Por Cristo, com Cristo, em Cristo – A Instituição da Eucaristia
Este momento, chamado de doxologia, que significa EXULTAÇÃO,GLORIFICAÇÃO é o ponto alto da Liturgia Eucarística. Grito jubiloso de inteira adesão de Cristo para o Pai. Remete-se vigorosamente ao único Mediador e Salvador, Jesus Cristo que, na unidade do Espírito Santo, faz tornar tudo ao Pai.
A grandiosidade deste final corresponde à jubilosa confirmação da assembléia com o GRANDE AMÉM, a aclamação mais importante de toda a celebração.
Como testemunha São Jerônimo, o Amém ressoava como um trovão nas antigas basílicas de Roma e de Milão, como adesão interior e comunitária da fé, de participação plena na salvação operada por Cristo.
Santo Agostinho lembrava emocionado que até as colunas tremiam no momento do GRANDE AMÉM na Liturgia Eucarística.
MAS QUAL É A IMPORTÂNCIA DE TUDO ISTO?
Antes de Jesus vir ao mundo…
No Antigo Israel, o cordeiro identificava-se com o sacrifício (sacrifícios animais). Era uma das formas mais primitivas de ADORAÇÃO.
O 1º exemplo registrado de oferenda sacrifical de adoração está na 2ª geração de homens, registrada no Gênesis:
(…)“Caim trouxe ao Senhor uma oferenda de frutos da terra; também Abel trouxe primícias dos seus animais e a gordura deles” (Gn 4,3-4).
No devido tempo, encontramos holocaustos semelhantes oferecidos por Noé (Gn 8,20-21), Abraão (Gn 15,8-10; 22,13), Jacó (Gn 46,1) e outros.(…)
MANDUCAÇÃO
Os judeus comiam a carne da vítima (um animal) para participar dos seus méritos (mérito de dar a vida), tendo seus pecados purificados pelo sacrifício do animal. A Cruz de Cristo e a Eucaristia seguem o mesmo raciocínio.
O sacrifício também era ato de renúncia aos pecados.
A pessoa que oferecia o sacrifício reconhecia que seus pecados faziam-no merecer a morte; em lugar de sua vida, oferecia a do animal.
Ainda antes de Jesus vir…
No Gênesis, os patriarcas estavam sempre construindo altares, e os altares serviam primordialmente para sacrifícios. Além dos holocaustos, os antigos às vezes derramavam “libações”, oferendas sacrificais de vinho.
Entre os sacrifícios do Gênesis, dois merecem mais nossa atenção: o de Melquisedec (Malki-Sédeq, Gn 14,18-20) e o de Abraão e Isaac (Gn 22).
Melquisedec – Estranho Ser
Primeiro sacerdote mencionado na Bíblia, e muitos cristãos ( de acordo com Hb 7,1-17) o consideram precursor de Jesus.
Sacerdote e rei, combinação estranha no AT, mas que, mais tarde, foi aplicada a Jesus.
Descreve Melquisedec como rei de Shalêm, terra que depois seria “Jeru-salém”, que significa “Cidade da Paz” (Sl 76,2).
O sacrifício de Melquisedec foi extraordinário por não envolver animal algum. Ele ofereceu pão e vinho, como Jesus fez na Última Ceia, quando instituiu a Eucaristia. O sacrifício de Melquisedec terminou com uma bênção sobre Abraão.
Isaac e o cordeiro
Alguns anos mais tarde, Abraão revisitou Shalém quando Deus o chamou para fazer um sacrifício definitivo.
Em Gn 22, Deus diz a Abraão: “Toma o teu filho, o teu único, Isaac, que amas. Parte para a terra de Moriá, e lá oferecerás em holocausto sobre uma das montanhas que eu te indicar” (v.2).
A tradição israelita, registrada em 2 Cr 3,1, identifica Moriá com o local do futuro Templo de Jerusalém.
Para lá, Abraão viajou com Isaac, que carregou nos ombros a lenha para o sacrifício (Gn 22,6). Quando Isaac perguntou onde estava a vítima, Abraão respondeu: “Deus saberá ver o cordeiro para o holocausto, meu filho” (v.8). No fim, o anjo de Deus impediu que a mão de Abraão sacrificasse seu filho e forneceu um carneiro para ser sacrificado.
Nessa história, Israel discerniu o juramento da aliança de Deus para fazer dos descendentes de Abraão uma nação poderosa: “Juro-o por mim mesmo… Por… não teres poupado teu filho… comprometo-me… a fazer proliferar a tua descendência tanto quanto as estrelas do céu… é nela (em tua descendência) que se abençoarão todas as nações da terra” (Gn 22,16-17). Esse foi o reconhecimento de dívida que Deus deu a Abraão; também seria a apólice de seguro de vida de Israel.
Lembra da “manducação”?
Abraão e Isaac – Alegoria do sacrifício de Jesus na cruz
SEMELHANÇAS:
Isaac e Jesus – filho único de um pai fiel
Isaac e Jesus – carregaram morro acima a madeira para seu sacrifício, consumado em uma coluna de Jerusalém
O Calvário era um dos morros da cadeia de Moriá, monte onde Isaac seria sacrificado.
Mateus 1,1 – primeiro verso do NT- identifica Jesus com Isaac, ao dizer que ele é “filho de Abraão” (Mt 1,1).
As palavras proféticas de Abraão despertam nos cristãos a cruz de Cristo, o PRÒPRIO DEUS DANDO SUA VIDA POR NÓS:
O HEBRAICO NÃO TINHA PONTUAÇÃO, LOGO, NÃO TINHA VÍRGULAS: Gn 22,8:
“Deus providenciará o cordeiro para o holocausto, meu filho.”
“Deus se dá a si mesmo, o Cordeiro, para o holocausto”.
“Deus, respondeu-lhe Abraão, providenciará ele mesmo uma ovelha(cordeiro) para o holocausto, meu filho.” E ambos, juntos, continuaram o seu caminho.
“Deus, respondeu-lhe Abraão, providenciará ele mesmo, uma ovelha(cordeiro), para o holocausto, meu filho.” E ambos, juntos, continuaram o seu caminho.
Manducação divina prefigurada.
Já com Jesus Cristo, Última Ceia
Os relatos bíblicos são claríssimos: Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19s; 1 Cor 11,23-24.
A Última Ceia foi realizada dentro de uma ceia judaica, que recorda a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. Páscoa, passagem da morte para a vida.
“Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19).
Jesus “tomou o cálice, depois de cear, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22,20) Onde o sangue de Jesus foi derramado?
O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício (CIC 1367).
São Paulo : “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo?
A Hóstia Consagrada e o Vinho Consagrado (pão e vinho) são o próprio Cristo, separados ou não, totalmente. A menor partícula de pão consagrado ou a menor gotícula de vinho consagrado são o Cristo inteiro.
A isto chamamos a presença real de Jesus na Eucaristia.
Ser ou não ser (representar) Cristo?
Se começarmos a desvirtuar as palavras de Cristo, tentando afirmar que Jesus ao determinar que o pão “é o seu corpo”, na verdade, “não é” ou apenas “representa”, outras passagens bíblicas passam também a ser desvirtuadas, agredidas,rasgadas do livro sagrado. Exemplos:
1) Verbo era (é) Deus diz em Jo 1. Então, se diz que SER significa REPRESENTAR, então o Verbo não era(não é) Deus, só “representava” Deus?
2) Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo.(Lc 1,28) Então… Ave, cheia de Graça, o Senhor não é contigo? Se só significa “representar”…
3) Jesus é o caminho a verdade e a vida.(Jo 14,6) Então… Jesus não é o caminho a verdade e a vida? Só representa?
4) Jesus disse: “Eu e o Pai somos um”. Se interpretar que só representa, então Jesus e o Pai não são um?
No texto original, o verbo SER significava exatamente SER, não implicava em simbolismo.
E qual deve ser a preparação para participar da Comunhão Eucarística?
Diante da autoridade papal (Mt 16,16s), foram criados alguns requisitos importantes, baseados na Bíblia, inclusive.
1) Acreditar na presença de Jesus na Eucaristia (Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19s; 1 Cor 11,23-30)
26. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha.27. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.28. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice.29. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.30. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. (1Cor11,26s)
2) Estar em estado de graça, ou seja, sem pecado mortal(I Jo 5,16-17), tendo se confessado antes; (I Jo 1,5b;I Jo 3,24; II Cor 6,14-15; Jo 14,21-24)
Deus é luz e nele não há treva alguma.(I Jo 1,5b)
Quem observa os seus mandamentos permanece em (Deus) e (Deus) nele. É nisto que reconhecemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu.(I Jo 3,24)
3) Guardar uma hora de jejum antes de comungar. Água e remédios não quebram o jejum.
E qual o efeito da Eucaristia? (I Cor 10,16-17; Hb 9,11-28)
16. O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? 17. Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos nós comungamos do mesmo pão. (ICor 10,16-17)
28. assim Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não porém em razão do pecado, mas para trazer a salvação àqueles que o esperam. (Hb 9,28) MANDUCAÇÃO, não é?
Pela comunhão freqüente, bem preparada, crescemos como discípulos e missionários de Jesus, apagando nossos pecados veniais, nos preservando dos mortais e estabelecendo gradativamente uma união mais concreta entre nós, a Igreja e Cristo Jesus.
Jesus Cristo afirma para nós que se trata do Pão da Vida. Mais do que isso: com confissões freqüentes, nossa alma permanece purificada e com a Comunhão Eucarística realizada adequadamente, nos preparamos efetivamente para a vida eterna.
A Eucaristia é…
O maior dos sacramentos.
Centro do Mundo
Maior Acontecimento da História
Alimento Espiritual para o corpo e a alma (nós)
Céu na terra

Todos as “cenas”do AT- podemos dizer aqui – elencadas no texto – Isaac e o Cordeiro, Melquisedec, a ceia judaica – são “figuras-tipo” da Eucaristia, que foi instituída por Jesus e não existia antes do mesmo. Como Jesus é Deus, e Deus é eterno, o seu sacrifício, antecipado na Última Ceia, vivido de forma cruenta na cruz e tornado presente (não repetido) em cada Missa de forma incruenta, como sacramento.
Repare neste pedacinho do artigo:
“ Manducação divina prefigurada.
Já com Jesus Cristo, Última Ceia
Os relatos bíblicos são claríssimos: Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19s; 1 Cor 11,23-24.
A Última Ceia foi realizada dentro de uma ceia judaica, que recorda a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. Páscoa, passagem da morte para a vida.
“Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19).
Jesus “tomou o cálice, depois de cear, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22,20) Onde o sangue de Jesus foi derramado?
O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício (CIC 1367).
São Paulo : “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo?
A Hóstia Consagrada e o Vinho Consagrado (pão e vinho) são o próprio Cristo, separados ou não, totalmente. A menor partícula de pão consagrado ou a menor gotícula de vinho consagrado são o Cristo inteiro.
A isto chamamos a presença real de Jesus na Eucaristia. ”
Manducação é outro fato no sacrifício dos judeus que “prefigura” a Eucaristia, mas não é a Eucaristia. Ou seja, existe uma característica no sacrifício dos animais que lembra a Eucaristia. O sacrifício dos animais não é a Eucaristia, apenas aconteceu antes e lembra a mesma.
O texto diz:
“ Os judeus comiam a carne da vítima (um animal) para participar dos seus méritos (mérito de dar a vida), tendo seus pecados purificados pelo sacrifício do animal. A Cruz de Cristo e a Eucaristia seguem o mesmo raciocínio.
O sacrifício também era ato de renúncia aos pecados.
A pessoa que oferecia o sacrifício reconhecia que seus pecados faziam-no merecer a morte; em lugar de sua vida, oferecia a do animal.”
Este costume acima, que é manducação, era um sacrifício imperfeito. Não existia Eucaristia neste costume. Quando JEsus cria a Eucaristia, este costume é atualizado. Não comemos carne dos animais para receber seus méritos e ter nossos pecados perdoados. Comungamos do Corpo e do Sangue de Jesus, recebendo os méritos do sacrifício de Jesus na cruz por nós, se assim o fizermos dignamente.
Temos uma apostila sobre Eucaristia, explicada detalhadamente. Envie seu e-mail para faleconosco@revistacatolica.com pedindo esta apostila e nós lhe enviaremos.