Semana Bíblica 2011 – A autoridade como serviço

Aqueles que são investidos de autoridade devem exercê-la como um serviço. “Aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve”(Mt 20,26). O exercício de uma autoridade é moralmente limitado por sua origem divina, por sua natureza racional e por seu objeto específico. Ninguém pode mandar ou instruir o que é contrário à dignidade das pessoas e à lei natural. (CIC 2235)

Exercer autoridade consiste  em não centralizar as decisões e responsabilidades nas próprias mãos, mas saber compartilhá-las.

Meditar Ex 3 e Ex 6.

Meditar Ex 18,1-12

Moisés foi um dos maiores líderes da história, mas nem ele foi capaz de resolver todos os problemas. Felizmente, mostrou sabedoria e humildade ao permitir que outros o ajudassem com orientações e conselhos. E Jetro, seu sogro, talvez um dos primeiros especialistas em design organizacional, ajudou-o tremendamente.

Jetro deu o conselho de dividir o povo em grupos e de constituir sobre eles homens capazes, que respeitassem a Deus, sinceros e inimigos do suborno. Que administrassem a justiça do povo e levassem, para Moisés, apenas as questões mais difíceis. Moisés aceitou o conselho.

Jetro, o primeiro consultor organizacional da Bíblia, ainda tem algo a nos dizer hoje. Todo líder precisa desenvolver um sistema organizacional que maximize o potencial dos indivíduos, distribua a carga de trabalho e satisfaça da melhor maneira as responsabilidades de seus membros.

“A autoridade só será exercida legitimamente se procurar o bem comum do grupo em questão e se, para atingi-lo, empregar meios moralmente lícitos. Se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências. ‘Neste caso, a própria autoridade deixa de existir, degenerando em abuso de poder.’” (CIC 1903 – A vocação do Homem: a Vida no Espírito)

Nós devemos abrir mão do comodismo, de interesses egoístas e dar lugar e vez ao outro, à honestidade, à ética e ao temor de Deus. Devemos abrir mão do poder em vista do bem das pessoas e da comunidade; deixar-se ajudar; abrir espaço para que outras pessoas possam participar e colaborar na missão.

Devemos respeitar o jeito de outras pessoas realizarem funções e tarefas sem impor o jeito como sempre foi feito.

Estar aberto ao diálogo;

Cultivar relações interpessoais que somem na construção do Reino de Deus.

Somos todos chamados a realizar a missão que o Batismo nos conferiu.

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