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	<title>Comunidade Kyrios          REVISTACATÓLICA.COM</title>
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		<title>As visões de Anne sobre Maria</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 21:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Visões de Anne C Emmerich]]></category>

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		<description><![CDATA[Anne Catherine Emmerich teve também visões sobre Maria, a Mãe de Deus. Lendo o livro &#8220;Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus&#8221;, da editora MIR, fiquei profundamente intrigado, maravilhado e comovido com as detalhes da vida, morte e assunção de Nossa Senhora.  Leia, neste artigo, em comemoração ao mês de maio que está findando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistacatolica.vila.bol.com.br/anne.html"><strong><span style="font-size: large">A</span></strong><span style="font-size: x-small">nne Catherine Emmerich</span></a><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: x-small"> teve também visões sobre Maria, a Mãe de Deus. Lendo o livro &#8220;Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus&#8221;, da editora MIR, fiquei profundamente intrigado, maravilhado e comovido com as detalhes da vida, morte e assunção de Nossa Senhora.  Leia, neste artigo, em comemoração ao mês de maio que está findando &#8211; mês de Maria &#8211; trechos destas constatações místicas e impressionantes, que, inclusive, ajudaram em uma grande descoberta &#8211; verifique-a no final do texto, no parágrafo em vermelho.</span></p>
<p align="center">1. Maria em Éfeso</p>
<p align="justify">Depois da ascensão do Filho querido, viveu Maria segundo a narração de Catarina Emmerich, três anos em Jerusalém e depois outros três anos em Betânia, em casa de Lázaro. São João que sempre a acompanhava, levou-a para Éfeso: afim de a salvá-la da perseguição e ali viveu ainda nove anos.</p>
<p>&#8220;Maria não morava propriamente em Éfeso, mas numa região onde já se tinham refugiado algumas das santas mulheres, suas amigas. A habitação de Maria achava-se numa colina, à esquerda do caminho de Jerusalém a Éfeso, cerca de três horas e meia de viagem, antes de chegar a Éfeso; a colina tinha uma subida suave, para o lado da cidade. Era uma região deserta, com muitas colinas férteis e belas, com grutas limpas, entre pequenas planícies arenosas; era deserta, mas não inabitável; havia muitas árvores isoladas, de troncos lisos e copas sombrias, em forma de pirâmide.</p>
<p>Quando João trouxe a Santíssima Virgem para urna casa que li mandara construir, já ali moravam várias famílias cristãs e algumas das santas mulheres, seja em grutas dos montes ou em subterrâneos, tornados habitáveis com alguma construção de madeira seja em frágeis tendas; só a casa de Maria era de pedra.</p>
<p>A Santíssima Virgem morava ali com uma jovem empregada. Viviam recolhidas em paz e sossego.</p>
<p>João não morava na mesma casa; passava a maior parte do tempo em Éfeso ou arredores; fez também várias viagens à Palestina. D<em><strong>ava-lhe sempre a Santa Comunhão, rezava com ela a Via Sacra, dava-lhe a bênção e recebia-lhe também a bênção materna.</strong></em></p>
<p>No último tempo da estadia ali, vi Maria tornar-se cada vez mais recolhida no amor de Deus; quase não tomava mais alimento. Era como se só exteriormente estivesse na terra e com o espírito no outro mundo. Parecia não notar o que lhe acontecia em redor. <em><strong>Vi-a, nas últimas semanas antes da morte já muito idosa e fraca e a criada a guiá-la às vezes pela casa.</strong></em></p>
<p>Uma vez vi João entrar lá. Tirou o cinto e vestiu outro, que tirou sob o manto e que era ornado de letras. No braço pôs uma espécie de manipula e no peito uma estola. <em><strong>A Santíssima Virgem veio saindo do quarto de dormir, revestida toda de uma veste branca, apoiando-se sobre o braço da criada. Tinha o resto branco como a neve e como que transparente. A saudade parecia trazê-la como que suspensa entre o céu e a terra. Desde a ascensão de Jesus, todo o seu ser tinha a expressão de uma saudade infinita e sempre crescente, que parecia consumí-la. Dirigiu-se, com João, ao lugar de oração. Puxou uma fita ou correia; então se virou para o tabernáculo na parede e a cruz que lá estava, apareceu. Depois de terem ambos rezado, ajoelhados, por algum tempo, levantou-se João e tirou do seio um vaso de metal, abriu-o de um lado, tirou de lá um invólucro de lã fina e deste, um lenço dobrado, de estofo branco, do qual retirou o Santíssimo Sacramento, em forma de um pedacinho do pão branco. Depois disse algumas palavras solenes e sérias e deu à Santíssima Virgem a Sagrada Comunhão.</strong></em></p>
<p>Por trás da casa, até certa distância, na encosta da montanha, Maria Santíssima fizera para si uma Via Sacra. Enquanto morava em Jerusalém nunca deixara, desde a morte do Senhor, de percorrer-lhe o caminho da Paixão, chorando de saudade e compaixão. Dê todos os lugares do caminho onde Jesus sofrera, ela tinha medido a distância a passos. O amor imenso de Mãe extremosa não lhe podia viver sem a contínua contemplarão desse caminho doloroso.</p>
<p>Pouco tempo depois de chegar àquela região, eu a via diariamente caminhar até certa distância, subindo a colina atrás da casa, nessa meditação da Paixão e morte do Filho amado. A principio ia sozinha, medindo pelo número de passes que tantas vezes contara, as distâncias dos lugares onde Jesus sofrera certos tormentos. Em todos esses lugares erigia uma pedra ou, se havia ali uma árvore, marcava-a. O caminho conduzia a um bosque onde, numa elevação, marcou o monte Calvário e numa gruta de outra colina, o sepulcro de Jesus Cristo.</p>
<p><em><strong>Depois de ter medido desse modo as doze estações da Via Sacra, percorria-a, em silenciosa meditação, acompanhada da criada. Em cada estação da Paixão se sentavam, recordando no coração o mistério do respectivo sofrimento e louvando o Senhor por seu infinito amor, com lágrimas de compaixão. </strong></em>Depois arranjaram as estações ainda melhor e vi que a Santíssima Virgem escrevia com um buril, na pedra assinalada, a significação do lugar, o número dos passos etc. Vi também, depois da morte da Santíssima Virgem, os cristãos percorrerem esse caminho, prostrando-se por terra e beijando o chão.&#8221;</p>
<p align="justify">2. Viagens de Maria a Jerusalém</p>
<p align="justify">Depois do terceiro ano da estadia em Éfeso, Maria sentiu profundo e veemente desejo de ir a Jerusalém. João e Pedro levaram-na, pois. Se bem me lembro, estavam ali reunidos vários Apóstolos. Vi Tomé, creio que era um Concilio e Maria assistiu-lhes com os conselhos maternais.</p>
<p>No dia da chegada, ao cair da noite, antes de entrar na cidade, eu a vi visitar o Monte das Oliveiras, o Calvário, o santo Sepulcro e outros lugares sagrados, em redor de Jerusalém. A Mãe de Deus estava tão triste e tão comovida pela paixão, que só com extremo esforço podia ficar em pé. Pedro e João levaram-na dali, segurando-a pelos braços.</p>
<p>Ela viajou mais uma vez de Éfeso a Jerusalém ano e meio antes da morte. Vi-a então visitar também de noite os santos luhares, acompanhada pelos Apóstolos. Estava indizivelmente triste e gemia apenas, exclamando: &#8220;Ó, meu Filho, meu Filho&#8221;. Quando chegou à porta posterior daquele palácio, onde se encontrara com Jesus caindo sob a cruz, tombou por terra, desmaiada, comovida pela lembrança. Os companheiros julgavam que morresse.</p>
<p>Levaram-na ao Cenáculo, em Sião, onde morava. Ali esteve a Santíssima Virgem, durante alguns dias, tão fraca e doente e teve tantos desmaios, que várias vezes lhe esperaram a morte e já pensavam em preparar-lhe o sepulcro. Ela mesma escolheu para este fim uma gruta no Monte das Oliveiras e os Apóstolos mandaram um escultor cristão fazer ali um belo sepulcro. Entretanto o povo espalhava várias vezes falsas notícias da morte de Maria Santíssima e esse boato de ter morrido e sido sepultada em Jerusalém propagou-se também em outros lugares. <em><strong>Mas quando o sepulcro ficou pronto, ela já se restabelecera e tinha força bastante para voltar para casa, em Éfeso, onde, após ano e meio, faleceu realmente</strong></em>. O sepulcro preparado no Monte das Oliveiras foi sempre venerado e guardado, construindo-se depois sobre ele uma Igreja e João Damasceno escreveu também, baseado nesse boato, que Maria morreu em Jerusalém e ali foi sepultada.</p>
<p><em><strong>Deus permitiu que as noticias da morte, sepultura e assunção ao céu da Virgem Santíssima. se conservassem apenas numa incerta tradição, para não alimentar no cristianismo o sentimento pagão daqueles tempos, pois muitos talvez a tivessem adorado como deusa.&#8221; </strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>3. Reunião dos Apóstolos, por ocasião da morte de Maria, em Éfeso </strong></em></p>
<p>Algum tempo antes da morte, rezou a Santíssima Virgem, para que nela se cumprisse o que Jesus lhe prometera no dia antes da ascensão, em casa de Lázaro, em Betânia. Foi-me mostrado em espírito, que quando ela lhe suplicou que depois da ascensão não a deixasse muito tempo neste vale de lágrimas, Jesus lhe disse vagamente quais as obras espirituais que ela devia ainda fazer na terra até a morte e, atendendo-lhe à súplica, prometeu-lhe que os Apóstolos e vários discípulos lhe assistiriam a morte. Recomendou-lhe o que lhes devia então dizer e como os devia abençoar.</p>
<p>Quando a Santíssima Virgem implorou que os Apóstolos se reunissem em torno dela, vi, em regiões muito diferentes e opostas, chegar o chamado aos Apóstolos. Neste momento só me lembro do seguinte: os Apóstolos já tinham construído pequenas igrejas, em vários lugares, onde tinham pregado, embora algumas dessas igrejas não fossem construídas de pedra, mas apenas de vime trançado e rebocadas de barro, todavia tinham sempre, todas que tenho visto, na parte posterior, a forma circular ou triangular, como a casa de Maria em Éfeso. Nessas igrejas tinham altares e celebravam o santo sacrifício da Missa.</p>
<p>Vi que todos foram chamados, inclusive os que estavam nas terras mais longínquas, recebendo por aparições a ordem de ir ver a Santíssima Virgem. Em geral não foi sem milagroso auxílio que os Apóstolos fizeram as longuíssimas viagens. Creio que freqüentemente faziam as viagens de uma maneira sobrenatural, sem eles mesmos saberem, pois muitas vezes os tenho visto passar no meio de grandes multidões de homens, sem serem vistos.</p>
<p>Quando o chamado do Senhor se fez ouvir aos Apóstolos, para irem a Éfeso, Pedro e se bem me lembro, também Matias, se achavam na região de Antioquia. André, que vinha de Jerusalém, onde foi perseguido, não se achava longe. Judas Tadeu e Simão estavam na Pérsia. Tomé encontrava-se na Índia, quando recebeu a ordem de partir, mas já resolvera ir à Tartária, mais para o norte e não pode decidir-se a abandonar esse projeto. Assim continuou o caminho para o norte, atravessando parte da China, até chegar à região onde agora é a Rússia. Ali foi chamado pela segunda vez e partiu então às pressas para Éfeso. João estava mesmo na vizinhança de Éfeso. Bartolomeu a leste do Mar Vermelho, na Ásia. Paulo foi chamado. Foram chamados apenas os que eram parentes ou amigos da Sagrada Família.</p>
<p align="center"><em><strong>4. Os últimos dias de vida de Maria </strong></em></p>
<p>&#8220;Eu tinha muita convivência com a Mãe de Deus em Éfeso, conta Catarina Emmerich, a 7 de Agosto de 1821. Fui com ela e cerca de cinco outras santas mulheres, percorrer a Via Sacra. Estava lá também a sobrinha da profetiza Ana e a viúva Mara, sobrinha de Santa Isabel. A Santíssima Virgem ia à frente de todas. Vi-a já muito idosa, mas não tinha outro sinal de velhice na aparência, senão o da intensa saudade, que a levava à união com o Filho, glorificação. (1)</p>
<p><em><strong>Maria era indizivelmente séria; nunca a vi rir, mas apenas sorrir de modo tocante. Estava emagrecida, mas não lhe vi rugas, nem sinal algum de velhice</strong></em>. Estava como que espiritualizada. Parecia ser a última vez que fazia a Via Sacra. Enquanto assim caminhava, parecia-me que João, Pedro e Tadeu já tinham chegado.</p>
<p>Vi (a 9 de Agosto) Maria deitada num leito estreito e baixo, coberto por um dossel, em forma de tenda, do qual pendiam alvos reposteiros, à direita do quarto, atrás do fogão. A cabeça repousava-lhe sobre uma almofada redonda. Estava muito fraca e pálida e como abrasada de saudade. A cabeça e todo o corpo lhe estava envolto num longo pano. Um cobertor de lã parda cobria-a.</p>
<p>Vi umas cinco mulheres, uma depois da outra, entrarem e saírem do quarto, pareciam despedir-se da moribunda. As que saiam, faziam com as mãos gestos de comovedora tristeza ou de oração. Vi novamente entre elas a sobrinha de Isabel, que tinha visto durante a Via Sacra.</p>
<p>Depois vi seis Apóstolos já reunidos na sua casa, Pedro, André, João, Tadeu, Bartolomeu e Matias, como também um dos sete diáconos, Nicanor, que era sempre tão serviçal e amável. Os Apóstolos estavam reunidos em oração na parte anterior da casa, à direita, onde tinham preparado um oratório.</p>
<p>Hoje (a 10 de Agosto) vi entrar ainda dois Apóstolos, com as vestes arregaçadas, como viajantes, Tiago o Menor e Mateus.</p>
<p>Os Apóstolos celebraram ontem, à noite e hoje de manhã o ofício divino, na parte anterior da casa. Diante do altar havia uma estante coberta, da qual pendia um rolo da Escritura. Sobre o altar havia candeeiros acesos e na mesa um vaso em forma de cruz, feito de uma substância que brilhava como madrepérola. Tinha apenas um palmo de altura e outro tanto de largura e continha cinco vasos fechados, com tampa de prata. No do meio se achava o SS. Sacramento. Nos outros, porém, crisma, óleo, sal e fibras (talvez algodão) e outras coisas santas. Os vasos foram feitos e estavam fechados de tal maneira, que não se podia derramar nada. Os Apóstolos costumavam transportar essa cruz nas viagens, pendente sobre o peito, debaixo do manto. Assim eram mais do que o Sumo Sacerdote, quando trazia sobre o peito o Santo do Antigo Testamento.</p>
<p>Pedro, revestido do ornato sacerdotal, estava diante do altar, os outros atrás, em coro. As mulheres assistiam em pé, no fundo da casa.</p>
<p align="justify">Vi chegar um novo Apóstolo (a 11 de Agosto) foi Simão. Ainda faltavam Felipe e Tomé.</p>
<p>Houve novamente oficio divino. Depois deu Pedro à SS. Virgem a Sagrada Comunhão. Levou-lha naquele vaso em forma de cruz. Os Apóstolos formaram duas fileiras, do altar até ao leito, inclinando-se profundamente, quando Pedro passou por entre eles com o SS. Sacramento. As cortinas do leito da SS. Virgem foram abertas de todos os lados.</p>
<p>Diante do leito de Maria havia um banquinho baixo triangular e sobre este, um pratinho, com uma colherinha parda e transparente.</p>
<p>Vi novamente (a 12 de Agosto) o divino oficio. Foi celebrada a Missa. O quartinho de Maria estava todo aberto. Uma mulher estava ajoelhada ao lado do leito, levantando e amparando de vez em quando a Santíssima Virgem. Vi fazê-lo também durante o dia e oferecer-lhe uma colher de suco de fruta no pratinho. Maria tinha um crucifixo sobre o leito, em forma de Y, tendo quase meio braço de comprimento; ela recebeu o SS. Sacramento.</p>
<p>Vi hoje (a 13 de Agosto) o ofício divino, como de costume e a Santíssima Virgem, durante o dia, sentada no leito, tomando várias vezes algum alimento, com a colherinha.</p>
<p>Vi os Apóstolos chegarem na maior parte muito fatigados. Ao entrar, abraçavam os que já estavam presentes, muito comovidos, alguns choraram de alegria e também de tristeza, pelo motivo tão doloroso daquele encontro. Aproximavam-se do leito de Maria, saudando-a respeitosamente; ela, porém, só poucas palavras lhes podia dizer.</p>
<p>Vi também cinco discípulos e lembro-me mais vivamente de Simão, o Justo e de Barnabé.</p>
<p align="center"><em><strong>5. A morte gloriosa da Santíssima Virgem </strong></em></p>
<p><em><strong>O ano 48 depois do nascimento do Cristo é o ano da morte de Maria; morreu 13 anos e dois meses depois da ascensão de Jesus.</strong></em> A morte da SS. Virgem foi um acontecimento cheios de tristeza, mas também de consolação. Já na véspera, pelo meio-dia, reinava grande tristeza e angústia em casa de Maria. A criada estava complemente desolada.</p>
<p>A Santíssima Virgem descansava, silenciosa e como próximo da morte, sobre o leito. Estava tida envolta, até os próprios braços, num lençol branco. O véu do rosto estava dobrado sobre a testa, falando aos homens, puxava-o sobre o rosto. As próprias mãos só estavam descobertas quando ficava sozinha. Nos últimos dias não a vi tomar outro alimento, senão, de vez em quando, uma colherinha de suco de uns bagos amarelos, semelhantes à uva, que a criada lhe espremia no pratinho, ao pé do leito.</p>
<p>Quando a Santíssima Virgem, ao cair da tarde, sentiu aproximar-se-lhe o fim, quis despedir-se dos Apóstolos, discípulos e mulheres presentes e dar-lhes a bênção, conforme a vontade de Jesus. As cortinas do leito foram abertas para todos os lados. Maria estava sentada no leito, como que transparente, de uma alvura resplandecente. Rezou e abençoou um por um, com as mãos postas em forma de cruz, tocando a testa de cada um. Depois falou ainda com todos e fez tudo quanto Jesus lhe recomendara em Betânia.</p>
<p>A João disse como devia sepultar-lhe o corpo e distribuir-lhe a roupa entre a criada e uma outra moça pobre da vizinhança, que às vezes viera lhe prestar serviços.</p>
<p>Depois dos Apóstolos, se acercarem do leito da Santíssima Virgem os discípulos presentes e receberam-lhe também a bênção do mesmo modo. Os homens retiraram-se então para o quarto anterior da casa e prepararam-se para o ofício divino, enquanto as mulheres presentes se aproximavam do leito da Santíssima Virgem, se ajoelhavam e recebiam a bênção. Vi que uma delas, inclinando-se sobre Maria, recebeu dela um abraço.</p>
<p>Nesse ínterim foi preparado o altar e os Apóstolos vestiram-se para o ofício divino, com as longas vestes brancas, cingindo-se com as cintas ornadas de letras. Cinco deles, que funcionavam no ato solene do sacrifício, como o vi celebrar por Pedro, após a ascensão de Jesus, primeiro na Igreja nova, perto do tanque de Betesga, revestiram-se das grandes e belas vestes sacerdotais.</p>
<p>O oficio divino já estava adiantado, quando chegaram Felipe e um companheiro do Egito. Dirigiu-se imediatamente à Mãe do Senhor recebeu-lhe a bênção, chorando copiosamente.</p>
<p>No entanto, Pedro acabara o santo sacrifício, tinha consagrado e recebido o Corpo do Senhor, dando-o também aos Apóstolos e discípulos presentes. A Santíssima Virgem não podia avistar o altar, mas estava sentada no leito, durante a santa cerimônia, sempre em profundo recolhimento. Depois de Pedro ter comungado, deu a Santa Comunhão também aos outros Apóstolos e levou-a então à SS. Virgem.</p>
<p>Todos os Apóstolos o acompanharam, em procissão solene. Tadeu ia à frente, com um incensório, Pedro levava o Santíssimo Sacramento no vaso cruciforme, sobre o peito. Seguia-se-lhe João, que trazia um pequeno prato, sobre o qual estavam o cálice, com o preciosíssimo Sangue e alguns vasos. A Santíssima Virgem estava deitada de costas, tranqüila e pálida, com olhar fixo para cima; não falava com ninguém e estava como em continuo êxtase, resplandecia de saudade.</p>
<p>Pedro aproximou-se e administrou-lhe o santo Sacramento da Extrema Unção, quase do mesmo modo como se faz hoje. Depois lhe deu o Santíssimo Sacramento. Sem se recostar, a Virgem sentou-se para e receber e caiu depois de novo sobre o leito. Os Apóstolos rezaram durante algum tempo e depois ela recebeu o cálice da mão de João, levantando-se um pouco menos. Vi como um fulgor penetrar em Maria, quando recebeu a Sagrada Comunhão e depois caiu em êxtase sobre o leito e não mais falou.</p>
<p>Mais tarde se reuniram os Apóstolos novamente em roda do leito, rezando. O rosto de Maria estava risonho e fresco como ria juventude. Dirigia os olhos com santa alegria ao céu. Vi então uma visão maravilhosa e comovedora. <em><strong>O teto por cima do quarto de Maria desaparecera, o candeeiro estava suspenso no ar, vi, pelo céu aberto, a Jerusalém celeste. Desciam. dois planos brilhantes, como nuvens luminosas, nas quais apareciam muitos rostos de Anjos. Entre essas nuvens se derramava uma torrente de luz sabre Maria, acima da qual vi uma encosta resplandecente, que subia até a Jerusalém celeste. A Virgem estendia os braços, com infinita saudade e vi-lhe o corpo sagrado, com tudo o que o envolvia, erguer-se-lhe acima do leito, enquanto a alma, como uma puríssima forma luminosa, lhe saia do corpo, com os braços estendidos, librando-se na torrente de luz que, qual montanha resplandecente, se elevava céus acima. Os dois coros de Anjos, nas nuvens, se lhe uniram atrás da alma, separando-a do santo corpo, que no momento da separação recaiu sobre o leito, cruzando os braços sobre o peito. Seguindo a alma com o olhar, vi-a entrar, pela estrada de luz, na Jerusalém celeste e chegar ao trono da Santíssima Trindade. Vi que muitas almas, entre as quais reconheci muitos patriarcas: Joaquim, Ana, José, Isabel, Zacarias e João Batista, lhe vieram ao encontro, com respeito e alegria. Ela passou, porem, no meio de todos, dirigindo-se ao trono de Deus e de seu Filho que, excedendo ainda com o esplendor das chagas a luz de toda a aparição, a recebeu com amor divino e lhe entregou algo como um cetro, mostrando-lhe o orbe terrestre, como para lhe confiar um poder.</strong></em></p>
<p>Assim a vi entrar na glória do céu, esquecendo-se totalmente dos que lhe rodeavam o corpo na terra. Alguns dos Apóstolos, por exemplo. Pedro e João, devem tê-lo visto também, pois tinham o olhar dirigido para o céu. Os demais estavam de joelhos e inclinados profundamente. Tudo estava cheio de luz e esplendor, como na ascensão do Senhor.</p>
<p>Vi com grande alegria, numerosas almas remidas do purgatório seguirem a alma de Maria, quando entrou no céu e também hoje, na festa da Assunção, vi entrar muitas almas no céu, entre as quais algumas que conheci. <em><strong>Foi-me dada a consolidada informação de que anualmente, no aniversário da more da Santíssima Virgem, muitas almas que lhe tiveram devoção, participariam dessa graça.</strong></em></p>
<p>Quando tornei a olhar para a terra, vi o corpo de Maria resplandecente, com o rosto fresco, os olhos fechados, os braços curvados sobre o peito, deitado, sobre o leito. Os Apóstolos, os discípulos e as mulheres estavam de joelhos em roda do leito e rezavam. Enquanto eu via tudo isso, era como se soasse uma música deliciosa na natureza, que parecia comovida, como eu o tinha percebido na noite de Natal. Expirara, como observei, depois da nona, à hora em que morrera também o Senhor.</p>
<p>As mulheres estenderam uma coberta sobre o corpo sagrado, depois cobriram a cabeça e velaram o rosto, sentando-se juntas no chão, no quarto do vestíbulo, onde fizeram a lamentação fúnebre, ajoelhando-se e sentando-se alienadamente. Os Apóstolos porém e os discípulos retiraram-se para a parte anterior da casa, cobriram a cabeça e celebraram um oficio fúnebre. Revezavam-se dois a dois, de joelhos, aos pés e à cabeceira do santo corpo. Mateus e André percorreram a Via Sacra da Santíssima Virgem, até à última estação, a gruta que representava o sepulcro de Jesus. Levaram consigo ferramentas, para escavar um pouco mais o leito sepulcral, pois ali devia ser depositado o corpo de Maria. Havia cerca de meia hora de caminho, da casa até a gruta.</p>
<p align="center"><em><strong>6. E<a href="http://www.sitesearchcentral.com/text/search.php?qq=MBA" target="_blank">mba</a>lsamamento e enterro de Maria </strong></em></p>
<p>Quatro vezes vi os Apóstolos se revezarem, fazendo guarda de honra ao corpo sagrado e rezando. Hoje vi chegar algumas mulheres, entre as quais me lembro ainda da filha de Verônica e da mãe de João Marcos, que vieram preparar o corpo para a sepultura. Trouxeram lençóis e especiarias, para o e<a href="http://www.sitesearchcentral.com/text/search.php?qq=MBA" target="_blank">mba</a>lsamar à moda judaica. Cortaram os caracóis mais belos da Santíssima Virgem, como lembrança e enrolaram o corpo, dos tornozelos até o peito, em lençóis e faixas de pano, bem apertados.</p>
<p>Os Apóstolos assistiam, nesse ínterim, ao sacrifício solene celebrado por Pedro, recebendo com ele a sagrada Comunhão, depois vi Pedro e João, ainda revestidos dos grandes mantos episcopais, entrar pelo vestíbulo e aproximar-se do santo corpo. João levava um vaso com ungüentos e Pedro, imergindo o dedo da mão direita no vaso, ungiu a testa, o meio do peito, as mãos e os pés da Santíssima Virgem, orando. Não era a Extrema Unção, que já recebera ainda viva. Pedro passou o ungüento sobre es pés e as mãos, a fronte e o peito, porém, assinalou-os com o sinal da cruz. Creio que foi para prestar homenagem ao corpo sagrado, como o fizeram também ao sepultar o corpo do Senhor.</p>
<p>Depois dos Apóstolos terem saído, continuaram as mulheres o e<a href="http://www.sitesearchcentral.com/text/search.php?qq=MBA" target="_blank">mba</a>lsamamento. Puseram tufos de mirra sob os braços, nas axilas e no epigastro, encheram também com a mesma os espaços entre os ombros, ao redor do pescoço e do queixo e as faces. Os pés estavam também cobertos de tais tufos de ervas aromáticas. Depois lhe cruzaram os braços sobre o peito, envolveram o corpo na grande mortalha e enrolaram-no com a faixa sob o braço, como uma grande boneca. Sobre o rosto lhe estenderam um sudário transparente, através do qual se lhe podiam ver as faces alvas e resplandecentes, por entre os tufos de ervas. Depois deitaram o corpo sagrado num caixão, semelhante a uma cesta comprida e sobre o peito de Maria uma grinalda de flores de cor branca, encarnada e azul celeste, como sinal de virgindade.</p>
<p>Então entraram todos os Apóstolos, discípulos e outros presentes, para ver mais uma vez o santo e querido semblante, antes de ser coberto. Ajoelharam-se, por entre muitas lágrimas e em silêncio, em roda da SS. Virgem, tocaram-lhe as mãos já enfaixadas sobre o peito, despedindo-se e depois saíram. As santas mulheres despediram-se então também, cobriram-lhe depois a santa face e colocaram a tampa sobre o caixão, que fecharam atando-o nas duas extremidades e no meio com faixas cinzentas. Depois vi que puseram o caixão sobre uma padiola e Pedro e João transportaram-no sobre os ombros para fora da casa. Devem ter-se revezado, pois mais tarde vi que seis Apóstolos o transportavam.</p>
<p>Parte dos Apóstolos e discípulos precediam outros e as mulheres seguiam o caixão. Já estava anoitecendo. Levavam quatro lanternas sobre paus.</p>
<p>Assim seguiu o cortejo pelo caminho da Via Sacra de Maria, até a última estação e, passando em frente à pedra que a assinalava, sobre a colina, chegaram ao lado direito da gruta sepulcral. Ali depuseram o santo corpo; quatro levaram-no para dentro da gruta e puseram-no no leito escavado na pedra. Todos os presentes entraram ainda um por um, espalhando flores e ervas aromáticas e ajoelharam-se, oferecendo com lágrimas as suas orações; a tristeza e o amor fê-los demorar ainda. Já era noite, quando os Apostólos fecharam a porta do sepulcro. <em><strong>Cavaram um fosso diante da entrada estreita da gruta e plantaram uma sebe do vários arbustos verdes, dos quais parte estava florescente e parte já tinha bagos e que haviam sido transplantados de outro lugar, junto com as raízes, de maneira que não se podia ver sinal da entrada, tanto mais quanto fizeram passar um pequeno córrego em frente dessa sebe. Não se podia mais entrar na gruta senão passando pelo lado, por trás dos arbustos&#8221;.</strong></em><em><strong> </strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>7. A Assunção de Maria </strong></em></p>
<p>Os Apóstolos, discípulos e mulheres voltaram separados, de morando-se ainda aqui e acolá, rezando nas estações da Via Sacra alguns ficaram também velando em oração perto do sepulcro. Ao voltar, viram de longe, por cima do sepulcro de Maria, uma luz maravilhosa e ficaram muito comovidos, sem saber o que era.</p>
<p>Vi ainda vários Apóstolos e algumas santas mulheres rezar e cantar no pequeno jardim, diante do sepulcro. Descia, porém, uma larga faixa de luz do céu até o rochedo do sepulcro e nela vi um esplendor de três círculos, de Anjos e espíritos, que rodeavam a aparição de Nosso Senhor e da alma gloriosa de Maria. <em><strong>A aparição de Jesus Cristo, com os sinais resplandecentes das chagas, pairava diante dela. Em redor da alma de Maria vi, no circulo interior de luz, figuras de crianças, no segundo circulo pareciam meninos de seis anos e no circulo exterior jovens adultos.</strong></em> Vi-lhes distintamente os rostos; o resto vi apenas como formas luminosas. Quando esta aparição chegou até o rochedo, tornando-se cada vez mais clara, vi dali até Jerusalém celeste uma estrada de luz. Depois vi a alma da SS. Virgem, que seguia a aparição de Jesus, passar para a frente e entrar através da rocha no sepulcro, do qual pouco depois saiu unida ao corpo glorificado de Maria, muito mais clara e resplandecente e voltou com o Senhor e todo o glorioso séquito, para a Jerusalém celeste. Depois desapareceu todo o esplendor e se via de novo a luz pálida do céu estrelado, que se estendia sobre a região.</p>
<p>Se os Apóstolos e as santas mulheres, que rezavam diante do sepulcro, também o viram, não o sei; mas vi que todos olhavam para cima, orando cheios de admiração; outros, porém, atônitos se prostraram, tocando com o rosto a terra. Vi também alguns que voltavam para casa, levando consigo a padiola, entoando cânticos e orações no caminho da Via Sacra e demorando-se diante das estações, olharem com grande emoção e fervor para a luz que surgira acima do sepulcro.</p>
<p>Assim não vi a SS. Virgem morrer e subir ao céu de modo comum; mas primeiramente se lhe tirou da terra a alma e depois também o corpo.</p>
<p><em><strong>Mais tarde, regressando à casa, os Apóstolos e discípulos tomaram algum alimento e depois se deitaram para dormir. </strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>8. Abertura do sepulcro de Maria </strong></em></p>
<p>Hoje, à noite (15 de Agosto), permaneciam ainda os Apóstolos em oração e pranto, na sala. As mulheres já se tinham deitado. Então vi chegarem o Apóstolo Tomé e dois companheiros. Um desses tinha o nome de Jonatan e era parente da Sagrada Família. <em><strong>Oh! como ficaram aflitos, ao ver que tinham chegado tarde Tomé chorou como uma criança, quando ouviu narrar a morte de Maria. Os discípulos lavaram-lhes os pés e deram-lhes de comer. </strong></em>Nesse ínterim acordaram as mulheres e se levantaram e depois de terem saído do quarto, conduziram Tomé e Jonatan ao aposento onde a SS. Virgem morrera. Ali se ajoelharam os recém-chegados, regando o lugar com as lágrimas. Tomé ficou ainda muito tempo de joelhos, rezando diante do pequeno altar de Maria. Comoveu-me indizivelmente a sua tristeza.</p>
<p>Os Apóstolos, que não tinham interrompido a oração, depois de acabarem, saíram todos, para dar as boas vindas aos recém-chegados. Tomando nos braços Tomé e Jonatan, levantaram-nos, dois ainda estavam de joelhos e abraçando-os, levaram-nos à sala anterior da casa, onde lhes ofereceram pãezinhos e mel; beberam também de pequenos jarros e cálices. Rezaram mais uma vez juntos e abraçaram-se.</p>
<p>Depois manifestaram Tomé e Jonatan desejos de ver o sepulcro da SS. Virgem. Os Apóstolos acenderam lanternas, firmadas sobre paus e todos foram pelo caminho da Via Sacra de Maria, em direção ao sepulcro. falavam pouco; demoravam-se algum tempo diante das estações, recordando-se do caminho da cruz do Senhor e do amor compassivo da Mãe SS., que ali pusera as pedras comemorativas e tantas vezes as regara com lágrimas. Chegados ao rochedo do sepulcro, ajoelharam-se-lhe todos em volta. Tomé e Jonatan, porém, correram à entrada; João seguiu-os. Dois dos discípulos afastaram um pouco os arbustos diante da entrada e eles entraram e ajoelharam-se respeitosamente diante do túmulo da Santíssima Virgem. João, porém, aproximou-se do leve caixão em forma de cesta, que sobressaia um pouco do leito sepulcral, desatou as três faixas, que lhes fechavam a tampa e colocou esta ao lado. Então fizeram convergir a luz para dentro e viram, com grande espanto e comoção, os lençóis mortuários vazios, ainda na mesma posição em que lhe tinham envolvido o corpo. Sobre o rosto e o peito estavam abertos. Os envoltórios dos braços estavam um pouco soltos, mas ainda com as dobras; o corpo glorificado de Maria, porém, não estava mais na terra. Admirados, de mãos erguidas, olhavam para o alto, como se o santo corpo nesse momento houvesse aparecido e João bradou para fora da gruta: &#8220;Vinde e admirai, ela não está mais aqui!&#8221; Então entraram todos, dois a dois, na estreita gruta, viram os lençóis vazios no caixão e saindo, ajoelharam-se todos e, olhando, com os braços estendidos, para o céu, choravam, rezavam louvando o Senhor e sua querida Mãe glorificada, que lhes era também uma boa e fiel Mãe. Louvavam-na como filhos piedosos, exaltando-a com doces palavras de amor, como o Espírito lhes inspirava. Então se lembraram bem daquela nuvem luminosa, que viram de longe, ao voltar do enterro e que descera sobre o rochedo do sepulcro e depois subira ao céu.</p>
<p>João, porém, tirou respeitosamente do caixão as mortalhas da Santíssima Virgem, dobrou e enrolou-as, para as levar consigo; depois colocou novamente a tampa sobre o caixão, atando-a com as faixas, como dantes.</p>
<p>Saíram da gruta, fechando de novo a entrada com os arbustos. Rezando e cantando salmos, voltaram pelo caminho da Via Sacra, para a casa de Maria.</p>
<p>Fecharam completamente a entrada do sepulcro da Virgem Santíssima, chegando mais os arbustos e firmando-os com terra; alargaram também o fosso. Limparam o pequeno jardim diante do sepulcro e ornaram-no; cavaram também uma passagem para a parede posterior do sepulcro e ali abriram com cinzel uma janelinha no rochedo,<em><strong>pela qual se podia ver o túmulo, onde tinha jazido o corpo da Mãe Santíssima, à qual o Salvador, morrendo na cruz, os entregara todos e sua Igreja, na pessoa de João. Oh! eram filhos fiéis, o<a href="http://www.sitesearchcentral.com/text/search.php?qq=Bed" target="_blank">bed</a>ientes ao quarto mandamento e muito tempo viveriam na terra, guardando o seu amor.</strong></em></p>
<p>A maior parte dos discípulos presentes já se haviam despedido. Também os Apóstolos se separaram. Bartolomeu, Simão, Judas Tadeu, Felipe e Mateus foram os primeiros que, após uma despedida comovedora, voltaram ao campo de ação. Os restantes, fora João, que ainda ficou mais tempo, dirigiram-se juntos à Palestina, onde depois também se separaram. Estavam lá muitos discípulos; também várias mulheres viajaram com eles de Éfeso para Jerusalém.</p>
<p>Parece-me que o sepulcro de Maria ainda existe debaixo da terra; há de descobrir-se um dia.&#8221; (2)</p>
<p align="justify">(2) Guiados pelas informações da piedosa serva de Deus, foram feitas várias vezes, desde 1891, pesquisas para achar a casa de Maria, perto de Éfeso. Foi encontrada sobre o monte &#8220;dos rouxinóis&#8221; uma velha ruíma, chamada: Panágia-Kapuli, isto é, &#8220;Porta da SS. Virgem&#8221;. Os restos mais antigos dos muros pertencem, segundo a afirmação de peritos, aos primeiros séculos da era cristã. A forma e divisão da casa concorda com a descrição feita por Catarina Emmerich. Foram também feitas escavações, pelas quais se achou igualmente a Via Sacra feita por Maria e várias pedras das estações, mostrando ainda Inscrições. O próprio sepulcro de Maria ainda não fora encontrado, até 1906. É ainda digno de nota que se conservou a tradição, entre os habitantes da povoação próxima: Kirkinsche, que Maria viveu no monte &#8220;dos rouxinóis&#8221; e ali também morreu. Desde tempos imemoráveis se fazem, duas ou três vezes por ano, especialmente na festa da Assunção de Maria, romarias à ruína de Panágia -Kapuli, onde um sacerdote oferece o santo sacrifício da Missa.</p>
<p align="justify"><em>Fonte de Pesquisa: Obra &#8220;Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus&#8221;, da editora MIR, originalmente reproduzidas das cópias das notas originais de Clemente Brentano, poeta que registrou as visões proferidas pela própria Anne.</em></p>
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		<title>A digna Mãe de Deus &#8211; Por Luciano Bandeira</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 12:39:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões Bíblicas e Aprofundamento]]></category>
		<category><![CDATA[Temas polêmicos Bíblicos e Extra-Bíblicos]]></category>

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		<description><![CDATA[O mês de maio é tradicionalmente dedicado à Maria. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de maio é tradicionalmente dedicado à Maria. Junto com a Igreja devemos voltar nossas orações para ela,  recordando seu papel de mãe e modelo dos cristãos de todas as gerações.  Devemos também meditar sobre sua humildade, beleza e majestade.</p>
<p>Toda mãe ama, protege e reza por seus filhos.  Nossa Senhora  faz o mesmo por nós no céu. São Bernardo a chamava de “onipotência” suplicante. Sendo perfeitamente humilde e conforme a vontade de Deus sempre consegue o que pede, pois jamais pediria algo ruim ou errado. Em suas aparições notamos sua vocação de mãe que sai sempre em defesa de seus filhos.</p>
<p>Até mesmo os anjos reconhecem sua realeza. É interessante observar que na Sagrada Escritura os homens sempre saúdam os anjos, mas com ela acontece o contrário. Isso fica claro na anunciação do anjo Gabriel (Lucas 1,28), fato único na história, onde um anjo saúda um ser humano.</p>
<p>Ela é a filha predileta do Pai, esposa fidelíssima do Espírito Santo e mãe digníssima do Filho. Diante dessa intimidade única e inefável com a Santíssima Trindade, recebeu do Pai todas as graças, do Filho todos os méritos e do Espírito Santo todos os dons. Santo Agostinho nos diz : “Maria tem mais poder junto à majestade divina do que todas as preces e intercessões  de todos os anjos e santos do céu e da terra”.</p>
<p>Todo católico que conhece e ama os tesouros da Igreja, precisa conhecer e amar o maior auxílio que Deus nos deu. Como Deus quis precisar de Maria é quase que um dever para o imitador de Cristo estar submisso a ela. Se há dois mil anos os reis magos seguiam a estrela guia para chegar em Jesus, hoje a nossa estrela é Maria, pois é ela que nos aponta o caminho certo e seguro para seu Filho.</p>
<p>Segundo São Luís Grignion de Montfort, Deus em sua infinita sabedoria criou três paraísos :  um na terra para Adão, outro no céu para os santos e um para Si mesmo em Maria.</p>
<p>São João Damasceno diz que Maria foi uma digna Mãe de Deus.  Aqui toda língua se cale.</p>
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		<title>Pe.Paulo Ricardo explica a riqueza do Tríduo Pascal &#8211; Fonte: Canção Nova.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 16:33:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedro, o Papado e Questões da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões Bíblicas e Aprofundamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A respeito do Tríduo Pascal, reproduzimos aqui a explicação de Pe.Paulo Ricardo à Canção Nova.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial">A respeito do Tríduo Pascal, reproduzimos aqui a explicação de Pe.Paulo Ricardo à Canção Nova.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>“No Tríduo Pascal o sentimento de uma única celebração é tal que fazemos o sinal da cruz no início da Missa do Lava-pés e só vamos torná-lo a fazer no final da Vigília Pascal”</strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial">Estamos na Semana Maior do Cristianismo e a Igreja nos convida para celebrarmos bem o mistério da nossa salvação: a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. “O Tríduo Pascal são os três dias fundamentais dos quais se deu o mistério da nossa salvação. Liturgicamente corresponde a uma única celebração, que percorre três dias”, afirma padre Paulo Ricardo, da Arquidiocese de Cuiabá (MT), que explica, nesta entrevista, a dinâmica da celebração do Tríduo Pascal.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>cancaonova.com: O ano litúrgico é igual ao ano civil? Qual a diferença?</strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Padre Paulo</strong>: O ano litúrgico está todo centrado no ministério pascal. A Páscoa é uma festa que acontece todos os anos no domingo e as pessoas sempre se perguntam por que ela [Páscoa] sempre muda de data. É porque se trata de um cálculo feito a partir da primavera lá na terra de Jesus. Quando se inicia a primavera na terra onde Cristo viveu nós olhamos no calendário e procuramos a primeira lua cheia, no domingo seguinte é a Páscoa. É assim que se faz o cálculo dessa festa. Uma vez fixada a festa pascal, daí é que decorre o resto do ano litúrgico. Assim como os planetas giram ao redor do sol, o ano litúrgico gira ao redor da Páscoa, que é o foco da vida cristã.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>cancaonova.com: Por que a Páscoa é a festa mais importante para a Igreja Católica e não o Natal, por exemplo?</strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Padre Paulo</strong>: Porque é na Páscoa que nós celebramos o grande mistério da nossa salvação. É evidente que não haveria Páscoa sem o Natal, não haveria redenção sem a encarnação, mas a Páscoa é a finalidade pela qual Jesus se encarnou. Na verdade, é a encarnação que está em função da Páscoa e não o contrário. Cristo se torna homem para descer até o pecado da humanidade. É sempre o mesmo fenômeno de descida, o mesmo dinamismo de descida. Como diria São Paulo, na Carta aos Filipenses no capítulo 2, é um esvaziamento. O Senhor desce e o apóstolo dos gentios descreve esse movimento dizendo: “Ele se fez servo, se esvaziou assumindo a figura de servo, se fez obediente até a morte. E uma morte na cruz”. Nós vemos que degraus vamos descendo, o Senhor se faz homem em forma de servo, obediente e morre na cruz. É o mecanismo de descida até os infernos dos nossos pecados, para, então, de lá nos resgatar para que possamos ir para Deus. São Paulo descreve essa saída do abismo da morte dizendo: “E por isso Deus o exaltou e deu a Ele o nome que está acima de qualquer nome para que todo o joelho se dobre e proclame para glória de Deus Pai que Jesus Cristo é o Senhor”. Este hino de Filipenses, capítulo 2, descreve esta dinâmica pascal, que é a nossa salvação. Portanto, Páscoa e encarnação não são dois conceitos contraditórios, mas, na verdade, são a mesma dinâmica de descida de Cristo ao inferno do nosso pecado para dali nos resgatar e levar para Deus.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>cancaonova.com: O senhor pode explicar um pouco sobre o Tríduo Pascal?</strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Padre Paulo</strong>: Se nós olharmos dentro da história, nos envolvimentos no ano litúrgico, o que havia inicialmente eram dois domingos, o Domingo da Paixão e o Domingo da Páscoa. É por isso que ainda hoje nós chamamos o Domingo de Ramos de Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, porque naquele domingo celebramos a Morte de Nosso Senhor Jesus. O Evangelho que é lido nesse dia é o Evangelho da Paixão, no domingo seguinte celebramos, então, a Ressurreição. São estes dois domingos que, inicialmente, eram o ciclo de celebração da passagem da morte para a vida, do pecado para a vida nova. Porém, as pessoas começaram, por devoção, a imitar, nas celebrações, a última semana de Jesus e foi sendo criada a idéia de Semana Santa. Durante essa semana nós temos o Tríduo Pascal, que são aqueles três dias nos quais se deram o mistério da nossa salvação e da nossa redenção.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Vamos aprender a contar o Tríduo Pascal:</strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Primeiro dia:</strong> Os judeus começavam as contagens dos dias a partir do aparecer da primeira estrela, ou seja, no pôr do sol quando aparece a primeira estrela, ali começou o dia. Isso quer dizer que, na quinta-feira à noite, quando apareceu a primeira estrela, Jesus estava no cenáculo celebrando a Eucaristia com os discípulos. A instituição da Eucaristia na quinta à noite, na verdade, não é na quinta, pois, de acordo com o comportamento do judeu, já estamos da sexta-feira. Ou seja, Jesus instituiu a Eucaristia no mesmo dia em que Ele morreu na cruz. Naquele mesmo dia em que Jesus a instituiu Ele morreu e foi sepultado na Sexta-feira [Santa]; este é o primeiro dia.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Segundo dia:</strong> O sábado, que é o grande dia do silêncio, é um dia alitúrgico por não existir nenhuma celebração para ser feita nesse dia. O sábado é o dia do silêncio, porque é o dia em que a pedra rolou sobre o túmulo. É então, quando o sol se põe no sábado à noite, ao aparecer da primeira estrela, que nós já estamos no Domingo de Páscoa, que é o terceiro dia. Então a Vigília Pascal é o momento em que nós celebramos a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ficou uma linguagem um pouco antiquada chamar o sábado de “Sábado de Aleluia”. Antes da reforma litúrgica, que foi realizada pelo Papa Pio XII, na década de 50, a Vigília Pascal era celebrada no sábado de manhã, por causa do escrúpulo que as pessoas tinham em função do jejum, pois havia uma lei afirmando que o jejum Eucarístico precisava ser guardado desde a meia-noite até a hora da comunhão. Então é evidente que se o jejum começava meia-noite seria muito difícil as pessoas celebrarem uma Santa Missa na noite do sábado, porque significariam quase 24 horas de espera sem comer nada. Por isso, a Missa era celebrada no sábado de manhã. Pio XII mudou esta lei e transferiu a Missa da Vigília Pascal para a noite entre o sábado e o domingo, que é a noite na qual Jesus ressuscitou, porque não tinha sentido nenhum fazer uma Vigília Pascal e entrar na igreja cantando: “Eis a luz de Cristo” em pleno sábado de manhã com o sol brilhando lá fora. Então foi uma reforma que veio em boa hora.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial">Este é o Tríduo Pascal, são estes três dias em que nós celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estes três dias coincidem com esses três dias em que Cristo permaneceu no túmulo. No primeiro dia o Senhor institui a Eucaristia, morre na cruz e é sepultado. No segundo dia é o dia em que Ele fica completamente no túmulo. No terceiro dia é o dia em que Jesus ressuscita, Ele estava no túmulo, mas sai ressuscitado para a nossa salvação.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>cancaonova.com: Poderíamos dizer então que o Tríduo constitui uma única celebração da Páscoa?</strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Padre Paulo:</strong> Sim. Liturgicamente o Tríduo Pascal é uma única celebração. <strong>É preciso também recordar uma outra realidade canônica: a Igreja pede que nós estejamos na Missa todos os domingos, portanto, a obrigação canônica de guardar os domingos e os dias santos é a obrigação de ir à Santa Missa no Domingo de Páscoa. É importante que os fiéis saibam que não existe obrigação canônica de ir à celebração da Sexta-feira Santa ou da Quinta-feira Santa, ou mesmo à celebração da Vigília Pascal. A obrigação canônica é de ir à Santa Missa no Domingo de Páscoa. Se você foi à Missa na Vigília Pascal o domingo está guardado, se você foi à Missa durante o período pascal o domingo está guardado. Essa é a realidade canônica.</strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong> </strong></p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><strong>Agora, a realidade litúrgica e espiritual diz que é muito importante participar das celebrações litúrgicas do Tríduo Pascal. Não é uma obrigação canônica, mas nós não fazemos somente aquilo que é obrigatório, nós aquilo que nos faz bem e é bom para nós. Nós iniciamos o Tríduo com a Missa de Quinta-feira Santa, a instituição da Eucaristia e de lava-pés, quando este [Tríduo] começa. É importante notar que fazemos o sinal da cruz no início da celebração da Quinta-feira Santa e só vamos fazer esse sinal outra vez no final da Santa Missa da Vigília Pascal, como se fosse realmente uma única celebração, que começou com o sinal da cruz na Quinta à noite e termina com esse sinal na Missa da Vigília na noite de Sábado para Domingo</strong>.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial">Neste intervalo de tempo, no missal, não está previsto nenhum sinal da cruz, porque a Missa de lava-pés termina em silêncio e sem bênção final. A celebração da adoração da santa cruz, na Sexta-feira Santa, começa e termina sem traçar o sinal da cruz. A Vigília Pascal, no Sábado à noite, começa sem o sinal da cruz e, então, somente no final desta [Vigília] é que se recebe a bênção pascal, a bênção do Ressuscitado. É interessante ver que existe uma grande harmonia nestas várias celebrações, estão todas ligadas umas com as outras. Estamos falando de celebrações litúrgicas, é evidente que existem celebrações paralitúrgicas e devocionais como as procissões do Senhor morto, as Vias-sacras, procissões do encontro em que a Virgem Maria se encontra com Jesus, que carrega a cruz, etc. Todas essas celebrações são celebrações paralitúrgicas e devocionais.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;font-size: 12px;vertical-align: baseline;background-color: #efefef;text-align: justify;color: #333333;font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;line-height: 18px;padding: 0px;border: 0px initial initial"><a href="http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=975">http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=975</a></p>
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		<title>Quais são os dias santos de guarda?  &#8211; Org.: Marcos Rocha</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 16:29:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Temas polêmicos Bíblicos e Extra-Bíblicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quais são os dias santos de guarda e como celebrá-los no Brasil?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre os dias santos de guarda, o Catecismo da Igreja Católica nos diz:</p>
<p>CIC 2177 <em>A celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja. &#8220;O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como dia de festa de preceito por excelência.&#8221; </em></p>
<p><em>&#8220;Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos.&#8221;</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sobre os dias santos de guarda da Igreja, reza o cân. 1246 do Código de Direito Canônico:</p>
<p><em>&#8220;<strong>Cân. 1246: </strong></em>Parágr. 1 &#8211; O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o mistério pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como o dia de festa por excelência. Devem ser guardados igualmente <strong><span style="text-decoration: underline">o dia</span></strong> do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, da sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e, por fim, de Todos os Santos.<br />
Parágr. 2 &#8211; <strong>Todavia, a Conferência dos Bispos, com a prévia aprovação da Sé Apostólica, pode abolir alguns dias de festa de preceito ou transferi-los para o domingo</strong>.&#8221;</p>
<p>Vemos, portanto, que, desde que obtenha a prévia autorização da Santa Sé, cada Conferência Nacional pode não somente abolir uma festa de preceito como ainda transferir a data para um domingo que, por si só, já é um dia de guarda cristão.</p>
<p>No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após submeter-se à Santa Sé, manteve como dias santos (isto é, festejados na própria data em que caem) as seguintes solenidades:</p>
<ol>
<li>
<ul>
<li>Santa Maria, Mãe de Deus &#8211; 01 de janeiro</li>
<li>Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (<em>Corpus Christi</em>) &#8211; data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade</li>
<li>Imaculada Conceição de Maria &#8211; 08 de dezembro</li>
<li>Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo &#8211; 25 de dezembro</li>
</ul>
</li>
</ol>
<p>Foram transferidas para o domingo seguinte à data real da solenidade:</p>
<ol>
<li>
<ul>
<li>Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo (originalmente comemorada em 12 de maio)</li>
<li>Assunção de Nossa Senhora (originalmente comemorada em 15 de agosto)</li>
<li>Santos Apóstolos Pedro e Paulo (originalmente comemorada em 29 de junho)</li>
<li>Todos os Santos (originalmente comemorada em 01 de novembro)</li>
</ul>
</li>
</ol>
<p>A festa da Epifania também é transferida para domingo entre 2 e 7 de janeiro, o que cair primeiro.</p>
<p><strong>Quanto à solenidade de São José (originalmente comemorada em 19 de março), a CNBB não a considerou como dia de preceito</strong>.</p>
<p>A respeito do Tríduo Pascal, reproduzo aqui a explicação de Pe.Paulo Ricardo à Canção Nova.</p>
<p><strong>&#8220;No Tríduo Pascal o sentimento de uma única celebração é tal que fazemos o sinal da cruz no início da Missa do Lava-pés e só vamos torná-lo a fazer no final da Vigília Pascal&#8221;</strong></p>
<p>Estamos na Semana Maior do Cristianismo e a Igreja nos convida para celebrarmos bem o mistério da nossa salvação: a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. “O Tríduo Pascal são os três dias fundamentais dos quais se deu o mistério da nossa salvação. Liturgicamente corresponde a uma única celebração, que percorre três dias”, afirma padre Paulo Ricardo, da Arquidiocese de Cuiabá (MT), que explica, nesta entrevista, a dinâmica da celebração do Tríduo Pascal.</p>
<p><strong>cancaonova.com: O ano litúrgico é igual ao ano civil? Qual a diferença?</strong></p>
<p><strong>Padre Paulo</strong>: O ano litúrgico está todo centrado no ministério pascal. A Páscoa é uma festa que acontece todos os anos no domingo e as pessoas sempre se perguntam por que ela [Páscoa] sempre muda de data. É porque se trata de um cálculo feito a partir da primavera lá na terra de Jesus. Quando se inicia a primavera na terra onde Cristo viveu nós olhamos no calendário e procuramos a primeira lua cheia, no domingo seguinte é a Páscoa. É assim que se faz o cálculo dessa festa. Uma vez fixada a festa pascal, daí é que decorre o resto do ano litúrgico. Assim como os planetas giram ao redor do sol, o ano litúrgico gira ao redor da Páscoa, que é o foco da vida cristã.</p>
<p><strong>cancaonova.com: Por que a Páscoa é a festa mais importante para a Igreja Católica e não o Natal, por exemplo?</strong></p>
<p><strong>Padre Paulo</strong>: Porque é na Páscoa que nós celebramos o grande mistério da nossa salvação. É evidente que não haveria Páscoa sem o Natal, não haveria redenção sem a encarnação, mas a Páscoa é a finalidade pela qual Jesus se encarnou. Na verdade, é a encarnação que está em função da Páscoa e não o contrário. Cristo se torna homem para descer até o pecado da humanidade. É sempre o mesmo fenômeno de descida, o mesmo dinamismo de descida. Como diria São Paulo, na Carta aos Filipenses no capítulo 2, é um esvaziamento. O Senhor desce e o apóstolo dos gentios descreve esse movimento dizendo: “Ele se fez servo, se esvaziou assumindo a figura de servo, se fez obediente até a morte. E uma morte na cruz”. Nós vemos que degraus vamos descendo, o Senhor se faz homem em forma de servo, obediente e morre na cruz. É o mecanismo de descida até os infernos dos nossos pecados, para, então, de lá nos resgatar para que possamos ir para Deus. São Paulo descreve essa saída do abismo da morte dizendo: “E por isso Deus o exaltou e deu a Ele o nome que está acima de qualquer nome para que todo o joelho se dobre e proclame para glória de Deus Pai que Jesus Cristo é o Senhor”. Este hino de Filipenses, capítulo 2, descreve esta dinâmica pascal, que é a nossa salvação. Portanto, Páscoa e encarnação não são dois conceitos contraditórios, mas, na verdade, são a mesma dinâmica de descida de Cristo ao inferno do nosso pecado para dali nos resgatar e levar para Deus.</p>
<p><strong>cancaonova.com: O senhor pode explicar um pouco sobre o Tríduo Pascal?</strong></p>
<p><strong>Padre Paulo</strong>: Se nós olharmos dentro da história, nos envolvimentos no ano litúrgico, o que havia inicialmente eram dois domingos, o Domingo da Paixão e o Domingo da Páscoa. É por isso que ainda hoje nós chamamos o Domingo de Ramos de Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, porque naquele domingo celebramos a Morte de Nosso Senhor Jesus. O Evangelho que é lido nesse dia é o Evangelho da Paixão, no domingo seguinte celebramos, então, a Ressurreição. São estes dois domingos que, inicialmente, eram o ciclo de celebração da passagem da morte para a vida, do pecado para a vida nova. Porém, as pessoas começaram, por devoção, a imitar, nas celebrações, a última semana de Jesus e foi sendo criada a idéia de Semana Santa. Durante essa semana nós temos o Tríduo Pascal, que são aqueles três dias nos quais se deram o mistério da nossa salvação e da nossa redenção.</p>
<p><strong>Vamos aprender a contar o Tríduo Pascal:</strong></p>
<p><strong>Primeiro dia:</strong> Os judeus começavam as contagens dos dias a partir do aparecer da primeira estrela, ou seja, no pôr do sol quando aparece a primeira estrela, ali começou o dia. Isso quer dizer que, na quinta-feira à noite, quando apareceu a primeira estrela, Jesus estava no cenáculo celebrando a Eucaristia com os discípulos. A instituição da Eucaristia na quinta à noite, na verdade, não é na quinta, pois, de acordo com o comportamento do judeu, já estamos da sexta-feira. Ou seja, Jesus instituiu a Eucaristia no mesmo dia em que Ele morreu na cruz. Naquele mesmo dia em que  Jesus a instituiu Ele morreu e foi sepultado na Sexta-feira [Santa]; este é o primeiro dia.</p>
<p><strong>Segundo dia:</strong> O sábado, que é o grande dia do silêncio, é um dia alitúrgico por não existir nenhuma celebração para ser feita nesse dia. O sábado é o dia do silêncio, porque é o dia em que a pedra rolou sobre o túmulo. É então, quando o sol se põe no sábado à noite, ao aparecer da primeira estrela, que nós já estamos no Domingo de Páscoa, que é o terceiro dia. Então a Vigília Pascal é o momento em que nós celebramos a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ficou uma linguagem um pouco antiquada chamar o sábado de “Sábado de Aleluia”. Antes da reforma litúrgica, que foi realizada pelo Papa Pio XII, na década de 50, a Vigília Pascal era celebrada no sábado de manhã, por causa do escrúpulo que as pessoas tinham em função do jejum, pois havia uma lei afirmando que o jejum Eucarístico precisava ser guardado desde a meia-noite até a hora da comunhão. Então é evidente que se o jejum começava meia-noite seria muito difícil as pessoas celebrarem uma Santa Missa na noite do sábado, porque significariam quase 24 horas de espera sem comer nada. Por isso, a Missa era celebrada no sábado de manhã. Pio XII mudou esta lei e transferiu a Missa da Vigília Pascal para a noite entre o sábado e o domingo, que é a noite na qual Jesus ressuscitou, porque não tinha sentido nenhum fazer uma Vigília Pascal e entrar na igreja cantando: “Eis a luz de Cristo” em pleno sábado de manhã com o sol brilhando lá fora. Então foi uma reforma que veio em boa hora.</p>
<p>Este é o Tríduo Pascal, são estes três dias em que nós celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estes três dias coincidem com esses três dias em que Cristo permaneceu no túmulo. No primeiro dia o Senhor institui a Eucaristia, morre na cruz e é sepultado. No segundo dia é o dia em  que Ele fica completamente no túmulo. No terceiro dia é o dia em que Jesus ressuscita, Ele estava no túmulo, mas sai ressuscitado para a nossa salvação.</p>
<p><strong>cancaonova.com: Poderíamos dizer então que o Tríduo constitui uma única celebração da Páscoa?</strong></p>
<p><strong>Padre Paulo:</strong> Sim. Liturgicamente o Tríduo Pascal é uma única celebração. <strong>É preciso também recordar uma outra realidade canônica: a Igreja pede que nós estejamos na Missa todos os domingos, portanto, a obrigação canônica de guardar os domingos e os dias santos é a obrigação de ir à Santa Missa no Domingo de Páscoa. É importante que os fiéis saibam que não existe obrigação canônica de ir à celebração da Sexta-feira Santa ou da Quinta-feira Santa, ou mesmo à celebração da Vigília Pascal. A obrigação canônica é de ir à Santa Missa no Domingo de Páscoa. Se você foi à Missa na Vigília Pascal o domingo está guardado, se você foi à Missa durante o período pascal o domingo está guardado. Essa é a realidade canônica.</strong></p>
<p><strong></p>
<p></strong></p>
<p><strong>Agora, a realidade litúrgica e espiritual diz que é muito importante participar das celebrações litúrgicas do Tríduo Pascal. Não é uma obrigação canônica, mas nós não fazemos somente aquilo que é obrigatório, nós aquilo que nos faz bem e é bom para nós. Nós iniciamos o Tríduo com a Missa de Quinta-feira Santa, a instituição da Eucaristia e de lava-pés, quando este [Tríduo] começa. É importante notar que fazemos o sinal da cruz no início da celebração da Quinta-feira Santa e só vamos fazer esse sinal outra vez no final da Santa Missa da Vigília Pascal, como se fosse realmente uma única celebração, que começou com o sinal da cruz na Quinta à noite e termina com esse sinal na Missa da Vigília na noite de Sábado para Domingo</strong>.</p>
<p>Neste intervalo de tempo, no missal, não está previsto nenhum sinal da cruz, porque a Missa de lava-pés termina em silêncio e sem bênção final. A celebração da adoração da santa cruz, na Sexta-feira Santa, começa e termina sem traçar o sinal da cruz. A Vigília Pascal, no Sábado à noite, começa sem o sinal da cruz e, então, somente no final desta [Vigília] é que se recebe a bênção pascal, a bênção do Ressuscitado. É interessante ver que existe uma grande harmonia nestas várias celebrações, estão todas ligadas umas com as outras. Estamos falando de celebrações litúrgicas, é evidente que existem celebrações paralitúrgicas e devocionais como as procissões do Senhor morto, as Vias-sacras, procissões do encontro em que a Virgem Maria se encontra com Jesus, que carrega a cruz, etc. Todas essas celebrações são celebrações paralitúrgicas e devocionais.</p>
<p><a href="http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=975">http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=975</a></p>
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		<title>&#8220;Feliz Páscoa! Feliz Ressurreição!&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 13:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Visões de Anne C Emmerich]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões Bíblicas e Aprofundamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Mensagem incluindo as visões de Anne C Emmerich sobre a ressurreição de Jesus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: large"><strong><span style="font-family: Arial">J</span></strong></span><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: x-small"><span style="font-family: Arial">esus ressuscitou! Ele vive! Ele reina! É Deus e Nosso Senhor! Sabe o que isto significa? Que todas nossas crenças foram confirmadas!</span></span></p>
<p><strong> </strong>Jesus ressuscitou! Muitos descrentes afirmam que todos viram um fantasma, mas Tomé tocou no corpo glorificado de Jesus. Muitos descrentes afirmam que Jesus não deixou escolhidos, mas o próprio Messias sopra sobre os onze apóstolos (Judas, o traidor, se enforcara) o Espírito Santo e os reafirma sua autoridade.</p>
<p><em>16 Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara. 17 Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18 E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mt 28,16-20)</em></p>
<p><strong> Jesus</strong><strong> </strong>deixou uma Igreja e uma mensagem grandiosa. E transmitiu a todos os apóstolos os santos mistérios de Deus. E, por fim, como “a última impressão é a que fica”, Jesus demonstrou o maior dos milagres: a ressurreição! Como seguir um homem, que se diz Deus, que diz que vai ressuscitar, porém na realidade foi consumido pelos vermes do sepulcro? Jesus efetivamente ressuscitou e são muitas as suas evidências.</p>
<p><em>14 E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. (I Cor 15,14)</em></p>
<p><strong> </strong>A História Científica não nega este fato. Além dos textos apócrifos confirmarem a ressurreição, existem outros relatos de historiadores que repetem tal consentimento. Leia o seguinte registro histórico de Flávio Josefo, da obra <em>Antiguidades Judaicas</em>, escrito da época:</p>
<p>“Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios. Era o CRISTO. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos e ele o fez crucificar. Os que haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que ele faria muitos outros milagres”.</p>
<p><strong> </strong> Acompanhe agora trechos do livro de Anna Catharina Emmerich, chamado <em>&#8220;Vida, Paixão e Glofificação do Cordeiro de Deus&#8221;. </em>São visões maravilhosas e significativas desta mulher, que está no caminho da canonização.</p>
<p><em>&#8220;Vi a alma de Jesus aparecer, com grande esplendor, entre dois Anjos de figura guerreira, (os Anjos que eu via dantes tinham figura sacerdotal), rodeado de muitas outras figuras luminosas; passando por cima através do rochedo do sepulcro, desceu sobre o santo corpo, como se inclinasse para ele e com ele se fundisse. Então vi os membros se lhe moverem nos invólucros e o corpo vivo, e resplandecente do Senhor, unido à alma e à divindade, sair, ao lado das mortalhas, como se saísse da chaga do lado. Esta visão me recordou Eva, que saiu do lado de Adão. Tudo estava cheio de luz e esplendor.<br />
Nesse momento vi, na minha contemplação, a aparição de uma forma monstruosa, que dos infernos subiu, por baixo do túmulo. Levantou raivosamente a cauda de serpente e a cabeça de dragão contra o Senhor. Além disso, como ainda me recordo, tinha uma cabeça humana. Vi, porém, na mão do Redentor ressuscitado um belo bastão branco e sobre este uma bandeira desfraldada.<br />
O Senhor pisou a cabeça do dragão e bateu três vezes com o bastão na cauda da serpente; vi-a encolher-se cada vez mais e afinal desaparecer; a cabeça do dragão foi pisada e esmagada na terra e só a cabeça humana lhe ficou ainda. Tenho tido essa visão já por diversas vezes na contemplação da ressurreição e vi também uma serpente semelhante, espreitando à hora da conceição de Nosso Senhor.<br />
A forma dessa serpente lembra-me sempre a serpente do paraíso, mas era ainda mais hedionda. Penso que essa visão se referia à promissão: “A semente da mulher esmagará a cabeça da serpente”. Parecia-me um símbolo da vitória sobre a morte; pois enquanto Jesus esmagou a cabeça do dragão, não vi mais o sepulcro, mas vi o Senhor passar resplandecente através do rochedo.<br />
Tremeu a terra, um Anjo em figura de guerreiro desceu do céu ao sepulcro, como um relâmpago, levantou a pedra para o lado direito e sentou-se-lhe em cima. Foi tal o tremor de terra, que as lanternas oscilavam e as chamas saiam por todos os lados. A vista disso, caíram por terra os guardas, como que atordoados e jaziam como mortos, com os membros tortos.<br />
Cássio viu tudo cheio de luz e esplendor; mas recobrando ânimo, aproximou-se resolutamente do túmulo, abriu um pouco as portas, examinou as mortalhas vazias e afastou-se, para ir relatar a Pilatos o que acontecera. Mas ainda se demorou um pouco na proximidade, esperando que sucedesse mais alguma coisa; pois vira só o terremoto, o Anjo que num instante levantara a pedra e se lhe sentara em cima, o túmulo vazio, mas não vira Jesus. Como também os guardas, foi Cássio um dos primeiros que deram notícia do sucedido aos Apóstolos.<br />
No mesmo momento em que o Anjo desceu ao sepulcro e a terra tremeu, vi o Senhor aparecendo à Mãe SS., perto do Monte Calvário. Estava maravilhosamente belo, sério e luminoso. A veste, que lhe envolvia o corpo como um largo manto, flutuava no ar atrás dEle quando caminhava e tinha reflexos de cor branca azulada, como fumaça vista através da luz do sol. As chagas estavam largas e brilhavam; nas chagas das mãos se podia introduzir bem um dedo. Os lábios das chagas tinham a forma de três triângulos eqüiláteros, coincidindo no centro de um círculo.<br />
Do meio das mãos saiam raios luminosos para os dedos. As almas dos patriarcas inclinaram-se diante da Mãe de Jesus, à qual o Senhor disse, em poucas palavras, que me fugiram da memória, que tornaria a vê-Lo. Mostrou-lhe as chagas e quando ela se prostrou por terra, para beijar-lhe os pés, tomou-a pela mão e levantando-a, desapareceu.<br />
Vi ao longe o brilhar das lanternas ao lado do sepulcro e a leste de Jerusalém uma luz branca no horizonte &#8211; o amanhecer do dia.&#8221;</em></p>
<p><em> </em> Jesus ressuscitou! Deixe Ele fazer parte de sua vida.</p>
<p>Feliz Páscoa!</p>
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		<title>Anne Catherine Emmerich e suas visões sobre os Novíssimos</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 13:33:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Visões de Anne C Emmerich]]></category>

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		<description><![CDATA[Anne Catherine Emmerich teve também visões sobre os Novíssimos (Inferno, Purgatório e Céu). Lendo o livro &#8220;Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus&#8221;, da editora MIR, fiquei profundamente intrigado, maravilhado e comovido com a procissão indescritível que Jesus fez após sua morte. Nosso Salvador viajou pelo limbo dos Patriarcas, Purgatório e Inferno. Anne também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: medium;font-family: Arial"><a href="/RevistaCat%C3%B3lica/anne.html"><strong><span style="font-size: large">A</span></strong><span style="font-size: x-small">nne Catherine Emmerich</span></a><span style="font-size: x-small"> teve também visões sobre os Novíssimos (Inferno, Purgatório e Céu). Lendo o livro &#8220;Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus&#8221;, da editora MIR, fiquei profundamente intrigado, maravilhado e comovido com a procissão indescritível que Jesus fez após sua morte. Nosso Salvador viajou pelo limbo dos Patriarcas, Purgatório e Inferno. Anne também teve visões do céu. Leia, neste artigo, trechos destas constatações místicas e compare com nosso artigo sobre o apócrifo &#8220;<a href="/RevistaCat%C3%B3lica/descida.html">A descida de Jesus Cristo aos infernos</a>&#8220;. Para ter uma idéia melhor da parte doutrinária das visões, releia nossa matéria sobre </span></span><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: x-small"><span style="font-family: Arial"><a href="/RevistaCat%C3%B3lica/escatologia.html">escatologia</a>.</span></span></p>
<p>Feitas as seguintes releituras essenciais, analisemos as visões da irmã Emmerich:</p>
<p><span style="font-family: Arial;line-height: normal;text-align: justify;font-size: small"> “ Quando Jesus, com um grito forte, rende a santíssima alma, vi-a, qual figura luminosa, acompanhada de muitos anjos, entre os quais também Gabriel, descer pela terra a dentro, ao pé da cruz. (&#8230;) Vi o lugar aonde se dirigiu a alma de Jesus, era dividido em três partes, parecendo três mundos e eu tinha a sensação de que tinha a forma redonda e que cada um estava separado do outro por uma esfera.”</span></p>
<p>“Antes de chegar ao limbo,  havia um lugar claro e, por assim dizer, mais verdejante e alegre. Era o lugar em que vejo sempre entrarem as almas remidas do purgatório, antes de serem levadas ao céu. O limbo, onde se achavam os que esperavam a redenção, estava cercado de uma esfera cinzenta, nebulosa e dividido em vários círculos. <strong>Nosso Salvador, conduzido pelos Anjos como em triunfo, entrou por entre dois desses círculos, dos quais o esquerdo encerrava os Patriarcas até Abraão e o direito as almas de Abraão até João Batista</strong>. Jesus penetrou por entre os dois; eles, porém, ainda não O conheciam, mas estavam cheios de alegria e desejo; foi como se dilatassem esses páramos da saudade angustiosa, como se ali entrassem o ar, a luz e o orvalho da Redenção. Tudo se deu  rapidamente, como o sopro do vento. Jesus penetrou através dos dois círculos, até um lugar cercado de neblina, onde se achavam Adão e Eva, nossos primeiros pais. Falou-lhes e adoraram-nO com indizível felicidade. O cortejo do Senhor, ao qual se juntou o primeiro casal humano, dirigiu-se então à esquerda, ao limbo dos Patriarcas que tinham vivido antes de Abraão. <strong>Era uma espécie de purgatório, pois entre eles se moviam, cá e lá, maus espíritos, que atormentavam e inquietavam algumas dessas almas de muitas maneiras. (&#8230;) Essas almas sabiam pouco de Jesus, tinham só uma idéia obscura do Salvador; Jesus anunciou-lhes a Redenção e eles lhe cantaram louvores. </strong>“</p>
<p>A narração fala também do seio de Abraão.</p>
<p>“(&#8230;) Neste lugar estavam todos os santos Israelitas, à esquerda os Patriarcas, Moisés, os Juízes, os Reis; à direita os profetas e todos os antepassados e parentes de Jesus, até Joaquim, Ana, José, Zacarias, Isabel e João. Nesse lugar não havia nenhum mau espírito, nem tormento algum, a não ser o desejo ansioso da Redenção, que se realizara enfim.(&#8230;)”</p>
<p>A narração segue até uma esfera peculiar:</p>
<p>“(&#8230;) Vi depois o cortejo triunfal do Salvador entrar numa esfera mais baixa, uma espécie de lugar de purificação, onde se achavam piedosos pagãos, que tinham tido um <strong>pressentimento da verdade e o desejo de conhecê-la</strong>. (&#8230;) Assim vi o Salvador passar triunfalmente, com grande velocidade, por vários lugares onde estavam almas encerradas, libertando-as e fazendo ainda muitas outras coisas, mas no meu estado de miséria não posso contar tudo.”</p>
<p>Chega o momento em Jesus se aproxima do Inferno:</p>
<p>“Por fim o vi aproximar-se, com ar severo, do centro do abismo, do inferno, que me apareceu sob a forma de um imenso edifício horrível, formado de negros rochedos, de brilho metálico, cuja entrada tinha enormes portas, terríveis, pretas, fechadas com fechaduras e ferrolhos que causavam medo. Ouviam-se uivos de desespero e gritos de tormento, abriram-se as portas e apareceu um mundo hediondo e tenebroso.”</p>
<p>Anne também menciona algo semelhante à <a href="/RevistaCat%C3%B3lica/setec.html">doutrina dos sete céus</a>:</p>
<p>“(&#8230;) vi as moradas dos bem-aventurados sob a forma de uma cidade, a Jerusalém celeste, com muitos palácios e jardins, cheios de frutas e flores maravilhosas, de várias espécies, <strong>conforme as inúmeras condições e graus de santidade</strong>, assim vi também o inferno como um mundo separado, com muitos edifícios, moradas e campos. Mas tudo destinado, ao contrário, à tortura e às penas dos condenados.”</p>
<p>A irmã compara Céu e Inferno:</p>
<p>“(&#8230;) no céu há muitíssimos edifícios, indizivelmente belos, transparentes, destinados à alegria e à adoração, assim há no inferno inúmeros e variados cárceres e cavernas, cheios de tortura, maldição e desespero (&#8230;)</p>
<p>No Inferno, Jesus é adorado:</p>
<p>“(&#8230;) Vi Jesus falar à alma de Judas. <strong>Alguns dos Anjos prostraram exércitos inteiros de demônios. Todos foram obrigados a reconhecer e adorar Jesus, o que foi para eles o maior suplício</strong>.(&#8230;) Lúcifer foi amarrado e lançado nesse abismo, onde vapores negros lhe ferviam em redor. Tudo se fez segundo os decretos divinos. Ouvi dizer que Lúcifer, se não me engano, 50 ou 60 anos antes do ano 2.000 de Cristo, seria novamente solto por certo tempo. Muitas outras datas e números foram indicados, dos quais não me lembro mais.(&#8230;)”</p>
<p>“(&#8230;) Ainda vi exércitos imensos de almas remidas saírem do purgatório e do limbo, acompanhando o Senhor, para um lugar de delícias abaixo da Jerusalém Celeste. Foi lá que vi também, há algum tempo, um amigo falecido. A alma do bom ladrão foi também conduzida para lá e viu assim o Senhor no Paraíso, conforme a promessa. Vi que nesse lugar foram preparados banquetes de alegria e conforto, com os tenho visto já muitas vezes, em visões consoladoras.(&#8230;)”</p>
<p>“(&#8230;) É o pouco de que me lembro ainda, de minha contemplação da descida do Senhor aos infernos e da redenção das almas dos Patriarcas, depois de sua morte; mas além dessa visão dos tempos passados, vi nesse dia uma imagem eterna de sua misericórdia para com as pobres almas do purgatório. <strong>Vi que, em cada aniversário desse dia, lança por meio da Igreja, um olhar de salvação ao purgatório; vi que já no Sábado Santo remiu algumas almas do purgatório, que tinham pecado contra Ele na hora da crucificação</strong>.”</p>
<p>Uma bela explicação é exposta, sobre o assunto:</p>
<p>“A primeira descida de Jesus ao limbo é o cumprimento de figuras anteriores e, por sua vez, é a figura da redenção atual. <strong>A descida aos infernos que vi, referia-se ao tempo passado, mas a salvação de hoje é uma verdade permanente</strong>; pois a descida de Jesus aos infernos é <strong>o plantio de uma árvore da graça, destinada a administrar os seus méritos divinos às almas do purgatório e a redenção contínua e atual dessas almas é o fruto dessa árvores da graça no jardim espiritual do ano eclesiástico. A Igreja militante deve cuidar dessa árvores, colher-lhe os frutos, para os outorgar à Igreja padecente, porque essa nada pode fazer em seu próprio proveito</strong>. (&#8230;) Tudo que Jesus fez por nós no tempo, dá frutos <strong>eternos; mas devemos cultivá-los e colhê-los no tempo, para poder gozá-los na eternidade</strong>. A Igreja é como um bom pai de família; <strong>o ano eclesiástico é o jardim mais perfeito, com todos os frutos eternos no tempo; em um ano tem bastante de tudo para todos. Ai! dos jardineiros preguiçosos e infiéis, que deixam perder uma graça, que poderia curar um enfermo, fortalecer um fraco, saciar um faminto; no dia de juízo terão de dar conta até do menor pezinho de erva.”</strong></p>
<p>Impressionante, não? Envie-nos um e-mail e opine. O que você acha de tais visões? Elas são doutrinariamente compatíveis com as noções escatológicas pregadas pela Igreja?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As Visões sobre a Eucaristia</title>
		<link>http://gentedefe.com/marcosrocha/2012/04/06/as-visoes-sobre-a-eucaristia/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 21:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Visões de Anne C Emmerich]]></category>

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		<description><![CDATA[Anne Catherine Emmerich teve (também) visões sobre a Instituição da Eucaristia e  outros sacramentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistacatolica.vila.bol.com.br/anne.html"><strong><span style="font-size: large">A</span></strong><span style="font-size: x-small">nne Catherine Emmerich</span></a><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: x-small"> teve (também) visões sobre a Instituição da Eucaristia e  outros sacramentos.</span></p>
<p>Neste artigo, reproduziremos dois pequenos trechos que estão intimamente ligados com os sete sacramentos e que tratam de descrições das visões de Anne.</p>
<p style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium" align="justify"><span style="font-family: Arial;font-size: x-small">&#8220;<strong>Instituição da Sagrada Eucaristia</strong></span></p>
<p style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium" align="justify"><span style="font-family: Arial;font-size: x-small">Por ordem do Senhor, o mordomo pusera novamente a mesa e colocara-a um pouco mais alto e no meio, coberto de um tapete, sobre o qual estendera uma toalha vermelha e em cima desta, outra branca, bordada a crivo. Por baixo da mesa pôs um jarro de água e outro de vinho.<br />
Pedro e João, indo à parte da sala onde era o forno do Cordeiro pascal, buscaram o cálice que haviam trazido da casa de Seráfia. Transportaram-no solenemente, dentro do invólucro; eu tinha a impressão de que carregavam um Tabernáculo. Colocaram-no sobre a mesa, diante de Jesus. Havia também um prato oval, com três pães ázimos, brancos e delgados, marcados com sulcos regulares; eram por estes divididos em três partes, no sentido da largura e no duplo de partes da largura, no sentido do comprimento.<br />
Os pães estavam cobertos. Jesus já lhes fizera ligeiras incisões, durante a ceia pascal, para parti-los mais facilmente e pusera por baixo da toalha a metade do pão partido no banquete pascal. Estavam também sobre a mesa um cântaro de água e outro de vinho, como também três vasos, um com óleo grosso, outro com azeite, o terceiro vazio e mais uma espátula.<br />
Desde os antigos tempos reinava o costume de partir o pão e beber do mesmo cálice no fim do banquete; era sinal de fraternidade e amor, usado por ocasião de boa vinda e despedida. Creio que há alguma coisa a este respeito também na Escritura Sagrada. <strong><em><span style="color: #ff0000">Jesus, porém, elevou esse uso à dignidade do Santíssimo Sacramento</span></em></strong>. Até então tinha sido somente um rito simbólico e figurativo. Pela traição de Judas foi levado ao tribunal também a acusação de ter Jesus juntado alguma coisa nova às cerimônias da Páscoa; Nicodemos, porém, provou com trechos da Escritura Sagrada, que esse uso de despedida era muito antigo.<br />
O lugar de Jesus era entre Pedro e João. As portas estavam fechadas; tudo se fez com solenidade misteriosa. Depois de se haver tirado do cálice o invólucro, e levado à parte separada da sala, rezou Jesus, falando num tom solene. <em><strong><span style="color: #ff0000">Vi que lhes explicava todas as santas cerimônias da última ceia; era como se um sacerdote ensinasse aos outros a santa Missa.</span></strong></em><br />
Em seguida tirou da bandeja em que estavam os vasos, um tabuleiro corrediço, tomou o pano de linho que cobria o cálice e estendeu-o sobre o tabuleiro. Depois o vi tirar do cálice uma patena redonda e pô-la sobre o tabuleiro coberto. Tirou então os pães que estavam ao lado, num prato coberto com um pano de linho e colocou-os na patena, diante de si. Os pães, que tinham a forma de um quadrilátero oblongo, excediam dos dois lados a patena, cuja borda, porém, permanecia visível na largura.<br />
Em seguida puxou para si o cálice, tirou dele um copinho, colocando também os seis copos pequenos à direita e esquerda do cálice. Depois benzeu o pão ázimo e, creio, também os óleos, que estavam ao lado, levantou a patena, em que estavam os pães ázimos, com amba</span><span style="font-family: Arial;font-size: x-small">s as mãos, olhou para o céu, rezou e ofereceu-o a Deus, pôs a patena no tabuleiro e cobriu-a. Depois tomou o cálice, mandou Pedro derramar vinho e João derramar água, que antes benzera e juntou ainda um pouco de água, que colheu com a colherzinha. Benzeu o cálice, levantou-o, ofereceu-o, rezando e colocou-o no tabuleiro.<br />
Mandou a Pedro e João derramarem-Lhe água sobre as mãos, por cima do prato em que anteriormente foram postos o pães ázimos e, tirando a colherinha do pé do cálice, apanhou um pouco da água que lhe correra sobre as mãos e espargiu-a sobre as mãos dos dois Apóstolos. Depois passou o prato em redor da mesa e todos lavaram nele as mãos. <strong><em><span style="color: #ff0000">Não me lembro bem se foi essa a ordem exata das cerimônias; mas tudo isso, que me lembrou muito o santo Sacrifício da Missa, comoveu-me profundamente.</span></em></strong><br />
<strong><em><span style="color: #ff0000">Durante esse santo ato tornou-se Jesus cada vez mais afetuoso; disse-lhes que agora queria dar-lhes tudo que tinha: sua própria pessoa. Era como se derramasse sobre eles todo o seu amor e vi-O tornar-se transparente; parecia uma sombra luminosa.</span></em></strong><br />
<span style="color: #ff0000"><em><strong>Orando com esse amor, partiu o pão nas partes marcadas, as quais amontoou sobre a patena, em forma de pirâmide. Do primeiro bocado quebrou um pedacinho com a ponta dos dedos e deixou-o cair no cálice.<br />
No momento em que o fez, tive a impressão de que a SS. Virgem recebeu o Santo Sacramento espiritualmente, apesar de não estar ali presente. Não sei agora como a vi; mas pensei vê-la entrar pela porta, sem tocar no chão e aproximar-se de Jesus, do lado desocupado da mesa e receber o santo Sacramento em frente d’Ele; depois não a vi mais. Jesus dissera-lhe de manhã, em Betânia, que celebraria a Páscoa junto com ela, marcando-lhe a hora em que, recolhida em oração, devia recebê-la espiritualmente.</strong></em></span><br />
<span style="color: #ff0000"><em><strong>O Senhor rezou ainda e ensinou; todas as palavras lhe saíram da boca como fogo e luz e entraram nos Apóstolos, com exceção de Judas. Depois tomou a patena com os bocados de pão (não sei, mais se a tinha posto sobre o cálice) e disse: “Tomai e comei, isto é o meu corpo, que será entregue por vós”. Nisso estendeu a mão direita como para benzer e, enquanto assim fazia, saiu dEle um esplendor, suas palavras eram luminosas e também o era o pão que se precipitou na boca dos Apóstolos, como um corpo resplandecente; era como se Ele mesmo entrasse neles. Vi-os todos penetrados de luz; só Judas vi escuro.<br />
O Senhor deu o Sacramento primeiro a Pedro, depois a João; em seguida fez sinal a Judas para aproximar-se; foi o terceiro, a quem deu o SS. Sacramento. Mas a palavra do Cristo parecia recuar da boca do traidor.</strong></em></span> Fiquei tão horrorizada, que não posso exprimir o que senti nesse momento. Jesus, porém, disse-lhe: “Faze já o que queres fazer” e continuou a dar o Santo Sacramento aos Apóstolos, que se aproximaram dois a dois, segurando alternadamente, em frente um do outro, um pequeno pano engomado, bordado nos lados, o qual cobria o cálice.<br />
Jesus levantou o cálice pelas duas argolas até à altura do rosto e pronunciou as palavras da consagração sobre ele. Nesse ato ficou transfigurado e como transparente, parecendo passar tudo o que lhes deu. Fez Pedro e João beberem do cálice, que segurava nas mãos, colocando-o depois na mesa; João passou com a colherzinha o SS. Sangue do cálice para os copinhos, que Pedro ofereceu aos Apóstolos, os quais beberam dois a dois de um copo. Creio, mas não tenho absoluta certeza, que Judas também participou do cálice; não voltou, porém, ao seu lugar, mas saiu imediatamente do Cenáculo.<br />
<span style="color: #ff0000"><em><strong>Como Jesus lhe tivesse feito um sinal, pensaram os outros que o tivesse encarregado de algum negócio. Retirou-se sem ter rezado e feito a ação de graças, por onde se vê como é mau retirar-se sem ação de graças, depois de tomar o pão quotidiano ou o Pão Eterno. Durante toda a refeição, eu tinha visto ao pé de Judas a figura de um pequeno monstro vermelho e hediondo, cujo pé era como um osso descarnado e que às vezes lhe subia até o coração. Quando saiu da casa, vi três demônios cercarem-no: um entrou-lhe na boca, outro empurrou-o para a frente e o terceiro correu-lhe à frente. Era noite e eles pareciam alumiá-lo; Judas corria como um louco.</strong></em></span><br />
O Senhor deitou o resto do Santíssimo Sangue, que ainda ficara no fundo do cálice, no copinho que antes estivera dentro do cálice; pondo depois os dedos por cima do cálice, mandou Pedro e João derramarem água e vinho sobre eles. Feito isso, fê-los beber ambos do cálice e o resto vazou-os nos outros copinhos, distribuindo-os pelos outros Apóstolos.<br />
Em seguida Jesus enxugou o cálice, meteu nele o pequeno copo, contendo o resto do Santíssimo Sangue, colocou em cima a patena, com os restantes pães ázimos consagrados pôs a tampa e cobriu o cálice de novo com o pano, colocando-o depois sobre a bandeja, entre os seis copinhos. <span style="color: #ff0000"><em><strong>Vi os Apóstolos comungarem dos restos do Santíssimo Sacramento, depois da ressurreição de Jesus.</strong></em></span><br />
<span style="color: #ff0000"><em><strong>Não me lembro de ter visto o Senhor comer as espécies consagradas, a não ser que eu não reparasse. Dando o Santíssimo Sacramento, deu-se de modo que parecia sair de si mesmo e derramar-se nos Apóstolos, numa efusão de amor misericordioso. Não sei como posso exprimi-lo.<br />
Também não vi Melquisedec, quando ofereceu pão e vinho, comê-lo e bebê-lo. Soube também porque os sacerdotes o consomem, apesar de Jesus não o ter feito.</strong></em></span><br />
Dizendo isso, Catharina Emmerich virou de repente a cabeça, como para escutar; recebeu uma explicação sobre esse ponto, da qual pôde comunicar somente o seguinte: <span style="color: #ff0000"><em><strong>“Se fosse administrado pelos Anjos, estes não o teriam recebido; se, porém, os sacerdotes não o recebessem, já se teria perdido há muito; por isso é que se conserva”.</strong></em></span><br />
Todas as cerimônias, durante a instituição do SS. Sacramento, foram feitas por Jesus com muita calma e solenidade, para ao mesmo tempo ensinar e instruir os Apóstolos, os quais vi depois tomarem notas de certas coisas, nos pequenos rolos que tinham consigo. Todos os movimentos de Jesus, para a direita e para a esquerda, eram solenes, como sempre que estava rezando. Tudo mostrava em geral o santo Sacrifício da Missa. Durante a cerimônia e em outras ocasiões, vi também os Apóstolos se inclinarem uns diante dos outros ao aproximarem-se, como ainda fazem os sacerdotes de hoje.</span></p>
<p style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium" align="justify"><strong><span style="font-family: Arial;font-size: x-small">Instruções secretas e consagrações</span></strong></p>
<p style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium" align="justify"><span style="font-family: Arial;font-size: x-small"><span style="color: #ff0000"><em><strong>Jesus deu ainda instruções secretas. Disse aos Apóstolos que continuassem a consagrar e administrar o SS. Sacramento, até o fim do mundo. Ensinou-lhes as formas essenciais da administração e do uso do Sacramento e de que modo deviam gradualmente ensinar e publicar esse mistério; explicou-lhes quando deviam receber o resto das espécies consagradas e dá-lo à SS. Virgem e que deviam consagrar também o SS. Sacramento, depois de lhes ter enviado o Divino Consolador.</strong></em></span><br />
Instruiu-os em seguida sobre o sacerdócio, sobre a preparação do Crisma e dos santos óleos e sobre a unção. Estavam ao lado do cálice três urnas, duas das quais continham misturas de bálsamo e diversos óleos e algodão; as urnas podiam ser postas uma em cima da outra. Jesus ensinou-lhes muitos mistérios, como se devia preparar o santo Crisma, a que partes do corpo se devia aplicar e em que ocasiões.<br />
Lembro-me, entre outras coisas, que mencionou um caso em que a sagrada Eucaristia não podia mais ser recebida; talvez se tenha referido à Extrema-Unção: mas as minhas lembranças a tal respeito não são muito claras. Falou ainda de diversas unções, inclusive a dos reis e disse que os reis sagrados com o Crisma, mesmo os injustos, possuíam uma força interna misteriosa, que não era dada aos outros. Derramou, pois, ungüento e óleo na urna vazia e misturou-os; não sei mais positivamente se foi nesse momento ou já por ocasião da consagração dos pães, que benzeu o óleo.<br />
Vi depois Jesus ungir a Pedro e João; já por ocasião da instituição do SS. Sacramento lhes derramara sobre as mãos a água que sobre as suas lhe correra e os fizera também beber do cálice que Ele mesmo segurava.<br />
Saindo do meio da mesa, um pouco para o lado, pousou as mãos primeiro sobre os ombros e depois sobre a cabeça de Pedro e João. Em seguida mandou que ficassem de mãos postas e colocassem os polegares em forma de cruz. Inclinaram-se os dois Apóstolos profundamente diante do Mestre (não sei se aí estavam de joelhos). O Senhor ungiu-lhes os polegares e indicadores com ungüento e fez-lhes com o mesmo também o sinal da cruz na cabeça.<br />
Disse-lhes também que essa unção devia permanecer com eles até o fim do mundo. Tiago o Menor, André, Tiago o Maior e Bartolomeu receberam também ordens. Vi também o Senhor ajustar em forma de cruz, sobre o peito de Pedro, a faixa estreita de pano, que todos traziam ao pescoço; aos outros, porém, do ombro direito para debaixo do braço esquerdo. Não sei mais com certeza se isso se fez já por ocasião da instituição do SS. Sacramento ou só na hora da unção.<br />
<span style="color: #ff0000"><em><strong>Vi, porém, que Jesus lhes comunicou com essa unção uma coisa real e também sobrenatural, não sei como exprimi-lo em palavras. Disse-lhes mais que, depois de terem recebido o Espírito Santo, deviam também consagrar pão e vinho e dar a unção aos outros Apóstolos. Nesse momento tive uma visão sobre Pedro e João que, no dia de Pentecostes, antes do grande batismo, impuseram as mãos aos outros Apóstolos, o que também fizeram, uma semana depois, a alguns outros discípulos.</strong></em></span><br />
<span style="color: #ff0000"><em><strong>Vi também João, depois da ressurreição de Jesus, dar pela primeira vez o SS. Sacramento a Nossa Senhora. Esse acontecimento foi celebrado pelos Apóstolos com grande solenidade; a Igreja militante não tem mais essa festa, mas vejo-a celebrada ainda na Igreja triunfante. Nos primeiros dias depois de Pentecostes vi só Pedro e João consagrarem a santa Eucaristia, mais tarde a consagraram também os outros.</strong></em></span><br />
O Senhor benzeu-lhes também fogo, num vaso de bronze; esse fogo desde então ardeu sempre, até depois de longas ausências era guardado junto ao lugar onde se conservava o SS. Sacramento, numa parte do antigo fogão pascal; ali sempre o buscavam para as cerimônias religiosas.<br />
<span style="color: #ff0000"><em><strong>Tudo que Jesus fez por ocasião da instituição da sagrada Eucaristia e da unção dos Apóstolos, foi debaixo de grande segredo e era também ensinado só secretamente e tem se conservado, na sua essência, pela Igreja até os nossos tempos, aumentado, porém, sob a inspiração do Espírito Santo, conforme as necessidades.</strong></em></span><br />
Os Apóstolos ajudaram na preparação e bênção do santo Crisma; quando Jesus os ungiu e lhes impôs as mãos, fez tudo com grande solenidade.<br />
Terminadas as santas cerimônias, o cálice, perto do qual estavam também os santos óleos, foi coberto com a capa e Pedro e João levaram assim o SS. Sacramento para o fundo da sala, separado do resto por uma cortina e ali era desde então o Santuário. O SS. Sacramento estava por cima do fogão pascal, não muito alto. José de Arimatéia e Nicodemos cuidavam do Santuário e do Cenáculo, na ausência dos Apóstolos.<br />
Jesus ensinou ainda por muito tempo e disse algumas orações com grande fervor. Parecia às vezes conversar com o Pai celeste, cheio de entusiasmo e amor. Os Apóstolos também ficaram penetrados de zelo e ardor e fizeram-lhe várias perguntas, às quais respondeu. Creio que tudo isso está escrito em grande parte na Escritura Sagrada. Durante esses discursos, disse Jesus algumas coisas a Pedro e João separadamente, as quais estes depois deviam comunicar aos outros Apóstolos, como complemento de instruções anteriores e estes aos outros discípulos e às santas mulheres, quando chegassem ao tempo de receberem tais conhecimentos.<br />
Pedro e João estavam sentados perto de Jesus. O Senhor teve também uma conversa particular com João, da qual me lembro agora apenas o prognóstico de que a vida deste Apóstolo seria mais longa que a dos outros; falou-lhe também de sete Igrejas, de coroas, Anjos e outras figuras simbólicas, com as quais designava, como me parece, certas épocas. Os outros Apóstolos sentiram, diante dessa confiança particular, um leve movimento de inveja.&#8221;</span></p>
<p style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium" align="justify"><span style="font-family: Arial;font-size: x-small">Este último parágrafo parece insinuar que Jesus orientou com bastante antecedência algumas visões do livro do Apocalipse.</span></p>
<p>E você, caro irmão, o que acha de tais visões? Releia alguma de nossas matérias sobre Anne e mande sua opinião para <a href="mailto:faleconosco@revistacatolica.com">faleconosco@revistacatolica.com</a> !</p>
<p>Que Deus nos abençoe!</p>
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		<title>Anne Catherine Emmerich e suas visões sobre o Santo Sudário</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 18:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Visões de Anne C Emmerich]]></category>

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		<description><![CDATA[Anne Catherine Emmerich teve visões sobre o milagre do Santo Sudário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: x-small"> </span><a href="/RevistaCat%C3%B3lica/anne.html"><strong><span style="font-size: large">A</span></strong><span style="font-size: x-small">nne Catherine Emmerich</span></a><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: x-small"> teve visões sobre o milagre do Santo Sudário. Tal pano, provável lençol que cobriu Jesus após sua morte na cruz, tem sido objeto de inúmeros exames e polêmicas. Noticiamos, em abril deste ano, que uma <a href="/RevistaCat%C3%B3lica/sudario2005.html">análise química</a> comprovou que a peça pode ser da época de Cristo.</span></p>
<p>Leia agora a página 323 do livro publicado pela editora MIR, &#8220;Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus&#8221;, que narra (nesta página) as visões de Anne Catherine Emmerich sobre o Santo Lençol.</p>
<p><span style="line-height: normal;text-align: justify;font-size: x-small"><span style="font-family: Arial;line-height: normal;text-align: justify;font-size: small">“(&#8230;) Todos se ajoelharam então em redor do corpo, para se despedirem, chorando e eis que um milagre comovente se lhes deparou ante os olhos: Toda a figura do santo corpo, com todas as feridas, apareceu na superfície do pano que o cobria, desenhado em cor vermelho-escura, como se Jesus quisesse recompensar-lhes os cuidados carinhosos e a tristeza, deixando-lhes o retrato, através de todo o invólucro. Chorando alto, abraçaram o santo corpo, beijando e venerando a milagrosa imagem. A admiração de que estavam possuídos, era tão grande, que de novo abriram o pano e tornou-se ainda maior, quando acharam todas as faixas e ataduras do corpo brancas como dantes; só o pano exterior trazia a imagem da figura do Senhor.”</span></span></p>
<p>“A parte do pano sobre a qual jazia o corpo, mostrava o desenho do dorso do Senhor e os lados do pano que o cobriam, sobrepostos, apresentavam a imagem da frente, porque na frente estava o pano dobrado sobre Ele, com vários cantos. A imagem não dava a impressão de feridas sangrentas, pois todo o corpo estava envolto espessamente em especiarias, com muitas ataduras; era, porém, uma imagem milagrosa, testemunho da divindade criadora, que permanecera unida ao corpo de Jesus.”</p>
<p>“Vi também muitos fatos da história posterior dessa santa mortalha, os quais, porém, não sei mais contar na devida ordem. Ela estava, junto com outros panos, na posse dos amigos de Jesus, depois da ressurreição. Uma vez vi que foi arrancada a uma pessoa, que a levava sob o braço. Vi-a duas vezes nas mãos de judeus, mas também muito tempo em diversos lugares, venerada pelos cristãos. Uma vez houve uma questão por causa dela e para a terminar, jogaram a mortalha no fogo, mas foi milagrosamente levada pelos ares e caiu nas mãos de um cristão.”</p>
<p>“Foram feitas três cópias da santa imagem, por santos homens, que puseram outros panos em cima, com fervorosa oração, reproduzindo assim tanto a figura do dorso, como também a imagem composta da frente. Essas cópias foram consagradas pelo contato na intenção solene da Igreja e em todos os tempos têm sido instrumento de muitos milagres. O original vi uma vez, um pouco estragado, com alguns rasgões, na Ásia, venerado por cristãos não católicos. Esqueci o nome da cidade, que fica situada num vasto país, vizinho da terra dos Reis Magos. Vi nessas visões também certas coisas de Turim e da França, do Papa Clemente I e do Imperador Tibério, que morreu cinco anos depois da morte de Cristo, mas esqueci-as.”</p>
<p>E você, o que acha de tais visões sobre a relíquia? O livro foi publicado com aprovação eclesiástica, sem, contudo, obrigar a sua crença. Envie um e-mail para nós!</p>
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		<title>FREIRA ALEMÃ QUE INSPIROU MEL GIBSON ESTÁ NO CAMINHO DA SANTIDADE- Por Marcos Rocha</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 18:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Visões de Anne C Emmerich]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui, no RevistaCatolica.Com, inauguramos uma série especial, onde reproduziremos algumas das visões místicas desta freira, já beatificada pela Santa Mãe Igreja.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0.4em;margin-right: 0px;margin-bottom: 0.5em;margin-left: 0px;font-family: sans-serif"><strong>Anna Catarina Emmerich</strong> (Anna Katharina Emmerich), (<a title="Flamske (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Flamske&amp;action=edit&amp;redlink=1">Flamske</a>, <a title="8 de setembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/8_de_setembro">8 de setembro</a> de <a title="1774" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1774">1774</a>— <a title="Düllmen (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=D%C3%BCllmen&amp;action=edit&amp;redlink=1">Düllmen</a>, <a title="9 de Fevereiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/9_de_Fevereiro">9 de Fevereiro</a> de <a title="1824" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1824">1824</a>), foi uma <a title="Freira Agostiniana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Freira_Agostiniana">freira agostiniana</a>, estigmatizada, mística, visionária e arrebatada e beatificada, em <a title="3 de outubro de 2004 (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=3_de_outubro_de_2004&amp;action=edit&amp;redlink=1">3 de outubro de 2004</a>, pelo Papa João Paulo II. Os pais foram pobres camponeses, Bernard Emmerich e Anne Hiller. Em 13 de novembro de 1802, aos 28 anos, foi aceita no Convento de <a title="Agnentenberg (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Agnentenberg&amp;action=edit&amp;redlink=1">Agnentenberg</a>, em Dülmen.</p>
<p style="margin-top: 0.4em;margin-right: 0px;margin-bottom: 0.5em;margin-left: 0px;font-family: sans-serif">Durante a infância, relatos afirmam que tinha constante visões de <a title="Jesus" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus">Jesus</a>, <a title="Maria (mãe de Jesus)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_(m%C3%A3e_de_Jesus)">Maria</a>, e de santos, aos quais entregava coroas de flores no dia de comemoração em nome deles. Afirma-se também que tinha a capacidade de identificar lugares sacros e pagãos, assim como identificar ervas medicinais que ninguém conhecia antes ou apontar quando algum objeto ou lugar era sagrado ou pagão; mesmos traços que foram identificados em outras personalidades que manifestaram &#8220;dons divinos&#8221;, como <a title="Santa Sibyllina de Pavia (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Santa_Sibyllina_de_Pavia&amp;action=edit&amp;redlink=1">Santa Sibyllina de Pavia</a>. Em relatos, descreve-se que as as visões eram tão comuns pra ela, que ela acreditava que toda criança tinha a mesma experiência, e todos simplesmente ficavam calados; por isso, ela também permanecia em silêncio para que não achassem que ela estava se vangloriando.</p>
<p style="margin-top: 0.4em;margin-right: 0px;margin-bottom: 0.5em;margin-left: 0px;font-family: sans-serif">Durante toda a vida, Anna Emmerich ajudava os pobres e enfermos com tudo o que possuía, dividindo o pouco que conseguia em sua pobreza, e por vezes não lhe restava nada nem para o próprio sustento, tendo que ser ajudada pela mãe e amigos; porém, mesmo assim, não deixava de dividir tudo que ganhava com os que mais necessitavam. E quando não os encontrava, rezava para que Deus os revelasse. Também tinha visões com almas presas no <a title="Purgatório" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Purgat%C3%B3rio">Purgatório</a>, e por muitas vezes rezou por essas almas e era acordado por elas no meio da noite, pedindo que Anna rezasse por elas. Aos 24 anos, em <a title="1798" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1798">1798</a>, Anne teve uma visão na <a title="Igreja dos Jesuítas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_dos_Jesu%C3%ADtas">Igreja dos Jesuítas</a>, em <a title="Coesfeld" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coesfeld">Coesfeld</a>, na qual ela vislumbrava Jesus Cristo com uma coroa de espinho e outra de rosas em cada mão, pedindo a ela que escolhesse, decidindo-se Anne pela de espinhos e enterrando na própria cabeça. Desde então, passou a receber <a title="Estigmas (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Estigmas&amp;action=edit&amp;redlink=1">estigmas</a>, que ocultava de todos usando mantos envolta da testa.</p>
<p style="margin-top: 0.4em;margin-right: 0px;margin-bottom: 0.5em;margin-left: 0px;font-family: sans-serif">Teólogos acreditam que, durante a vida, Anne Emmerich recebeu mais visões divinas do que qualquer outro santo. O livro &#8220;<a title="A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=A_Dolorosa_Paix%C3%A3o_de_Nosso_Senhor_Jesus_Cristo&amp;action=edit&amp;redlink=1">A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo</a>&#8221; (<a title="The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=The_Dolorous_Passion_of_Our_Lord_Jesus_Christ&amp;action=edit&amp;redlink=1">The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ</a>) consiste em meditações da freira sobre visões de acontecimentos descritos nos <a title="Evangelhos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelhos">Evangelhos</a>concernentes à <a title="Paixão de Cristo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paix%C3%A3o_de_Cristo">paixão de Cristo</a>. Afirma-se que o mais chocante no relato das visões é a riqueza de detalhes com que Anna Emmerich descreve os sofrimentos, os ferimentos, as humilhações, as torturas, o <a title="Açoitamento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7oitamento">açoitamento</a> e a <a title="Crucificação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crucifica%C3%A7%C3%A3o">crucificação</a> a que Jesus Cristo é submetido, segundo os Evangelhos, do <a title="Novo Testamento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Testamento">Novo Testamento</a>.</p>
<p style="margin-top: 0.4em;margin-right: 0px;margin-bottom: 0.5em;margin-left: 0px;font-family: sans-serif">O livro foi publicado por Clemens Bretano, que escreveu os relatos da freira de 1819 até a morte, em 1824, produzindo quarenta volumes, em que se encontram detalhes das visões e meditações da própria Anna Emmerich. Em 1833, Bretano publicou a primeira edição de &#8220;<a title="A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de acordo com as Meditações de Anna Catarina Emmerich (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=A_Dolorosa_Paix%C3%A3o_de_Nosso_Senhor_Jesus_Cristo_de_acordo_com_as_Medita%C3%A7%C3%B5es_de_Anna_Catarina_Emmerich&amp;action=edit&amp;redlink=1">A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de acordo com as Meditações de Anna Catarina Emmerich</a>&#8221; (<a title="The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ according to the Meditations of Anne Catherine Emmerich (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=The_Dolorous_Passion_of_Our_Lord_Jesus_Christ_according_to_the_Meditations_of_Anne_Catherine_Emmerich&amp;action=edit&amp;redlink=1">The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Christ according to the Meditations of Anne Catherine Emmerich</a>). Então, Betrano preparou um segundo livro, &#8220;<a title="A Vida da Abençoada Virgem Maria das Visões de Anna Caterina Emmerich (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=A_Vida_da_Aben%C3%A7oada_Virgem_Maria_das_Vis%C3%B5es_de_Anna_Caterina_Emmerich&amp;action=edit&amp;redlink=1">A Vida da Abençoada Virgem Maria das Visões de Anna Caterina Emmerich</a>&#8221; (<a title="The Life of the Blessed Virgin Mary From the Visions of Anne Catherine Emmerich (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=The_Life_of_the_Blessed_Virgin_Mary_From_the_Visions_of_Anne_Catherine_Emmerich&amp;action=edit&amp;redlink=1">The Life of the Blessed Virgin Mary From the Visions of Anne Catherine Emmerich</a>), que foi publicada postumamente, em 1852, em <a title="Munique" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Munique">Munique</a>, pois Bretano faleceu em <a title="1842" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1842">1842</a>. O sacerdote católico Padre Karl Schmoger editou os manuscritos restantes de Bretano e publicou os três volumes de &#8220;A Vida de Nosso Senhor&#8221; (<a title="The Life of Our Lord (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=The_Life_of_Our_Lord&amp;action=edit&amp;redlink=1">The Life of Our Lord</a>), entre os anos de 1858 e 1880. Nos anos seguintes, publicou uma versao ilustrada do último livro e uma biografia de Anna Emmerich. No livro dedicado à Virgem Maria, contém descrições da Cidade de <a title="Ephesus (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ephesus&amp;action=edit&amp;redlink=1">Ephesus</a>, que ainda não foi completamente escavada, porém, há relatos de que as descrições das visões de Anne Emmerich ajudaram arqueólogos a localizar <a title="A Casa da Virgem Maria (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=A_Casa_da_Virgem_Maria&amp;action=edit&amp;redlink=1">A Casa da Virgem Maria</a>. O <a title="Papa João XIII" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_XIII">Papa João XIII</a> tornou permanente a declaração de que a casa encontrada é um <a title="Local Sagrado (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Local_Sagrado&amp;action=edit&amp;redlink=1">Local Sagrado</a>. Posteriormente, <a title="Papa Paulo VI" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Paulo_VI">Papa Paulo VI</a>, <a title="Papa João Paulo II" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_Paulo_II">Papa João Paulo II</a> e <a title="Papa Bento XVI" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Bento_XVI">Papa Bento XVI</a> visitaram o local e o trataram como um santuário católico. <a title="Santuário Católico (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Santu%C3%A1rio_Cat%C3%B3lico&amp;action=edit&amp;redlink=1">Santuário Católico</a>.</p>
<p style="margin-top: 0.4em;margin-right: 0px;margin-bottom: 0.5em;margin-left: 0px;font-family: sans-serif">O filme &#8220;<a title="A Paixão de Cristo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Paix%C3%A3o_de_Cristo">A Paixão de Cristo</a>&#8220;, de <a title="Mel Gibson" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mel_Gibson">Mel Gibson</a>, foi inspirado nas visões de Anna Emmerich, descritas no livro citado acima &#8211; A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p style="margin-top: 0.4em;margin-right: 0px;margin-bottom: 0.5em;margin-left: 0px;font-family: sans-serif">Fonte: Wikipédia.</p>
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		<title>Você conhece o rosário de São Miguel Arcanjo? &#8211; Por Marcos Rocha</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 18:28:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosrocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orações]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça o rosário, a ladainha e a consagração]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p><span style="font-family: 'Trebuchet MS';line-height: normal;text-align: -webkit-left">Esta devoção foi ensinada e pedida pelo próprio Arcanjo à serva Antonia de Astônaco, em Portugal. A devoção passou para outros países, foi aprovada por muitos bispos e até pelo Santo Papa Pio IX, que a enriqueceu de indulgências, em 08 de Agosto de 1851.</span></p>
<p>Um dia, São Miguel Arcanjo apareceu a devota Serva de Deus, Antônia d&#8217;Astonaco em Portugal. O Arcanjo disse à Freira que ele queria ser honrado por meio do recital de nove saudações. Estas nove orações correspondem ao nove Coros Angélicos. A coroa consiste em um Pai nosso e três vezes Ave Maria, em honra a cada Coro Angelical. Esta coroa constitui um meio eficaz para a cura de todos os males espirituais, se recitada com esta intenção. Ela não substitui o Terço da Santíssima Virgem, apenas complementa-o.</p>
<p><strong>Promessas de São Miguel </strong>Para aqueles que praticarem esta devoção em sua honra, o Arcanjo promete grandes bênçãos. Ele promete enviar um Anjo de cada Coro Angelical, para acompanhar o devoto na Santa Comunhão. <strong>Também, a esses que recitaram esta nove Saudações diariamente, os assegura que eles desfrutarão a assistência contínua. Quer dizer, durante esta vida e também depois da morte.</strong> Até mesmo mais, eles serão acompanhados por todo os Anjos; e com todos seus entes queridos, serão libertados do Purgatório.</p>
<p>Tal rosário é constituído de nove contas, com três cada e quatro no final.</p>
<p><strong>Método para rezar:</strong></p>
<p>Junto á medalha, reza-se:</p>
<p><strong><em>Deus vinde em nosso auxilio<br />
Senhor socorrei-nos e salvai-nos.</em></strong></p>
<p><strong><em>Glória ao PAI &#8230;</em></strong><br />
<strong>Primeira Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos SERAFINS, para que o Senhor Jesus nos torne dignos de sermos abrasados de uma perfeita caridade. <strong><em>Amém.<br />
Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong><br />
</em></strong><br />
<strong>Segunda Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos QUEROBINS, para que o Senhor Jesus nos conceda a graça de fugirmos do pecado e procurarmos a perfeição cristã.<strong><em>Amém.<br />
<strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong><br />
</em></strong><br />
<strong>Terceira Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos TRONOS, para que Deus derrame em nossos corações o espírito de verdadeira e sincera humildade. <strong><em>Amém.<br />
<strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong><br />
</em></strong><br />
<strong>Quarta Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das DOMINAÇÕES, para que o Senhor nos conceda a graça de dominar nossos sentidos, e de nos corrigir das nossas más paixões.<br />
<strong><em>Amém.<br />
<strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong><br />
</em></strong><br />
<strong>Quinta Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das POTESTADES, para que o Senhor Jesus se digne de proteger nossas almas contra as ciladas e as tentações de Satanás e dos demônios. <strong><em>Amém.<br />
</em></strong><strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong></p>
<p><strong><em><strong><em> </em></strong></em></strong><br />
<strong>Sexta Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro admirável das VIRTUDES, para que o Senhor não nos deixe cair em tentação, mas que nos livre de todo o mal. <strong><em>Amém.<br />
<strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong><br />
</em></strong><br />
<strong>Sétima Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos PRINCIPADOS, para que o Senhor encha nossas almas do espírito de uma verdadeira e sincera obediência. <strong><em>Amém.<br />
</em></strong><strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong></p>
<p><strong><em><strong><em> </em></strong></em></strong><br />
<strong>Oitava Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos ARCANJOS, para que o Senhor nos conceda o dom da perseverança na fé e nas boas obras, a fim de que possamos chegar a possuir a glória do Paraíso. <strong><em>Amém.</em></strong><br />
<strong><em><strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong><br />
</em></strong><br />
<strong>Nona Saudação</strong><br />
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste de todos os ANJOS, para que sejamos guardados por eles nesta vida mortal, para sermos conduzidos por eles à glória eterna do Céu. <strong><em>Amém.</em></strong><br />
<strong><em><strong><em> Pai Nosso&#8230; Três Ave-Marias&#8230;<strong><em>Glória ao Pai&#8230;</em></strong></em></strong><br />
</em></strong><br />
Ao final, reza-se:<br />
<strong><em>Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.<br />
Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.<br />
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.<br />
Um Pai Nosso em honra de nosso Anjo da Guarda.</em></strong><br />
<strong><em>Um Pai Nosso em honra ao Anjo da Guarda das pessoas que nós ofendemos.(este último opcional, não consta nas contas do rosário)</em></strong></p>
<p><strong>Antífona:</strong><strong><em><br />
</em></strong>Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus. <strong><em>Amém.</em></strong></p>
<p><strong><em>V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.<br />
R. Para que sejamos dignos de suas promessas</em></strong>.</p>
<p><strong>Oração:</strong><br />
<strong><em>Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele, São Miguel, na presença da Vossa Poderosa e Augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém</em></strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Oração a São Miguel.</strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>“São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso auxilio contra a malícia e ciladas do demônio. Exerça Deus sobre ele império, como instantemente vos pedimos, e Vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno a Satanás e os outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas. Amém”.</em></strong></p>
<p><strong><em>CORAÇÃO SACRATÍSSIMO DE JESUS, TENDE PIEDADE DE NÓS (rezar 3 vezes)</em></strong></p>
<p align="center">
<p align="center">
<p align="center"><strong>A Ladainha de São Miguel Arcanjo.</strong></p>
<p><strong>Senhor,</strong> tende piedade de nós<br />
<strong>Jesus Cristo,</strong> tende piedade de nós<br />
<strong>Senhor,</strong> tende piedade de nós<br />
<strong>Jesus Cristo,</strong> ouvi-nos<br />
<strong>Jesus Cristo,</strong> atendei-nos<br />
<strong>Pai Celeste que sois Deus,</strong> tende piedade de nós.<br />
<strong>Filho Redentor do mundo que sois Deus,</strong> tende piedade de nós.<br />
<strong>Espírito Santo que sois Deus,</strong> tende piedade de nós.<br />
<strong>Santíssima Trindade que sois um só Deus,</strong> tende piedade de nós.<br />
<strong>Santa Maria, Rainha dos Anjos</strong>, rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel,</strong> rogai por nós,<br />
<strong>São Miguel, cheio de graça de Deus,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, </strong>rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, coroado de honra e de glória,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, porta e estandarte da Santíssima Trindade,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, guardião do Paraíso,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, guia e consolador do povo Israelita,</strong> rogai por nós..<br />
<strong>São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, luz dos Anjos,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, baluarte da verdadeira fé,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, baluarte da verdadeira fé, </strong>rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz</strong>, rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, socorro muito certo,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, </strong>rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, mensageiro da sentença eterna,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, consolador das almas do Purgatório, Vós a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, </strong>rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, nosso Príncipe,</strong> rogai por nós.<br />
<strong>São Miguel, nosso Advogado, </strong>rogai por nós.<br />
<strong>Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo,</strong> perdoai-nos Senhor<br />
<strong>Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, </strong>ouvi-nos Senhor<br />
<strong>Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, </strong>tende piedade de nós, Senhor<br />
<strong>Jesus Cristo </strong>ouvi-nos.<br />
<strong>Jesus Cristo</strong> atendei-nos.<br />
<strong>Rogai por nós glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Jesus Cristo</strong>,Para que sejamos dignos das Suas promessas. Amém.</p>
<h1>Consagração a São Miguel</h1>
<p>Oh! Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção.</p>
<p>É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração.</p>
<p>Recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória.</p>
<p>Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte.</p>
<p>Vinde, oh! príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no céu.</p>
<p>São Miguel Arcanjo defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.Amém.</p>
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