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O meu lugar é o Céu!

Sem categoria | Posted by lino
mar 22 2010

“Onde você tem vivido?”, talvez seja essa a indagação mais recorrente em nossa mente, quando paramos e nos vemos em situações que deveriam ser diferentes, porém, continuam revivendo fantasmas do passado, pois somos levados muitas vezes a situações ou decisões que são influenciadas pelas nossas experiências e daí nos pegamos “andando por onde não queremos e fazendo o que não desejamos” (Rom 7,19).

E nesse passo vamos vivendo como se nada estivesse em jogo, indiferentes muitas vezes às necessidades mais latentes dos outros, dito próximos, e que na maioria das vezes não os consideramos tão próximos assim. Cabe aqui uma segunda indagação: “Você tem sido um pouco de CÉU para os outros, ou muito de SEU?”.

Temos visto o avançar da iniqüidade na nossa sociedade. Inúmeros casos de homossexualismo, um verdadeiro bombardeio da mídia sobre nossas cabeças, com beijos explícitos, instigações, e propagandas das mais variadas, leis imorais entre outras coisas; a violência desmedida e inconseqüente, dos marginalizados e dos que deveriam ser a lei; mentiras, sobretudo no campo político, onde até mesmo símbolos de presentes de festas cristãs, como panetones, têm sido ícones para uma criminalidade disfarçada sob as alcunhas do poder; uma sensualidade incabível na mídia e na moda, tanto infanto-juvenil, quanto adulta. E uma erva-daninha que prolifera em nosso meio: as brincadeiras escarnecedoras. Temos a grande habilidade de destacar imperfeições ou limitações das outras pessoas, como se fossemos os mais aptos, os mais perfeitos – lembremos: “pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas, que, por analogia, se conhece seu autor” (Sab 13,5) .

2. O Céu
O céu não é um lugar geométrico, espacial, mas sim uma maneira de ser (CIC 2794). Por isso nossa compreensão de Céu é muito limitada, pois ficamos atados ao que conseguimos capturar com nosso pensamento ou nossa consciência.

“O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e gozo no Espírito Santo” (Rom 14,17).

Não podemos ficar com a impressão de que o Céu é algo distante e não-alcançável. O céu está mais perto e mais acessível de cada um de nós, mais do que podemos perceber. Contudo, há alguns pontos que se nos impõem que precisamos transpor o abismo que há, conforme na parábola entre o rico e Lázaro: “há entre nós e vós um grande abismo” (Lc 16,26). Como transpor esse grande abismo indicado na parábola? Só há um modo que a Igreja apoiada nas sagradas escrituras nos oferece para transpormos esse grande abismo: a conversão do coração.

Pela conversão do coração o homem redescobre sua maneira autêntica de viver a vida. Ele realmente sente que o céu é possível e que o céu é a realização de suas aspirações mais profundas, de seus desejos e sonhos (CIC1024).

Porém não conseguimos nós adentrarmos ao céu, pois o céu é o lugar das criaturas espirituais – os anjos – que estão ao redor de Deus (CIC326). Portanto, temos que tomar para nós um modo de vida espiritual, não centrado nas coisas, em ter, mas sim em ser, centrado na pessoa de Cristo que é tudo em todos (Cl 3,11).

3. O meu lugar é o Céu
Se o meu lugar é o Céu, então como vou chegar lá?

“Quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo Jesus – é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus” (Ef 2,5-6).

É pela morte e ressurreição de Jesus que o abismo apontado na parábola do rico e do Lázaro se desfaz. Contudo, essa salvação depende de nossa atitude de filhos de Deus, co-herdeiros da graça.

É Jesus, o Filho de Deus que “desceu do céu”, sozinho e para lá nos faz subir com Ele, por sua cruz, sua ressurreição e ascensão (CIC2795).

Ele é o Salvador que nos dá o retorno ao lugar para o qual fomos criados.

Por tanto, tomemos para nós a palavra de Jesus no evangelho de S. João: “na casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo 14,2-3). Temos uma morada no céu, pois a conversão do nosso coração, nossa mudança de mentalidade nos faz voltar para a terra prometida (Jr 3,19).

É nosso dever assumirmos uma vida de aspirações superiores, pois viver no céu é viver em Cristo (CIC1025). Não podemos continuar a aspirar poucas coisas, ou pequenas, temos que ter grandes ideais, mesmo que não saibamos ao certo que ideais são esses.

Como por exemplo, a parábola do filho pródigo: o mais novo, quando retornou, tinha a meta de voltar para a casa do pai e o pai lhe deu um novilho gordo para a festa, enquanto que o outro que sempre viveu na mesmice, não enxergando sua realidade de filho amado, sempre ao lado do pai, se contentaria com um cabrito, pois não tinha grandes ideais, só continuar vivendo… (Lc 15,23.29).

Temos que ir morar no céu. A nossa vida não é mais nossa, mas “está escondida em Cristo” (Cl 3,3).

Aspirando coisas maiores, ou seja, aspirando mesmo transpor o abismo entre o céu e o outro lugar, a cada dia da nossa vida, pois “cada um receberá o seu salário na medida do seu próprio trabalho” (Caminho748).

Nós não temos parada aqui, temos que viver numa eterna busca da terra futura, vigilantes e orantes, jejuando e rezando e assistindo os mais necessitados (Hb 13,14).

Temos que imitar os santos, que percorreram caminhos muitas vezes pedregosos para chegar ao final da corrida, tomando cuidado dos que querem nos desviar do nosso caminho, do caminho que o próprio Senhor nos preparou e porque nós somos cidadãos dos céus (Fl 3,17-20).

Vida de oração e missão

Sem categoria | Posted by lino
fev 18 2010

Hoje temos muitas tarefas: somos convidados a exercer muitos ministérios, e fazemo-lo certamente com muita dedicação, com entusiasmo, mas, porém, nem sempre alcançamos os frutos desejados, talvez, porque não tenhamos a coragem de parar um pouco para orar! Aonde vamos parar? É a pergunta que nos devíamos fazer, mas que não temos coragem para tal. Levantamos às pressas, tomamos café já saindo, falando ao celular, etc, despedimo-nos da família fugazmente e corremos para o trabalho. São as nossas obrigações, os nossos deveres, os nossos compromissos! Naturalmente que com estes “aperitivos”, o trabalho não nos pode correr bem. Estamos já cansados antes de começar as nossas tarefas. Por isso não admira que estajamos mal humorados, e que de um momento para outro nos irritamos e discutimos com os colegas e familiares. Não é isto que se repete, infelizmente, quotidianamente, na nossa vida? Mas como se isso ainda não fosse suficiente, à noite repete-se a mesma cena, e no dia seguinte… Talvez, nos sirva de consolação, constatar que também Jesus estava sempre correndo de um lado para outro. De fato, São Marcos, apresenta-nos Jesus dedicado totalmente à sua misão evangelizadora, o que contrasta com o retirar-se para um local isolado para orar. Jesus fá-lo com frequência, habitualmente, diríamos, no Evangelho. S. Marcos menciona três vezes a oração de Jesus. Nas duas primeiras vezes são em momentos de explosão da popularidade, e o perigo de messianismo político, farisaísmo, como quem deseja ser visto por outros, e a terceira é no momento culminante da sua missão: a aceitação da vontade do Pai, com a consequente morte na Cruz. Além destes três momentos Marcos no seu Evangelho mostra-nos o Jesus orante, quando exorta os seus discípulos à oração, e quando lhes ensina como orar. Como o corpo não vive sem a respiração, a alma não se sustém sem a oração (parafraseando João Paulo II). Orar em Jesus, tal como aparece nos Evangelhos, é uma atitude, algo habitual como pregar ou respirar; algo necessário e ordinário que brota da sua postura perante a vida. Ver Jesus que se retira a orar é o melhor incitamento e convite à oração. Compreender a vida de Jesus, a sua atitude diante de Deus, a natureza e os homens, é um convite à oração. A oração em Jesus é como uma necessidade, como uma atmosfera que envolve a sua vida e a sua missão. É algo que Jesus faz sem qualquer alarido. Retira-se para o monte ou para o descampado para orar, ao amanhecer ou ao pôr do sol. Busca o encontro com Deus Pai no silêncio. Não sabemos se Jesus recitava longas orações, mas talvez não, pois Ele critica os fariseus por fazerem longas orações, e diz aos discípulos que não é necessário usar muitas palavras. Persuade os seus seguidores da conveniência da oração, mas só quando um discípulo Lhe pede que os ensine a orar, é que Jesus o faz, ensinando-lhes a oração do Pai-nosso, compêndio da oração cristã. Para Jesus a vida e a história não se compreendem sem Deus, que é um Pai, o Pai (Abba), nosso Papai (cf. Pe Quinha). É este o pano de fundo da oração de Jesus, expresso nas orações que nos deixou. Em Jesus isto não é uma pose nem uma atitude meramente intelectual, ou um desejo de imitar um mestre ou um guia espiritual, mas sim um modo de ser e de viver. Por isso todo o que tenha a mesma atitude de Jesus perante a vida, sente a necessidade de orar. É este o ensinamento chave da oração de Jesus. A oração de Jesus está intimamente unida à sua missão. Nos momentos mais transcendentes, delicados e decisivos da sua vida encontramo-Lo sempre em oração. Retira-se para o deserto antes de iniciar a sua vida pública, dedica uma noite inteira à oração antes de escolher os apóstolos, na Transfiguração, e antes da sua Paixão… Jesus necesitava de orar nos momentos decisivos da sua vida e da sua missão. Jesus não orava unicamente para nos dar o exemplo mas enquanto homem também necessitava da oração para levar a cabo a missão que o Pai lhe confiara. Hoje temos muitas tarefas; somos convidados a exercer muitos ministérios, e fazemo-lo certamente com muita dedicação, com entusiasmo, mas, porém, nem sempre alcançamos os frutos desejados, talvez, porque não tenhamos a coragem de parar um pouco para orar. Como falar de alguém ou levar esse alguém a todos os lugares se não O conhecemos?

A radicalidade do dia-a-dia…

Sem categoria | Posted by lino
dez 10 2009

”O Reino dos céus é conquistado com violência” (Mt 11,12). A palavra da Liturgia que a Igreja nos proporciona hoje é bastante atual. Temos visto jovens que têm perdido o ímpeto pela busca da santidade. Temos visto pais de família que diante das dificuldades do dia-a-dia, se desesperam e abandonam tudo. Não!
O cristão faz parte do povo da ESPERANÇA. Só que essa esperança tem de ser traduzida em luta. Não esperança como alguém que espera, somente, mas sim para aqueles que esperam agindo, lutando, com raça atrás de ideais cada vez mais nobres e com os olhos fixos no autor e consumador da nossa esperança: Jesus Cristo.
É nele que temos de nos espelhar e perceber qual é a violência que ele foi capaz de fazer por cada um de nós: de sermos amados até o sangue por Ele.
Bom, temos então que conquistar a cada instante nosso lugar no céu, com violência, radicalidade de quem descobriu que não há prazer maior do que servir ao Evangelho.
Fiquem com Deus
Lino

Queda do muro de Berlim – 20 anos

Sem categoria | Posted by lino
nov 09 2009

Hoje completam-se 20 anos da queda do muro de Berlim.
Data simbólica onde um mesmo país pôde enfim olhar ”do outro lado” e perceber que existiam pessoas iguais a eles, vivendo em penúria quase que total submetidas a um regime das quais não queriam nem faziam parte. Muitos hoje em dia ainda vivem como que um ”muro de Berlim” separasse o que é de Deus e o que ”não se deixa ser de Deus”. O cristão autêntico não pode viver nessa dicotomia; ora vive profundamente mergulhado na presença de Deus, ora ergue-se o muro e tudo muda, Deus é deixado de lado. Vivamos como que a vinda do Senhor seja urgente, não permitindo que o ”muro” atrapalhe nossa intimidade com Deus.
Fiquem com Deus,
Lino

Música para a alma

Sem categoria | Posted by lino
out 24 2009

Brilhará (Walmir Alencar)

Introd: | Am  | G | Em G | Am | Em | F | F7M  G |

Am Em

Eis que é chegada a hora

Dm Em

Os verdadeiros adoradores

F G Am F7M Em

Adorarão o Pai em espírito e em verdade

Dm F Em F F7M

Esses são os adoradores que o Pai procura

Em7

E a força do alto os revestirá

F7M

E o fogo que abrasa os avivará

Em7

Sinais e prodígios irão demonstrar

C F Dm

Que a glória de Deus sobre o seu povo está

G Em Am F

Brilhará,  brilhará

G Am | G | Em | G | Am | Em | F | Gsus4  G |

Brilhará Também neste lugar

F G Em Am  F

Libertará,  libertará

G Am | F9 | G | F G | Am | F7M | G | F Gsus4 |

Libertará Também neste lugar

BG: |: Am | F7M | G | Em7 | Am | F7M | G | Gsus4 G :|