• É uma riqueza insondável este texto de São Paulo: II Coríntios 12,1-10. O apóstolo nos fala que, para seu espírito não se encher de orgulho e vaidade, foi lhe colocado um “espinho na carne”.

    Padre Fábio de Melo
    Foto: Arquivos CN

    Não é possível falar de crescimento humano se antes não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O bom treinador é aquele que vai saber salientar a qualidade do atleta, mas, sobretudo, vai saber encaminhá-lo para a superação dos limites. O primeiro passo é reconhecer em que nós precisamos melhorar. Contudo, esse é um grande desafio para todos nós, porque, lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Sabe por quê? Porque muitas vezes os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Quando mostramos as nossas fraquezas há uma série de repreensões diante de nós.

    Você já reparou que nós não deixamos a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele? Fazemos uma série de “caras feias” para ver se calamos a criança, para tentar espantar a fragilidade.

    Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa de lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja filho da gente. Nós gostamos é de todo o mundo feliz! Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faça esquecer nossos limites.

    Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouquinho maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo em que ainda temos de melhorar. Estamos em processo de feitura. Não estamos prontos, não somos perfeitos, estamos por ser feitos, estamos sendo feitos aos poucos. E no processo de ser feito aos poucos nós vamos descobrindo onde é que dói “esse espinho” de que fala o apóstolo dos gentios. Esse espinho muda de lugar. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, tanto maior é a facilidade de conhecer limites.

    Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos de tirar aquilo que não nos pertence. Existem algumas inflamações do espírito, da personalidade, porque há pessoas que são tão aborrecidas que a gente não pode nem encostar nelas. São aquelas inflamações que se alastram.

    E aí é que entra a grande contribuição do Cristianismo, numa proposta antropológica. Porque Deus não quer que você seja um “anjinho” na terra, mas que você deixe de ser “inflamado”! Ele quer lhe mostrar as inflamações para que você lute contra elas.

    Cara feia, arrogância, tudo isso é complexo de inferioridade. Sabe qual é o “espinho”? O medo, a insegurança.

    Você já fez a experiência de viver uma palavra que fizesse com que saísse tudo o que estava estragado em seu interior? Língua afiada quer dizer: deixar toda a inflamação que está dentro de nós vir para fora. Ter condições de deixar “vazar” aquilo que antes desconhecíamos é admitir e reconhecer que somos frágeis. A pior ignorância é aquela que finge que sabe! Temos medo de mostrar que não aprendemos, que somos frágeis. Quantas vezes na nossa vida, por medo, perdemos a oportunidade de aprender.

    Muitas vezes, por medo de expor a nossa fragilidade, – porque parece que o mundo de hoje se esqueceu de mostrar a cultura do esforço que se fez para chegar aonde chegamos –, perdemos o direito de chorar. E por diversas vezes choramos e não sabemos por que estamos chorando.

    O ensinamento de Jesus é sempre o avesso do avesso. Quer ser santo? Assuma que você é fraco. Muitas vezes, neste processo de se conhecer, nós sangramos. E nós precisamos sangrar. Um dos maiores poetas da música diz isso.

    Quantas vezes você não se viu traduzido em uma canção de alguém que teve a coragem de sangrar, porque não teve medo de mostrar as próprias fragilidades?

    Nós somos todos iguais. Nós músicos somos todos iguais. Não adianta fingirmos que somos fortes ou ficar fingindo que não sentimos nada e que não temos medo. Eu não sei se existem mais de cinco pessoas que conhecem os seus segredos. Para quantas pessoas você teve coragem de sangrar? Pessoas que o enxergam por dentro são raras.

    Conversão é isso. É você educar o seu filho para que ele possa lhe contar onde estão os “espinhos”. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos de trabalhar para que sejamos melhores.

    A vida vai perdendo a graça porque não nos deixamos sangrar. A gente sangra melhor nos momentos de intimidade, nos quais a gente tem coragem de tirar a couraça. É muito melhor admitir que temos medo. Para as pessoas é sempre doloroso ter de tirar os “espinhos” e ver vazarem as inflamações.

    Há tantas situações que nos deixam com o “coração na boca”. Muitas vezes, nós colocamos muito mais atenção naquilo que as pessoas acham de nós, do que no que nós pensamos de nós mesmos.

    Examine-se, você é uma pessoa que consegue levar o outro à cura. Em última instância, o que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar. Vamos descobrir o que hoje em nós está “infeccionado”, porque é preciso sangrar, é preciso reconhecer-se frágil.

    Padre Fábio de Melo
    Apresentador do programa ‘Direção Espiritual’

  • A vida em sí nos ensina sempre, a todo momento. Nos preocupamos tanto com coisas “importantes” que não podem ser deixadas para depois, e nos esquecemos das coisas simples, que realmente dão valor à vida. Sem essas coisas simples não ha razao de existir as coisas “importantes”, tudo perde a cor.
    Reclamamos tanto que está tudo muito difícil, muito complicado, que nada é fácil nessa vida, que é difícil ser feliz…
    As vezes eu penso que a vida que é simples, e nós os complicados, será que é isso mesmo?
    Complicamos quando tentamos modificar nosso modo de ser, quando queremos usar máscaras para os outros- e até para Deus-. Quando deixamos de ser nós mesmos olhamos a vida embaçada, pois nossos atos, que agora nao dizem quem somos mas nossos personagens, refletem nas outras pessoas que nao agem conosco como agiriam se fossemos simplesmente quem somos.
    a vida muda de figura, e todos se transformam em atores que desejam ser perfeitos…, quando na verdade cada vez mais se distanciam da perfeição enquanto procuram fazer o que é certo para agradarem os outros
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  • Santa Tereza nos indica que unicamente em Deus encontramos nossa verdadeira identidade!

    A santa e Dra. da Igreja deseja nos ensinar com isso que sem a oração – este íntimo contato com Deus – não será possível saber, de fato, quem somos.

    é na oreção, no coração de Deus que vamos, como num espelho, encontrar nossa verdadeira identidade. Sem dúvida, encontra-se consigo unicamente quem se encontra com Deus na oração.

    (RICARDO SÁ)

  • “O trabalho é uma grande terapia. Depois que o pecado veio ao mundo, Deus determinou que o Homem ganhasse o pão de cada dia ‘com o suor do seu rosto’, não como castigo mas como correção.”

    Você precisa trabalhar. Qualquer queseja o trabalho, sendo honesto, ele é belo aos olhos de Deus, porque com ele você está ‘cooprando com Deus na obra da criação’ Não importa se sua atividade consiste nos simples afazerez de uma doméstica ou nas complicadas tarefaz de um cirurgião, que salva uma vida, tudo é importante diante do Senhor.

    Para Ele importa apenas a intensidade do amor com que cada trabalho é realizado. Ele se torna eterno na vida futura. Infelizmente, a maioria dos homens, mesmo muitos católicos, têm uma visão distorcida do trabalho, e, por isso, fazem de tudo para se verem livres dele. É um engano.

    Para nos mostrar a importância do trabalho, Jesus trabalhou até os trinta anos naquela carpintaria humilde de Nazaré. E para nos mostrar que todo trabalho é santo, qualquer que seja, Ele assumiu o trabalho, que era desprezado no seu tempo.

    São Bento, de Nursia, tomou como leme de vida dos mosteiros: ‘Ora et Labora‘ (reza e trabalha). ‘ O trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deusno aperfeiçoamento da criação visível’ (CIC § 378).

    ‘ O trabalho é, pois, um dever: ‘quem não quer trabalhar, também não há de comer’ (2Ts 3,10). O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Suportando a pena do trabalho unido a Jesus, o artezão de Nazaré e o Crucificado do Calvário, o homem colabora de certa maneira com o Filho de Deus na sua obra redentora’ (CIC § 2427)

    Para todos nós, a primeira maneira de servir é trabalhando bem, já que é pelo trabalho que servimos aos outros’. Sem o trabalho não há o pão e o vinho que na mesa Eucarística se transformam no Corpo e no sangue de Cristo. Sem o trabalho do Homem não teríamos o põ de cada dia na mesa, a roupa, a casa, o transporte, o remédio, a cultura, etc. Tudo que chega a nós é fruto do trabalho de alguém; é por isso que o labor é santo e nos santifica quando realizamos com fé, conforme a vontade de Deus.

    São Domingos Sávio, aquele belo santo de 14 anos, dizia ‘Ser santo é cumprir bem os deveres e ser alegre’.

    São Paulo ensinou como devemos trabalhar ‘Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças ao pai’ ( Colossenses 3,17).

    É preciso notar bem esse ‘Tudo quanto fizerdes’, nada fica de fora, nada é profano na nossa vida. Tudo deve serfeito ‘em nome do Senhor’, para dar graças ao Pai ‘Tudo o que fizerdes fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os Homens. Sabeis que recebereis coimo recompensa a herança das mãos do Senhor.Servi ao Senhor Jesus Cristo’(colossenses 3, 23-24).

    Tudo o que fazemos deve ser feito ‘para o Senhor’. Não importa o que seja, se é grande ou pequeno, deve ser feito tendo o Senhor como ’Patrão’ ‘. Se você é lavadeira, então lave cada camisa ou calça como se o próprio Jesus fosse vesti-las.

    Se você cozinha, faça a comida como se o Senhor fosse sentar-se a mesa daqui a poco, para comer essa comida. se você é um pintos de paredes, pinte a casa como se ela fosse a morada do Senho. Se você varre a rua, limpe-a como se o Senhor fosse passar.

    …Se você é um aluno, estude a lição como se o professor fosse o Senhor Deus.

    É isso que são paulo quer nos ensinar quando diz que ‘ Tudo deve ser feito de bom coração, como se fosse para o Senhor, e não para os Homens’. é claro que com essa ‘nova ótica’, você vai trabalhar da melhor maneira possível, com todo o talento, cuidado, dedicação, competência, honestidade, pontualidade… perfeição, porque o fará para Deus. Isso santifica.

    Quando trabalhamos assim, em casa ou na rua, toda a vida muda de sentido e toda ela se torna perfeitamente sagrada, pois é vivida plenamente para Deus. É importante também notar o que São Paulo diz a seguir: ’sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor’.

    Que herança é essa que o próprio Senhor nos entragará? É a vida eterna, o céu, o prémio, por você ter sido ‘fiel no pouco’. Isso mostra que cada minuto do nosso labor aqui na terra, vivido por amor a Deus, com ‘reta intensão’ de agradá-lo, se transforma em semente de eternidade. podemos dizer que as gotas honestas de suor que você derrama, aqui na terra, serão recolhidas no céu. Daí a importância de não se perder tempo, não jogar a vida fora sem nada fazer.

    O mundo é bom, porque foi todo ele feito por Deus. Foi  o pacado que o desfigurou. Mas, palo trabalho de cada um podemos restituír ao mundo a beleza, a bondade e a ordem com que Deus o criou. O trabalho é ‘a marca do Homen na criação’, tornando-se um grande colaborados de Deus. O trabalho bem feito é um bom exemplo, por isso o cristão tem que realizá-lo com toda a perfeição possóvel, empregando todos os talentos.

    Um mal trabalhador é um mal cristão. Um operário displiscente é um mal cristão. É principalmente com o trabalho bem feito, exemplar, que brilhará a luz do nosso testemunho cristão diante dos colegas e Deus será glorificado.

    (PROF. FELIPE AQUINO.)

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  • A única condiçao para alcançarmos a salvação é o amor, e quem pode nos ensinar a amar verdadeiramente? Jesus, que nos amou até a morte.

    Os mandamentos de Deus são instrumentos para vivermos no amor, são formas verdadeiras de amar.

    Quando cremos de coração na Divindade de Jesus Cristo nos enchemos do Espírito Santo. Ou melhor, quando nos enchemos do Espírito Santo declaramos Jesus nosso Deus, e nascemos para Deus. Temos a vida eterna como reconpensa da nossa fé em Jesus Cristo e por agirmos segundo a sua vontade.

    Deus nos dá tudo que pedirmos, desde que não seje contrário à nossa santificação, podemos, assim, viver a nossa fé, acreditando sempre que estamos recebendo de Deus tudo o que estamos pedindo e o que é nescessário para nos santificar.

    O Espírito Santo nos conduz na fé, com Ele tomamos o cuidado para não mais pecar. Porém, se pecarmos, mesmo assim podemos nos alegrar por ter Jesus que perdoou nossos pecados. E, com essa certeza, vamos nos purificar na confissão.

    Devemos estar sempre atentos para não confundir o Espírito de Deus. Pois, mesmo hoje em dia existem muitos que se utilizam do Evangelho,até mesmo para ganhar dinheiro, ou se enganam procurando uma forma fácil de seguir à Deus e acabam por cair nas supertições. É errado pensar que seguir Jesus tem que ser fácil; é recompensante, é prazeroso, mas fácil não é. É nadar contra a maré. Nos dias de hoje tudo nos ira a atenção de Deus, por isso São João nos diz: “Filinhos, guardai-vos dos ídolos”              (1 Jo 5, 21)

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  • AMIZADE 01.08.2009 1 Comment

    Como sabemos que conhecemos alguém?

    Devemos sempre manter o diálogo, a partilha. É partilhando do nosso íntimo que nos mostramos quem realmente somos. Mas tem que ser uma intimidade da alma, dos nossos medos, angustias, felicidades…

    E sempre temos alguém com quem devemos e podemos partilhar.

    Na verdade,  devemos buscar essa intimidade, devemos procurar conhecer as pessoas, por mais superficial que possa parecer essa conhecimento, vai nos levar a saber em quem podemos confiar.

    Nossa convivência com as pessoas também nos mostram em quem podemos confiar.  Porém não podemos pensar que as pessoas as quais não podemos confiar sejam pessoas ruins, não é nada disso…..

    Acontece apenas que não temos afinidade com essa pessoa. Ninguém consegue ser maravilhoso ou se abrir por inteiro com todo mundo…..

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