entendemos, encontra novamente os seus direitos e a sua utilidade.

Daniel Rops

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Criacionismo x Evolucionismo (Entrevista)

Tatiana Sabadini: A discussão entre criacionismo e evolucionismo é
antiga. Por que para a sociedade científica é tão difícil aceitar as
idéias criacionistas?

Lepanto: Trata-se de um preconceito. Com o avanço da ciência, sobretudo
na área da biologia, bioquímica, da genética, e diversas outras,
inúmeros são os cientistas, das mais famosas universidades do mundo,
que já não aceitam o darwinismo, ou pelo menos muitos de seus
pressupostos. É claro. Darwin não conhecia o DNA; ele não conhecia
muitas das organelas celulares que hoje até uma criança pode ter acesso.

Mas não é só isso. Como que por definição, o darwinismo não pode ser
considerado científico. Por quê? Porque ele não parte da observação da
realidade para depois chegar a uma conclusão. A raiz do evolucionismo
está em uma elucubração que sustenta que a partir de pequenas
alterações (mutações) passamos da “não-vida” para a “vida inteligente”
e que o princípio primordial dessas mudanças é a sobrevivência do mais
forte. Isso através de sucessivas etapas que nunca foram
cientificamente demonstradas.

Muitos são os cientistas que, querendo aprofundar o evolucionismo,
acabaram por mudar de posição. É o caso, por exemplo, do Professor
Michael Behe phD, da Universidade de Lehigh. Estudando a bioquímica,
ele percebeu que a teoria da Seleção Natural, base do darwinismo, ia
contra as novas descobertas da bioquímica. Isto é, partindo de dados da
ciência, ele chegou à conclusão que só uma Inteligência poderia ter
desenhado a maioria das estruturas vivas do planeta.

Tatiana Sabadini : A teoria da evolução descrita por Darwin é realmente
possível? Ela pode ser complementada pela teoria da criação?

Lepanto: É fato que existe um certo tipo de evolução dentro de uma
mesma espécie. Mas Darwin não conseguiu demonstrar a evolução de uma
espécie que dê origem a outra espécie. O elo até hoje está perdido… A
teoria da evolução é, como o nome indica, apenas teoria.

A teoria de Darwin é muito restrita, basta uma só falha no sistema para
todo seu edifício desmoronar como um castelo de cartas. O próprio
Darwin assim o admitiu, quando disse no seu livro A Origem das
Espécies: “Se se pudesse demonstrar que existe algum órgão complexo que
não tenha sido possivelmente formado por modificações numerosas,
sucessivas e pequenas, minha teoria simplesmente cairia por terra”. É o
que tem provado largamente a corrente de cientistas do “Intelligent
Design” (Desenho Inteligente) .

Esses cientistas têm demonstrado que inúmeros órgãos vitais, organelas
das células, funções tais como a visão, etc., de nenhum modo poderiam
ter sido formadas por modificações “numerosas, sucessivas e pequenas”.
(cfr. A caixa preta de Darwin, Michael Behe, Nova York, Free Press,
2006)

Também no que diz respeito às mutações, os dados científicos atuais são
cada vez mais claros de que elas são nocivas aos organismos.

Ao contrário do evolucionismo que parte da “não-vida” (do vazio, por
assim dizer), o Criacionismo sustenta que é preciso que um Ser superior
tenha criado cada espécie. Seria absurdo, do ponto de vista racional,
sustentar que um ser inferior pudesse gerar outro ser de uma espécie
superior e mais complexa. Isso, que está no fundamento do
evolucionismo, é racionalmente absurdo e nunca foi demonstrado
cientificamente.

Tatiana Sabadini : Você acredita que seja possível misturar as crenças
religiosas nas pesquisas científicas sobre a criação do mundo?

Lepanto: A Fé e a Razão não devem ser vistas como excludentes ou
contraditórias, mas sim como complementares. A ciência moderna se
baseia no empirismo, na capacidade de medir, experimentar, quantificar
dados. Mas a ciência, entendida em seu sentido mais amplo, não se
restringe a isso, tanto que hoje temos as “ciências humanas” em todas
as universidades, onde o caráter científico é derivado de um método e
não necessariamente de uma experiência.

No que diz respeito à religião, é preciso distinguir. Existem
“crendices” que acabam se tornando religiões supersticiosas, onde a
ciência não tem lugar. Mas, no que diz respeito à religião católica,
isso não se aplica. A fé não deriva de um sentimentalismo superficial,
mas de uma convicção profunda, onde a razão e a ciência também estão
presentes. A Fé, a razão e a ciência devem andar juntos.

Por exemplo: se a Ciência prova que tem que haver um Ser Inteligente
que tenha criado tudo, é a Religião que tem os meios de dizer quem é
esse Ser. É o que a Igreja Católica faz: ela usa dados da razão, da
lógica e da Revelação e afirma: esse Ser é Deus. E depois continua seu
estudo, e mostra quais as características de Deus. Não é crendice: é
lógica, razão, estudo e convicção.

Ao contrário do Criacionismo, que não exclui a filosofia, a metafísica,
a lógica e a ciência; e, com esses instrumentos do conhecimento humano
pode chegar a noções muito mais profundas sobre a origem da vida, o
evolucionismo, por se pretender “científico” (isto é, experimental)
acaba esbarrando em um problema que é também um paradoxo, já que não há
como recriar a “experiência” primeira por onde se teria iniciado a
vida. O evolucionismo acaba padecendo do problema que vê no
Criacionismo e se tornando uma espécie de religião, onde a “fé” é
anterior à comprovação dos fatos.

Blog Notícias Lepanto, entrevista publicada em https://www. correioweb. com.br/cbonline/ ciencia/pri_ cie_177.htm

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