Elefantes cristãos.
Notícia meio antiga, mas que nos fazem refletir: (clique nos links para ler as notícias)
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Há um tempo atrás eu havia postado falando que Deus fala conosco. Hoje ele falou através do irmão Dunga (Canção Nova). Muitas vezes esquecemos quem somos e isto às vezes acontece conosco. Isto é tão sério que o querido padre Fábio escreveu o livro “Quem me roubou de mim” que trata deste assunto.
Hoje ao acompanhar o Twitter me deparei com uma dica PHN do Dunga: #DicaPHN p vc: É necessario se reconhecer como filho de Deus e se comportar como tal. Vc precisa assumir sua identidade onde estiver!
Além de me lembrar de que nosso objetivo como filhos de Deus é nos entregar e ele e deixar que nossa vida seja usada em favor do bem e da salvação das almas; também pensei em como Dunga está sendo usado por Deus. Através de uma pequena frase ele trouxe luz ao meu coração. Minha gente, vocês não fazem idéia do quanto precisava escutar isto e só me dei conta depois que escutei e refleti. Se Deus utilizou o Dunga e trouxe luz para minha vida (quiça de quantos mais…) por quê não nos fazermos também instrumentos de Deus e levar luz às almas necessitadas ?
Deixo abaixo a oração de São Francisco como reflexão.
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Por This Rock Magazine – Março/1990
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: Catholic Answers – http://www.catholic.com
Nós seguimos o exemplo e conselho de Paulo. Lembre-se do que ele escreveu:
“Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. Pois o que é loucura de Deus é mais sábio que os homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte que os homens” (1Coríntios 1,23-25).
Eis aqui um outro versículo para você se recordar:
“Irmãos, quando fui até vós anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri à oratória ou ao prestígio da sabedoria. Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado” (1Coríntios 2,1-2).
Você parece se esquecer também que em muitos exemplos de arte católica Jesus é retratado como um cordeiro, uma criança nos braços de sua mãe, um homem vibrante engajado em seu ministério público, um pastor e, ainda, como o Senhor triunfante ressuscitado. Todos os aspectos da vida de Cristo estão representados na arte católica, mas não mais que a crucificação. Por quê? Porque esse é o principal, o ponto central, da Encarnação de Jesus.
Fonte: MARÇO/1990, This Rock Magazine -. Apostolado Veritatis Splendor: POR QUE OS CATÓLICOS NÃO APRESENTAM UMA CRUZ VAZIA, COMO OS PROTESTANTES?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5827. Desde 19/11/2009.
Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádio
pedindo ajuda. Um bruxo que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça.
Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação:
*Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o DIABO!
Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo
guardando os alimentos, os secretários do bruxo, conforme a orientação
recebida, lhe perguntaram:
*A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?
A mulher, na simplicidade da fé, respondeu:
*Não, meu filho. Nao é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!
‘ NÃO SE PREOCUPE DE QUE MANEIRA VIRÁ SUA VITÓRIA, MAS QUANDO DEUS DETERMINA… ELA VEM… …AH VEM! ‘
Hoje estou bastante feliz! Fui selecionado para fazer o curso superior de Teologia.
Pretendo levar o curso com todo carinho no intuíto de melhorar meu embasamento de vida cristã e para que Deus me use como seu instrumento! Amém.
As matéria que fazem parte da grade curricular são:
Área Teológica
- Antropologia Teológica I, II e III;
- Cristologia I e II;
- Eclesiologia;
- Introdução à Teologia;
- Liturgia Fundamental;
- Liturgia Temporal;
- Mariologia;
- Missiologia.
- Moral Especial;
- Moral Fundamental I e II;
- O Pensamento Teológico Contemporâneo;
- Sacramentos I e II;
- Teologia Fundamental;
- Teologia Pastoral;
- Trindade;
- Patrologia I e II;
- Pneumatologia;
Área Bíblica
- Apocalípse;
- Atos dos Apóstolos;
- Cartas Paulinas;
- Evangelho de João;
- Evangelho de Lucas;
- Evangelho de Marcos e Mateus;
- Introdução Geral à Bíblia;
- Livros Históricos;
- Livros Sapienciais;
- Pentateuco;
- Profetas I e II.
Área Filosófica
- Antropologia Filosófica;
- Ética Filosófica;
- Filosofia Contemporânea;
- Filosofia da Religião;
- Introdução à Filosofia.
Área Complementar
- Catequética I e II;
- Doutrina Social da Igreja;
- Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso;
- Estágio Pastoral I e II;
- Evangelização na América Latina;
- Fundamentos Pedagógicos.
- História da Igreja I e II;
- Metodologia Científica;
- Religiosidade Popular e Seitas;
Disciplinas Optativas
- Comunicação e Expressão I e II;
- Direito Canônico I, II e III;
- Ensino Religioso I e II;
- Fenômenos do Espiritismo;
- Filosofia Tomista;
- Grego Bíblico I e II
- Hebraico
- Introdução à Música Litúrgica
- Técnicas de Comunicação;
- Teologia da Vida Espiritual I e II.
Hoje acordei querendo saber das notícias do apagão. Faltou luz em mais de 800 cidades do Brasil. Mas o que me deixou mais revoltado foi o apagão que aconteceu em Brasília. Disseram que lá não faltou energia elétrica. Mas teve um apagão muito pior! Faltou gente católica para frear os intuitos satânicos.
Na calada, na surdina, no Congresso Nacional, que ultimamente vem mostrando sujeira e miséria, a Comissão de Assusntos Sociais do Senado (sempre o Senado) aprovou o projeto da Senadora Fátima Cleide (PT-RO. Sempre o PT…) chamado de PLC 122/06 ou “Mordaça Gay”. O projeto fora modificado com a ajuda do Senador Marcelo Crivela (da Universal) e agora inclui idosos e até protestantes.
O curioso é que o projeto fora para votação sem ser comunicado na pauta normal do dia. Foi realmente uma jogada suja, tão suja quanto os que projetaram essa vergonha. Quero transcrever aqui um trecho do texto do Pastor Batista Júlio Severo:
Enquanto a bancada evangélica estava elaborando seus argumentos para os debates das audiências e enquanto o Brasil estava distraído com a enquete do Senado e suas desculpas, Fátima Cleide e seus aliados passaram a perna em todos.
O sistema automático do Senado, que avisa os assinantes das votações a se realizar, nada comunicou ao Brasil. O esquema de Cleide foi tão ardiloso que até mesmo no Senado os opositores do PLC 122/06 não tinham a mínima consciência de que sua votação ocorreria hoje, descansando tranquilamente na idéia de que havendo mais duas audiências programadas, seria impossível uma votação repentina.
O PLC 122/06 que foi maliciosamente aprovado hoje contém modificações elaboradas juntamente com o Senado Marcelo Crivella, pois em sua forma anterior o projeto estava enfrentando mais dificuldades para avançar. A fim de facilitar seu avanço, a negociação com Crivella adicionou idosos, deficientes e até evangélicos ao projeto, que mesmo assim continua com sua carga explosiva de favorecimento ao homossexualismo e ameaça de perseguição ao direito de livre expressão contra a conduta homossexual.
Esse projeto agora precisa passar por mais duas aprovações: Uma pela Comissão dos Direitos Humanos e outra pela Câmara dos Deputados, para por fim, ser sancionado pelo nosso Presidente. A pergunta que não quer calar: Vai ser feito na surdina de novo? Que coisa nojenta!
Mas o que diz esse projeto enfim?
Bom, esse projeto torna crime qualquer coisa que seja dita sobre o homossexualismo, inclusive que ele é pecado. Ou seja, se algum pregador, padre, pastor ou cidadão de bem disser que o homossexualismo é pecado, ele cairá na categoria de “incitação a homofobia”. Se algum casal de homossexuais estiver por exemplo se beijando na calçada da sua casa e você reclamar, cairá na mesma categoria e pode ser preso ou presa. No texto do Pastor Júlio Severo, ele diz que pastores e padres já estão sendo ameaçados. O Pr. Ademir Kreutzfeld, da Igreja Luterana de Santa Catarina, recebeu uma intimação em 2007 apenas por se opor ao homossexualismo.
Católicos do Brasil acordem! Olhem os políticos que vocês estão elegendo. Infelizmente muito católico de Rondônia votou nessa senadora maquiavélica. Preste atenção em quem você vota! Muito católico votou no tal Crivela, que apesar de “pastor” da universal está ajudando essa senadora. Homossexualismo é pecado sim! Então prestem atenção. Seu voto é sua arma!
“Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Romanos 1:26-27).
“Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas . . . herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10).
Deus aprova as relações sexuais entre um homem e sua esposa legítima (de acordo com a lei de Deus). Todas as outras relações sexuais sejam homossexuais ou heterossexuais são sempre e absolutamente proibidas (Hebreus 13:4). Não nos cabe procurar desculpas para justificar o pecado. É nossa responsa-bilidade buscar o meio de vencer a tentação (1 Coríntios 10:13; Tiago 4:7-10).
Hoje estou chateado! É preciso reagir. Se você tem um blog ou site católico, copie esse texto! Vamos espalhar a notícia e a nossa indignação!
Retirado do site do Prof. Felipe Aquino: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/10/28/um-testemunho-de-mudanca-de-vida/
Boa noite Dr. Felipe!
Venho através desse e-mail dirimir uma dúvida que atualmente como católica praticamente me angustia demasiadamente tendo me levado até a uma profunda depressão.
Sou filiada da Canção Nova e li um artigo à respeito de nulidade de casamento. Peço encarecidamente a sua atenção pois minha situação é muito grave e preciso muito da sua ajuda.
Meus pais me educaram de maneira a acreditar que a Igreja católica não tinha fundamento sagrado nenhum e que nenhum sacerdote, inclusive o papa, era somente um homem querendo ser bajulado e ter uma vida fácil e de luxo. Enfim, meus pais acreditavam que nenhum sacramento era divino e irrevogável, eles inclusive (meu pai já é falecido) eram advogados e contribuíram ativamente para a implantação do divórcio no Brasil. Estou citando isso para o senhor tomar conhecimento de toda a minha condição de pensamento e ensinamento na época. Minha mãe diz que apenas me batizou com o intuito de cumprir uma imposição social e que se arrependia pois, anos depois ela se tornou mística e dizia que por causa do batismo tínhamos o terceiro chakra fechado e me orientou a não fazer a crisma para não ter o chakra coronário fechado (francamente até hoje não entendo muito a respeito disso mas como filha segui sua orientação).
Já meu pai sempre me dizendo que missa era besteira e que se eu mastigasse a hóstia ia ver que não saía sangue nenhum, era tudo mentira, porém para cumprir um mandamento social minha mãe me fez ingressar na escola para me preparar para a primeira comunhão, que foi linda, tinha o melhor vestido e as melhores jóias me ornando,porém os piores ensinamentos em casa, tanto que durante o estudo para a primeira comunhão fui na missa somente duas vezes e depois da primeira eucaristia somente fui na missa oito vezes das quais apenas duas tomei a comunhão e ainda mastiguei a hóstia para ter certeza como meus pais me ensinavam que era tudo mentira.
Bem, foi com esses ensinamentos e com esses exemplos que fui criada, apesar das súplicas constantes de minha bisavó que sempre foi católica fervorosa e morreu em seu leito rezando o terço mariano. Aos dezenove anos tive minha primeira filha como mãe solteira. Morávamos em uma cidade pequena e sofri muitas humilhações devido à essa condição.Na época procurei e comecei a frequentar um centro kardecista o qual frequentei por cerca de mais sete anos embora fosse batizada e tivesse feito a primeira comunhão ( não fiz a crisma).
Nessa época minha mãe começou a me falar para me casar para sair dessa condição pois era muito humilhante ter uma filha mãe solteira na família. No ano seguinte ingressei na faculdade e conheci um rapaz, ele vinha de família muito religiosa e como não era muito bonito resolvi que iria seduzi-lo para poder induzir ao casamento pois eu sempre fui louca para ter o melhor vestido de noiva e sair nas colunas sociais como o casamento do ano, e principalmente para dar uma satisfação à sociedade de que não era mais mãe solteira.
Deu tudo certo, nós começamos a namorar e no ano seguinte estávamos casando, escolhi o vestido e todo tipo de ornamento mais caro e sofisticado que podia e minha mãe se certificou de que todos os colunistas sociais dos mais importantes jornais da região estariam presentes para fotografar e divulgar o “casamento do ano”.
Foi tudo muito lindo, mas francamente até hoje nem lembro o que eu disse ou o que o padre falou na cerimônia, meus padrinhos também eram espíritas e outro casal de padrinhos meus não eram casados.
Passei sete anos casada sem amar meu marido, sem frequentar a missa ou sequer acreditar nela e batizei meus filhos apenas pelo acontecimento social assim como minha mãe fez comigo. No final do sétimo ano meu pai faleceu repentinamente de infarto fulminante. Entrei em depressão e não saía da cama nem para comer, a empregada me levava tudo, cansada de estar casada com aquele homem nem ligava mais para ele e ele acabou me deixando sozinha com as crianças. A mãe dele pediu a guarda das crianças devido à minha condição, com aval do psiquiatra que consentiu afirmando que não tinha condições no momento de cuidar das crianças, conseguiu a guarda de meus filhos piorando mais ainda minha situação.
Passei dois anos sem meus filhos, vivendo de licença da escola onde lecionava e tentando suícidio. Até que um dia, por acaso assisti a Canção Nova e comecei a retomar as esperanças. Não ia ainda à missa mas voltei a rogar a Nossa Senhora que me ajudasse a reorganizar minha vida, pois não tinha mais condições de viver daquela maneira.
Em março de 2007 durante uma crise onde já estava inclusive com guia de internação ao hospital psiquiátrico, em meio aos prantos que rolavam por horas, ajoelhei em frente à imagem de Nossa Senhora que herdei de minha bisavó e roguei que ela fizesse um milagre com urgência para me livrar daquela situação, durante aquela semana voltei a rezar o Terço e exatamente uma semana depois conheci um rapaz chamado (…), que começou a gostar de mim, eu enfurecida, pois pensava que ele queria somente brincar comigo antes mesmo de aprofundar em qualquer assunto disse com raiva que era separada, mãe de três filhos, que não estavam mais comigo e que havia feito laqueadura para não ter mais filhos e nem mais sofrimento, e se ele pensava que iria brincar comigo estava enganado, pensando que ele ia sair correndo disse que se ele queria somente começar a me namorar teria que me pedir em namoro sério para casamento.
Qual foi minha surpresa maior quando ele disse que sim, que me aceitaria na condição que estava, que já nutria sentimento por mim e que iria se casar comigo tomando conta de mim e me ajudando a superar a depressão. Alguns meses depois ele me trouxe para a sua casa e nos casamos no cartório. A mãe dele muito católica começou a me levar as missas e me ensinar tudo que jamais pensei aprender um dia sobre o amor de Jesus e sobre a verdadeira e única igreja que é a católica.
Hoje faz dois anos que somos casados, minha sogra me trata como filha e jamais me destratou por não poder comungar nem ter filhos. Já conversei com o padre daqui e ele disse que procurasse alguma pessoa que pudesse me ajudar pois hoje com trinta anos ainda sou nova para continuar nessa situação de adultério e que segundo as leis canônicas, por ter me casado ignorando o sacramento do matrimônio e por motivos fúteis, poderia conseguir a nulidade ou o divórcio da primeira união conjugal.
Hoje rezo o terço todos os dias, rezo em frente ao Santíssimo pelo menos uma vez por dia, leio muito a bíblia e sempre acesso sites que ensinam sobre direito canônico, e frequento a missa com muita tristeza no coração por não poder mais tomar a Comunhão. Gostaria muito de poder evitar que outras mulheres cometessem o erro que cometi, mas não sei como. Meu maior desejo como humilde pecadora é poder voltar a receber a Hóstia e Comungar com Cristo, coisa que sempre desprezei e hoje dou tanto valor.
Estou com lágrimas escrevendo esse pedido de orientação e de ajuda ao senhor Doutor, junto à minha mãe Maria que se encontra aqui ao meu lado rogo ao senhor que mesmo sendo tão ocupado possa me orientar e me auxiliar a sair da condição de adultério que me encontro hoje pois não tenho e nem sei como fazer isso.
Agradeço sua atenção e fico com esperança de um contato do senhor.
Obrigada mais uma vez, que Jesus sempre ilumine seus caminhos e sua mente em prol da salvação de almas perdidas como a minha.
Meditemos. A Paixão de Jesus Cristo no percurso da Via Sacra (condenação indevida, calvário e sepulcro). São 14 estações expostas em quadros e pintadas, afixadas nas paredes de templos e igrejas, traduzindo o sofrimento do Salvador, o Filho de Deus Pai.
Comparemos o martírio de Cristo com as dores físicas e morais das pessoas presas, condenadas e das vítimas de delitos de hoje, ante o não reconhecimento dos Direitos Humanos em alguns processos criminais, com total desrespeito aos instrumentos internacionais aderidos e/ou ratificados pelo governo brasileiro.
O sistema penal gera a reincidência, não ressocializa os condenados, também não presta atenção às vítimas de crime; enfim, não previne e muito menos reprime a delinqüência em geral. É por isso e por muito chamado de um sistema utópico, ilógico, irracional e eminentemente injusto. O direito penal surgiu com a sociedade, onde a história da pena se confunde com a própria história da violência e do abuso de poder.
Vejamos. O acusado é vítima do sistema e a vítima é vítima duas vezes, processos de criminalização e de vitimização -; ambos os protagonistas são esquecidos e desconsiderados como pessoa. O discurso penal, por sua demagogia pública é uma grande aberração.
A organização do Estado tem como objetivo a proteção da sociedade, onde as autoridades públicas deveriam trabalhar em benefício dos indivíduos e não versus o povo. Democracia é forma de governo do povo para o povo, e em seu nome será exercida, Todo Poder emana do Povo (paráf. único, art. 1.º CF).
A Constituição federal no seu preâmbulo expressa: o bem-estar e a justiça são valores supremos de uma sociedade fundada na harmonia social, para solução pacífica das controvérsias leia-se delitos. Os representantes do povo brasileiro reunidos em Assembléia Nacional Constituinte promulgaram a Carta Magna sob a proteção de Deus.
Todos são iguais perante a lei, sem preconceitos e quaisquer outras formas de discriminação; pois o processo penal reger-se-á em todo território nacional, ressalvadas as convenções e regras de direito internacional (art. 1.º, inc. I CPP).
A Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados estabelece: Todo Tratado obriga as Partes e deve ser executado por elas de boa-fé (pacta sunt servanda); e uma Parte não pode invocar as disposições de seu direito interno como justificativa para o inadimplemento de um Tratato (ONU -1969, arts 26 e 27); e a Convenção Americana (OEA) sobre Direitos Humanos, ou o chamado Pacto de San José da Costa Rica (1969), aderido pelo governo brasileiro, no ano de 1992, determina que nenhum dispositivo da presente Convenção poderá ser interpretado no sentido de permitir a supressão, excluir ou limitar exercício de direitos e da liberdade.
As 14 estações da Via Sacra como as peregrinações dos acusados e das vítimas de crime baseiam-se nas tradições e nos costumes e na práxis policial-forense. Devemos entender o Evangelho e o Novo Testamento na ótica de Justiça sublime, à luz do Direito Penal do Perdão, da paixão e da compaixão, para uma sociedade justa, solidária e fraterna, nos termos do inciso i do art. 3.º da Constituição da República Federativa do Brasil.
Justiça é um sentimento de esperança, de paz, harmonia e de ordem para um mundo mais justo. Juridicamente as mazelas e os defeitos do sistema penal começaram a ser demonstradas com vigor no século das luzes período do iluminismo surge daí o opúsculo Dos Delitos e das Penas, de C. Beccaria (1763-64) e filosófica e religiosamente o Livro dos Espíritos (1857) e o Evangelho segundo o Espiritismo (1864) de Allan Kardec. No nosso tempo, destacamos a obra do mestre do País Vasco js. Antonio Beristain Nova Criminología: à luz do Direito Penal e da Vitimologia (ed. Tirant lo blanch, Valencia, Espanha; tradução de MAIA NETO, Cândido Furtado, ed. UnB, Brasília-DF, 2000), que apresenta proposta do moderno Direito Vitimal – novo conceito de Direito Penal. Cidadãos ora réus e ora vítimas na mesma via crucis, caminhando entre condenações anunciadas e notórios processos fabricados por interesses escusos, processos nulos, viciados e flagrantemente injustos.
Resta-nos, a máxima responsabilidade, o Discurso Jurídico da Verdade, sem camuflagens ou subterfúgios, com fé em Jesus Cristo desde todas as vítimas (ver Jon Sobrino, editorial Trotta, Madrid, 1999).
É importante destacar que as 14 estações da via sacra de Jesus Cristo, especialmente os últimos 3 anos de sua vivência na terra, junto ao povo hebreu em Jerusalém são informações e cenários de acontecimentos humanos do passado, do presente e com certeza no futuro, para os irmãos do filho de Deus, com alegria, emoções, angústias e tristezas teremos que suportar, individual ou coletivamente. É a nossa própria história escrita e gravada, como se fosse um livro ou um filme real cujos personagens somos nós mesmos, representados pelo protagonista principal e único, Jesus Cristo, assim os nossos e os atos Dele nos seguem (nos actes nos suivent, de Paul Bourget).
1.ª estação +
Jesus é condenado a morte
Jesus é levado e entregue ao governador Pôncio Pilatos, e este lhe diz:
Tu não ouves de quantos crimes te fazem cargo?
Pilatos então, usando da autoridade de magistrado, sem possuir provas das acusações, mas por influência, pressão e vontade da maioria dos presentes, mandou vir água, lavou as mãos à vista do povo, dizendo: Eu sou inocente do sangue deste justo.
Vale aqui recordar que o ônus da prova onus probandi é de quem acusa, do Ministério Público, e para o Poder Judiciário ne procedat judex ex officio, sem olvidarmos dos princípios: nullum crimen, nulla poena sine lege e nullum crimen, nulla culpa sine conducta.
Acusado pelo príncipe dos sacerdotes e pelos anciões, Cristo não respondeu palavra alguma nemo tenetur se detegere (o acusado não tem obrigação de responder o que se lhe pergunta, trata-se de um direito individual fundamental). Todos os acusados possuem direito de permanecer calado, de não se auto-incriminarem. O silêncio não pode ser considerado meio isolado para a condenação de ninguém (art. 5.º, inc. LXII CF, art. 186 CPP, e cláusulas 14.3 g, e 8.2 g, do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos ONU/1966 e Convenção Americana sobre Direitos Humanos OEA/1996, respectivamente).
Art. 186. Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusação, o acusado será informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogatório, do seu direito de permanecer calado e de não responder perguntas que lhe forem formuladas. (Redação dada pela Lei n.º 10.792, de 1.º.12.2003)
Parágrafo único. O silêncio, que não importará em confissão, não poderá ser interpretado em prejuízo da defesa. (Incluído pela Lei n.º 10.792, de 1.º.12.2003)
Sumária e inquisitivamente Jesus foi acusado ante uma farsa do Sinédrio, e condenado à pena capital na modalidade – da época -, morte com sofrimento na cruz.
A maior injustiça é um processo administrativo ou judicial indevido, porque o suposto acusado vira vítima do abuso de poder (Lei n.º 4.898/1965 – Abuso de Autoridade, Lei n.º 9.455/1997 -Tortura). O desrespeito e o cerceamento ao indisponível direito à ampla defesa e ao contraditório indubitavelmente acarreta afronta ao princípio da legalidade (Código de Conduta para os Funcionários Encarregados de Cumprir a Lei ONU/1990).
Não julgueis para não serdes julgados (S Mateus, cap. VII, vv. 1 e 2), ou seja, não julgueis indevidamente ou de maneira injusta e arbitrária.
TODA INJUSTIÇA É PECADO. É uma expressão que se relaciona diretamente com a moral e com a ética, trata-se do caráter e da consciência dos homens de boa-vontade. Para alguns, cometer pecado ou pecados nada significa, para outros, é mais do que um delito hediondo, propriamente dito; como também é, a negação de Justiça ou a violência oficial através do abuso de poder.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU/1948), e a Constituição federal (inc. XLVII, alínea a do art. 5.º CF) proíbem a pena de morte. Por esta razão devemos difundir e respeitar a Declaração sobre os princípios fundamentais de justiça para as vítimas de delitos e do abuso de poder (ONU Res. 40/34/1985).
2.ª estação +
Jesus carrega a cruz nos ombros
Cada qual ou cada um de nós deve tomar a sua cruz e carregá-la, seguir os ensinamento do Filho de Deus Pais e as boas leis. Ajuda-te a ti mesmo que o céu te ajudará (S. Mateus. Cap. VII vv.7 a 11).
A inobservância dos Direitos Humanos dos presos e das vítimas simboliza um fardo e uma cruz muito pesada. O processo penal tem produzido sérios efeitos negativos, tanto para a pessoa do acusado como para as vítimas de delito.
Primeiro, é preciso reconhecer o princípio da presunção de inocência (inc. lvii, art. 5.º CF). O princípio da presunção de culpabilidade ou de periculosidade, deve ser urgentemente esquecido, sem dúvida representa uma cruz que muitos carregam sem merecerem ou melhor, uma imposição injusta por caracterizar uma espécie de pena antecipada, presunção e acusação indevida.
3.ª estação +
Jesus cai pela primeira vez
1.ª criminalização e 1.ª vitimização.
Falta atenção aos presos e às vitimas no início da investigação criminal-policial. O preso e a vítima se desolam pela primeira vez com a polícia e na polícia, ante a estrutura e recursos materiais precários, ademais de encontrarem alguns – profissionais frios, insensíveis e até violentos.
Começa então, o iter vitimae e a violação dos Direitos Humanos na práxis. O acusado é vítima do sistema e o sistema esquece a vítima do fato delituoso.
4.ª estação +
Jesus se encontra com sua Mãe Santíssima
O preso e a vítima são consolados por amigos e parentes. A fé em Deus se faz presente, ante acusações e julgamentos injustos.
A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito (inc. xxxv, art. 5.º CF).
5.ª estação +
Simião Cirineu ajuda Jesus a levar a cruz
O Ministério Público como instituição essencial à função jurisdicional do Estado e incumbida da tutela dos direitos indisponíveis da cidadania e titular exclusivo da ação penal pública (art. 127 caput CF), ajuda as vítimas a carregar a cruz.
Seus representantes, bem intencionados, oferecem libelo-acusatório e exigem Justiça em nome da lei do ius persequendi -, na tentativa de dar respostas à sociedade como dever estatal dos fiscais da correta aplicação da Constituição, das Leis e dos Direitos Humanos.
Vale a afirmação de Jesus a Tomé: Felizes os que acreditarem sem terem visto(Jo 20,29), para todas as pessoas de boa vontade que se dispõem a caminhar na luz de Deus e no projeto de Justiça verdadeira, sem rancor, sem ódio e sem vingança pública.
6.ª estação +
Verônica enxuga o rosto de Jesus
O preso e a vítima transpiram suor e sangue, caem dos olhos muitas lagrimas, ambos sofrem muito com o processo penal, são abandonados, estigmatizados, discriminados, humilhados e ofendidos até moralmente. É a perda da dignidade humana.
O suar sangue, ou hematidrose, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.
O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus.
Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar. A humilhação de ser acusado sem dever e sob tortura.
É assegurado respeito à integridade física e moral das pessoas (inc. xlix, art. 5.º CF)
Se alguém vos bater na face direita, apresenta-lhe também a outra (S. Mateus, cap. V. vv. 38 e 42).
7.ª estação +
Jesus cai pela segunda vez
2.ª criminalização e 2.ª vitimização.
Falta de atenção aos direitos do processado e da vítima, agora durante a instrução penal. As garantias judiciais são atropeladas por simples técnicas de lingüística ou jogos de palavras. As regras jurídicas se tornam inócuas, frente aos Direitos Humanos e os critérios de Justiça.
8.ª estação +
Jesus consola as filhas de Jerusalém
O filho de Deus Pai, o próprio Cristo consola os aqueles que assistem indignados seu suplício, como réu e vítima.
Bem aventurados os aflitos. Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois é deles o reino dos céus (S. Mateus, cap. V, vv. 5, 6 e 10).
Jesus se encarna também na figura do juiz do julgador e de todos os protagonistas do processo penal que procuram a fé, na tentativa de compreender as suas próprias falhas, os erros da lei e do sistema penal.
Cristo ensina os homens, dizendo: vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei, e chama os homens à observância da lei ouçam os que têm ouvidos para ouvir, e promete o advento do Espírito da Verdade.
Por mais que se esforcem os operadores do direito não conseguem dar e ver razoabilidade ao que se chama de legitimidade da potestade pública de acusar e de encarcerar semelhantes.
Disse Jesus: meu reino não é deste mundo e há muitas moradas na casa de meu Pai .
O apóstolo Pedro pergunta a Jesus: Senhor, quantas vezes devo perdoar , se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? Ao que, Jesus respondeu dizendo: não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Ora, setenta vezes sete é 490, trata-se portanto de um número muito alto. É quase uma hipérbole ou uma forma de dizer que o perdão deve ser ilimitado, sem fim; uma vez que a lei previa o perdão por sete vezes (ver Perdão Judicial, art. 120 do Código Penal Direito Penal do Perdão).
Para o esplendor e áureo tempo de Justiça, o perdão é fundamental e é antônimo de vingança pública ou privada.
9.ª estação +
Jesus cai pela terceira vez
3.ª criminalização e 3.ª vitimização.
O condenado é lançado ao sistema penitenciário com o objetivo, demagógico, de ressocialização, reeducação, readaptação e reintegração social (art. 1.º LEP).
Julgamento justo e devido processo só se faz com penas amenas e proporcionais, de acordo com a falta, onde todo ser humano é merecedor.
O sistema judicial do direito vitimal adequado a política vitimológica, deve proporcionar a remição ao réu, bem como a remissão para a vítima, comitantemente. O vitimário resgatando o seu ato, libertando-se do erro através da responsabilidade de indenizar e reparar o dano causado à vítima; e a vítima, por sua vez, concedendo perdão total ou parcial, respectivamente. Primeiro é preciso reconhecer a falta e pedir perdão, e depois é preciso perdoar para a efetiva composição e cumprimento das obrigações, sejam dos deveres e dos direitos humanos. Menos ódio e menos vingança, mais acordo e mais conciliação, para a reparação e devida responsabilização.
A renúncia do direito de punir, seja do Estado ou por parte do particular ofendido, confunde crime com pecado, direito com religião, e pena com penitência, porque Jesus é misericordiosíssimo, como modelo de perdão para todas as causas e situações.
Fora da caridade não há salvação. Disse Cristo: estive preso e me foste ver (S. Mateus, Cap. XXV vv. 31 a 46).
O titular do bem jurídico-penal lesionado (vida, integridade física, honra, etc) continua na sua luta pelos Direitos Humanos, e torna-se vítima natural do sistema criminal.
10.ª estação +
Jesus é despido de suas vestes
Réu e vítima são despidos de toda dignidade como pessoa humana, ficam nus diante dos Direitos Humanos, da Justiça e das leis, como se todos estivessem descalços e ajoelhados suplicando amor, compreensão e piedade.
Penas cruéis, infamantes e desumanas, mesmo aquelas proibidas expressamente na Carta Magna; são aplicadas, a este exemplo a execução da pena privativa de liberdade, nada mais é do que tratamento degradante, indigno e desumano (inc. iii, art. 1.º e inc. xlvii a, art. 5.º CF).
Encontra-se vigente a Declaração sobre a Proteção de todas as Pessoas Contra a Tortura e outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes (ONU/1975) e as Convenções (ONU/1984 e OEA/1985).
Que o perdão seja sagrado
Que a fé seja infinita
Que o homem seja livre
Que a justiça sobreviva .
(Ivan Lins e Vitor Martins)
11.ª estação +
Jesus é pregado na cruz
O apenado e a vítima com seu último suspiro, humildemente ainda pedem Justiça e tentam perdoar todos os irmãos, todos os profissionais do direito, com as palavras de Jesus Cristo: Pai eles não sabem o que fazem.
O réu interpõe recurso às instâncias superiores, em busca de uma reforma, ante a condenação indevida, excessiva ou exagerada; e a vítima, por sua vez, pleiteia indenização e ressarcimento dos prejuízos causados pelo crime. Enfim, ambos querem e exigem Justiça.
Todas pessoas possuem direito liquido e certo de interpor recurso de apelação aos Tribunais, por inconformismo da decisão do juiz a quo, em nome da correta aplicação da lei, da Justiça e dos Direitos Humanos.
Deus é justo e justa devem ser todas as causas.
12.ª estação +
Jesus morre na cruz
Naquele momento difundiram trevas sobre toda a terra.
Jesus deu um grande brado: Eli, Eli, lamma sabachthain o que quer dizer Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Jesus grita: Tudo está consumado!. Em seguida num grande brado diz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
Neste instante, tremeu a terra e partiram-se as pedras.
O processo criminal termina com o trânsito em julgado da sentença. A prestação jurisdicional é encerrada. O réu e a vítima não conseguem ver na prática seus Direitos Humanos. Verdadeiro surrealismo penal, todas as partes litigantes são vítimas desassistidas.
13.ª estação +
Jesus é descido da cruz
A ação penal é arquivada e extinta a punibilidade, com a morte do agente (inc. i, art. 107 CP). Configurada, pois, a negação de justiça, pela falta de atenção ao devido respeito aos Direitos Humanos. E se caracteriza a impunidade referente ao crime de abuso de poder.
São a todos assegurados…: o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder (inc. xxxiv a, art. 5.º CF).
Somente com a preservação e aplicação dos princípios gerais de direito democrático se realizará justiça (art. 3º CPP).
14.ª estação +
Jesus é colocado no sepulcro
Fedor Dostoievski disse: a prisão é um sepulcro de vivos.
Réu e vítima são estigmatizados ad perpetuam, recebem seus respectivos e nobres títulos oficiais e públicos: de ex-processado, ex-presidiário e ex-vítima. Cidadãos menosprezados pelo sistema legal, onde a repressividade abusiva e irracional gera a própria reincidência.
Acontece então a morte e a ressurreição, do réu e da vítima.
O mais incrível e maravilhoso é a possibilidade de que um dia, mais cedo ou mais tarde o sofrimento acaba, e que nova vida começa, assim é que a Justiça fala mais alto. Vemos réus condenados se redimindo dos próprios pecados e as vítimas aceitando seus sofrimentos, perdoando e se reconciliando.
Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia (S. Mateus, cap. V. v.7). A verdadeira reconciliação é entre adversários.
O sentimento de esperança sempre estará latente na alma e no espírito do ser humano; principalmente a máxima a Justiça nunca morrerá. Jesus morreu no lugar de todos nós, dos réus e das vítimas.
O dito: a Justiça tarda mais não falha, não se refere a justiça terrena, mas a Justiça Divina, onde a verdade sempre aparece, mais cedo ou mais tarde. A fé é humana e divina, a fé move montanhas, é inabalável e mãe da esperança.
Após ressucitar e aparecer para os Apóstolos, o Messias disse: Ensinai todas as agentes, o bem, o amor e os princípios de Justiça, em nome do PAI, do FILHO e do ESPIRITO SANTO, tudo que tenho pregado, se assim for, podem estar certos de que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação do século.
Felizes, aqueles que tem sede de Justiça (S. Mateus, cap. V, vv. 5,6 e 10).
Atire a primeira pedra quem for perfeito e imune a pecado.
Cândido Furtado Maia Neto é pós doutor, mestre em Ciências Penais, especialista em Direitos Humanos (Consultor Internacional das Nações Unidas MINUGUA 1995-96). Membro da Associação Internacional de Direito Penal (AIDP-Grupo Brasileiro), secretário de Justiça e Segurança Pública do Ministério da Justiça (1989/90), professor de mestrado e de pós-graduação, membro do Ministério Público do Paraná, promotor de Justiça de Foz do Iguaçu. Autor de várias obras jurídicas, dentre elas: Código de Direitos Humanos para a Justiça Criminal Brasileira. Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2003, e Criminalidade, Doutrina Penal e Filosofia Espírita, ed. Lake, SP-2005.
E-mail: candidomaia@uol. com.br

Se você deixar alguma coisa estragada em sua casa, com certeza isso atrairá bichos: moscas, formigas, baratas e uma “multidão” de micróbios invisíveis. Quando levamos vídeos pornográficos para dentro de nossos lares, espíritos malignos provocadores de adultérios, prostituição, malícia e sensualidade são liberados. Eles acompanham essas ações e, não duvide, infestam nossas casas e corações, igualzinho à “multidão” de insetos que vemos e aos micróbios que não somos capazes de ver e sentir.
Graças a Deus, quando rezamos, sozinhos ou com mais alguém, os anjos estão por perto e vibram com a força que nossa oração produz. Quanto mais intensa ela é, mais intensamente somos protegidos e orientados. Assim nossa casa é purificada.
O que é bom atrai a bondade; as coisas más atraem o que é mau. Se enchermos nossa casa do bem que é Deus, ela será santificada e se tornará Templo onde Deus habita. A palavra “templo” vem do verbo grego que significa “recorte”. Sua casa, portanto, se torna, pela graça de Deus, um pedacinho do Céu.
Infelizmente, na mesma proporção isso acontece quando trazemos coisas más para dentro de casa. Elas transformam nosso lar num pedacinho do inferno. Não é exagero. Assim como, quando oramos, nossa casa se enche de anjos, eles entram em ação também quando permitimos que tragam essas coisas para nossos lares. Assim, damos espaço para o diabo e seus anjos decaídos. Então, ao invés de sua casa ser lugar de paz, torna-se um campo de guerra. A palavra “diabo” vem do grego diabolos, que quer dizer “divisor”, “divisão”; é uma fonte de divisão. Com isso, as brigas começam, pois não se ama mais.
Por exemplo: é comum ver, numa turma de garotos, quando dois estão brigando, os outros ficarem atiçando, provocando os que brigam, pois é o que eles querem. Depois, ficam caçoando dos que estavam brigando e se machucaram. Infelizmente, o que o diabo faz é isso.
Agora, você sabe de onde vem tanta confusão? Muitos enchem suas casas com produtos dele, mas não imaginam o prejuízo que trazem para si mesmo e para o próprio lar. Quando vemos as consequências em nossos filhos, chegamos a pensar que eles aprenderam tudo na rua. Sim, eles tiveram oportunidades lá fora, é verdade; mas o “vírus” foi contraído dentro de casa, por meio de vídeos, músicas, palavras e comportamentos.
Usamos uma falsa psicologia de que os filhos têm de ser livres e aprender de tudo; que não podemos inibi- los; mas, ao contrário, liberá-los para que saibam e façam tudo. Mentira! Esta é mais uma obra do diabo que quer acabar com nossas famílias. Por isso, é preciso purificar nossos ambientes e nossa casa. Pedir a Jesus que Ele reine em nosso lar; precisamos ser orantes para que o Senhor e Seus anjos estejam em combate.
Trecho do livro “Anjos companheiros no dia-a-dia” de monsenhor Jonas Abib
Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/informativos.php?id=2148