Exercício da Paciência

outubro 8th, 2010 No comments »

Quem consegue exercitar a paciência, evita muitos transtornos desnecessários em sua vida.
O texto abaixo não é de minha autoria, recebi de um amigo através de email,
mas não havia citação de nenhum autor. Achei interessante e estou disponibilizando à vocês.

O Homem que não se irritava…

Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.
Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite
em que o levariam a um jantar.
Trataram de todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião…

Assim que iniciou o jantar, como entrada, foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.
A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado,
a fim de facilitar a tarefa.
Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.
Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita,
para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante,
exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: o que o senhor deseja???…
Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor!!!…
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos…
Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total…
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!!!…
Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar,
convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.

Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente.
Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão,
e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.
Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou
acabar em desgraça.
Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido,
mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.
Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa,
mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério.
Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar,
de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.
A pessoa que se irrita facilmente aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena a si mesma.

Amor incondicional

agosto 4th, 2010 No comments »

No ano de 2004 preguei em um retiro para jovens. Naquela oportunidade falei sobre vários assuntos, e um deles foi sobre o amor de Deus. Quando estava preparando a palestra, encontrei-me com um lindo texto, publicado na internet pelo Frei Betto. Todas as vezes que o leio, confesso que fico emocionado, pois é um caso real de amor incondicional.
Quero compartilha-lho com você! Depois deixe seus comentários!

Um caso entre tantos outros
Imagino a raiva que têm de mim. Sim, fui muito ingrata com vocês. Larguei os estudos, tornei-me uma viciada, desapareci. Vim para São Paulo com um amigo e, aqui, passei a viver de pequenos expedientes. Na verdade, afundei-me na lama.
O fato é que, agora, estou na pior. Peguei Aids. O que temo não é a morte. Ela é inevitável para todos nós. Tenho medo é de ficar sozinha. Preciso de vocês. Mas também sei que os maltratei muito e posso entender que queiram manter distância de mim. Cada um na sua!
É muito cinismo da minha parte vir, agora, pedir socorro. Mas, sei lá, alguma coisa dentro de mim dá forças para que eu escreva esta carta. Nem que seja para saberem que estou no início do fim.
Um dia qualquer, passarei aí, em frente de casa, só para dar um último adeus com o olhar. Se por acaso tiverem interesse que eu entre, numa boa, prendam, à goiabeira do jardim, um pano branco ou um toalha de rosto. Então, pode ser que eu crie coragem e dê um alô. Caso contrário, entendo que vocês têm todo o direito de não querer carregar essa mala pesada e sem alça na qual me transformei. Irei em frente, sem bater à porta, esperando em Deus. Que, um dia, a gente se reencontre no outro lado da vida.
Beijos da filha ingrata, mas que ainda guarda, no fundo do coração, muito amor.
Clara

Três semanas depois, antes das cinco horas da manhã, Clara desembarca na rodoviária e toma um ônibus para a Praia do Canto. É quinta-feira, e o vento sul começa a aplacar o calor. Clara desce da esquina e caminha, temerosa, pelo outro lado da rua. Sabe que, a essa hora, seus pais e as duas irmãs costumam estar dormindo.
Ao decifrar a ponta do telhado, seu coração acelera. Olha o portão de ferro esmaltado de preto, as grades em lança que marcam o limite entre a casa e a calçada. Vislumbra o cume da goiabeira. Seus olhos se enchem de lágrimas. De repente, uma coisa branca quebra o antigo cenário. Não é uma toalha nem um pano de prato. É um lençol, com pequenos furos no meio, tremulando entre a árvore e o muro da garagem.
Em prantos, Clara atravessa a rua e corre para casa.

Como é distribuir um cd gratuitamente na internet

julho 28th, 2010 2 comments »

Muitas pessoas nos perguntam como é distribuir um cd gratuitamente pela internet, então resolvi escrever esse texto, fazendo um balanço da nossa experiência.

Primeiramente vamos conceituar algumas coisas:
A produção de um bom disco custa bastante dinheiro, pois precisamos gravar em um bom estúdio, com equipamentos de qualidade, contratar bons produtores, arranjadores, e ainda fazermos uma boa mixagem e masterização.
Além disso, existe toda a produção do encarte, fotos, design, e no final de tudo, o disco vai à fábrica para ser prensado.

Não estou nem mencionando a qualidade das músicas (letras e melodias) isso é tema para outra discussão.

Bom, já vimos que produzir um cd envolve muitas pessoas, que na maioria das vezes são profissionais que vivem da música, ou seja, o seu sustento e de suas famílias vem exatamente da produção de música (CD e DVD).

Depois do disco pronto, precisa ser distribuído para as lojas que farão a venda.
Além de tudo isso, existe uma carga tributária pesada, desde a produção até a entrega final do produto aos consumidores.
Geralmente, quando os artistas estão em uma gravadora, ela (gravadora) assume a maior parte do custo da produção do cd e da distribuição às lojas.

É muito difícil para uma gravadora bancar um disco inteiro e distribuí-lo gratuitamente na internet.
Diante desse cenário, não existe mágica: alguém terá que pagar a conta.

Agora que já desenhamos o cenário, vamos falar da distribuição gratuíta realizada pela Ecclesis.

Nós completamos 12 anos de missão, e até o ano passado tinhamos dois discos gravados e éramos conhecidos apenas em nossa região (São José do Rio Preto – SP).
Nós não temos gravadora, distribuidora e produtora que banca e divulga nosso trabalho, pelo contrário, fazemos tudo sozinhos.

Sempre prezamos pela qualidade em nossa missão, pois acreditamos que Deus merece o melhor de nós, por irsso,
não economizamos na produção dos nossos discos.
Quando fizemos o cd Boa-Nova-Música, sentimos que deveríamos disponibilizá-lo a todos, pois seria injusto fazermos um bom trabalho e o mesmo ficar restrito apenas aos nossos amigos, como acontece com a maioria das bandas que fazem cd independente.
Queríamos avançar para águas mais profundas e decidimos por conta própria bancar essa empreitada.
Foi muito difícil, tivemos que realizar inúmeros bazares de pizza, calçados, feijoadas, etc., com o objetivo de arrecadar dinheiro para pagar a produção do disco.

Nosso disco (Boa-Nova-Música), ganhador do Troféu Louvemos o Senhor como melhor cd independente, já foi baixado e ouvido milhares de vezes no Brasil e  em outros países.
Acreditamos que estamos conseguindo evangelizar muitas pessoas através da internet, e isso não tem preço.
Pra nós valeu muito a experiência!

Aproveitando que estamos falando de produção e distribuição de cd, queremos fazer um pedido a todos que lerem esse texto: valorize a música cristã, compre sempre o cd original, não faça cópias sem autorização. Cada disco que você adquire legalmente,
está investindo na evangelização de mais pessoas.

Baixe nosso disco e conheça nossa missão: www.ecclesis.com.br
Se você gostar e quiser adquirir o disco oficial, ele está sendo comercializado pelo site www.cdcristao.com e www.diskshop.com.br

Reze sempre pela Ecclesis, para que Deus continue a guiar nossos passos.

Grande abraço

Rogério Aquino

PESSOAS INTELIGENTES

junho 17th, 2010 1 comment »

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.

Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2.000 REIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

‘Eu sei’ – respondeu o tolo assim: ‘Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar
minha moeda.’

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é:

A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente.

Arnaldo Jabor

Deus é confiável?

outubro 13th, 2009 1 comment »

Novo livro examina a fidelidade de Deus e nossas dúvidas

ROMA, domingo 11 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- O maior problema que os católicos enfrentam hoje é a crise de confiança em Deus, afirma do padre Thomas D. Williams, LC, autor do livro Can God Be Trusted? Finding Faith in Trouble Times, recém-lançado nos Estados Unidos.

“O mundo de hoje está cheio de traição”, ele afirma em seu livro, “traição de pais, de amigos, de esposos, de sacerdotes, de instituições. Mas os maiores problemas começam quando damos início as questionamentos à fidelidade de Deus. Muitos hoje não estão convencidos de que Deus compre suas promessas, e esta desconfiança pode destruir nossa vida espiritual”.

Nesta entrevista, ZENIT pediu ao padre Williams, professor de teologia em Roma e comentarista do canal de televisão norte-americano CBS, que explique a natureza desta crise e as possíveis soluções que apresenta em seu livro.

-Por que publica um livro em que pergunta se Deus é fiel?

-Pe. Williams: Comecei este livro há três anos, quando me dei conta de como, frequentemente, em conversas espirituais, os problemas das pessoas voltam ao tema  ‘confiança em Deus’. Parece-me que todos temos problemas com a confiança e que muitas de nossas dificuldades na vida espiritual estão de algum modo ligadas a uma falta de confiança em Deus.

Por outro lado, é admirável como a Bíblia -por exemplo, no livro dos Salmos- insiste novamente na importância da confiança em Deus, como núcleo de uma vida espiritual. Deus quer que se tenha confiança e quase nos implora que dependamos dele incondicionalmente. Não existe nada mais difícil, nem importante para a vida cristã.

Este livro quer responder a muitas pessoas que possuem dúvidas sobre a fidelidade de Deus. Eu o escrevi especialmente para aqueles que desejam verdadeiramente confiar em Deus, mas que, por alguma razão, têm problemas de confiança.

-Quais são alguns desses problemas?

-Pe. Williams: Para escrever este livro, reuni uma equipe de investigadores que me ajudaram a entrevistar centenas de pessoas nas ruas sobre a confiança em Deus. Queria me assegurar de que não estava apenas projetando minhas próprias experiências e pensamentos, como também respondia as dúvidas, as dificuldades e as perguntas que as pessoas possuem atualmente.

As respostas a estas entrevistas me iluminaram muito e me ajudaram a compreender uma série de atitudes, desde pessoas cuja confiança em Deus parecia inabalável até outras que simplesmente acreditam que Deus não é confiável.

Muitas respostas, a grande maioria, caíram no meio de dois extremos e expressaram um profundo desejo de confiança em Deus, contudo, muitas dificuldades para colocá-la em prática.

-Por exemplo?

-Pe. Williams: Às vezes estas dificuldades vêm de uma série de traições geradas na infância. Custa para as pessoas que se sentem enganadas por seus pais, por exemplo, confiar em Deus (que se apresenta como Pai).

Outros experimentaram as traições de sacerdotes, que ferem profundamente suas relações com Deus e com a Igreja.  Alguns vão ao ponto de culpar a si mesmos, pois acreditam que não são dignos da fidelidade dos outros. E quando há este sofrimento nas relações interpessoais, é difícil que não haja influência na relação com Deus.

Já outros se sentem traídos por Deus. Em nossas pesquisas, muitas pessoas afirmaram ter dado plena confiança a Deus, mas disseram que ele falhou. Confiaram nele, mas ele não ofereceu nada. Esta tende de ser uma das experiências mais dolorosas da vida e tínhamos que tratá-la no livro.

-Que diz a uma pessoa que se sente traída por Deus?

-Pe. Williams: O que não pode fazer é pregar. Ninguém quer escutar que está equivocado, que não é justo com Deus ou que pode imaginar o problema. Não seria correto nem construtivo.

Tento falar mais com um companheiro de viagem do que como um professor. Todos já tivemos de enfrentar situações semelhantes a estas e temos de ajudar uns aos outros para superar os obstáculos da fé e da confiança.

O primeiro passo para recuperar a confiança pode vir da compreensão de que Deus não é indiferente a nosso sofrimento. Não é apático, nem distante, nem despreocupado. Na verdade, ele “sente nossa dor” inclusive mais profundamente que nós mesmos. Não foi esta a mensagem da cruz, em que Jesus Cristo escolheu padecer conosco?

-Há caminhos para superar nossa desconfiança?

-Pe. Williams: Acredito que existam muitos. Dedico dois capítulos do livro a um tema que considero fundamental: o ajuste de nossas expectativas sobre Deus. Estou convencido de que muitas vezes (nem sempre), nossas experiências de traição procedam de um mal-entendimento fundamental: esperamos que Deus cumpra as promessas que nunca fez, ao invés de aproveitar plenamente as promessas que nos fez. Todos temos necessidade de comentar nossas expectativas sobre Deus. Quem é Deus para mim? O que Ele me prometeu? O que posso esperar Dele que nunca foi oferecido?

Por exemplo, Jesus Cristo jamais prometeu que, se o seguíssemos tudo seria mais fácil em nossas vidas. Não prometeu segurança no emprego, nem liquidez econômica, nem saúde perfeita, nem casamentos ideais nem muitas outras coisas que de fato gostaríamos. O fato é que, aos seguidores, Jesus Cristo prometeu uma parte de sua cruz todos os dias.

-Temos de redimensionar nossas expectativas para um nível mais racional? Esperar menos para não nos decepcionar?

-Pe. Williams: Não, não. É exatamente o oposto! As coisas que normalmente esperamos de Deus (e sobre as quais nos chateamos quando não recebemos) são os bens temporários e não eternos.

Dói-nos não tê-los, mas este mesmo pode ser um caminho a um coração mais puro e com prioridades mais claras. Deus não nos promete menos que isso, e sim muito mais.

Basta ver algumas das coisas maravilhosas que Jesus Cristo nos promete: promete dizer-nos sempre a verdade. Promete nos amar sempre, incondicionalmente. Promete-nos tudo o que necessitamos para chegar ao céu. Promete que nunca nos exigirá mais do que podemos oferecer. Promete estar sempre conosco e nunca nos deixar sozinhos. Promete dar sentido e valor a todos nossos sacrifícios, lutas, provas e trabalhos. Promete ser nosso prêmio eterno.

Estas coisas não são menos importantes que a seguridade no emprego! São maiores, mais importantes! Deus é o único que pode oferecer tais promessas e cumpri-las.

-Alguns dizem que a confiança de Deus é somente uma desculpa para pessoas preguiçosas que não querem assumir suas próprias responsabilidades. O que pensa disso?

-Pe. Williams: Se trata de uma queixa típica e compreensível, e sim, tento responder em meu livro. Confiança e responsabilidade não se excluem mutuamente, pois se complementam. O segredo está em identificar bem qual é nossa parte e qual parte corresponde a Deus. A virtude da humildade nos ajuda a dar-nos conta de que dependemos de Deus para muitas coisas. Não podemos caminhar sós pela vida; necessitamos da amizade de Deus em cada momento. Mas este reconhecimento sincero de nossa dependência de Deus não nos deveria levar à abdicação de nossas responsabilidades.

Deus nos criou livres, capazes de compromissos e capazes de dominar nossos projetos. No  final das contas, não se trata de “ou Deus ou eu”, mas ele nos convida a partilhar de uma responsabilidade com ele. Recorde que Jesus não só compara seus seguidores aos pássaros do céu e lírios do campos. Também nos compara ao administrador fiel, que sabe como distribuir a comida aos servos no momento oportuno. (Lucas 12, 42). Compara-nos aos servidores encomendados com os bens do dono, para administrá-los e “negociar” com eles (Lucas19,13). Lembra seus discípulos que os trabalhadores são poucos e pede-lhes para orar ao Dono da colheita que envie operários para sua messe (Lucas 10,2). Jesus Cristo quer que confiemos, mas também que lance-mos as mãos e trabalhemos.

-Este livro está destinado a reforçar a confiança das pessoas em Deus?

-Pe. Williams: Sim. Todos passamos por momentos difíceis e às vezes o que mais necessitamos é de que alguém nos direcione e nos recorde que Deus é fiel, que a confiança é possível e que, pesar de nossos sofrimentos mais profundos, e inclusive nossos remorsos, somo amados!

Por Karna Swanson
Fonte:www.zenit.org

“Papa tem razão: Aids não se detém com o preservativo”

outubro 10th, 2009 No comments »

Entrevista aos doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni

ROMA, quarta-feira, 7 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Suscitaram polêmica as declarações do cardeal de Gana, Peter Kodwo Appiah Turkson, a respeito do uso do preservativo entre um casal no qual um dos dois tem Aids.

Respondendo às perguntas de um jornalista, o relator geral do Sínodo dos Bispos para a África explicou que é mais eficaz investir em fármacos antirretrovirais que em preservativos para conter a propagação da Aids.

A resposta reabriu o debate sobre o uso dos preservativos como técnica para combater a expansão do HIV.

Sobre a questão já se havia expressado o Papa Bento XVI e se desencadeou uma tormenta nos meios de comunicação.

Para tentar compreender quais são os argumentos que subjazem ao debate e que parecem implicar tantos interesses, ZENIT entrevistou os doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni, o primeiro médico e o outro professor de Bioética e jornalista de Sat2000, condutor do programa “2030 entre ciência e consciência”, que acabam de entregar ao editor o livro em italiano Il Papa ha ragione! L’Aids non se ferma con il condom (Fede & Cultura).

- O que pensam das declarações do cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson com respeito ao uso de preservativo?

- Puccetti: Ao ler os jornais, fiquei surpreso, mas logo li a transcrição da intervenção do cardeal e então compreendi que se tratava de mais um caso de distorção da mensagem. O cardeal, em primeiro lugar, não se deteve em uma avaliação moral da questão; ao mesmo tempo, através de suas declarações, não se afastou para nada do constante ensinamento moral da Igreja.

O cardeal reconhece, como é lógico, que junto aos fármacos antirretrovirais, o uso do preservativo se opõe à propagação da Aids nos casos em que não se recorre à abstinência e à fidelidade. Está-se falando portanto de tudo que teoricamente pode ser utilizado.

O cardeal fala da experiência dos centros de saúde de Gana e da Igreja Católica, segundo os quais nas famílias nas quais se propôs o preservativo, este funcionou só se estavam decididas a manter a fidelidade. O cardeal recordou que, também no caso de pessoas sorodiscordantes, o recurso ao preservativo é fonte de uma falsa segurança, agravada pelo fato de confiar em uma manufatura.

Quando o presidente de Uganda deu luz verde à estratégia ABC (Abstinence, Be faithful, Condom) que se revelou muito eficaz em combater a epidemia da Aids e que logo foi tomada como modelo com igual êxito em outros países africanos, dizia coisas bastante similares ao que disse o cardeal: a vida não pode ser colocada em jogo confiando-a a uma fina capa de látex.

- Mas o preservativo serve ou não para deter a Aids?

- Puccetti: Não é fácil responder de forma taxativa, mas se tenho que dizer se o preservativo serve para deter a Aids nas epidemias generalizadas, a resposta que posso dar segundo o corpo de conhecimentos científicos disponíveis é “não”.

Para que pudesse funcionar, o homem deveria ser não muito diferente que um rato em uma jaula à qual antes de cada cópula alguém dosa o preservativo. Nesse caso, o preservativo poderia ser útil.

Mas como o homem não é um rato, não vive em jaulas e não há profissionais dispostos a dosar-lhe o preservativo, não há que surpreender-se de que a eficácia teórica não aconteça na vida real.

- Por que decidiram escrever um livro sobre este tema?

- Cavoni: Este livro nasce de uma triste constatação, a de que com frequência a informação fala de fatos que não conhece e, também, os deforma. É o que aconteceu durante a primeira visita do Papa à África em março deste ano.

O livro nasce desta tristeza e, também, da raiva de ver pisoteados os princípios fundamentais de uma correta informação. Ao mesmo tempo, parecia-nos necessário dar a conhecer ao público os fatos assim como sucederam e, de algum modo, abrir os olhos da opinião pública, de modo que não tome como ouro fino torpes instrumentalizações, perpetradas por motivos ideológicos, por superficialidades, ou por ambos fatores.

- Quais os argumentos para dizer que o Papa tinha razão?

- Puccetti: O livro está articulado em duas partes. Na primeira, reconstruiu-se com fidelidade absoluta o trabalho de descrição das declarações do Santo Padre; da leitura do livro se faz sumamente evidente a progressiva distorção da mensagem realizada com adendos, omissões, substituições. Logo, transcrevemos, como fazem vocês com as do cardeal Turkson, as palavras exatas do Papa ao jornalista francês que fez a pergunta sobre o preservativo. Na segunda parte do livro, resumimos o melhor que pudemos o panorama de conhecimento oferecido pela literatura científica internacional enquanto a aplicação clínica da prevenção mediante a promoção do uso do preservativo.

Dedicamos especial atenção aos números, porque consideramos que podem ser uma base de discussão compartilhada à margem da orientação religiosa.

Quando um interlocutor meu se mostra surpreso se declarações de eminentes cientistas confirmam o que diz o Papa, não posso senão deduzir disso o escasso conhecimento dos dados que no curso dos anos se sedimentaram e da amplitude das vozes que, em revistas internacionais como The Lancet ou o British Medical Journal, replicaram aos editoriais daquelas mesmas revistas.

- Por que tanto clamor pelas palavras do Papa e como se produziu a desinformação?

- Cavoni: Todos os maiores jornais nacionais e internacionais se lançaram, direta ou indiretamente, contra o pontífice, réu de ter dito que os preservativos não resolvem os problemas da África e sim, os agravam. As críticas se acentuaram logo no momento em que chegaram as observações, mais ferozes, por parte de vários expoentes de governos europeus e inclusive a resolução do Parlamento belga que pedia ao Papa que desmentisse o afirmado.

A questão é que quem toma posições tão fortes, se presume que saiba o que disse em verdade o Papa; e ao contrário não foi assim: todos falavam mas pouco haviam escutado. Tanto é assim que, em um segundo momento, muitos cientistas confirmaram os conceitos expressados por Bento XVI.

Temos de pensar que, para muitas pessoas, a primeira e única fonte de informação, ou de simples conhecimento da realidade circundante, está determinada por jornais e telejornais. Está vigente ainda, em suma, o clássico “foi dito no telejornal”, ou o “li no jornal”, e isto para confirmar a veracidade do que se soube.

Os meios de informação adquirem um princípio de autoridade potentíssimo. Se portanto as coisas, os fatos, as notícias apresentadas se baseiam em reconstruções parciais, o leitor receberá em presente uma leitura da realidade deformada, que não corresponde à verdade. Com esta técnica se pode inclusive criar uma realidade virtual paralela à real.

Se eu, devendo informar sobre as palavras do Papa, e comentá-las, não o escuto e não reproduzo corretamente, corro o risco de comentar algo que não se disse ou se disse de modo substancialmente diferente.

O problema das fontes jornalísticas, que devem ser acessíveis, etc, das que se fala tanto nestas semanas, não vale apenas, para as atas públicas das fiscalização, mas para o abc do jornalismo: ser testemunha de tudo o que se dispõe a descrever.

Não estamos falando de uma nebulosa objetividade, de imparcialidade; não, estamos falando do fato de que devo estar presente no cenário do fato que descrevo. E se isto não é possível, visto que no caso específico, não todos os jornalistas podem estar no séquito do pontífice, quando menos me permito voltar a escutar, palavra por palavra, o que de verdade disse o Papa e por que o disse.

Ao contrário, muitos se fiaram do que haviam ouvido dizer, de um primeiro texto, incorreto. O resto é história comum de desinformação.
Por Antonio Gaspari
Fonte:www.zenit.org

Lançado concurso para letra do hino da CF 2011

setembro 30th, 2009 1 comment »

 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2011. O hino será escolhido em duas etapas: Na primeira, será feita a escolha da letra, com prazo de entrega das composições até dia 01 de dezembro de 2009; na segunda, será feito o concurso para a música, até abril de 2010.
 
A Campanha da Fraternidade 2011 tem como tema: “Fraternidade e a vida no planeta”, e o lema é: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).
 
Contribuir para o aprofundamento do debate e busca de caminhos de superação dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e seus impactos sobre as condições da vida no planeta é o objetivo geral da campanha.
 
“A CNBB solicita a colaboração de todos os poetas para a criação de um texto belo e profundo que possa servir de hino para a Campanha da Fraternidade de 2011”, afirmou o assessor da CNBB para a Música Litúrgica, padre José Carlos Sala.

Transforme sua vida!

setembro 23rd, 2009 1 comment »

Muitas pessoas vivem reclamando do seu trabalho, casamento, namoro, filhos, pais, Igreja, escola, entre tantas outras coisas, e tudo é motivo para ficar procurando defeitos. Mas será que a vida está tão ruim assim ou nós é que complicamos as coisas?

Ninguém gosta de viver ao lado de quem só sabe reclamar, ou você conhece alguém que goste?
Geralmente as pessoas que reclamam demais, deixam de ter amigos, e parece que um fato ruim atrai outro e assim acontece sucessivamente. Existem pessoas que ficam o dia inteiro ocupando suas mentes com imagens negativas, alimentando sentimentos de raiva, medo, e só conseguem pensar no pior.
Você deve estar pensando agora: “mas será que as pessoas são assim?”, isso parece tão trágico…  É claro que nem todos vivem reclamando, mas algumas pessoas são infelizes porque inconscientemente têm atitudes que não são construtivas.

Reflita por um instante:  Que tipo de pensamento ocupa mais a sua mente, os negativos ou os positivos?  Se você colocar na balança o que fala, o que pesará mais, as conversas que não levam a nada ou as conversas produtivas?  Você procura dar notícias boas ou valoriza e amplifica as ruins?  Tudo o que acontece na sua vida é entregue a Deus em forma de oração? No final do dia você está feliz, ou está exausto com um profundo vazio no coração?

Vamos agora refletir sobre esse assunto à Luz da Palavra de Deus. São Paulo escreve aos Filipenses no capítulo 4, 6-8 :
“Não vos inquieteis com nada! Em todas as cincustâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede tôda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.
Além disto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar os vossos pensamentos.”

Não vos inquieteis com nada! São Paulo foi muito claro, não foi? Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações. Ele não disse: “nessa ou naquela” circunstância, mas “em todas”. Ao invés de ficarmos reclamando, devemos falar com Deus, dizer à Ele o que estamos sentindo, em forma de oração, súplicas e ação de graças. Não devemos apenas pedir, devemos também agradecer.  Se fizermos isso com freqüencia, teremos a paz. Veja que São Paulo já avisa: “A paz de Deus que excede toda a inteligência…” Nós não somos capazes de compreender, mas quando de fato colocamos as coisas nas mãos de Deus, essa PAZ DIVINA invade nossos corações.

Por último São Paulo nos dá a receita do que deve ocupar nossos pensamentos: “Além disto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar os vossos pensamentos.”
Ele NÃO disse: “fique pensando nas coisas ruins, alimente seus medos, pense nas incertezas e reclame de tudo e de todos,….”.
Então meu irmão e minha irmã, a partir de hoje, mude a sua atitude, transforme sua vida e tenha uma vida intensa de oração.

 Se um pensamento ruim vier, mande-o embora afirmando: “Jesus Cristo é o Senhor da minha vida, Ele controla agora os meus pensamentos”. Quando você for reclamar de alguma coisa, pare imediatamente e ore: “Senhor me dê um coração semelhante ao Vosso”. Tenho a certeza absoluta que sua vida vai mudar para melhor e você será mais feliz!

Reze comigo agora: “Meu Senhor Jesus, eu quero modificar meus pensamentos e quero sentir a Tua paz. A partir de hoje, faço um compromisso Contigo: vou procurar ser melhor e passarei a enxergar o lado bom das coisas.  Senhor Jesus, manso e humilde de coração, fazei meu coração semelhante ao Vosso, Amém!”