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Conheça as redes sociais católicas

Redes Sociais

Ultimamente, a evangelização pelos meios de comunicação digitais tem sido uma das principais preocupações do Vaticano. São frequentes os pronunciamentos do Papa e de outros membros da cúria romana sobre a necessidade urgente de a igreja (clero e leigos) usar esses meios de forma consistente e criativa, sem obviamente se descuidar da evangelização e do testemunho cristão. Para o secretário do pontifício conselho para as comunicações sociais, D. Paul Tighe, os católicos "não anunciam uma mensagem qualquer" mas estão ali também para "anunciar, explicar, aprofundar a Palavra de Cristo, que pode tocar os corações de todos e que nos convida continuamente a um caminho comum de fé e serviço"[1].

Para atender a estes apelos, a maneira encontrada, aqui no Brasil, por movimentos e redes de comunicação ligados à Igreja foi dar uma versão católica à febre do momento entre os internautas: as redes sociais. Se sites como Orkut, MSN, Twitter e Facebook agregam milhões de jovens, por que não dirigir a mensagem de cristo também nessa linguagem?

Gente de Fé O primeiro empreendimento da Canção Nova, a maior rede de comunicação católica do mundo (com TV, rádio e vários serviços na internet), foi a Comunidade.cn, site criado em agosto de 2007 que em julho do ano passado transformou-se no Gentedefe.com, contando atualmente com mais de 18 mil membros, que podem inserir fotos, vídeos, gerenciar e participar de grupos e ainda escrever um blog.

Nação Católica A Tv século XXI e a Associação do Senhor Jesus, por sua vez, possui o Nação Católica (é algo como um Orkut católico), a maior comunidade de relacionamentos do país para o este público. Conta com mais de 22 mil membros e 2 mil e 500 comunidades. Para quem usa o Orkut, é fácil a adaptação: interface parecida, basicamente os mesmos serviços (álbum de Fotos, participar de comunidades) e mais: o membro pode editar um blog.

Click RA A Tv do Santuário Nacional de Aparecida também não ficou de fora. Lançou o Click RA, que, segundo o próprio site “é o clube online da Rede Aparecida, uma rede social, (…) para que pessoas possam conviver e ficar cada vez mais próximos da missão e visão da Rede Aparecida, estendendo assim a experiência com o ‘Clube dos Sócios e Devotos’”. É semelhante ao da Canção Nova, utilizando inclusive a mesma plataforma (WordPress MU). Conta ainda com poucos membros.

Blog Católico Há outras, não vinculadas às redes de tv. É o caso do Blog Católico, que compartilha com o Gente de fé e o Click RA a mesma plataforma do WordPress e tem as mesmas funcionalidades. No Segue-site e Apologética Católica (que como o nome diz é desenvolvida para os interessados no debate e defesa da fé católica) há a possibilidade de compartilhamento de músicas e até bate-papo entre os membros logados. O site Namoro Católico (o terceiro maior) é  especializado em relacionamento on-line,  para jovens solteiros que buscam uma companhia “com intenção de casamento”. E até a RCC já possui sua comunidade virtual: o Espaço Jovem, criado em março do ano passado, que está hospedado na página  do ministério jovem do movimento e ainda é bem limitado. Por fim, existe também o “Myspace  católico”: o Fé&Som, que “trata-se de um portal cristão católico que visa à divulgação da música católica de forma inovadora e interativa com os usuários.”Fé e Som

Juntas, estas redes sociais chegam a quase quarenta e cinco mil membros, compartilhando suas experiências de fé, ensinando e aprendendo, procurando seguir as palavras dos últimos papas, de nova evangelização.

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[1] Católicos devem anunciar a Cristo na Internet, diz autoridade vaticana, ACI Digital

Por que não ser sacerdote?

Te Deus Laudamus

É com este belíssimo hino litúrgico que a Igreja costumeiramente encerra o ano, agradecendo a Deus pelas graças recebidas ao longo dos 365 dias. É atribuído a Santo Ambrósio e a Santo Agostinho, que o teriam composto em um fervor religioso, na catedral de Milão, no século IV[¹].

Nós vos louvamos, ó Deus,
nós vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra vos adora,
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades,
os Querubins e os Serafins vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo,
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos,
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade,
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da Glória,
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai,
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor,
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória,
na assembleia dos vossos Santos.

V. Salvai o vosso povo, Senhor,
e abençoai a vossa herança;
R. sede o seu pastor e guia através dos tempos
e conduzi-os às fontes da vida eterna.

V. Nós vos bendiremos todos os dias da nossa vida
R. e louvaremos para sempre o vosso nome.

V. Dignai-vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
R. Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

V. Desça sobre nós a vossa misericórdia,
R. porque em vós esperamos.

V. Em vós espero, meu Deus,
R. não serei confundido eternamente.[²]

 

[¹] Wikipédia

[²] Paroquias.com

Papa fala mais uma vez contra a TL

marx

Eu vi aqui e aqui. Mais uma vez o Papa Bento XVI se posiciona contra a Teologia Marxista e Materialista da Libertação. No discurso aos bispos dos Regionais Sul 3 e 4 da CNBB, em visita Ad Limina Apostolorum, o Sumo Pontífice disse:

"(…) amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz."

Para quem tinha alguma dúvida de que esta Teologia não era católica…

O prof. Felipe diz em seu blog:

"Assim, mais uma vez, o Papa faz uma condenação veemente da teologia da libertação; é de se esperar que nenhum leigo, sacerdote ou bispo, tenha, daqui para a frente, a coragem de defende-la, propagá-la e ensina-la; pois, estaria em confronto como Magistério  da Igreja."

Infelizmente a obediência anda meio escassa por estes tempos moderno.

teste (áudio-A Infalibilidade da Igreja)

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teste (vídeo-citações católicas)

entrevista com o Pe. paulo ricardo

Procurando algum material na net sobre o Pe. Paulo Ricardo, encontrei um entrevista concedida por ele ao site do prof. Felipe, em 2007(mas as respostas continuam bem atuais). Ele fala sobre sua conversão, sobre a Igreja no Brasil, sobre o Papa e sobre a catequese. Vale muito a pena conferir (aqui)!! Eis alguns trechos:

“Como diz o profeta Oséias: ‘Deus nos atrai com laços humanos’. Depois, Ele acaba com esses laços, mas, então, já estamos na "armadilha" d’Ele. Por isso, é importante que o seminarista saiba voltar-se cada vez mais para o Senhor. Mas para que isso aconteça, ele precisa ter clareza, identidade sacerdotal, porque um sacerdote não é apenas um homem, é um sacrifício.”

“A Igreja no Brasil está doente por causa de uma mania chamada "politicamente correto", ou seja, nós não queremos chamar o mal de mal.(…) É necessário que nosso amor pela verdade seja maior do que pela tranqüilidade. A pessoa que ama a verdade, abraça-a mesmo que ela doa.(…) com essa coisa do "pluralismo religioso", do "macro-ecumenismo", Jesus se tornou um grande incômodo. E não sou eu que digo isso, quem diz isso é o Papa Bento XVI num livro, que ele escreveu quando ainda era sacerdote, no final da década de 60, chamado "Introdução ao Cristianismo". Nesta obra, ele diz que Jesus se tornou um grande incômodo porque, – se querem unir as religiões –, Jesus é aquele que nos divide em cristãos e não-cristãos.”

“As crianças e jovens que chegam à recepção dos sacramentos não têm a mínima idéia do que seja a fé verdadeira e as principais doutrinas da Igreja, porque a catequese brasileira está obcecada com a transformação social. O problema é que a catequese foi criada para fazer bons cristãos, mas esses senhores de tendências marxistas têm ‘na agenda deles’ que o importante é transformar a sociedade e trazê-la mais próxima do socialismo.”

Mais do mesmo

‘”Por que as nações se revoltam,

e os povos conspiram em vão?

Os reis da terra se insurgem

e os poderosos fazem aliança

contra o SENHOR e contra seu Ungido:

‘Vamos quebrar suas correntes

e liberta-nos da sua opressão!’” (Sl 2, 1-3)

O anticatolicismo não é mais novidade. E os inimigos da Igreja não fazem mais questão de esconderem a cara. Prova disso são duas notícias dessa semana. A primeira foi comentada no blog do Jorge Ferraz (o Deus Lo Vult). Uma espécie de parada gay em pleno Círio de Nazaré. Repito as palavras dele: “se isso não for provocação, nada mais é”. A segunda foi matéria da agência espanhola EFE (e de um bocado de outras agências de notícias – os lobos sempre uivam mais alto…). Pronto, bastou o José Saramago berrar contra o Papa e a Igreja que deram o maior ibope para o cara. Beleza, ele conseguiu divulgação para o livro que acabou de lançar.

Bom, o que fica de tudo isso? Cito o final do salmo acima:

“Aquele que está nos céus se ri deles,

zomba deles o SENHOR”. (ibdem, 4)

Enquanto os imbecis trombam na Rocha da Igreja, Deus acha tudo uma grande piada.

Ligeiros Comentários

Cientistas italianos reproduziram o Santo Sudário de Turim. Ponto para os céticos, certo? Ainda não. Um estudioso da relíquia afirma que o mesmo é “um objeto único, irreprodutível e inimitável”. Embora o pano que supostamente envolveu Jesus após a sua morte não seja oficialmente declarado pela Igreja como autêntico, goza de grande estima até mesmo por parte dos Papas, como João Paulo II. Ano que vem, em Turim, o atual Papa, Bento XVI, participará de uma exposição pública do Sudário. Pelo que se vê, o Sudário ainda é um mistério e continuará despertando debates.

Barack Obama ganha Nobel da Paz. Não sei se é para rir ou para chorar. O cara é pró-aborto, chefia duas guerras (Afeganistão e Iraque) e só está no cargo de presidente a nove meses. Ou seja, ainda não fez nada (a favor da paz e dos direitos humanos). Só porque ele é negão? (bom, então eu também vou reivindicar o meu prêmio). Alguns justificam afirmando que ele deu esperanças de paz ao Oriente Médio. Perguntem isso ao Ahmadinejad, acho que ele não vai dar a mesma resposta. E imaginar que João Paulo II, a Pastoral da Criança e D. Hélder Câmara não levaram um prêmio desses…

PS.: O Vaticano liberou uma nota afirmando apreciar a premiação de Obama.

Superprodução espanhola é acusada de semear ódio contra os cristãos. O filme Ágora (veja trailer aqui), com orçamento de 50 milhões de euros, do diretor espanhol Alejandro Amenáber, mesmo do filme Mar Adentro,  desperta ódio anti-cristão, diz Antonio Alonso Marcos, presidente do Observatório antidifamação religiosa, numa carta aberta dirigida ao diretor. "As pessoas que estavam ao meu redor disseram ao acabar o filme: que filhos da p… são os cristãos", disse o próprio Amenáber, após a exibição privada do filme, que conta a história da intelectual pagã Hipátia, passada no séculos IV-V , que teria sido assassinada de maneira brutal por cristão da cidade de Alexandria, no Egito. Mais uma vez o foco é difamar a Igreja Católica e acirrar o confronto ciência e fé. O filme segue os mesmos passos de O Código da Vinci e Anjos e Demônios, dirigidos por Ron Howard, frutos de livros homônimos do inglês Dan Brown. Malhar os cristão está na moda e pelo visto deve dar dinheiro. 

Bíblia e História (final)

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A HISTÓRIA DE ISRAEL
A história de Israel, excluindo mesmo qualquer interpretação sobrenatural, dá nitidamente a impressão de não ser «uma história como as outras», de obedecer a tenções determinadas. Entre todos os outros povos da, antiguidade, só ele sobreviveu. Resistiu, durante milênios, a todas as forças adversas que sobre ele se lançaram. Que resta da Babilênia, de Assur, do império persa ou do de Alexandre? Roma e a Grécia não são mais que ruínas, tal como o Egito, com as suas múmias e os seus sepulcros. Em todo o Oriente, este minúsculo povo – cujo território equivale apenas a Bretanha, cuja população total, no tempo do máximo esplendor, sob Salomão, não contava mais do que um milhão de almas – é o único a escapar a uma lei que parece fatal.
Sempre podemos afirmar que o fato de este povo indestrutível ter sido investido de uma missão sobrenatural e ter trazido na fronte o sinal do único, é simples coincidência; mas então, é preciso explicar a sua assombrosa indestrutibilidade.
O DRAMA DE ISRAEL
Não é somente pela sua sobrevivência que Israel, o povo da Bíblia, se apresenta na história como uma demonstração viva do poder do Sobrenatural sobre o natural; é também pelo seu sofrimento, porque, se pôde resistir as forças inimigas, foi a preço das dores e do sangue derramado. O mistério do sofrimento é também o fulcro do Antigo Testamento, estreitamente ligado ao da descoberta progressiva da Mensagem e da Verdade. A dialética da Bíblia obedece a três períodos clássicos. A um povo ainda muito apegado as coisas terrenas, Deus promete, primeiro que tudo, alegrias terrestres, de que são símbolos «o leite e o mel» da Terra prometida; depois retira-lhas, e mergulha-os no desconforto; e finalmente leva-o a descoberta dos bens espirituais, de que Israel foi embaixador no mundo. Em cada estágio da sua história, o Povo escolhido encontra a mesma lei: a lei da eficácia do sofrimento. Nesta ascensão por etapas, conduzindo a alma de Israel a uma vizinhança sempre maior da luz e da ciência inefável, a história assumiu uma função determinante: ao verificá-lo, permanece no seu plano.
Mas tal ascensão não terminou ainda. A última revelação não foi Israel a anunciá-la. O Antigo Testamento prepara, sustenta o Novo, mas para conseguir o seu sentido definitivo, este último precisa do primeiro. O Messias, cujo advento tinha enchido de esperança a alma de Israel, e que ao longo dos séculos se havia delineado através de textos só comprováveis pela sua realização, o Messias fora rejeitado pelo Povo Escolhido. Tinha de ser assim, por uma espécie de necessidade interna, de lógica imperiosa que pertence a história. De fato, contrariamente ao que os antisemitas de todas as raças pensam, não foi por razões ignóbeis que os chefes religiosos da comunidade israelita tiveram de rejeitar o Messias na pessoa de Jesus.
A promessa duma reintegração de Israel na glória, repetida pelos textos messiânicos, fora uma das idéias principais que permitiram viver este povo humilhado e não desesperar durante séculos. A lei, com as suas exigências precisas, o seu texto sacrossanto, as suas minuciosas observâncias, foi o bastião que permitiu aos judeus não se deixarem contaminar por todas as maléficas influências do Egito, da Mesopotâmia e da Grécia.
É preciso não nos esquecermos de como se tornou vitalmente necessário para eles este orgulhoso exclusivismo, de que tantas vezes foi acusado o Povo eleito, este tipo de «racismo» que praticam, e que, por outro lado, é corrigido na Bíblia por várias textos universalistas. Mais ainda: misturar-se com os outros povos significava apostasia, traição a Deus. Sendo o que foi, ensinando o que ensinou, Jesus, o Messias, não podia senão provocar o drama, que para terminar precisava da sua morte. Mas, se acreditamos que esta morte possui um sentido mais profundo do que o de um simples acontecimento trágico, por ser o meio da Redenção, o mistério histórico do Povo escolhido assume o seu verdadeiro sentido.
O Antigo Testamento olhava para o sacrifício do Calvário, que lhe confere o seu significado. E a lógica necessidade deste sacrifício tornou-se clara pelo próprio desenvolvimento dos poetas bíblicos.
Como não discernir aqui a ação de uma vontade misteriosa, superior a qualquer determinação humana – aquela mesma que dá o sentido e a transcendência a toda a história?

Daniel Rops

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