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O presidente precisa ser crente?

Em tempos de eleição, sempre somos confrontados com a nossa crença religiosa e os valores morais e aqueles apresentados pelos candidatos. Alguns deles fazem questão de dizerem que são desta ou daquela denominação, deste ou daquele movimento, enquanto outros são mais genéricos. Mas nunca vi ninguém dizer, categoricamente, que era ateu.

E foi pra contribuir com a escolha do voto, com consciência de quem pensa o que sobre aborto, homossexualismo, símbolos religiosos em repartições públicas e outros temas candentes que estão diretamente relacionados e, não raro, com opiniões bem diversa da doutrina católica, que 2 das mais importantes TVs católicas brasileiras realizaram um debate entre os principais presidenciáveis. Abaixo, há um resumo do aconteceu no evento.

Por Roldão Arruda- Estado de São Paulo via Blog do Carmadélio

Os candidatos Marina Silva (PV), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e José Serra (PSDB), protagonizaram uma boa aula de cidadania e espírito republicano na segunda-feira, durante o encontro promovido e transmitido ao vivo pelas emissoras católicas Canção Nova e Rede Aparecida. Em diversos momentos eles mostraram que às vezes é preferível perder votos a abdicar de princípios para agradar a plateia.

O encontro se destinou sobretudo a verificar se o pensamento dos candidatos estava calibrado ou não com o pensamento dos organizadores do evento. Isso ficou perceptível a partir da forma como eram feitas as perguntas, quase sempre precedidas de considerações destinadas a deixar claro o ponto de vista da Igreja Católica sobre o assunto.

No pontapé inicial, o apresentador, um padre, perguntou aos três se o presidente da República do Brasil precisa acreditar em Deus. Quem se saiu melhor foi Marina Silva, que já foi católica e hoje faz parte do grupo evangélico Assembleia de Deus. Disse, de maneira ousada para o local, que a crença pode representar um ponto a mais para o futuro presidente, mas não é imprescindível, porque ateus também podem ser bons governantes.

A resposta completa dela foi: “Do ponto de vista do Estado laico, obviamente que não é preciso acreditar. Do ponto de vista dos valores que a fé cultiva no coração, no caráter, é, com certeza, uma delta a mais, altamente relevante. Todas as culturas têm em suas mentes e corações três valores comuns a todos os povos: o sentido da justiça, o sentido da liberdade e o desejo de amar e ser armado. Percebo isso como um dom de Deus. O bom é que Deus é tão generoso que mesmo aqueles que não acreditam em Deus podem ser agraciados com esse dom. Pessoas que não creem podem ser justas e éticas e também podem buscar a liberdade.”

O tucano Serra seguiu na mesma direção, embora de maneira muito mais tímida. Batizado na Igreja Católica, disse que seria bom se o presidente acreditasse em Deus. Plínio, católico de quatro costados, muito à vontade no ambiente, pulou a resposta, preferindo usar o tempo para protestar contra a ausência da petista Dilma Rousseff, acusando-a de fugir para não ter que expor seu pensamento sobre os assuntos ali tratados.

Plínio mostrou ousadia, no entanto, ao apoiar a proposta de retirada de símbolos religiosos de espaços públicos, tremendamente criticada pela Igreja Católica, desde Roma. Eis o que ele disse: “Essa é uma república laica, com gente que acredita em Deus e gente que não acredita. Não há necessidade da Igreja insistir em ter símbolos religiosos em prédios públicos, porque os prédios públicos são de todos. Os devotos, nas cidades e no campo, devem colocar os símbolos em qualquer lugar, mas não nas repartições públicas, porque nelas o que deve valer mesmo é o princípio da igualdade de todos. Não considero que a Igreja do Cristo deva fazer muita força para segurar essa proposta. É um resquício de uma ideia de cristandade, de uma ideia de sociedade inteirinha dominada pelo cristianismo.”

Serra também mostrou fidelidade ao seu pensamento quando perguntado sobre ensino religioso nas escolas públicas – outra questão pela qual a Igreja Católica vem se batendo. Ele disse que o ensino religioso deve ser ministrado, como disciplina opcional, em escolas de propriedade das igrejas, mas não na rede pública. Lembrou que se fosse aberta a possibilidade de se contratar professores para ensinar cristianismo, outras vertentes religiosas entrariam na Justiça, exigindo o mesmo direito. “Haveria uma inflação de ensino religioso, o que o tornaria impraticável.”

Plínio e Marina apoiaram o ensino religioso na rede pública como disciplina opcional, ou seja, que não reprova o aluno. Para Marina, o Estado brasileiro “é laico, mas não ateu”.

A candidata do PV, como era de esperar, foi confrontada com a questão do aborto. Como é que uma pessoa que defende com a veemência a vida das plantas, não se mostra tão segura na defesa da vida humana, chegando a propor um plebiscito sobre o assunto? – quis saber o jornalista da Canção Nova que fez a pergunta. A representante dos verdes respondeu o de sempre: embora seja contrária ao aborto, do ponto de vista da sua fé, acha que o Brasil ainda precisa debater mais o assunto. Daí a ideia de plebiscito.

Sobre o projeto de lei, em tramitação no Congresso, que criminaliza a homofobia, o candidato do PSOL deu uma no cravo e outra na ferradura. De um lado disse, en passant, que considera a homossexualidade um pecado. Ficou com o papa. De outro, porém, apoiou o projeto, porque entende que ninguém deve ser discriminado, perseguido ou humilhado por causa de sua “opção sexual”.

Serra também titubeou um pouco ao falar sobre a questão dos programas de prevenção da Aids, sempre criticados pela Igreja, que gostaria que a prevenção fosse feita à base da abstinência sexual e da fidelidade no casamento. O tucano defendeu os programas de prevenção, baseados na distribuição de preservativos, mas também disse que não vê problema em incentivar a abstinência e monogamia, como fez o presidente americano George W. Bush em seu governo, se isso ajudar a reduzir a incidência da doença.

Não foi fácil para ninguém. Mas foi um bom exercício democrático, no qual os candidatos tiveram que se confrontar com um grupo de posições baseadas em dogmas da fé, analisar o caráter do Estado brasileiro, e, no fundo, tentar equilibrar temas de fé com direitos civis – uma questão muito nova no Brasil, do ponto de vista histórico. A candidata Dilma perdeu uma excelente oportunidade de se exercitar.

De volta!

Não, o blog não encerrou as suas atividades. Esse tempo de silêncio (que coincide com o tempo quaresmal, e não foi de propósito!) é devido à falta de tempo (minhas atividades hoje me obrigam a tirar o blog da prioridade) e também à instabilidade da plataforma do gente de fé, onde está hospedado.

Para o Locuta esta quaresma foi tempo de cultivar a virtude da paciência. Mais de um mês sem publicações e quando tentava acessar o blog… nada.

Mas estamos de volta! Esta é uma boa notícia. E justo no período Pascal. Deo Gratias!

Top 10 do Rock, por L’Osservatório Romano

O Jornal oficioso do vaticano publicou o Top 10 do Rock, por ocasião do festival São Remo, em Liguria, que começa amanhã. A lista conta com bandas inglesas e americanas e é um resposta a “fraca” qualidade das bandas do festival e serviria como um guia das boas músicas e bandas do gênero.

Em primeiro lugar está os Beatles, com “Revólver”. Entram também na lista figurões como David Crosby, U2 e Pink Floyd, além de “Thriller” de Michael Jackson. A única referência sobrenatural nesta lista secular é o álbum “Supernatural” de Carlos Santana.

Enquanto isso, o álbum “Alma Mater”, que contém a voz do Papa Bento XVI está concorrendo a um prêmio (Brit Award), na categoria de “clássico”, no Reino Unido. Um dos concorrentes é o trio de padres irlandeses, mundialmente conhecido, “The Priests”, cuja qualidade vocal tem alavancado o álbum do grupo para o topo da lista de mais vendidos.

Informações do site da Rádio Renascença, via blog Spe Deus.

Homenagem à Madre Teresa é rechaçada nos EUA

Madre Teresa de Calcutá - selo A Freedom from Religion Foundation (FRF), entidade atéia com marcado preconceito anti-católico, rechaçou a homenagem que o serviço postal dos Estados Unidos rende à Beata Teresa de Calcutá com um selo e pede boicotá-la alegando que viola suas normas sobre honrar figuras “religiosas”. Entretanto, fizeram o mesmo com o selo do Martin Luther King, que era pastor evangélico.

O serviço postal indicou que este selo postal reconhece o grande trabalho humanitário da Madre Teresa de Calcutá quem se destacou por “sua compaixão para os pobres” e era ademais “uma humilde religiosa e cidadã honorária dos Estados Unidos que serve aos doentes e destituídos da Índia e do mundo durante quase 50 anos”.

“Sua humildade e compaixão –indica o comunicado do serviço postal– assim como seu respeito pelo valor e dignidade da humanidade, inspiraram as pessoas de todas as idades e condições para trabalhar a favor das populações mais pobres”.

Apesar disto, a porta-voz da FRF, Annie Laurie Gaylor, assinala que a “Madre Teresa é conhecida principalmente como uma figura religiosa que dirigiu uma instituição religiosa. Não se pode separar que era uma religiosa católica de tudo o que ela fez”, argumento com o qual pede boicotar o selo e retirá-lo do serviço postal.

A respeito desta declaração, o porta-voz do serviço postal, Roy Betts, expressou sua surpresa pela protesta e sublinhou que a Madre Teresa “não está sendo honrada por sua religião mas por seu trabalho com os pobres e seus atos de ajuda humanitária. Sua contribuição ao mundo de modo humanitário fala por si mesmo e não tem precedentes”.

Além disso, explicou, diante da campanha contrária ao selo criado para celebrar os 100 anos de seu nascimento que serão recordados no próximo 26 de agosto, “a resposta ao selo da Madre Teresa foi extremamente favorável”.

Fonte: ACI Digital, Via Dominus Vobiscum.

Em defesa de Bento XVI

Vi no Deus Lo Vult. Ontem, foi publicado um artigo no jornal espanhol El Pais, escrito por Bernard Henri-Lévy, com o título “En Defesa de Benedicto XVI”. O autor afirma que o Papa vem sofrendo um verdadeiro julgamento por parte da mídia, além de ter suas declarações frequentemente distorcidas. Cita, por exemplo, a visita do Papa a Auschwitz em 2006. Na ocasião,  foi dito que Bento XVI, ao referir-se aos poloneses mortos pelo regime nazi, que morreram como vítimas de uma banda de mera " criminosos ", sem especificar que metade delas eram judeus. Na verdade, diz Henri-Lévy, “nesse dia, Bento XVI falou da" hierarquia do Terceiro Reich ", que tentou ‘esmagar’ o ‘povo judeu’ e excluí-lo da face da Terra”. Recentemente,  sua ida à sinagoga de Roma também foi alvo de críticas: “que não encontrou as palavras certas, ou que tenha feito os gestos adequados e, portanto, que fracassou…”.

Henri-Lévy denuncia na verdade, a má vontade da imprensa para com o Sumo Pontífice. Já o tacharam de ultraconservador e até de colaborador do regime hitlerista (os jovens alemães eram obrigados a se alistarem na facção jovem do regime). Para ele, Bento XVI retomou de uma forma irrevogável o diálogo entre judeus e cristãos. E isso te sido posto em segundo plano, como andam fazendo com o Papa Pio XII, na sua “legenda negra”. Vale conferir o artigo completo.

Foto: Osservatore Romano/AP, Via G1

Papa quer padres presentes nas mídias digitais

Foi divulgada ontem, 23 de janeiro, a mensagem do Papa para o dia Mundial das Comunicações, em maio. Nela, o Sumo Pontífice conclama os sacerdotes à evangelização no mundo digital.

O texto, que tem por título “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”, assinala que “Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contato com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.” Além dos meios de comunicação tradicionais, através desses novos meio [fotografia, vídeo, animações, blogs, páginas da internet], segundo o documento, “o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da ‘rede’”.

Para encerrar, o Papa conclui que “Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o ‘pátio dos gentios’ do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?”. E concedeu a todo a sua bênção apostólica por meio da Virgem Maria e de São João Maria Vianney, patrono do Ano Sacerdotal.

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O Santo Padre tem insistido nisso: a voz da Igreja precisa chegar ao novo areópago que é a internet. Não é à toa que o próprio Vaticano já está presente nas novas mídia, como seu canal no You tube e o Pope2you, que é um espaço de comunicação com os jovens, inclusive com aplicações do Facebook. 

Leia o documento completo (site do vaticano): “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”

Imagem do Papa via ACI Digital

Na mídia secular veja: Por Deus, tenham um blog!, diz papa aos padres

Dan Brown e o programa da revolução Anticristã

Ótimo artigo escrito pelo Taiguara F. de Sousa sobre a Revolução Anticristão perpetrada pelo nada inocente escritor de romances Dan Brown. Para quem acredita que sua histórias são só estórias…

[Dan Brown possui] “um programa bem elaborado e malicioso para os seus livros, que equivale ao programa da Revolução Anticristã.

Em 12 de Outubro de 1952, o Papa Pio XII [foto abaixo], numa alocução aos homens da Ação Católica Italiana, delineava os traços principais do "inimigo da Igreja":

"Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um Direito sem Deus, uma política sem Deus".

“O plano de fundo do livro inteiro [Anjos e Demônios] é visível a quem o leia atentamente: a Igreja é uma instituição corrupta, traidora, inimiga da razão e da liberdade e, acima de tudo, uma instituição meramente humana, que nada possui de divina – contra o ensinamento de Cristo. (cf. Mateus XVI,18-19) Em Anjos e Demônios, pois, está o primeiro grito da Revolução: ‘A Igreja, não!’”

“No seu segundo livro com Robert Langdon, o livro que o ‘consagrou’ para o mundo e se tornou best-seller mundial, O Código Da Vinci, A perspectiva de Dan Brown é outra: seu objetivo agora é "provar" que Cristo não é Deus; que era apenas um mortal, um sábio, um profeta, mas não Deus – estas são as palavras de Sir Leigh Teabing próximo do fim da história.”

“E agora Brown lançou seu terceiro livro com Robert Langdon, O Símbolo Perdido. A história gira em torno da Maçonaria, de seus segredos e dos Fundadores da América. E qual é o ‘símbolo perdido’? ‘O símbolo perdido é este: o homem é divino e pode alterar a realidade com a força do pensamento.’”

Para ler o artigo completo: http://taiguaraonline.blogspot.com/2010/01/dan-brown-e-o-programa-da-revolucao.html

Para saber mais: http://www.acidigital.com/anjosdemonios/

Cai número de católicos franceses, segundo pesquisa

Uma pesquisa publicada no jornal francês La Croix, em 28/12 do ano passado, revela os números do catolicismo na França.  Segundo estas informações , a porcentagem de entrevistados que se dizem católicos caiu de 80%, em 1966, para 64% em 2009. Quanto à frequência às missas dominicais, os números são ainda piores. De cerca de 25% em 1966 para menos de 5% no último ano (a menor, dentre a Europa, segundo o jornal). Ou seja, para os católicos da França, a frequência à missa parece não fazer parte de sua identidade religiosa. Além disso, a maior parte dos católicos praticantes tem 50 anos ou mais, o que indica a ausência de jovens na igreja francesa. Quanto às regiões do país, o periódico afirma que a prática religiosa católica é maior no noroeste e nordeste do país. Para ler mais: http://www.la-croix.com/La-France-reste-catholique-mais-moins- pratiquante/article/2407513/4078

Aqui no Brasil, recentemente a Arquidiocese de São Paulo realizou uma pesquisa levantando o perfil dos fiéis católicos em duas regiões da cidade. Os dados revelaram que 70% dos católicos da região centro e oeste são mulher ou tem mais de quarenta anos e a maioria dos entrevistados tem ensino superior completo, refletindo o perfil da região. Para saber mais:  http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/4808-pesquisa-revela-perfil-de-fieis-catolicos

No último censo, de 2000, a porcentagem de católicos no Brasil ficou em torno de 74%. Este ano será realizado novo censo e assim saberemos as tendências atuais destes números por aqui.

LEIA TAMBÉM: Deus está de volta

Artigo do jornal do Vaticano elogia “os Simpsons”

O “L’Osservatore Romano” desta terça-feira (22/12) parabenizou o programa pelo seu 20º aniversário, elogiando os questionamentos filosóficos do desenho e a sua visão irreverente da religião.

Sem Homer Simpson e os outros personagens de pele amarelada, “muitos hoje não saberiam rir”, diz o artigo, chamado “As virtudes de Aristóteles e o donut de Homer”.

O texto lembra que “Os Simpsons” – a animação há mais tempo no ar na TV norte-americana – abriram espaço para desenhos voltados a uma audiência adulta.

O programa é baseado em “textos inteligente e realistas”, continua o artigo, dizendo ainda que ele pode ser criticado pela “linguagem excessivamente rude, pela violência de certos episódios e por algumas escolhas radicais por parte dos roteiristas”.

Teologia

A religião, dos sermões soporíferos do Reverendo Lovejoy às conversas cara-a-cara de Homer com Deus, aparece com tanta frequência no desenho que seria possível criar uma “teologia simpsoniana”, segundo o texto.

A confusão religiosa de Homer seria “um espelho da indiferença e das necessidades que o homem moderno sente em relação à fé”, complementa o artigo.

O texto comenta também vários episódios do programa relacionados à religião, incluindo um em que Homer pede por intervenção divina gritando que “eu não sou normalmente um homem religioso, mas se você estiver aí em cima, me salve, Superman!”.

“Homer encontra Deus em seu último refúgio, apesar de às vezes errar o Seu nome sensacionalmente”, conclui o “L’Osservatore”. “Mas esses são apenas pequenos enganos, afinal, os dois conhecem muito bem um ao outro”.

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O artigo não está dando uma aprovação irrestrita à série mas cita aspectos positivos do programa, sem deixar de fazer suas ressalvas.

Fica sempre a atitude permanente de atenção aos programas televisivos sob a ótica da fé.

Fonte: Blog Shalom – Carmadélio

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Notícia interessante esta…E eu gosto do desenho, pena que saiu da TV aberta por aqui. Era bem engraçado ver as confusões de Homer…E sempre a religião está inserida no contexto do desenho, as de vez em quando eles davam uma bola fora.

Locuta ganha Selo Dominus Vobiscum!

selodominus2009

É com  grande alegria que compartilho com os leitores esta notícia: o Blog Locuta foi um dos contemplados com o selo Dominus Vobiscum 2009, oferecido pelo Blog homônimo, do Cadu, da Canção Nova. O selo premia os blogs/sites católicos que se inscreveram no referido blog, por ocasião dos seus 3 anos de existência,  e que foram escolhidos pelo moderador do blog. No total foram 43 blogs/sites que faturaram o prêmio. É realmente um grande incentivo para os blogueiros amadores como eu, para que continuem na missão de anunciar o Evangelho de Jesus e de Sua Igreja pelo mundo virtual.

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