Novas mídias! Novos comportamentos!

Em todas as épocas surgem novos cenários de comunicação. Atualmente o processo comunicativo tem saído da esfera emissor – receptor. Alguém envia uma mensagem para uma única pessoa, que é vista por várias outras, ou um grupo manda uma informação para apenas um receptor, ou para outro grupo, e este a compartilha das mais diversas formas… São várias as possibilidades, envolvendo agora um número vasto de pessoas que envia e que recebe. O usuário ocupa cada vez mais o espaço do antigo receptor. Aquele difere deste sendo mais participativo, na verdade, mais ativo, interagindo, emitindo opinião, sugerindo, comentando, enfim tendo mais “influência” na comunicação.

A mídia no bolso através do celular, potencializa ainda mais a troca de informações. A cada dia um modelo novo surge no mercado e tanto a Geração X como a Y e a Z precisam codificar e decodificar os símbolos, a fim de acompanhar as mudanças. Para quem nasceu nesta era, tudo bem!

As questões que se impõe a tudo isso são: Até que ponto nos comunicamos ? De fato ter acesso ou interagir, linkar, postar e comentar me fazem realmente participar do processo de produção dos sites, blogs e tantas outras mídias das grandes empresas de comunicação?

A internet promoveu a cultura do acesso mas ao mesmo tempo muitos estão fora do mundo digital. Nisso, surge outra preocupação: É preciso saber lidar com o código para se comunicar. O que quer dizer que, quem não se familiariza com estes meios tende a, futuramente, estar num ambiente desconhecido ou ser um alienígena. E mesmo que comece hoje precisará desenvolver habilidades necessárias para usar as novas mídias.

Bom! Deixando de lado, no momento, as discussões sobre políticas de inclusão, verificamos que, de fato, existe algo novo surgindo e que tem mudado a forma de a sociedade se comportar. E, ao contrário do que se pensa, ainda não vislumbramos o que pode vir a ser. Para quem tem algo a dizer, é imperativo entrar nesses novos ambientes onde as pessoas se encontram. Tem muita gente dizendo muita coisa nas redes sociais e tem pessoas sabendo mais do que deveriam a respeito das outras.

Há algum tempo, li uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, mostrando que o Facebook, por exemplo, que é hoje uma rede social onde se “encontram” mais de 400 milhões de pessoas, sofreu uma série de reclamações dos seus usuários que alegam que os ‘outsider’ têm fácil acesso as suas informações pessoais. Percebe-se nisto que se começa a surgir também uma preocupação com a imagem, ou com a “reputação virtual”. Jovens que já sabem que a imagem na internet acaba dizendo muito a seu respeito, estão se preocupando agora com o que postar, que foto colocar…

O Twitter é uma outra rede social que tem disparado aqui no Brasil. Há mais de 5 milhões de brasileiros usuários da rede. No resto da América Latina são mais de 4 milhões. Também aqui a preocupação com a postagem vigora. Pessoas públicas já sentiram na pele o que é este novo tempo da interatividade, onde o usuário, diferentemente do humilde receptor, entra e diz o que pensa a seu respeito.

A cautela é uma boa dica para quem está na rede!

Elane Gomes
Radialista, professora de Língua Portuguesa e membro da Comunidade Canção Nova

Rede Canção Nova de Rádio posted at 2011-1-10 Category: Colunistas

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