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Saudações pessoal…
Mudamos de endereço para melhor atender a demanda!!!
Estamos agora no “A Cruz Sagrada Seja Minha Luz…” – http://asagradacruz.blogspot.com
Um grande abraço para todos!!!
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“Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:
“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e seus filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair dali, aquele empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.
É assim que meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.”

Perdoa!!!
O evangelho também nos apresenta uma parábola narrada por Jesus, para tratar um tema que tinha muito a peito: o perdão do irmão pecador. Deus é Aquele que perdoa generosamente. A vinda de Jesus tornou claramente perceptível esse perdão. Para Mateus, toda a obra de Jesus é caracterizada pela remissão dos pecados: cura do paralítico (9, 2-7); o seu sangue é «entregue para a remissão dos pecados» (26, 28). Na cruz, Jesus reza pelos seus algozes: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34).
O perdão de Deus, dado com toda a generosidade e misericórdia, torna-se normativo para as relações entre os discípulos: «não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?» (v. 33). A experiência do perdão de Deus há de levar-nos a perdoar aos irmãos. O nosso comportamento com os outros deve refletir o modo como Deus se comporta conosco. O que Ele fez por nós ensina-nos o que havemos de fazer pelos outros.
Na doutrina de Jesus, há alguns «como» a que nem sempre damos a devida atenção: «Ama o teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22, 39; Gl 5, 14), «como Eu vos amei» (Jo 15, 12), «como amo o Pai» (Jo 14, 31) … O mesmo Jesus nos ensina a rezar: «perdoa as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» (Mt 6, 12). Jesus não ensina que o preço para sermos perdoados é perdoar, que esse perdão é a única coisa a fazer para sermos perdoados, ou que, uma vez que perdoamos, temos direito ao perdão. O perdão de Deus não é simples eco do nosso espírito de perdão. Pelo contrário: o pensamento da grandeza do perdão de Deus deve sensibilizar o nosso coração, para agirmos de modo semelhante, e sabermos perdoar aos nossos irmãos.
As nossas relações fraternas hão de ser marcadas pelo amor, pela confiança e pela estima. Mas, se nos irmãos nem tudo merece estima e confiança, o amor jamais há de faltar sob a forma de tolerância do irmão, de aceitação, de compreensão, de misericórdia e de perdão: na comunhão fraterna, mesmo para além dos conflitos, e no perdão recíproco, queremos e devemos mostrar que a fraternidade porque os homens anseiam é possível em Jesus Cristo, e dela queremos ser fiéis servidores (cf. Catecismo 65).
Fonte: Comunidade Shalom
Nasceu em Roma Itália em 1384.
Uma aristocráta por nascimento, seus pais eram Paul Brussa e Jacobella de Roffredeschi. Casou-se com o seu prometido (costume da época), aos 12 anos, com Lorenzo de Ponziani, e seu casamento durou 40 anos. Mãe de três em 1400, 1404 e 1407. Viúva.
Entrou para a Ordem das Beneditinas e fundou as Oblatas Colatinas (Tor de Specchi). Diz à tradição que era guiada por um anjo que somente ela podia ver. Gastou toda a sua fortuna a serviço dos pobres e dos doentes, inclusive fundou a primeira Casa para Crianças Abandonadas em Roma. Durante alguns êxtases que tinha, ditou 97 visões que ela disse serem dos sofrimentos do Inferno.
No dia de sua festa os padres benzem os carros porque ela é, junto com São Cristóvão, padroeira dos carros e motoristas. Santa Francisca certamente nunca dirigiu, mas diz à lenda que quando ela saía a noite, seu anjo da guarda ia na frente iluminando a estrada como um farol dianteiro de um carro, mantendo-a sempre segura no seu caminho.
Faleceu em 1440, em Roma, e suas relíquias estão na Sacristia da Igreja de Santa Cecília, em Roma.
Foi canonizada em 1608 pelo Papa Paulo V.
É padroeira dos motoristas de carros, taxistas e viúvas.
É mostrada na arte litúrgica da Igreja como: 1) uma mulher com habito preto e véu branco acompanhada pelo seu anjo da guarda; ou 2) carregando um cesto de comida ; ou 3) uma freira com o seu anjo como diácono ; 4) freira com um arco e flecha; ou 5) com um livro; ou 6) recebendo o véu do Menino Jesus em seus braços.
Segue abaixo uma oração, retirada do Blog Visão Cristã, de autoria do Bispo auxiliar de Aracaju, Dom Henrique Soares.
É uma preciosidade de oração!!!!

“Jesus!
Não permitas que tua Igreja desvie o olhar de ti!
Não permitas que, em teu nome, nos descuidemos de te amar, de preocupar-se contigo, de te proclamar, amorosa e convictamente, como o único Deus verdadeiro, o único caminho, o Bem supremo e definitivo de toda a humanidade!
São tantas as desculpas para nos distrairmos de ti:
À esquerda, as preocupações pelas causas sociais. Então, os olhos de muitos brilham quando fazem intermináveis e irreais análises de conjuntura, quando falam de questões como a fome, a pobreza, a ecologia, a falta de políticas públicas sérias, os vários sistemas econômicos… O discurso ideológico – e alienado, porque fora da realidade e dentro de uma gaiola ideológica que torna bobas as pessoas que, ainda assim, se pensam espertas, cheias de senso crítico – o discurso ideológico ocupa a vida desses que, pensam fazer isto por ti, mas de ti pouco se lembram… Tudo é instrumentalizado e sacrificado por esses no altar maldito e estéril da ideologia; tudo é manipulado em prol da doutrinação ideológica, como os intelectuais orgânicos do marxista ateu Antônio Gramsci: a liturgia é desfigurada, o dogma é manipulado, a santidade é esquecida, as virtudes cristãs deixadas em segundo plano… Assim, por ti – e não é por ti! – se esquecem de ti! Tem-se, então, Senhor meu, uma Igreja sem graça, masculina, do fazer, da luta, do combate, dos slogans tolos e cansativos, da patrulha ideológica! Uma Igreja que não atrai, não encanta e que se mostra cada vez mais estéril! Esta pseudo-igreja dos que de ti se afastam pela esquerda já não te considera mais como o único Salvador: colocam-te abaixo do diálogo interreligioso, consideram todas as religiões iguais e tu, Salvador nosso, tornas-te somente mais uma ilusão que só serve enquanto inspira suas lutas de ilusória e chata e mentirosa libertação…
Não, definitivamente, esta não é a Igreja que tu sonhaste, Senhor! É uma deturpação pobre da tua Pessoa, do teu Evangelho e do que tu pensaste… Tudo no molho do marxismo requentado e de um sociologismo tolo, que só agrada e convence aos incultos ou aos que disso se aproveitam, usando a Igreja para obter benefícios políticos ou econômicos…
À direita, a situação não é muito melhor. Confundem evangelizar com fazer show, falar na linguagem de hoje com ser vulgar e secularizado. Transformam o sacerdócio em meio para se promover artisticamente, usam o teu Evangelho para aparecerem, deixando-te na penumbra. À direita, quantos astros, ó Cristo, que se esquecem que somente tu és o Sol que não tem ocaso! Tu e o Reino que vieste anunciar tornam-se, então, somente um sentimento, um adocicado xarope de um Evangelho falsificado que cabe em qualquer programa de televisão e que pode ser proclamado numa passarela de samba, numa pista de dança ou até mesmo numa festinha pouco honesta. Esvaziaram tua mensagem, tornaram apenas um fantasma a tua Pessoa, amoleceram e imbecilizaram tua palavra santa! Para esses, a missa é show, a pregação é conferência afetada e sem conteúdo sólido, a liturgia é colocada a serviço da emotividade, do intimismo e do individualismo. No fundo, tu, o Jesus real, o Jesus da Igreja, o Jesus que nos foi transmitido por gerações de cristãos, é falseado e desaparece na penumbra desse cristianismo barato e invertebrado…
E há também aqueles que se esquecem de ti no ativismo da prática pastoral, pensando que a pastoralite é prova de amor a ti e de construção do Reino que trouxeste. Há ainda os que se perdem numa visão burocrática e fria de Igreja, pensando que cuidar de Cristo é ser administrador de uma instituição, de obras ou de projetos… Há, finalmente, os que confundem Tradição com tradicionalismo e pastoreio com jogos de poder…
Jesus! Jesus, Senhor nosso!
Ser cristão é te amar, é te escutar, é olhar-te nos olhos, é encantar-se contigo!
Tua Igreja é a comunidade dos que te amam, dos que já não saberiam viver sem ti! Por ti largam-se a si mesmos, por teu amor rezam e fazem penitência, procurando tua santa vontade crescem humildemente na virtude e na caridade… Tua Igreja celebra com zelo e respeito profunda a santa Liturgia, jamais instrumentaliza a tua Palavra ou falsifica a reta doutrina católica…
Tua Igreja – nossa Mãe católica – é a assembleia dos que proclamam que somente tu és Senhor, somente tu és Salvador, somente tu és a Verdade. Os da tua Igreja respeitam a todos, respeitam a todas as religiões, mas sabem, sem medo nem complexos, que somente no cristianismo encontra-se a verdade que o próprio Deus-Pai, por ti, nos revelou nas Escrituras e na Tradição apostólica e nos deu como graça e vida nos sacramentos. Teus discípulos, filhos da Mãe católica têm certeza plena que somente aquela Igreja unida a Pedro é a tua Igreja, a única e una Igreja que fundaste e à qual prometeste que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre ela…
Senhor, que tua Igreja seja feminina:
Esposa tua, Mãe nossa,
acolhedora da Palavra,
virgem pela fé guardada fielmente,
fecunda pela abertura serena e profunda ao Espírito,
terna pela beleza de sua liturgia celebrada com decoro e piedade,
cuidadosa pela capacidade de ser atenta aos detalhes, coisa de quem ama,
apaixonada pela esperança coloca em ti, Esposo, de modo inabalável…
Senhor, cuida e orienta a tua Igreja, nossa Mãe católica!
Não nos deixes desviar do reto caminho nas estradas tão tortuosas da história humana, peregrinação no tempo rumo à eternidade.
Senhor fiel e bom, faze que o teu Espírito impila tua Igreja a dizer-te, cada dia, em cada ação, em cada respiro: “Vem!”
E tu, Esposo fidelíssimo, fá-la ouvir a cada momento tua resposta certa e consoladora: “Eis que venho em breve!”
Amém!”
34ª Parte: A clausura das Irmãs de Santa Clara
A Espiritualidade de Santa Clara de Assis
Por Frei José Carlos Corrêa Pedroso, OFMCap
8.3. A clausura das Irmãs de Santa Clara
As clarissas são as franciscanas de clausura. As clarissas atuais até fazem voto de clausura. Observo que a palavra clausura é da raiz do verbo “claudo” = fechar, aparentada com a palavra chave (em latim clauis). Em latim, é um particípio futuro, significando um lugar que vai ser fechado. Outra palavra aparentada é claustro, que lembra mais um ambiente fechado. As Regras de São Bento, de Hugolino e de Inocêncio IV, bem como a de Santa Clara, não usam a palavra clausura. Nas FONTES CLARIANAS só a encontramos na procuração dada por Clara e as Irmãs para vender um terreno, que é chamado de clausura, palavra que indicava que ainda não tinham feito nenhuma cerca. Clara só usa a palavra claustro para lembrar que Nossa Senhora recebeu Jesus no “claustro do seu santo seio” (3CtIn 19).
Em nossos dias, estamos encontrando sérias críticas à clausura das clarissas, mesmo por parte de franciscanos e franciscanas. Há quem diga que esse tipo de vida não tem mais sentido e também quem o atribua ao machismo da Igreja, que sempre teria demonstrado desconfiança em relação às mulheres religiosas. Muita gente diz que Santa Clara ficou na clausura por imposição, uma vez que no tempo dela não se entendia outro tipo de vida religiosa para as mulheres.
É certo que se podem citar alguns fatos históricos para corroborar algumas dessas afirmações, mas há muito preconceito. Não é possível fazer generalizações.
Não vamos tratar extensamente desse assunto aqui, porque estamos estudando apenas a espiritualidade de Santa Clara. Vou apresentar sucintamente a visão de dois autores atuais dos mais abalizados. E concluir com a minha visão sobre a clausura das clarissas dentro da sua espiritualidade própria.
Uma primeira visão muito bem fundamentada é a da estudiosa CLARA AUGUSTA LAINATI, da ordem das clarissas. Para ela, a clausura é uma expressão do mistério pascoal, é uma kénosis para uma comunhão: uma morte para uma vida. É fundamental um artigo que ela publicou na revista das clarissas Forma Sororum em 1983 (15).
Ela começa afirmando que a clausura das clarissas não é um meio para aprofundar a contemplação, pois existem muitos outros meios eficazes para isso. Para ela, a clausura é um modo típico de Santa Clara para aprofundar a kénosis (o esvaziamento, cf Fl 3,5ss) do Senhor Jesus Cristo. Ela vê um valor na clausura que limita a pessoa no espaço, empobrece suas possibilidades de ação e movimentação para mergulhar no “vazio” da criatura com o Cristo crucificado, com o Cristo que fica sozinho na montanha mas aberto para a contemplação do Pai. Cita São Francisco na sua Regra para os Eremitérios, onde diz: “No claustro onde moram não permitam que entre nenhuma pessoa (REr 7).
Outra visão muito importante é a do estudioso franciscano Jesús SANZ MONTES, autor de diversas obras fundamentais sobre Santa Clara e as clarissas (16).
Para ele, Santa Clara encontrou na clausura de São Damião o “lugar carismático” para sua opção do seguimento esponsal de Cristo.
Ele lembra que nem toda vida contemplativa exige a clausura, nem toda clausura expressa e desenvolve a vida contemplativa, mas pode haver uma forma de existência cristã em que, por vocação carismática, por divina inspiração, unam-se as duas realidades. Lembra também que o próprio São Francisco deu um primeiro passo para a c1ausura de Clara fundamentado na sua opção pelo Esposo:
” … e como se a serva humilde tivesse desposado Cristo diante do leito nupcial dessa Virgem, São Francisco mudou-a imediatamente para a igreja de São Paulo, para que ficasse lá até que o Altíssimo dispusesse outra coisa” (LSC 8).
Santa Clara escolheria um caminho que implicava ser monástico, claustral e franciscano, correspondentes à sua vocação para a fratemidade, a contemplação e a pobreza. A genialidade de Clara está justamente em sua capacidade de ter unido as duas figuras de Marta e Maria, vivendo sua vocação c1austral aberta ao mundo e ao serviço dos pobres. Sobre a escolha de vida claustral como modalidade de serviço à Igreja, Clara estava em sintonia com Francisco e Hugolino.
No hortus conclusus, na cella vinaria, do São Damião de Clara de Assis, desenvolveu-se essa história de seguimento esponsal de Jesus Cristo, como um espaço que representava o locus charismaticus de sua vocação eclesial, em uma progressiva identificação kenótico-pascoal com Cristo Esposo. Definitivamente, Ele é o grande “Tu” por quem Clara iniciou todos os seus êxodos, por quem fez todas as suas opções e por quem pacientemente aguardou todas as suas esperas, para que fosse brotando uma forma vitae que harmonizava todos esses fatores já indicados, e que faziam de seu caminho uma novitas capaz de catalisar aquele dilatado movimento feminino que se reconheceu no carisma de Francisco de Assis.
Para concluir, proponho que essas abalizadas opiniões desse dois utores sejam lidas à luz do que falamos sobre a vida de Clara e suas Irmãs no não-lugar e no não-tempo. Creio que de fato, a opção das clarissas pela clausura tem uma luz própria, diferente da “clausura” das “contemplativas”. Elas estão no seu lugar de esposas de Cristo que se descobrem como irmãs.
15 La Clausura: non “mezzo di contemplazione”, ma modo típico delle Clarisse di esprimere il mistero pasquale Una kénosi per una comunione: uma morte per una viúl, en Forma Sororum 20 (1983) pp 201-203.
16 Proponho que se leia especialmente o livro “Illun totaliter diligas – La simbología esponsal como clave hermenéutica del carisma de Santa Clara de Asis, Roma 2000.
Conhecido também como São Cassimiro da Polônia, nasceu em 1458 e era o terceiro filho dos treze filhos do Rei Cassimiro IV ( 1447-1492) e Elizabete da Áustria, filha de Alberto II de Habsburg (1438-1439).
Ele nasceu em 3 de outubro, no Palácio Real na Cracóvia, Polônia. O jovem príncipe, que era também o Grã Duque da Lituânia e o terceiro na linha do trono, foi treinado espiritualmente e já apresentava sinais de santidade quando ainda bem jovem. Dormia no chão , seguia severa disciplina e passava parte da noite em orações dedicada à Polônia e ao celibato.
Tinha grande devoção à Virgem Maria, ajudava os pobres e vivia uma vida virtuosa no meio de uma corte dissoluta.
Quando o Rei Cassimiro IV ordenou a Cassimiro comandar um exército contra o Rei Mathias I de Corvinus da Hungria (1458-1490) em 1471, ele recusou. Cassimiro acreditava que uma tentativa de dominar os húngaros e tomar o trono era uma causa injusta e recusou-se a tomar parte nela. Ficou confinado ao castelo de Dzoki como punição e recusou-se também a casar-se como o seu pai havia ordenado. Quando seu pai estava fora da Polônia de 1479 a 1483, Cassimiro serviu como regente da nação e foi considerado um humilde e boníssimo Rei, que conversava com todos e a todos ouvia, mesmo os mais humildes. Foi chamado o “padroeiro dos pobres”.
São Cassimiro morreu de exaustão em 4 de março de 1484 ao visitar Grodno, Lituânia (agora Bielorússia). Enterrado em Vilius, Lituânia, seu túmulo logo ficou famoso por vários milagres e tonou-se local de peregrinação e muitos milagres foram creditados à sua intercessão.
Ele foi canonizado pelo Papa Adriano VI ( 1522-1523).
São Cassimiro é o padroeiro da Polônia e dos “Cavaleiros de São João” e é invocado contra os inimigos da Polônia e os inimigos da fé.
Soldado no exercito romano e um cristão em segredo. Quando o posto de centurião ficou vago ele e outro soldado se candidataram. Marino era a primeira escolha devido a sua bravura e comportamento exemplar, mas o seu rival lembrou uma leia antiga que requeria que o centurião oferecesse sacrifícios para o imperador.
Marino confessou ser cristão e disse que não poderia oferecer sacrifícios; a ele foram dados três horas para mudar de idéia.
Ele passou este tempo na igreja com o seu Bispo Theotecnus meditando com uma espada e os evangelhos. Após o final do prazo ele recusou-se a fazer o sacrifício e foi executado.
Foi degolado em 262 na Cesarea, Palestina, e enterrado pelo Senador São Austerius.
Saudações, POVO DE DEUS!!!!
Quanto tempo, pessoal!! Bom, o que importa é que o sistema normalizou e estamos no ar novamente, para levar a palavra de Deus aos quatro cantos desta terra…
Um grande abraço para todos!!!

O sentido da Quaresma
A Quaresma é um período de quarenta dias. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, prolongando-se até a Quinta-feira Santa, antes da Missa na Ceia do Senhor. Trata-se de um tempo privilegiado de conversão, combate espiritual, jejum e escuta da Palavra de Deus.
Na Igreja Antiga, este era o tempo no qual os catecúmenos (adultos que se preparavam para o Batismo) recebiam os últimos retoques em sua formação para a vida cristã: eles deveriam entregar-se a uma catequese mais intensa e aos exercícios de oração e penitência. Pouco a pouco, toda a comunidade cristã – isto é, os já batizados em Cristo -, começou a participar também deste clima, tanto para unir-se aos catecúmenos, como para renovar em si a graça de seu próprio batismo e o fervor da vida cristã, preparando-se, assim, para a santa Páscoa.
Assim, surgiu a Quaresma: tempo no qual os cristãos, pela purificação e a oração, buscam renovar sua conversão para celebrarem na alegria espiritual a Santa Vigília de Páscoa, na madrugada do Domingo da Ressurreição, renovando suas promessas batismais. Assim, o santo tempo quaresmal tem uma vertente ascética e uma outra mística, centrada na contemplação do mistério pascal de Cristo.
As práticas da Quaresma
A oração: neste tempo os cristãos se dedicam mais à oração. Uma boa prática é rezar diariamente um salmo ou, para os mais generosos, rezar todo o saltério no decorrer dos quarenta dias. Pode-se, também, rezar a Via Sacra às sextas-feiras!
A penitência: todos os dias quaresmais (exceto os domingos!) são dias de penitência. Cada um deve escolher uma pequena prática penitencial para este tempo. Por exemplo: renunciar a um lanche diariamente, ou a uma sobremesa, etc… Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa os cristãos jejuam: o jejum nos faz recordar que somos frágeis e que a vida que temos é um dom de Deus, que deve ser vivida em união com ele. Os mais generosos podem jejuar todas as sextas-feiras da Quaresma. Farão muitíssimo bem! Recordemo-nos que às sextas-feiras os católicos não devem comer carne; e isto vale para o ano todo!
A esmola: trata-se da caridade fraterna. Este tempo santo deve abrir nosso coração para os irmãos: esmola, capacidade de ajudar, visitar os doentes, aprender a escutar os outros, reconciliar-se com alguém de quem estamos afastados – eis algumas das coisas que se pode fazer neste sentido! Neste ano, a Igreja no Brasil lembra-nos as carências e desafios da segurança pública no nosso País e a necessidade urgente de um empenho evangelizador no sentido de melhorar nossas relações sociais e nosso respeito pela vida humana, ameaçada por tantas formas de violência.
A leitura da Palavra de Deus: este é um tempo de escuta mais atenta da Palavra: o homem não vive somente de pão, mas de toda Palavra saída da boca de Deus. Seria muitíssimo recomendável ler durante este tempo o Livro do Êxodo ou o Evangelho de São Lucas ou as Cartas de São Paulo.
A conversão: “Eis o tempo da conversão!”, diz-nos São Paulo. Que cada um veja um vício, um ponto fraco, que o afasta de Cristo, e procure lutar, combatê-lo nesta Quaresma! É o que a Tradição ascética de Igreja chama de “combate espiritual” e “luta contra os demônios”. Nossos demônios são nossos vícios, nossas más tendências, que precisam ser combatidas. Os antigos davam o nome de sete demônios principais: a soberba, a avareza, a tristeza (hoje diz-se a inveja), a preguiça, a ira, a gula, a sensualidade. Estes demônios geram outros. Na Quaresma, é necessário identificar aqueles que são mais fortes em nós e combatê-los! Recomendo, neste sentido, a leitura do livro “O Céu começa em você” de Aselm Grün” ou “Diálogo com Deus”, de García Colombás ou “Jesus de Nazaré”,do Papa Bento XVI.
A liturgia da Quaresma
Este tempo sagrado é marcado por alguns sinais especiais nas celebrações da Igreja: A cor da liturgia é o roxo – sinal de sobriedade, penitência e conversão; não se canta o Glória nas missas (exceto nas solenidades, quando houve); não se canta o aleluia que, sinal de alegria e júbilo, somente será cantado outra vez na Páscoa da Ressurreição; os cantos da missa devem ter uma melodia simples; não é permitido que se toque nenhum instrumento musical, a não ser para sustentar o canto, em sinal de jejum dos nossos ouvidos, que devem ser mais atentos à Palavra de Deus; não é permitido usar flores nos altares, em sinal de despojamento e penitência (nos casamentos e outras festas as igrejas, devem ser enfeitadas com MUITA sobriedade!); a partir da quinta semana da Quaresma podem-se cobrir de roxo ou branco as imagens, em sinal de jejum dos sentido, sobretudo dos olhos.
O importante é que todas estas práticas nos levem a uma preparação séria e empenhada para o essencial: a Páscoa! As observâncias quaresmais não são atos folclóricos, mas instrumentos para nos fazer crescer no processo de conversão que nos leva ao conhecimento espiritual e ao amor de Cristo. Tenhamos em vista que o ponto alto do caminho quaresmal é a renovação das promessas batismais na Santa Vigília pascal e a celebração da Eucaristia de Páscoa nesta mesma Noite Santa, virada do sábado para o Domingo da Ressurreição.
Fonte: Blog Visão Cristã
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A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja; marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus se sentar sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As Cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer; que somos pó e que ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19) para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa para não mais perecer.
A intenção deste sacramental é levar-nos ao arrependimento dos pecados, marcando o início da Quaresma; e fazer-nos lembrar que não podemos nos apegar a esta vida achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. É uma ilusão perigosa. A morada definitiva é o céu.
A maioria das pessoas, mesmo os cristãos, passa a vida lutando para “construir o céu na terra”. É um grande engano. Jamais construíremos o céu na terra; jamais a felicidade será perfeita no vale em que o pecado transformou num vale de lágrimas. Devemos, sim, lutar para deixar a vida na terra cada vez melhor, mas sem a ilusão de que ficaremos sempre aqui.
Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Qual seria o desígnio do Senhor nisso? A cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, etc… Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do coração e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete, sem cessar, suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório… nada eterno. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha; todo dia que nasce logo se esvai… e assim tudo passa, tudo é transitório.
Por que será? Qual a razão de nada ser duradouro? Compra-se uma camisa nova e, logo, já está surrada; compra-se um carro novo e, logo, ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.
A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A marca da vida é a renovação. Tudo nasce, cresce, vive, amadurece e morre. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que o Senhor nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna, perene.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, sinto Deus nos dizer: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia.”
E isso mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence.
Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19b); ao que o Senhor lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).
A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e constante encontrada por Deus para nos dizer, a cada momento, que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos e, principalmente, para os outros. Os talentos multiplicados no dia a dia, a perfeição da alma buscada na longa caminhada de uma vida de meditação, de oração, de piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, nos abrirão as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. 1 Cor 15,28).
A transitoriedade de tudo o que está sob os nossos olhos deve nos convencer de que só viveremos bem esta vida se a vivermos para os outros e para Deus. São João Bosco dizia que “Deus nos fez para os outros”. Só o amor, a caridade, o oposto do egoísmo, pode nos levar a compreender a verdadeira dimensão da vida e a necessidade da efemeridade terrena.
Se a vida na terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensaríamos em Deus e no céu. Acontece que o Todo-poderoso tem para nós algo mais excelente, aquela vida que levou São Paulo a exclamar:
“Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta – uma vida junto d’Ele. E, para tal, o Senhor não quer que nos acostumemos com esta [vida], mas que busquemos a outra com alegria, onde não haverá mais sol porque o próprio Deus será a luz, nem haverá mais choro nem lágrimas.
Aqueles que não creem na eternidade jamais se conformarão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre sonharão com a construção do céu nesta terra. Para os que creem a efemeridade tem sentido: a vida “não será tirada, mas transformada”; o “corpo corruptível se revestirá da incorruptibilidade” (cf 1Cor 15,54) em Jesus Cristo.
Santa Teresinha não se cansava de exclamar:
“Tenho sede do Céu, dessa mansão bem-aventurada, onde se amará Jesus sem restrições. Mas, para lá chegar é preciso sofrer e chorar; pois bem! Quero sofrer tudo o que aprouver a meu Bem Amado, quero deixar que Ele faça de sua bolinha o que Ele quiser”.
São Paulo lembrou aos filipenses: “Nós somos cidadãos do Céu!. É de lá que também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará nosso corpo miserável, para que seja conforme o seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de submeter a si toda a criatura” (Fl 3, 20-21).
A esperança do Céu e da Sua glória fazia o Apóstolo dizer:
“Os olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
E essa esperança lhe dava as forças necessárias para vencer as tribulações: “Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18).
Este é o sentido das Cinzas.
Fonte: Canção Nova – Prof. Felipe Aquino (felipeaquino@cancaonova.com)
Interessante percebermos o contexto do surgimento desta ordem. No século XII e XIII, predominava uma burguesia anticristã na vivência, porque dizer que é cristão, que é católico, não é difícil, mas vivenciar e testemunhar o amor a Cristo, à Igreja e aos pobres, só com muito esforço e muita graça do Senhor.
Providencialmente, Deus, em sua misericórdia, foi suscitando vários santos como verdadeiros caminhos da fé e da felicidade, como os sete santos de hoje que fundaram a Ordem dos Servos de Maria. Eles pertenciam ao grupo de burgueses, até que foram se aproximando de um grupo de oração que se reunia com uma imagem de Nossa Senhora e ali oravam. Aqueles jovens foram se aproximando e a graça de Deus foi conquistando o coração deles.
Foram sete a dar um passo de radicalidade. Abandonaram o luxo, os cavalos, as festas, e foram viver uma vida monástica como sinal de santidade naquela sociedade em decadência. Com exceção de Alessio, que ficou como irmão religioso, os demais tornaram-se sacerdotes. Mas todos eles, como um só sinal de que ser servo de Cristo e da Virgem Maria, é preciso ter muito amor.
Oração, penitência e renúncia são percebidos na vida dos santos. Essas coisas são comuns, porque brotam da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e estão presentes no Evangelho que a Igreja de Cristo prega.
Sete santos fundadores da Ordem dos Servitas, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova
Nota: Para maiores informações históricas, favor visitar o site http://alexandrinabalasar.free.fr/fundadores_servitas.htm

33ª Parte: A contribuição das Irmãs-Esposas para a Ordem e para a Igreja
A Espiritualidade de Santa Clara de Assis
Por Frei José Carlos Corrêa Pedroso, OFMCap
8.2. A contribuição das Irmãs-Esposas para a Ordem e para a Igreja
Clara contribuiu pessoalmente – e ainda contribui através de suas Irmãs – para a vida do mundo, da Igreja e de todo o movimento franciscano porque sua contemplação esponsal leva-as a se espelhar em Cristo Espelho de Deus até serem transformadas nele.
A partir daí se aproximam do homem concreto e da Igreja viva dando-lhes oportunidade de reconhecer a ternura e a bondade de Deus, um Deus Esposo, amante, doce e luminoso, para todas as amarguras e escuridões que pode haver nos membros desse grande corpo que representa a humanidade e a Igreja. A partir da Igreja, e em filial e real comunhão com ela, Clara foi espelho e exemplo, ícone vivo do que Deus quer de todos seus filhos.
O Cardeal Hugolino, que foi decididamente um homem de Igreja e chegou a ser papa, sentiu a força desse reflexo de Deus mesmo em uma Clara que ainda não tinha passado dos trinta anos de idade e, já quase octogenário escreveu-lhe:
“À caríssima irmã em Cristo e mãe de sua salvação, dona Clara, serva de Cristo, Hugolino, ostiense, indigno e pecador, recomenda-se em tudo que é e pode ser [ ... ] Entrego-lhe minha alma e lhe recomendo meu espírito, para que, como Jesus entregou o espírito a seu Pai na cruz, você também responda por mim no dia do juízo, se não tiver sido solícita e atenta por minha salvação. Estou certo de que conseguirá do sumo Juiz tudo que pedir com insistência de tanta devoção e abundância de lágrimas”.
Mesmo depois de já ter assumido o papado e o nome de Gregório IX, sentindo a gravidade de seus problemas, voltou a encontrar em Clara e nas Irmãs consolo e apoio, vistos na missão intercessora da contemplação esponsal clariana:
“À dileta filha abadessa e à comunidade das monjas reclusas de São Damião de Assis … [ ... ] como, no meio das numerosas amarguras e infinitas angústias que sem cessar nos afligem, vós sois nossa consolação [ ... ] fareis com que Deus seja glorificado em vós e nos enchereis de gozo, pois vos abraçamos com íntimo amor como filhas prediletas, ou melhor, se podemos dizê-lo, como senhoras, pois são esposas de nosso Senhor. Mas porque, como confiamos, vos fizestes um só espírito com Cristo, pedimos que em vossas orações, lembrando-se sempre de nós, eleveis as piedosas mãos ao céu, suplicando insistentemente que Aquele que sabe que nós, colocados no meio de tantos perigos, não podemos agüentar por nossa fragilidade, nos dê força por sua virtude, conceda-nos dar conta tão dignamente do ministério que nos confiou que redunde em glória para Ele, alegria para os anjos e salvação para os que foram confiados ao nosso governo”.
Pouco tempo depois, aos 18 de agosto de 1228, fez com que o Cardeal Reinaldo de Segni, seu sobrinho, enviasse uma carta circular para comunicar a nomeação de um novo visitador e assistente das damianitas, Frei Filipe Longo. Chamamos a atenção para este texto:
“Ele (Deus) fez seu vigário na terra aquele que era vosso pai e senhor, cujo amor por vós não sofre o desgaste da diminuição, pois consegue crescer todos os dias. De fato foi oportuno e conveniente que o Vigário de Cristo Esposo, pastor e bispo do rebanho universal do Senhor, também se ligasse por amor perpétuo às adolescentes em cujo amor castíssimo apóia-se o Esposo”.
Por muitos, São Francisco é considerado um grande reformador e rejuvenescedor do mundo e da Igreja. Mas podemos dizer que todo o seu exemplar Movimento Franciscano começou justamente com essas senhoras de São Damião, como escreveu Clara em seu Testamento:
“Pois, quando o santo, logo depois de sua conversão, sem ter ainda irmãos ou companheiros, estava construindo a igreja de São Damião, em que foi visitado plenamente pela graça divina, e foi impelido a abandonar totalmente o mundo, numa grande alegria e iluminação do Espírito Santo, profetizou a nosso respeito aquilo que o Senhor veio a cumprir mais tarde. Pois, nessa ocasião, subindo ao mUro da igreja, ele disse em voz alta e em francês para uns pobres que moravam ali perto: Venham me ajudar na obra do mosteiro de São Damião, porque nele ainda haverão de morar umas senhoras cuja vida famosa e santo comportamento vão glorificar nosso Pai celestial em toda a sua santa Igreja” (TestC 9-14).
Clara ensina Inês e todas as Irmãs a serem esposas. A esposa é espelho de Jesus. A esposa contempla Jesus. São esposas-irmãs que precisam se comunicar porque vivem o mesmo Esposo. Cabe às Clarissas de hoje, a todas as numerosas Irmãs Franciscanas da TOR – e a todo o Movimento Franciscano – manter atualizado esse serviço à Igreja e ao mundo. De maneira especial, cabe a elas ajudar os homens do movimento franciscano a entenderam essa dimensão de um amor pessoal pelo Cristo pessoa.
Fonte: Franciscanos
São Teotônio, nasceu em 1086 em Gonfei, na Espanha.
Foi educado no mosteiro beneditino de Ganfei. Em seguida foi para Coimbra, Portugal, a fim de estudar humanidades e teologia. Chamado para Viseu por um tio seu, Dom Teodorico, prior da Colegiada dos Cônegos Regrantes, recebeu nessa cidade a ordenação sacerdotal.
Tornou‑se prior de Nossa Senhora de Viseu; melhorou aí a situação material e deu testemunho de vida que muito edificou o clero; falou muito pelo exemplo e foi excelente conselheiro espiritual para muita gente, a todos edificando. Aceitou forçado esse cargo de prior. Para se desfazer desse cargo, empreendeu uma peregrinação a Jerusalém. Ao voltar daí, deixou o priorado ao sacerdote Honório, que tomara a sua direção, durante a sua ausência.
Recusou o episcopado e entregou‑se ao ministério da Palavra; no meio de um povo corrompido, deu, em muitas circunstâncias, provas de sua inviolável fidelidade à virtude da castidade.
Empreendeu segunda peregrinação a Jerusalém. Ao retornar a Coimbra, fundou, juntamente com 11 companheiros, nova congregação de cônegos regulares, o Mosteiro de Santa Cruz. Aos 28 de junho de 1131, na presença do rei Dom Afonso, que o tinha em grande estima, foi lançada a primeira pedra. Aos 24 de fevereiro é eleito prior desse mosteiro (1132), onde exerceu esse cargo por cerca de vinte anos. Graças à sua ação, o Mosteiro de Santa Cruz veio a ser um foco de santidade e cultura.
Era devotado às orações diárias, nunca permitindo que os monges orassem os ofícios com pressa. O Rei Alfonsus atribuiu suas vitórias às orações de Teotônio e em gratidão libertou todos o cristãos moçarábes. Foi o primeiro santo português a ser canonizado pelo método moderno.
Aos 70 anos de idade, Teotônio renunciou ao cargo de prior.
Faleceu em 18 de fevereiro de 1162, com oitenta anos de idade. Seu corpo repousa no Mosteiro de Santa Cruz. Seu culto foi aprovado por Benedito XIV, em 1167.
Foi indicado padroeiro da cidade de Viseu.
Fonte: Cadê meu santo?
A voz popular fez deste santo o padroeiro dos namorados, possivelmente porque no tempo em que viveu São Valentino, a religião cristã estava muito perseguida e os pares se casavam às escondidas com o ritual da igreja. Alguns crêem que é uma festa cristianizada do paganismo, já que na antiga Roma se realizava a adoração do deus do amor, cujo nome era Eros, a quem muitos passaram a chamar de Cupido.
Na Inglaterra, no século XVII, a festa de São Valentino era onde se escolhiam os casais para formarem um par. Seja como for, São Valentino é o padroeiro dos enamorados e de todas aquelas pessoas que querem ter um amigo ou um amiga para acompanhá-la ao cinema e também para formar uma família e serem felizes.
São Valentino goza de imensa popularidade nos países de língua inglesa.
Nos Estados Unidos, Inglaterra, e grande parte da Europa, a sua festa é celebrada no dia 14 de fevereiro, e nos grandes centros comerciais, ao estilo do Natal, se faz uma semana de festa e de compras de todos os produtos relacionados com o namoro e noivado.
Mas, quem foi São Valentino?
Era um sacerdote e nasceu em Roma em meados do seculo III e gozou de grande prestigio naquela cidade até que o Imperador Cláudio II o convidou ao seu palácio para saber o porque de sua fama. Segundo a tradição, São Valentino aproveitou aquela ocasião para fazer uma bonita e convincente propaganda da religião cristã e convencer ao Imperador Cláudio que seguisse os passos de Jesus.
Embora em principio, Cláudio II se sentisse atraído por aquela religião, que os mesmos romanos perseguiam, os soldados do Governador de Roma, Calpurnio, o obrigaram a desistir e organizaram uma campanha contra o nosso querido santo. Cláudio não teve outra saída a não ser voltar atras e mandar que Calpurnio o processasse.
Mas quem levaria a cabo aquela missão seria o tenente do governador, um homem de nome Austérius. Quando São Valentino foi levado ante ele, este zombou da religião cristã, e pôs a prova a fé de São Valentino, perguntando a ele se poderia devolver a visão à sua filha cega de nascença. São Valentino aceitou o desafio e em nome do Senhor fez o prodígio e Austérius e toda a sua família se converteram ao cristianismo, mas São Valentino não se salvou do martírio, já que, temendo uma rebelião do exército, o imperador mandou que o executassem, isto no ano de 270.
As relíquias de São Valentino estão atualmente na Basílica de São Valentino situada na cidade de Terni, Itália.
Sua festa é celebrada no dia 14 de fevereiro. Neste dia, naquele templo, é celebrado um ato de compromisso dos casais que querem se unir em matrimonio no ano seguinte.
Nota:
Na Catalunha, Espanha, o dia dos namorados é celebrada no dia de São Jorge, 23 de abril.
No Brasil, o dia dos namorados é celebrado na véspera do dia de Santo Antônio, 12 de junho.
Fonte: Cadê meu santo?
São Benigno foi martirizado em Todi, Itália, para renegar a sua fé e oferecer sacrifícios aos deuses romanos, e como não o fizesse foi executado no dia 13 de fevereiro de 303 dC, durante as perseguições do Imperador Diocleciano (284-305).
Seu corpo foi deixado ao relento, mas inexplicavelmente os animais predadores não o atacaram e mais foi tarde foi recolhido por mãos piedosas e sepultado. No local de sua tumba foi erigido um Monastério Beneditino.
Suas relíquias foram trasladadas para igreja de São Silvestre em 1679.
É muito venerado em Todi.
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