Fabricio: Quando passa o tempo inicial do namoro, perÃodo em que tudo é lindo, a grama é mais verde, as flores mais bonitas… normalmente começamos a ver mais claramente as diferenças entre nós. Maneiras de pensar, gostos… esse é um território que muitas vezes traz atritos para o relacionamento.
Graça: Começamos a namorar e já sabÃamos que éramos diferentes. Já éramos amigos. Mas a cada dia descobrimos mais diferenças entre nós. O bonito é que estamos descobrindo que elas não precisam nos afastar, elas podem nos aproximar.
Quando me deparo com algumas coisas que o FabrÃcio tem de diferente de mim, primeiro tenho o impacto de encarar essa diferença e depois me disponho a acolher e aprender com o que ele traz de diferente. Pois muitas vezes vejo nele algo que eu gostaria de ser, mas não sou. E tenho que lidar com isso da melhor forma. Então entendo que eu não preciso ser como ele, mas que o jeito dele é muitas vezes o complemento que me falta.
Fabricio: Nós conversamos sempre sobre isso: O fato de pensarmos diferente não nos torna rivais. No relacionamento, às vezes, maneiras de pensar diferente se tornam causa de atrito e aqui precisamos tomar cuidado. Acolhermos um ao outro, sermos cúmplices, no mais bonito sentido da palavra, não pode fazer com que nos anulemos naquilo que somos. A liberdade no relacionamento precisa crescer a ponto de que eu possa ser quem de fato eu sou, sem ter medo de não ser acolhido. Mascarar atitudes podem criar ilusões que são maléficas para um relacionamento sadio. Viver de fachada é mal sinal que pode trazer más consequências.
Graça: Muitas vezes será necessário abrir mão dos próprios conceitos e vontades para que o outro se realize. Isto não quer dizer deixar de ser quem sou, mas porque eu tenho clareza de quem sou posso abrir mão de uma vontade para ver o outro feliz. Em coisas simples, como fazer um prato que leva queijo, quando eu não não gosto de queijo, mas o FabrÃcio gosta e vai ficar feliz. Ou como o FabrÃcio, que aprendeu a tomar café, que ele não gosta, apenas para me acompanhar, já que eu gosto muito. Abro mão pelo outro, para vê-lo feliz, e assim fico feliz também.
Algo que nos ajuda muito a conviver e administrar nossas diferenças é o diálogo. Uma boa conversa na qual podemos expor nossos pontos de vista, sentimentos, e muitas más impressões, confusões caem por terra. Conversando conseguimos nos entender e aprendemos um com o outro a lidar com nossas diferenças de forma que elas nos construam.
Graça: Com o tempo fomos descobrindo como as nossas diferenças nos completam, nos fazem melhores. Sempre disse que o FabrÃcio era muito agitado, mas a agitação dele me faz mais alegre, me ajuda a sair da timidez. Olho para nós dois e agradeço a Deus porque ele não é igual a mim. Por isso não devemos ter medo do diferente que há no outro, mas acolhê-lo com disposição e alegria como quem recebe um presente.
Esperamos que esta partilha ajude você.
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Deus abençoe
Fabricio Neto e Graça Maria
@fabphn e @gracacn
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