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1 ano de blog!

blog locuta 1 ano

Hoje é dia de soprar as velinhas! A um ano atrás, o Locuta entrava na rede com a publicação de seu primeiro post. De lá para cá, foram outros 99, com cerca de 2600 visitas do Brasil e de outros países, 24 comentários, um selo ofertado pelo blog Dominus Vobiscum, do Cadú da CN, uma republicação no blog do Carmadélio, do Shalom, um perfil no Twitter e outro no Orkut.

Depois desse tempo todo, fica a sensação de que conseguimos sobreviver. A maioria dos blogs se encerra sem completar o primeiro ano. E realmente não é fácil, muitas vezes publicar é uma montanha-russa: ora estamos a todos vapor, com 3 ou 4 posts por semana; ora estamos como tartaruga e o blog demora a atualizar. É que no início há mesmo uma empolgação: ver quantos visitantes temos, mudar layout, publicar, escrever posts, compartilhar o que lemos por aí… Mas ao passar do tempo, isso cansa um pouco, e temos a consciência que evangelizar por este meio não é tão simples como parece.

Confesso que hoje o Locuta não é uma das minhas prioridades, como já foi. Quase foi abandonado. É sim,hoje, um serviço secundário, mas não menos importante.  Através dele conheci outros blogueiros, como o Cadú, do Dominus Vobiscum e o Wagner Moura, do O Possível e o Extraordinário, que me presentearam com suas ilustres visitas e comentários.

Se há o direito a um desejo, vá lá: que o meu modesto Locuta dure por mais um ano e outros 100 posts. Afinal, um aniversário não serve pra gente renovar as forças e seguir em frente, como um novo recomeço?

De volta!

Não, o blog não encerrou as suas atividades. Esse tempo de silêncio (que coincide com o tempo quaresmal, e não foi de propósito!) é devido à falta de tempo (minhas atividades hoje me obrigam a tirar o blog da prioridade) e também à instabilidade da plataforma do gente de fé, onde está hospedado.

Para o Locuta esta quaresma foi tempo de cultivar a virtude da paciência. Mais de um mês sem publicações e quando tentava acessar o blog… nada.

Mas estamos de volta! Esta é uma boa notícia. E justo no período Pascal. Deo Gratias!

“Viemos para adorá-Lo”

 

Ontem foi a Solenidade da Epifania do Senhor, a primeira manifestação pública de Jesus, quando celebrou-se a vinda dos Magos do Oriente aos pés da Sagrada Família para ali adorarem o menino Jesus. Estes três personagens (Melchior, Baltazar e Gaspar, segundo a tradição cristã) nos ensinam muito. Primeiro, a sairmos do nosso lugar, para encontrar o Senhor, nos braços da Virgem Maria, Sua mãe. É este o verdadeiro lugar onde sempre iremos contemplar Jesus: seja em Seu nascimento, seja depois da Sua morte. Segundo, a prestar-Lhe o obséquio da adoração. Quanto nos falta hoje, a muitos de nós, este verdadeiro espírito de adoração encontrado nesses sábios pagãos! Eles, que de alguma forma conheceram as profecias judaicas acerca do Messias e da salvação do mundo e souberam reconhecer, diferentemente da maioria dos judeus daquela época, a divindade daquela criança. Terceiro, os magos nos ensinam a dar-Lhe presentes. E qual o melhor presente a oferecer ao pequeno, por ocasião do seu nascimento? Se ouro, incenso e mirra eram para o Cristo  Rei, Sacerdote e Vítima, na cruz,  o nosso coração é para o Cristo Deus. O Deus que não que de nós sacrifícios animais, nem bens materiais, mas apenas o nosso interior para transformá-lo. Então, rezemos assim: “Meu Jesus, ofereço-Te o meu coração, manchado e despojado: aceita-o e transforma-o, uma vez que vieste cá abaixo para lavar com o Teu sangue os nossos corações culpados e transformar-nos assim de pecadores em santos. Dá-me, pois, esse ouro, esse incenso, essa mirra que me faltam. Dá-me o ouro do Teu santo amor; dá-me o incenso, o espírito de oração; dá-me a mirra, o desejo e a força de me mortificar em tudo o que te desagrada. Virgem santa, tu acolheste os piedosos reis magos com uma viva afeição e eles ficaram cheios de felicidade; digna-te também acolher-me e consolar-me, a mim que venho, seguindo o seu exemplo, visitar e oferecer-me ao teu Filho.“ (S. Afonso de Ligório).

Assim nos fala o Deus Menino

"Nasci pobre, para que saibas que sou a única riqueza.
Nasci num estábulo, para que saibas santificar qualquer ambiente ou situação.
Nasci Menino, Eu o Senhor, para que não tenhas medo de Mim.
Nasci durante a noite, para que saibas que posso iluminar qualquer realidade ou situação.
Nasci como pessoa humana, para que nunca te envergonhes de ti.
Nasci como homem, para que tu possas "deus".
Nasci no meio de perseguições, para que saibas aceitar as dificuldades e sofrimentos:
O SOFRIMENTO HUMANIZA DEUS E DIVINIZA O HOMEM".

Frases II

“Eu hei de me precipitar em Deus como um rio,/ Porque não me contenho nos limites do mundo.

Dai-me pão em excesso e eu ficarei triste,/ Dai-me luxo, palácios e eu ficarei mais triste.

Para que resolver o problema da máquina/ Se minha alma sobrevoa a própria poesia?

Só quero repousar na imensidade de Deus!”

(Murilo Mendes, Magnificat)

“Há apenas um único problema no mundo. Como se pode dar novamente aos homens uma significação espiritual, uma inquietação espiritual; fazer que orvalhe sobre eles algo que pareça com um canto gregoriano? Veja, não podemos viver mais de geladeiras, de política, de balanço e de palavras-cruzadas. Não é mais possível.”

(Antoine de Saint-Exupéri apud Joseph Ratzinger)

‘”Não é o conhecimento que ilumina o mistério, mas o mistério que ilumina o conhecimento. Conhecemos graças ao que nunca conhecemos.”

(P. Evdokimov)

“No mundo contemporâneo, o inimigo real da cultura liberal é o “fanático”. Ele crê em alguma coisa. Agora chegamos ao ponto em que o fanático está bastante identificado com o ultracatólico. O perigo não é alguma noção herética de cristianismo; é o próprio cristianismo, especialmente, na sua forma católica. Quando muitos católicos não sabem eles mesmos quem são e no que acreditam, distinguimos o cristão que define as suas próprias crenças daquele que crê nas verdades auto-evidentes e verdades reveladas da Fé.”

(Pe. James V. Schall, SJ in Frates in Unum )

Frases

Nós cremos no amor de Deus – desse modo, pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida. Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com uma acontecimento, com uma Pessoa, que dá à vida um novo horizonte e, dessa forma, o rumo decisivo

(Bento XVI, Deus Caritas est, n. 1)

Não é que o ideal cristão tenha sido testado e considerado insuficiente; foi considerado difícil demais e deixado de lado sem testar

(G. K. Chesterton)

Deus é mau?

Tradução das legendas:

Professor: – Eu vou lhes mostrar

que se Deus existir ele é mau

Deus criou tudo que existe?

se Deus criou tudo,

então ele criou a maldade

o que significa que Deus é mau.

Estudante: – Com licença, professor

o frio existe?

Professor: – Que tipo de pergunta é esta?

Naturalmente ele existe.

Você nunca teve frio?

Estudante: – De fato senhor, o frio não existe.

Segundo as leis de física,

o que consideramos como frio

é na verdade a ausência do calor.

- Professor, a escuridão existe?

Professor: – Claro que sim.

Estudante:  – O senhor está errado,

a escuridão não existe também.

A escuridão é na verdade a ausência da luz.

Podemos estudar a luz, mas não a escuridão.

(portanto) A maldade não existe

é como a escuridão e o frio,

Deus não criou o mal

a maldade é o resultado do que acontece

quando o homem não tem o amor de Deus

presente no seu coração.

Albert Einsteis (1859-1955)

A religião também é conhecimento

devolvam a religião à escola.

O fim de Augustus

O blog estreando e o mês de Agosto indo embora. O mês de Sto. Afonso de Ligório, do Cura D’Ars, da Transfiguração de Jesus, de São Maximiliano Kolbe, da Assunção de Nossa Senhora, de Santo Agostinho, do Martírio de São João, das Vocações… E de uma notinha curiosa.

Em maio, no interior de  São Paulo, tentaram proibir a procissão de Corpus Chriti. Este mês tentaram tirar Jesus Cristo das repartições públicas . Não conseguiram. Por enquanto. Por aqui já tiraram o Espírito Santo. Lembro-me ano passado, em abril ou maio, impediram a realização de uma novena em horna ao Divino que iria acontecer no fórum local. A alegação? O Estado é laico, não pode promover o “Romanismo”. E nós católicos não fizemos nada. Aliás, fizemos sim: a Novena na Igreja…

E é isso que querem: uma religião cada vez mais privada, longe das ruas, do público. Até o dia em que nos mandarem de novo para o subterrâneo das cidades. Para as catacumbas.

Então, vai Augustus, vai embora, mas deixa os crucifixos nas praças públicas. Aqui ainda é Terra de Santa Cruz.

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